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Notas do tema

Factos e elementos bíblicos no Novo Testamento

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EMF 73.6

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– (...) Não poderia ser que os pastores e os magos tivessem dito a verdade, a eles revelada por Deus? Por que querer crer que eles eram mentirosos?

– Porque os anos da profecia não se tinham completado. Depois percebemos… depois que o sangue, que avermelhou a água de nossos tanques e rios, nos abriu os olhos do pensamento.

– E não poderia o Altíssimo, por um excesso de amor para com o seu povo, antecipar a vinda do Salvador? Sobre o que foi que os magos basearam suas afirmações? Disseram-me que eles vinham do Oriente…

– Nos cálculos que fizeram sobre uma nova estrela.

– E não está escrito[2]: “Uma estrela nascerá de Jacó, e uma vara se levantará de Israel”? E Jacó não é o grande patriarca, e não fez ele uma parada nesta terra de Belém, que para ele era tão querida como a pupila de seus olhos, por ter aí morrido a sua querida Raquel? Além disso, não foi dito pela boca do profeta: “Um broto despontará da raiz de Jessé, e uma flor nascerá dessa raiz”? Isai, o pai de Davi nasceu aqui. O broto da estirpe, cortada perto da raiz pela usurpação dos tiranos, não é a “Virgem”, que dará à luz o Filho, não tido de homem, porque então não seria mais virgem, mas da vontade divina, onde Ele será “o Emanuel”, porque, como Filho de Deus, será Deus e levará por isso Deus entre o seu povo, como diz o seu nome? E não será anunciado, como diz a profecia, aos povos das trevas, ou seja, aos pagãos “por uma grande luz”? E a estrela vista pelos magos não poderia ser a estrela de Jacó, a grande luz das duas profecias, a de Balaão e a de Isaías? E a própria matança realizada por Herodes não faz parte das profecias? “Um grito foi ouvido no alto… É Raquel que chora os seus filhos.” Estava marcado que as lágrimas fizessem gemer os ossos de Raquel em seu sepulcro em Efrata, quando, por meio do Salvador, tivesse chegado a recompensa ao povo santo. Lágrimas que depois se transformariam em um riso celeste, como o arco-íris, que é formado pelas últimas gotas do temporal, mas diz: “Eis um tempo sereno que vos é concedido.”

– Tu és muito douto. És rabi?

– Eu sou.

– Eu estou percebendo. Há luz e verdade nas tuas palavras. Mas… oh! muitas feridas ainda sangram nesta terra de Belém por causa do verdadeiro ou do falso Messias… Eu não o aconselharia a vir mais aqui. A terra o rejeitaria, como se rejeita um enteado por causa do qual morreram os filhos verdadeiros. Mas agora… se era Ele… já está morto como os outros que foram degolados.

Anotação

Livro do Génesis 35, 15-20

Génesis 35, 15-20

Jacob chamou "Betel" ao lugar onde Deus tinha falado com ele. Montaram o acampamento e partiram de Betel. Faltava-lhes ainda percorrer alguma distância para chegar a Efrata, onde Raquel deu à luz. E o seu parto foi doloroso. Durante este parto difícil, a parteira disse-lhe: "Não tenhas medo! Ainda tens um filho! No seu último suspiro, quando estava a morrer, Raquel chamou-lhe Ben-Oni (ou seja, Filho do Luto), mas o pai chamou-lhe Benjamim (ou seja, Filho do Direito). Raquel morreu e foi enterrada no caminho de Efrata, ou seja, de Belém. Jacob ergueu uma estela sobre a sua sepultura. Esta é ainda hoje a estela que se encontra no túmulo de Raquel.

Livro dos Números 24, 15-17

Números24, 15-17: Balaão pronunciou de novo estas palavras enigmáticas: "Oráculo de Balaão, filho de Beor, oráculo do homem de olhos penetrantes, oráculo daquele que ouve as palavras de Deus, que possui a ciência do Altíssimo. Ele vê o que o Poderoso lhe faz ver, cai em êxtase e os seus olhos abrem-se. Eu vejo este herói - mas não agora - eu vejo-o - mas não de perto: Uma estrela ergue-se de Jacob, um cetro ergue-se de Israel. Quebrará os flancos de Moab, dizimará todos os filhos de Seth.

