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Notas do tema

Ensinamentos ligados ao Magistério da Igreja

Página 32 de 138

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EMF 74.2

O Evangelho como me foi revelado

Citação

74.2 – (...) Vamos.

– Aonde vamos, Mestre?

– A Belém.

– Ainda? Parece-me que por lá não encontraremos bons ares…

– Não importa. Vamos. Quero mostrar-vos o lugar onde os Magos apearam e onde Eu estava.

– Então escuta. Perdoa, sim, Mestre? Mas deixa-me falar. Vamos fazer uma coisa. Em Belém, e no albergue, deixa que eu faça o discurso e as perguntas. Para vós, galileus, não há muito amor na Judéia, e aqui ainda menos do que em outros lugares. Então, vamos fazer assim: Tu e João pareceis galileus até na veste. Tendes uma veste muito simples. E depois… esses cabelos! Por que teimais em conservá-los tão compridos? Eu e Simão daremos a vós os nossos mantos, e usaremos os vossos. Tu, Simão, darás o teu a João. E eu ao Mestre. Eis… assim. Estás vendo? Num momento ficareis parecendo um pouco mais judeus. Agora, isto.

Judas tira o seu capuz — é um pedaço de tela com listras amarelas, marrons, vermelhas, verdes, como o manto, todas alternadas, estando preso em seu lugar por um cordão amarelo — e o coloca na cabeça de Jesus, ajeitando-o ao longo das faces, para esconder os longos cabelos loiros. João fica com o verde bem escuro de Simão:

– Oh! Agora está melhor! Eu tenho um senso prático.

– Sim, Judas. Tu tens o senso prático. É verdade. Toma cuidado, porém, para que ele não supere o outro senso.

– Qual, Mestre?

– O senso espiritual.

– Não! Mas em certos casos é bom sabermos ser mais políticos do que embaixadores. E escuta… Sê bom ainda… é para o teu bem… Não me desmintas se eu disser algumas coisas… algumas coisas… que não são verdade, é isso.

– Que é que estás querendo dizer? Por que mentir? Eu sou a Verdade, e não quero mentira, nem em Mim, nem em torno a Mim.

– Oh! Eu não direi senão meias mentiras. Direi que estamos todos voltando de lugares distantes, do Egito talvez, e que desejamos ter notícias de amigos queridos. Direi que somos judeus que estamos de volta de um exílio… No fundo, em tudo há um pouco de verdade… e depois, quem está falando sou eu… mentira mais, mentira menos…

– Mas, Judas! Para que enganar?

– Deixa para lá, Mestre! O mundo se rege sobre mentiras. E algumas vezes elas são necessárias. Bem, para fazer-te contente, eu direi só que viemos de longe e que somos judeus. Isto é verdade, são três quartos da verdade. E tu, João, não fales nunca, porque te trairias.

– Eu ficarei calado.

– Depois… se as coisas forem andando bem… então diremos o resto. Mas não tenho muitas esperanças. Eu sou astuto, e pego as coisas no ar.

– Eu estou vendo, Judas. Mas, Eu preferiria que fosses simples.

– Pouco adianta. No teu grupo eu serei aquele das missões difíceis. Deixa-me agir.

Jesus está pouco propenso, mas cede.

Detalhe

Judas diz a Jesus que não vai dizer a verdade ao povo de Belém sobre o que aconteceu na altura do massacre dos inocentes. Mas Jesus não quer mentiras à sua volta ou dentro dele.

EMF 74.7.8

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Oh! Multiplicados sofrimentos, ao perderem os filhos, depois de tê-los dado à luz! Oh! Terríveis espinhos de ter semeado e suado pela prole e serem pais sem terem mais a sua prole! (...)

Eu gostaria de devolver-vos vossos filhos em sua própria carne. Mas Eu vos digo: Sede bons, resignados, perdoai, esperai, alegrai-vos em uma esperança, jubilai em uma certeza. Logo reavereis os vossos filhos, anjos no Céu, porque o Messias está para abrir as portas dos Céus e, se fordes justos, a morte será Vida que vem e Amor que volta…

Palavras-chave

EMF 74.7-9

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Jesus estende os braços. Judas, que vê o gesto, diz:

– Não fales! Não é prudente!

Mas Jesus enche a praça com sua voz potente:

– Homens de Judá! Homens de Belém, ouvi! Ouvi, ó vós, mulheres da terra consagrada a Raquel! Ouvi a alguém que vem de Davi que, perseguido, sofreu, e que tornado digno de falar, fala, para dar-vos luz e conforto. Ouvi.

