Ir para o conteúdo

Notas do tema

Factos sobre a vida pública de Jesus Cristo

Página 10 de 83

Conforto de leitura

Aa

EMF 54.2

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– (...) Disseram-me que na outra tarde Te manifestaste como Voz de Deus e Portador da Graça. Disseram-me que Tu asseguraste que, erguendo o teu sinal, curas com ele todos os males. Ergue-o sobre mim. Eu venho dos sepulcros… lá… Eu rastejei como uma serpente por entre as sarças da beira do córrego para chegar até aqui sem ser visto. Esperei que a tarde chegasse para poder vir, porque na penumbra vê-se menos quem eu sou. Eu ousei… encontrei este, que é da casa e que é muito bom. Ele não me matou. Somente me disse: “Espera junto ao muro.” Tem piedade, Tu também!

Visto que Jesus se aproxima (sozinho, porque os seis discípulos e o dono do lugar, com os dois desconhecidos, estão longe e mostram claramente aversão) diz ainda:

– Não te adiantes mais! Não mais! Eu estou infeccionado!

Mas Jesus prossegue. Olha para ele com tanta piedade, que o homem se põe a chorar, ajoelha-se com o rosto quase ao chão e geme, dizendo:

– O teu sinal! O teu sinal!

– Ele será elevado, quando chegar a sua hora. Mas, a ti Eu digo: levanta-te! Sê curado. Eu quero. E sê tu o meu sinal nesta cidade que precisa conhecer-me. Levanta-te. Eu te digo! E não peques mais, em reconhecimento a Deus!

Detalhe

Simão, o Zelote, que sofria de lepra, aproxima-se de Jesus e fala-lhe do sinal da cruz. Aí mostrou toda a sua fé e Jesus prometeu-lhe que o seu sinal ressuscitaria a seu tempo.

EMF 54.5

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Eu quero ser chamado o Filho do homem porque aniquilo a Mim mesmo, pondo em minhas costas todas as misérias do homem para levá-las comigo, primeiro ao meu patíbulo e depois de tê-las levado, anulá-las, mas não por as ter tido como minhas. Que peso, amigos! Mas, Eu o levo com alegria. Levá-lo é a minha alegria porque sendo o Filho da humanidade, tornarei a humanidade filha de Deus, como foi no primeiro dia.

EMF 54.5

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– (...) Oh! Meus amigos! E quem é perfeito, a não ser Deus?

– Tu o és.

– Em verdade vos digo que não sou perfeito por Mim, se pensais que Eu sou um profeta. Nenhum homem é perfeito. Mas perfeito Eu sou, porque Este que vos está falando é o Verbo do Pai. Ele é parte[1] de Deus, é o seu Pensamento, que se faz Palavra. Eu tenho a Perfeição em Mim. E deveis crer que Eu sou assim, se credes ser Eu o Verbo do Pai. Contudo vós estais vendo, amigos. Eu quero ser chamado o Filho do homem[2] porque aniquilo a Mim mesmo, pondo em minhas costas todas as misérias do homem para levá-las comigo, primeiro ao meu patíbulo e depois de tê-las levado, anulá-las, mas não por as ter tido como minhas. Que peso, amigos! Mas, Eu o levo com alegria. Levá-lo é a minha alegria porque sendo o Filho da humanidade, tornarei a humanidade filha de Deus, como foi no primeiro dia.

Detalhe

Sendo parte de Deus, seu Pensamento feito Verbo, tenho em mim a perfeição. Numa nota da segunda edição, está escrito: "parte não deve ser entendida como "porção", mas como "pertença". Ao contrário do homem, que pertence a Deus não por natureza, mas por semelhança (nota 167.9), Jesus pertence a Deus por natureza: por outras palavras, ele é Deus como o Pai (ele dirá em 487.4: "Eu sou dele, parte e todo com ele"). É por isso que a sua perfeição não reside no facto de ser profeta (como disse acima), mas no facto de ser Deus-Homem. A parte humana do Homem-Deus foi completada de forma exaustiva pela sua vitória sobre as tentações (como ele próprio dirá em 80.10 e como se depreende do final da nota de 174.9). Os discursos de Jesus nos capítulos 487 e 506 sobre as duas naturezas, divina e humana, são fundamentais.

Filho do homem é o mais frequente dos títulos dados a Jesus e que Jesus se dá a si mesmo. O seu significado geral é dado em 343.4; mas o seu significado messiânico encontra-se aqui, bem como, por exemplo, em 126.3 e 603.1.