Primeiro Livro de Samuel 17, 12

1 Samuel 17,12: David era filho de um efrateu de Belém de Judá, cujo nome era Jessé e que tinha oito filhos. Nos dias de Saul, este homem era já muito velho.

Livro de Isaías

Is 7, 14: O próprio Senhor vos dará um sinal: Eis que uma virgem está grávida e dará à luz um filho, a quem porá o nome de Emanuel (isto é, Deus connosco).

Is 9, 1: Uma grande luz despontou sobre os povos que andavam nas trevas, e uma luz brilhou sobre os habitantes da terra das trevas.

Is 11, 1: Do tronco de Jessé, pai de David, brotará um ramo, e das suas raízes nascerá um rebento.

Livro de Jeremias 31, 15 :

Jer 31,15: Assim diz o Senhor: Há um grito em Ramá, uma lamentação e um choro amargo. Raquel chora os seus filhos e não quer ser consolada, porque os seus filhos já não existem.

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O Evangelho como me foi revelado

Citação

Além disso, não foi dito pela boca do profeta: “Um broto despontará da raiz de Jessé, e uma flor nascerá dessa raiz”? Isai, o pai de Davi nasceu aqui. O broto da estirpe, cortada perto da raiz pela usurpação dos tiranos, não é a “Virgem”, que dará à luz o Filho, não tido de homem, porque então não seria mais virgem, mas da vontade divina, onde Ele será “o Emanuel”, porque, como Filho de Deus, será Deus e levará por isso Deus entre o seu povo, como diz o seu nome?

EMF 73.6

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Há luz e verdade nas tuas palavras. Mas… oh! muitas feridas ainda sangram nesta terra de Belém por causa do verdadeiro ou do falso Messias… Eu não o aconselharia a vir mais aqui. A terra o rejeitaria, como se rejeita um enteado por causa do qual morreram os filhos verdadeiros. Mas agora… se era Ele… já está morto como os outros que foram degolados.

Detalhe

Um homem de Belém falou com Jesus e disse

Palavras-chave

EMF 73.7

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Quando cair o ódio de vossos corações, virá o Messias; o conhecereis, então, porque Ele está vivo, Ele já existia, quando se deu a matança. Eu vo-lo digo. Não por culpa dos pastores e dos magos, mas por culpa de Satanás é que aconteceu a matança. O Messias nasceu aqui e veio trazer a Luz à terra de seus pais. Filho de mãe virgem, da estirpe de Davi, nas ruínas da casa de Davi abriu para o mundo o rio das graças eternas, abriu a Vida ao homem…

Detalhe

Jesus disse a um homem de Belém:

EMF 73.8.9-11

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Simão pergunta:

– Para onde vamos agora, Mestre?

– Vinde Comigo. Eu conheço um lugar.

– Mas, se nunca estiveste aqui, desde o tempo em que fugiste, como o conheces? –pergunta Judas, ainda irritado.

– Eu conheço. Não é bonito. Mas nele Eu já estive uma vez. Não é em Belém… mas um pouco afastado… Vamos virar para aquele lado.

Jesus vai na frente, depois Simão, depois Judas, por último João…

– (...) Judas, vem cá. Eu preciso falar contigo.

Judas se aproxima dele.

– Pega a bolsa. Tu farás as despesas de amanhã.

– E agora, onde iremos hospedar-nos?

Jesus sorri, e se cala.

73.10 A noite já desceu. A lua cobre tudo de candura. Os rouxinóis cantam entre as oliveiras. Um rio passa como uma fita de prata sonante. Dos prados, que foram roçados, vem o cheiro do feno: quente, eu diria um cheiro sensual. Ouve-se um ou outro mugido. Um ou outro balido. E estrelas e mais estrelas sem conta, uma sementeira de estrelas sobre o velário do céu, um dossel de gemas vivas, estendido sobre as colinas de Belém.

– Mas, por aqui… só há ruínas. Para onde nos estás levando? A cidade fica daquele lado.

– Eu sei. Vem. Segue o rio, atrás de Mim. Ainda uns poucos passos, e depois… depois vou te oferecer a hospedagem do Rei de Israel.

Judas encolhe os ombros, e se cala.

Mais uns poucos passos. Em seguida, aparece um amontoado de casas desmoronadas. Restos de moradia… Um antro entre duas fendas do paredão.