As pessoas param de gritar, discutir, comprar, e se ajuntam.

– É um rabi!

– Certamente vem de Jerusalém.

– Quem é?

– Que belo homem!

– Que voz!

– Que modos!

– E, além disso, se é da descendência de Davi!

– Então é nosso.

– Ouçamos, ouçamos!

Toda a praça está agora perto da escadinha, que parece um púlpito.

– No Gênesis está escrito[2]: “Eu porei inimizade entre ti e a mu­lher… esta te esmagará a cabeça, e tu armarás ciladas ao seu calca­nhar.” E está escrito ainda: “Eu multiplicarei os teus sofrimentos e as tuas gestações… e a terra produzirá abrolhos e espinhos.” Esta foi a condenação do homem, da mulher e da serpente.

Tendo vindo de longe para venerar o túmulo de Raquel, ouvi no vento da tarde, no orvalho da noite, no lamento do rouxinol pela manhã, repetir-se os soluços da antiga Raquel[3], pelas tantas bocas das mães de Belém encerradas nos sepulcros, ou nos corações. E ouvi o rugir da dor de Jacó, na dor dos viúvos, que ficaram sem suas esposas, porque a dor as matou… Eu choro convosco. Mas ouvi, ó irmãos da minha terra. Belém, terra bendita, a menor das cidades de Judá, mas a maior aos olhos de Deus e da humanidade porque berço do Salvador, como diz Miquéias[4], exatamente por ser assim, por ser destinada a ser o tabernáculo sobre o qual pousaria a Glória de Deus, o Fogo de Deus, o seu Amor encarnado, desencadeou o ódio de Satanás.

“Porei inimizade entre ti e a mulher. Ela te manterá sob o seu pé, e tu armarás ciladas ao seu calcanhar.” Que inimizade há maior do que aquela, que tem em mira os filhos, que são o coração do coração da mulher? E qual é o mais forte pé do que aquele da mãe do Salvador? Eis porque foi natural a vingança de Satanás vencido, o qual, não ao calcanhar, mas ao coração das mães, pela Mãe, ocorreu a sua insídia.

Oh! Multiplicados sofrimentos, ao perderem os filhos, depois de tê-los dado à luz! Oh! Terríveis espinhos de ter semeado e suado pela prole e serem pais sem terem mais a sua prole! Mas jubila, Belém! O teu sangue mais puro, o sangue dos inocentes, fez um caminho de fogo e de púrpura para o Messias…

74.8

A multidão, que vinha sempre mais rumorejando, desde quando Jesus falou no Salvador, e depois na mãe Dele, agora mostra um sinal mais claro de agitação.

– Cala-te, Mestre –diz Judas–. E vamos embora.

Mas Jesus não lhe dá ouvidos, e continua:

– … para o Messias, que a Graça de Deus Pai salvou dos tiranos, a fim de conservá-lo para a salvação do povo e…

Uma voz estridente de mulher grita:

– Cinco, cinco deles eu tinha dado à luz, e mais nenhum está em minha casa! Pobre de mim!

E grita histericamente. É o começo da algazarra.

Uma outra se revolve na poeira, rasga as vestes, mostra uma de suas mamas mutilada no bico, e grita:

– Aqui, aqui sobre esta mama é que degolaram o meu primogênito! A espada cortou-lhe o rosto, juntamente com o bico do meu seio. Oh! O meu Eliseu!

– E eu? E eu? Eis ali o meu palácio! Três túmulos em um, velados pelo pai. Marido e filhos juntos. Eis, eis!… Se aqui está o Salvador, que ele me devolva os filhos, me devolva o esposo, me salve do desespero e de Belzebu, me salve!

Todos gritam.

– Os nossos filhos, os maridos, os pais! Devolva-os, se é que está aqui!

Jesus move os braços, impondo silêncio.

– Irmãos da minha terra, Eu gostaria de devolver-vos vossos filhos em sua própria carne. Mas Eu vos digo: Sede bons, resignados, perdoai, esperai, alegrai-vos em uma esperança, jubilai em uma certeza. Logo reavereis os vossos filhos, anjos no Céu, porque o Messias está para abrir as portas dos Céus e, se fordes justos, a morte será Vida que vem e Amor que volta…

– Ah! És Tu o Messias? Dize-o em nome de Deus!

Jesus abaixa os braços, com aquele seu gesto suave, manso, que parece um abraço, e diz:

– Eu o sou!

