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O Evangelho como me foi revelado
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Jesus chegou a Cafarnaum com os discípulos. Dirigiram-se a uma fonte e João deu de beber ao Mestre. Simão Pedro, que tinha ido levar uns peixes para casa, veio a correr avisar que o neto de Elias, o fariseu, tinha sido mordido por uma cobra: o rapaz estava a morrer. O avô enlouqueceu e implorou ao Mestre que o viesse curar. De facto, depois de ter pedido a Pedro que o levasse para sua casa, é ele próprio que vem implorar a bondade de Jesus. Jesus conforta-o e vai salvar a criança, chupando a mordidela, como que para extrair o veneno. A criança é salva, mas quando acorda, lembra-se do veneno e fica assustada. Cristo tranquiliza-o e Eliseu declara que gosta dele, apesar de o seu avô lhe ter dito para o chamar "maldito". Elias reage imediatamente e, claro, afirma que nunca disse isso.
Jesus vai-se embora, despedindo-se da família atingida, e Judas censura-o por não ter feito um milagre brilhante. O Senhor responde-lhe que, se o tivesse feito, Elias tê-lo-ia acusado de ter sido ajudado por Belzebu, e continua a dizer que o milagre "leva a ambos os que já estão neste caminho". Quando não se tem humildade, os milagres levam as pessoas à blasfémia, por isso era melhor agir com simplicidade. Quanto ao facto de ter ajudado o seu inimigo, Jesus responde que é a própria Bondade e que nenhum dos seus adversários poderá dizer que ele foi vingativo e provocador para com eles.