Jesus diz:

– Trouxestes o acendedor? Acendei.

Simão acende um pequeno candeeiro que tirou do seu alforje, e o entrega a Jesus.

– Entrai –diz o Mestre levantando a pequena luz–. Entrai. Este é o quarto onde nasceu o Rei de Israel.

– Estás brincando, Mestre! Isto aqui é uma fétida caverna. Ah! Eu aqui não fico mesmo! Tenho nojo de tudo isso. Este lugar é úmido, frio, fétido, cheio de escorpiões, e talvez até de serpentes…

– Contudo… Amigos, aqui, na noite do dia 25, das Encênias, da Virgem nasceu Jesus Cristo, o Emanuel, o Verbo de Deus feito Carne por amor do homem: Eu, que vos falo. Também naquele tempo, como hoje, o mundo se fez surdo às vozes do Céu, que falavam aos corações… e rejeitou a mãe… e aqui… Não, Judas, não desvies com desgosto o teu olhar daquelas corujas esvoaçantes, daquelas lagartixas, daquelas teias de aranha, e não soergas com repugnância a tua bonita veste bordada para que não se arraste no chão, que está coberto de excrementos dos animais. Aquelas corujas são as filhas das filhas daquelas que foram os primeiros brinquedos sacudidos diante dos olhos do Menino, para o qual os anjos cantavam o “Glória” ouvido pelos pastores, não embriagados, senão por uma alegria extática, uma verdadeira alegria. Aquelas lagartixas, com sua cor de esmeralda, foram as primeiras cores que passaram pelas pupilas de meus olhos, as primeiras, depois do candor do rosto e das vestes de minha mãe. Aquelas teias de aranha foram dossel de meu berço real. Este chão… oh! tu o podes pisar sem desprezo… Ele está coberto de excrementos, mas está santificado pelos pés dela, a santa, a grande santa, a pura, a inviolada, a puérpera deípara, aquela que deu à luz porque devia dar à luz, deu à luz, porque Deus, não o homem, lhe mandou, e a fez ficar grávida de si. Ela, a sem mácula, pisou neste chão. Tu o podes pisar. E, pela planta dos teus pés, queira Deus que te suba ao coração a pureza por ela aqui derramada….

73.11

Simão está ajoelhado. João vai diretamente à manjedoura, e chora com a cabeça nela apoiada. Judas está estarrecido… Depois é vencido pela emoção e, sem mais pensar em sua bonita veste, prostra-se no chão, segura a ponta da veste de Jesus, a beija e bate no peito, dizendo:

– Oh! Misericórdia, bom Mestre, da cegueira do teu servo! Minha soberba cai por terra… eu Te vejo como és. Não o rei que eu pensava. Mas o Príncipe eterno, o Pai do século futuro, o Rei da paz. Piedade, meu Senhor e meu Deus! Piedade!

– Sim. Toda a minha piedade! Agora vamos dormir onde dormiu o Infante e a virgem, onde João tomou agora o lugar da mãe em adoração, onde Simão está parecendo o meu pai adotivo. Ou, se assim preferis, Eu vos falarei daquela noite….

– Oh! Sim, Mestre. Faze-nos conhecer o teu florescer!

– Para que seja uma pérola de luz em nossos corações. E para que o possamos narrar ao mundo.

– E venerar tua mãe, não somente por ser mãe, mas por ser… oh! por ser a virgem!

Primeiro falou Judas, depois Simão e, por fim João, com um rosto que está chorando e rindo, lá junto à manjedoura!…

– Vinde sobre o feno. Ouvi…

E Jesus narra como foi a noite do seu nascimento:

– … estando a mãe já perto do tempo de dar à luz, foi, por ordem de César Augusto, feito um edito pelo delegado imperial Públio Sulpício Quirino, quando era governador da Palestina Sêncio Saturnino. O edito era: que se fizesse o recenseamento de todos os habitantes do Império. Aqueles que não fossem escravos deviam ir para os seus lugares de origem, para se inscreverem nos registros do Império. José, esposo da mãe, era da estirpe de Davi, e de Davi era a mãe. Obedecendo, por isso, ao edito, deixaram Nazaré para virem até Belém, berço da estirpe real. O tempo estava frio…

Jesus continua a narração e tudo cessa neste ponto.