– Fora! Fora! Então é por tua culpa!

Passa voando uma pedra, por entre assobios e escárnios.

74.9

Judas dá um belo salto… oh! se ele tivesse sido sempre assim! Coloca-se na frente do Mestre, de pé sobre o muro do terraço, o manto desdobrado, e recebe, destemido, as pedradas, e até uma que lhe sangra, e grita para o João e o Simão:

– Levai Jesus embora. Levai-o para atrás daquelas árvores. Depois eu irei. Ide, em nome do Céu!

E para a multidão:

– Cães hidrófobos! Eu sou do Templo, e ao Templo e a Roma vos denunciarei.

A multidão, por um momento, sente medo. Mas depois recomeça o apedrejamento, por sorte, inábil. E Judas, impassível o recebe, respondendo com afrontas às maldições do povo. Aliás, agarra no ar uma das pedras e a remete sobre a cabeça de um velhote, que grita, como uma pega que está sendo depenada viva. E, como estão tentando subir até o seu pedestal, ele, rápido, pega um galho seco, que está no chão (agora ele desceu do muro), e desce o galho sobre costas, cabeças, mãos, sem piedade.

Chegam as milícias e, com suas lanças, vão abrindo caminho:

– Quem és? Por que essa briga?

– Um judeu está sendo agredido por estes plebeus. Estava comigo um rabino conhecido dos sacerdotes. Ele estava falando a estes cães. E eles escaparam das correntes, e nos atacaram.

– Quem és tu?

– Judas de Keriot, que já fui do Templo, e agora sou discípulo do Rabi Jesus da Galiléia. Sou amigo do fariseu Simão, do saduceu Jocanã, do conselheiro do Sinédrio José de Arimatéia, e, enfim, isto podes conferir, de Eleazar ben Ana, o grande amigo do Procônsul.

– Irei verificar. Para onde vais?

– Vou com meu amigo para Keriot, e depois para Jerusalém.

– Vai. Nós defenderemos tuas costas.

Judas estende a mão com umas moedas para o soldado. Deve ser uma coisa ilícita… mas usual, porque o soldado as pega, rápido e cauteloso, o saúda e sorri. Judas desce do seu pódio e vai aos saltos pelo campo inculto, e alcança os companheiros.

– Estás muito ferido?

– Coisa de nada, Mestre. Depois, foi por Ti… Mas eu também bati. Devo estar todo sujo de sangue…

– Sim, na face. Aqui há um fio de água.

João molha um paninho e lava a face de Judas.

– Lamento Judas… Mas vê… também dizer a eles que éramos judeus, segundo o teu senso prático…

– São uns animais. Creio que terás ficado persuadido disso, Mestre. E que não insistirás.

– Oh! Não. Não por medo. Mas porque é inútil, por enquanto. Quando não nos querem, não os maldizemos, mas nos retiramos, rezando pelos pobres loucos, que estão morrendo de fome, e não enxergam o Pão. Vamos por este caminho remoto. Creio que podemos tomar o caminho para Hebron. Para os pastores, se os encontrarmos.

– Para levarmos mais pedradas?

– Não. Para dizer a eles: “Sou Eu”.

– Ah! Então é certo que vão bater em nós. Há trinta anos que estão sofrendo por tua causa!….

– Veremos.

E lá se vão por um pequeno bosque compacto, sombreado, fresco, e eu os perco de vista.

Detalhe

Jesus chega às ruínas da casa de Ana. Decidiu então falar com os habitantes de Belém, que tinham perdido os seus filhos no massacre dos Inocentes.

EMF 75.3

O Evangelho como me foi revelado

Tradução em curso

Palavras-chave

EMF 75.4

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– E os meus meninos?

– São anjos, Elias. Anjos que repetirão o “Glória”, quando o Salvador for coroado.

– Coroado Rei?

– Não. Coroado Redentor. Oh! Cortejo dos justos e santos! E, na frente, as falanges, brancas e purpurinas dos pequenos mártires! E, abertas as portas do Limbo, eis que subiremos juntos ao Reino, onde não há morte. E depois, vós ireis e reencontrareis vossos pais, mães e filhos no Senhor! Crede.

– Sim, Senhor.

Detalhe

Elias tinha perdido os seus filhos no massacre dos Inocentes. Pergunta ao Mestre o que lhes vai acontecer.