EMF 54.7

O Evangelho como me foi revelado

Citação

54.7 – Eu queria perguntar uma coisa….

– Qual, André?

– João me contou o milagre feito em Caná… Nós tínhamos muita esperança de que Tu fizesses um deles em Cafarnaum… e Tu disseste que não farias milagre, se antes não tivesses cumprido a Lei. Por que então o fizeste em Caná? E por que não em tua pátria?

– Toda obediência à Lei é união com Deus e, por isso, um aumento de nossa capacidade. O milagre é a prova da união com Deus, da presença benévola e consciente de Deus. Por isso Eu quis cumprir o meu dever de israelita antes de iniciar a série de prodígios.

– Mas Tu não estavas obrigado pela Lei.

– Por que? Como Filho de Deus, não. Mas, como filho da Lei, sim. Israel, por enquanto, só me conhece como tal… E, mesmo depois, quase todo Israel me conhecerá como tal, aliás, como menos ainda. Mas Eu não quero dar escândalo a Israel e por isso obedeço a Lei.

– Tu és santo.

– A santidade não exclui a obediência. Ao contrário, a aperfeiçoa. Além de tudo mais, é preciso dar o exemplo. Que diríeis de um pai, de um irmão mais velho, de um mestre, de um sacerdote, que não desse bom exemplo?

– E então, o caso de Caná?

– Em Caná, era a alegria que à minha mãe devia ser dada. Caná é a antecipação que se deve à minha mãe. Ela é a antecipadora da Graça. Aqui Eu presto honra à Cidade santa, fazendo dela publicamente o lugar do início do meu poder de Messias. Mas lá, em Caná, Eu prestava honra à santa de Deus, à toda santa. O mundo me tem por meio dela. É justo que para ela seja feito o meu primeiro prodígio no mundo.

EMF 54.7

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– Eu queria perguntar uma coisa….

– Qual, André?

– João me contou o milagre feito em Caná… Nós tínhamos muita esperança de que Tu fizesses um deles em Cafarnaum… e Tu disseste que não farias milagre, se antes não tivesses cumprido a Lei. Por que então o fizeste em Caná? E por que não em tua pátria?

– Toda obediência à Lei é união com Deus e, por isso, um aumento de nossa capacidade. O milagre é a prova da união com Deus, da presença benévola e consciente de Deus. Por isso Eu quis cumprir o meu dever de israelita antes de iniciar a série de prodígios.

– Mas Tu não estavas obrigado pela Lei.

– Por que? Como Filho de Deus, não. Mas, como filho da Lei,

sim. Israel, por enquanto, só me conhece como tal… E, mesmo depois, quase todo Israel me conhecerá como tal, aliás, como menos ainda. Mas Eu não quero dar escândalo a Israel e por isso obedeço a Lei.

– Tu és santo.

– A santidade não exclui a obediência. Ao contrário, a aperfeiçoa. Além de tudo mais, é preciso dar o exemplo. Que diríeis de um pai, de um irmão mais velho, de um mestre, de um sacerdote, que não desse bom exemplo?

– E então, o caso de Caná?

– Em Caná, era a alegria que à minha mãe devia ser dada. Caná é a antecipação que se deve à minha mãe. Ela é a antecipadora da Graça. Aqui Eu presto honra à Cidade santa, fazendo dela publicamente o lugar do início do meu poder de Messias. Mas lá, em Caná, Eu prestava honra à santa de Deus, à toda santa. O mundo me tem por meio dela. É justo que para ela seja feito o meu primeiro prodígio no mundo.

EMF 55.3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Um dia os sepulcros selados deixarão escapar os mortos verdadeiros, que aparecerão para se rirem com as órbitas de seus olhos vazios, com as mandíbulas descobertas pelo júbilo longínquo, e entretanto sentido pelos esqueletos, dos espíritos liberados do Limbo de espera. Eles aparecerão para se rirem diante dessa sua libertação, e para vibrarem, sabendo a quem é que a devem…

EMF 55.4

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– (...) Eu vos peço a todos: não fiqueis mais discutindo sobre merecimentos e postos. Eu teria podido nascer rei. Nasci pobre, em uma estrebaria. Teria podido ser rico. Vivi do trabalho e agora da caridade. Contudo, crede-o, amigos, não há ninguém maior aos olhos de Deus do que Eu. Do que Eu, que estou aqui como servo do homem.

– Servo Tu? Nunca.

– Por que, Pedro?