EMF 73.9

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– (...) Sofro, ao ver que o mundo não quer Jesus. Não o reconhe­ce, e não o quer conhecer. Oh! É uma grande dor! É como se me enfiassem no coração uns espinhos de fogo. É como se eu tivesse visto alguém pisar em minha mãe ou cuspir no rosto de meu pai… É mais ainda do que isso… É como se tivesse visto os cavalos romanos comendo na Arca Santa, e irem repousar no Santo dos Santos.

– Não chores, meu João. Tu o dirás por esta e por infinitas outras vezes: “Ele era a Luz, que veio para brilhar entre as trevas, mas as trevas não o compreenderam. Veio ao mundo, que por Ele tinha sido feito, mas o mundo não o conheceu. Veio à sua cidade, à sua casa, e os seus não o receberam.” Oh! Não chores assim!

Detalhe

João de Zebedeu disse:

EMF 73.10-11

O Evangelho como me foi revelado

Citação

73.10 A noite já desceu. A lua cobre tudo de candura. Os rouxinóis cantam entre as oliveiras. Um rio passa como uma fita de prata sonante. Dos prados, que foram roçados, vem o cheiro do feno: quente, eu diria um cheiro sensual. Ouve-se um ou outro mugido. Um ou outro balido. E estrelas e mais estrelas sem conta, uma sementeira de estrelas sobre o velário do céu, um dossel de gemas vivas, estendido sobre as colinas de Belém.

– Mas, por aqui… só há ruínas. Para onde nos estás levando? A cidade fica daquele lado.

– Eu sei. Vem. Segue o rio, atrás de Mim. Ainda uns poucos passos, e depois… depois vou te oferecer a hospedagem do Rei de Israel.

Judas encolhe os ombros, e se cala.

Mais uns poucos passos. Em seguida, aparece um amontoado de casas desmoronadas. Restos de moradia… Um antro entre duas fendas do paredão.

Jesus diz:

– Trouxestes o acendedor? Acendei.

Simão acende um pequeno candeeiro que tirou do seu alforje, e o entrega a Jesus.

– Entrai –diz o Mestre levantando a pequena luz–. Entrai. Este é o quarto onde nasceu o Rei de Israel.

– Estás brincando, Mestre! Isto aqui é uma fétida caverna. Ah! Eu aqui não fico mesmo! Tenho nojo de tudo isso. Este lugar é úmido, frio, fétido, cheio de escorpiões, e talvez até de serpentes…

– Contudo… Amigos, aqui, na noite do dia 25, das Encênias, da Virgem nasceu Jesus Cristo, o Emanuel, o Verbo de Deus feito Carne por amor do homem: Eu, que vos falo. Também naquele tempo, como hoje, o mundo se fez surdo às vozes do Céu, que falavam aos corações… e rejeitou a mãe… e aqui… Não, Judas, não desvies com desgosto o teu olhar daquelas corujas esvoaçantes, daquelas lagartixas, daquelas teias de aranha, e não soergas com repugnância a tua bonita veste bordada para que não se arraste no chão, que está coberto de excrementos dos animais. Aquelas corujas são as filhas das filhas daquelas que foram os primeiros brinquedos sacudidos diante dos olhos do Menino, para o qual os anjos cantavam o “Glória” ouvido pelos pastores, não embriagados, senão por uma alegria extática, uma verdadeira alegria. Aquelas lagartixas, com sua cor de esmeralda, foram as primeiras cores que passaram pelas pupilas de meus olhos, as primeiras, depois do candor do rosto e das vestes de minha mãe. Aquelas teias de aranha foram dossel de meu berço real. Este chão… oh! tu o podes pisar sem desprezo… Ele está coberto de excrementos, mas está santificado pelos pés dela, a santa, a grande santa, a pura, a inviolada, a puérpera deípara, aquela que deu à luz porque devia dar à luz, deu à luz, porque Deus, não o homem, lhe mandou, e a fez ficar grávida de si. Ela, a sem mácula, pisou neste chão. Tu o podes pisar. E, pela planta dos teus pés, queira Deus que te suba ao coração a pureza por ela aqui derramada….