EMF 75.4

O Evangelho como me foi revelado

Citação

75.4 E os outros? Vós éreis doze: Elias, Levi, Samuel, Jonas, Isaque, Tobias, Jônatas, Daniel, Simeão, João, José e Benjamim. Minha mãe me dizia sempre os vossos nomes. Como sendo dos meus primeiros amigos.

– Oh!

Os pastores estão cada vez mais comovidos.

– Onde estão os outros?

– O velho Samuel morreu de idade, há vinte anos. José foi morto por ter combatido à porta do recinto, para dar tempo à esposa, que havia dado à luz poucas horas antes, para fugir com este aqui, que eu recolhi por amor ao amigo, e para… para ter ainda meninos ao meu redor. Também a Levi eu tomei comigo… Ele era um dos perseguidos. Benjamim é hoje pastor nas terras do Líbano, junto com Daniel. Simeão, João e Tobias, que agora tomou o nome de Matias em memória de seu pai, também ele assassinado, são discípulos de João. Jonas está na planície de Esdrelon, a serviço de um fariseu. Isaque está com os rins quebrantados, vive em uma miséria absoluta, e mora sozinho em Juta. Nós o ajudamos, como podemos… mas vivemos perseguidos, e o que lhe podemos dar é como gotas de orvalho em um incêndio. Jônatas agora é servo de um dos grandes de Herodes.

– Como pudestes, especialmente Jônatas, Jonas, Daniel e Benjamim ir trabalhar nesses serviços?

– Eu me lembrei de Zacarias, teu parente… Tua mãe me tinha mandado a ele. E, quando nos encontramos nos desfiladeiros da Judéia, fugitivos e malditos, eu os levei a ele. Ele foi bom. Protegeu-nos, matou-nos a fome. Procurou um patrão para nós. Fez o que pôde. Eu já havia pego todo o rebanho de Ana, encampado pelo herodiano… e fiquei com ele… Tendo-se feito homem, o Batista, e começado a pregar, Simeão, João e Tobias o acompanharam.

– Mas agora o Batista está preso.

– Sim. Mas eles estão de ronda perto de Maqueronte, com um punha­do de ovelhas, para não levantar suspeitas, dadas por um homem rico, discípulo de João, teu parente.

– Eu gostaria de vê-los todos.

– Sim, Senhor. Nós iremos dizer a eles: “Vinde. Ele está vivo. Ele se lembra de nós e nos ama.”

– E vos quer entre os seus amigos.

– Sim, Senhor.

– Mas, antes, nós iremos a Isaque. E Samuel e José, onde estão sepultados?

– Samuel está em Hebron. Ficou a serviço de Zacarias. José… não tem sepultura, Senhor. Ele foi queimado com a casa.

– Não entre as chamas dos cruéis, mas entre as chamas do Senhor, e na glória, logo ele haverá de estar. Eu vo-lo digo. A ti, José, filho de José, Eu te digo. Vem cá, para que Eu te beije e para dizer um obrigado ao teu pai.

– E os meus meninos?

– São anjos, Elias. Anjos que repetirão o “Glória”, quando o Salvador for coroado.

– Coroado Rei?

– Não. Coroado Redentor. Oh! Cortejo dos justos e santos! E, na frente, as falanges, brancas e purpurinas dos pequenos mártires! E, abertas as portas do Limbo, eis que subiremos juntos ao Reino, onde não há morte. E depois, vós ireis e reencontrareis vossos pais, mães e filhos no Senhor! Crede.

– Sim, Senhor.

– Chamai-me Mestre.

Detalhe

Resumo Jesus encontrou Elias e Levi, dois pastores da Natividade. Explica onde estão os outros pastores, o que Zacarias fez por eles e quem seguiu João Batista quando este iniciou a sua missão de Precursor.

Eu já tinha levado toda a trouveau de Ana passada ao Herodiano... e fiquei com ela... uma nota na segunda edição faz o seguinte esclarecimento.

Quer dizer : *o rebanho que eu estava a guardar em nome de Ana tinha sido tomado pelo Herodiano, por isso passei para o seu serviço.

EMF 76

O Evangelho como me foi revelado

Detalhe

Elias, Levi, José, Jesus, João, Simão, o Zelota, e Judas aproximam-se de Yutta. Cristo tenciona ir a Hebron para rezar sobre os ossos de Samuel e Zacarias, mas dá prioridade a Isaac, porque devemos sempre cuidar dos que sofrem. Rezar pelos nossos mortos também é importante, mas eles já estão em paz se tiverem sido justos.