– Porque eu é que serei o teu servo.

– Ainda que tu me servisses, como uma mãe serve ao seu filhinho, Eu vim para servir ao homem. Para ele Eu serei o Salvador. Que serviço existe igual a este?

EMF 56

O Evangelho como me foi revelado

Detalhe

Perto do vau do Jordão, Maria vê Tomé, Judas de Alfeia e Simão, o Zelota. Há três dias que esperam por Jesus neste local e Judas garante-lhes que, se o primo prometeu encontrá-los aqui, assim o fará. Judas fala da sua relação com Jesus, explicando que ele é seu primo, que era o preferido de José e que cresceu muito perto da Virgem Maria. O homem de Nazaré também fala das divisões na sua família, mas agora quer seguir Cristo. O seu único arrependimento é o facto de os pais poderem ser inimigos dos filhos. Simão, o Zelota, suspira com esta observação, mas Tomé revela que o seu pai o encorajou a seguir o Messias.

Jesus chega finalmente. Judas revela então a sua intenção de seguir o seu Mestre, e Cristo acolhe-o: confirma-lhe também que é de facto permitido seguir o Senhor, pois "nada há acima de Deus".

Depois de felicitar Tomé pela sua obediência e fidelidade, Jesus dirige a sua atenção a Simão, o Zelota. Pede-lhe que o siga e os dois conversam sobre a sua família, o seu pai e a doença de que tinha sido vítima. O Mestre une então Simão, o Zelota, e Judas, um sem filhos devido à sua doença, o outro tendo perdido o pai ao seguir o Senhor. Para já, porém, deu a cada um deles uma missão. Tomé devia evangelizar na Judeia. Judas devia evangelizar Nazaré. Pedro, Tiago, João, André, Filipe e Bartolomeu voltaram para os seus barcos, para Cafarnaum e Betsaida.

EMF 56.2

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Um dos seis me disse enquanto o Mestre se afastava entre as aclamações da multidão, depois do milagre de um aleijado que pedia esmola, que foi curado junto à porta dos Peixes: “Nós agora vamos para fora de Jerusalém. Espera-nos a cinco milhas entre Jericó e Doco, na curva do rio, ao longo da rua arborizada.” É esta. Disse também: “Lá nós estaremos dentro de três dias, ao romper do dia".

Detalhe

Tomé falou com Judas e Simão e disse-lhes

EMF 56.3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

56.3 – Tu sempre estiveste com Ele?

– Sempre. Desde quando Ele voltou a Nazaré foi para mim um bom companheiro. Sempre estivemos juntos. Somos da mesma idade, sendo eu um pouco mais velho. Além disso, dos meus irmãos eu era o preferido do pai Dele, irmão de meu pai. Também a mãe me queria muito bem. Eu cresci mais com ela do que com minha mãe.

– Ela te queria… Então agora não te quer mais o mesmo bem?

– Oh! Sim. Mas nós temos estado um pouco divididos desde que Ele se fez profeta. Meus parentes não gostam disso.

– Quais parentes?

– Meu pai e os dois filhos mais velhos. O outro está titubeante… Meu pai está muito velho e não tive coragem de irritá-lo. Mas agora… agora, não mais. Agora eu vou onde o coração e a mente me levam. Vou a Jesus. Creio que não ofendo a Lei fazendo assim. Mas já… se não fosse justo o que eu quero fazer Jesus me diria. Eu farei o que Ele disser. É lícito a um pai criar obstáculos a um filho no caminho do bem? Se eu sinto que ali está a salvação, por que impedir-me de tê-la? Por que os pais, às vezes, são nossos inimigos?

Simão suspira, como quem se lembra de coisas tristes e inclina a cabeça, mas não fala.

É Tomé quem responde:

– Eu já superei esse obstáculo. Meu pai me ouviu e me compreendeu. Ele me abençoou dizendo: “Vai. Que esta Páscoa seja para ti a libertação da escravidão de uma expectativa. Feliz de ti que podes crer. Eu espero. Mas, se for Ele mesmo, e ao segui-lo perceberes que é, vem dizer ao teu velho pai: ‘Vem. Israel já tem o Esperado’.”

– És mais feliz do que eu. E dizer que nós temos vivido ao seu lado!… E não cremos, logo nós da família!… E dizemos, ou melhor, eles dizem: “Ele perdeu o juízo!"

Detalhe

Simão, o Zelota, perguntou a Judas se ele sempre tinha acompanhado Cristo.