Depois de falarem da diferença entre o homem e o animal, da comunhão dos santos e da ligação entre os mortos e os vivos, Jesus e os seus amigos chegam a Yutta. Elias vai à frente para falar com Isaac, dizendo-lhe que Jesus o quer ver e que deve vir. O pastor, que era aleijado e paralítico, ficou imediatamente curado e foi ver o Salvador o mais depressa possível.

O Salvador adorou-o e levou-o para uma família de Yutta que tinha tomado conta dele. É um casal com quatro filhos: chamam-se Maria, José, Emanuel e o último ainda não tem nome. A pequena família acredita no Messias e convida-o a circuncidar o filho recém-nascido. Jesus decide que se vai chamar Jesai. O sacerdote que veio realizar a cerimónia prestou pouca atenção ao Senhor e os seus convidados ficaram mortificados, mas ele tranquilizou-os e confortou-os. Convida João a mostrar as ovelhas a José e a Emanuel. A pequena Maria fica junto de Jesus e ele convida-a a ser tão boa como a sua Mãe. A criança aceita imediatamente e fala com ele com familiaridade. Levada de volta por Judas, Jesus diz-lhe que deixe estar, porque os inocentes são a sua alegria e só eles podem dizer o seu nome com tanta pureza como a sua Mãe.

EMF 76.2

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Que são os ossos? São uma prova do poder de Deus, que com o pó criou o homem. Mas nada além disso. O animal também tem ossos. O esqueleto de todos os animais é menos perfeito que o do homem. Somente o homem, o rei da criação, tem uma posição ereta, de um rei sobre os seus súditos, com um rosto que olha para a frente e para o alto, sem precisar torcer o pecoço; para o alto, onde está a morada do Pai. Mas são sempre ossos. Pó que ao pó retorna. A Bondade eterna decidiu reconstituí-lo, no Dia eterno, para dar uma alegria ainda mais viva aos bem-aventurados. Pensai, não só os espíritos serão reunidos e se amarão como e muito mais do que sobre a terra, mas também se alegrarão por poderem ver-se de novo com aqueles aspectos que tiveram na terra: os meninos de cabelos encaracolados, e queridos como os teus, Elias, os pais e as mães com um coração e com um rosto que era todo amor, como os vossos, Levi e José. Aliás, para ti, José, será um conhecer finalmente, aqueles rostos dos quais sentias falta. Já não haverá mais órfãos, não mais viúvos entre os justos, lá em cima…

EMF 76.2

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Os mortos não sofrem mais, quando foram justos. (...) Portanto, para os mortos, que precisam de orações, não é necessário estar perto dos seus ossos para dar-lhes (orações). Que são os ossos? São uma prova do poder de Deus, que com o pó criou o homem. Mas nada além disso. O animal também tem ossos. O esqueleto de todos os animais é menos perfeito que o do homem. Somente o homem, o rei da criação, tem uma posição ereta, de um rei sobre os seus súditos, com um rosto que olha para a frente e para o alto, sem precisar torcer o pecoço; para o alto, onde está a morada do Pai. Mas são sempre ossos. Pó que ao pó retorna. A Bondade eterna decidiu reconstituí-lo, no Dia eterno, para dar uma alegria ainda mais viva aos bem-aventurados. Pensai, não só os espíritos serão reunidos e se amarão como e muito mais do que sobre a terra, mas também se alegrarão por poderem ver-se de novo com aqueles aspectos que tiveram na terra: os meninos de cabelos encaracolados, e queridos como os teus, Elias, os pais e as mães com um coração e com um rosto que era todo amor, como os vossos, Levi e José. Aliás, para ti, José, será um conhecer finalmente, aqueles rostos dos quais sentias falta. Já não haverá mais órfãos, não mais viúvos entre os justos, lá em cima… O sufrágio aos mortos, se pode prestar em qualquer lugar. É a oração de um espírito pelo espírito de alguém que nos era próximo, ao Espírito perfeito que é Deus, e que está em toda parte. Oh! Santa liberdade de tudo isso que é espiritual! Não há distâncias, nem exílios, nem prisões, nem sepulcros… Nada que divida ou que acor­rente, em uma impotência penosa, aquilo que está fora e acima das correntes da carne. Vós ides, aos vossos diletos, com a melhor parte de vós mesmos. E eles, com sua melhor parte, vêm a vós. E tudo — dessa efusão de espíritos que se amam — gira ao redor do Fulcro eterno, Deus: Espírito perfeitíssimo, Criador de tudo quanto foi, é e será, amor que vos ama e vos ensina a amar…