73.11 Simão está ajoelhado. João vai diretamente à manjedoura, e chora com a cabeça nela apoiada. Judas está estarrecido… Depois é vencido pela emoção e, sem mais pensar em sua bonita veste, prostra-se no chão, segura a ponta da veste de Jesus, a beija e bate no peito, dizendo:

– Oh! Misericórdia, bom Mestre, da cegueira do teu servo! Minha soberba cai por terra… eu Te vejo como és. Não o rei que eu pensava. Mas o Príncipe eterno, o Pai do século futuro, o Rei da paz. Piedade, meu Senhor e meu Deus! Piedade!

– Sim. Toda a minha piedade! Agora vamos dormir onde dormiu o Infante e a virgem, onde João tomou agora o lugar da mãe em adoração, onde Simão está parecendo o meu pai adotivo. Ou, se assim preferis, Eu vos falarei daquela noite….

– Oh! Sim, Mestre. Faze-nos conhecer o teu florescer!

– Para que seja uma pérola de luz em nossos corações. E para que o possamos narrar ao mundo.

– E venerar tua mãe, não somente por ser mãe, mas por ser… oh! por ser a virgem!

Primeiro falou Judas, depois Simão e, por fim João, com um rosto que está chorando e rindo, lá junto à manjedoura!…

– Vinde sobre o feno. Ouvi…

E Jesus narra como foi a noite do seu nascimento:

– … estando a mãe já perto do tempo de dar à luz, foi, por ordem de César Augusto, feito um edito pelo delegado imperial Públio Sulpício Quirino, quando era governador da Palestina Sêncio Saturnino. O edito era: que se fizesse o recenseamento de todos os habitantes do Império. Aqueles que não fossem escravos deviam ir para os seus lugares de origem, para se inscreverem nos registros do Império. José, esposo da mãe, era da estirpe de Davi, e de Davi era a mãe. Obedecendo, por isso, ao edito, deixaram Nazaré para virem até Belém, berço da estirpe real. O tempo estava frio…

Jesus continua a narração e tudo cessa neste ponto.

EMF 73.10

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– Contudo… Amigos, aqui, na noite do dia 25, das Encênias, da Virgem nasceu Jesus Cristo, o Emanuel, o Verbo de Deus feito Carne por amor do homem: Eu, que vos falo. Também naquele tempo, como hoje, o mundo se fez surdo às vozes do Céu, que falavam aos corações… e rejeitou a mãe… e aqui… Não, Judas, não desvies com desgosto o teu olhar daquelas corujas esvoaçantes, daquelas lagartixas, daquelas teias de aranha, e não soergas com repugnância a tua bonita veste bordada para que não se arraste no chão, que está coberto de excrementos dos animais. Aquelas corujas são as filhas das filhas daquelas que foram os primeiros brinquedos sacudidos diante dos olhos do Menino, para o qual os anjos cantavam o “Glória” ouvido pelos pastores, não embriagados, senão por uma alegria extática, uma verdadeira alegria. Aquelas lagartixas, com sua cor de esmeralda, foram as primeiras cores que passaram pelas pupilas de meus olhos, as primeiras, depois do candor do rosto e das vestes de minha mãe. Aquelas teias de aranha foram dossel de meu berço real. Este chão… oh! tu o podes pisar sem desprezo… Ele está coberto de excrementos, mas está santificado pelos pés dela, a santa, a grande santa, a pura, a inviolada, a puérpera deípara, aquela que deu à luz porque devia dar à luz, deu à luz, porque Deus, não o homem, lhe mandou, e a fez ficar grávida de si. Ela, a sem mácula, pisou neste chão. Tu o podes pisar. E, pela planta dos teus pés, queira Deus que te suba ao coração a pureza por ela aqui derramada….

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O Evangelho como me foi revelado

Detalhe

Jesus está em Belém com João, Judas e Simão, o Zelota. Vão à própria cidade, porque Cristo quer mostrar-lhes onde os sábios o saudaram. Judas mostra todo o seu sentido prático e usa truques para obter informações sobre Ana de Belém, que tinha dado abrigo à Sagrada Família. Faz passar o grupo apostólico por judeus de Jerusalém e o estalajadeiro, um homem chamado Ezequias, conta-lhes o massacre dos Inocentes e a morte de Ana. Jesus foi visitar as ruínas e depois falou com os habitantes de Belém. Mas eles tornaram-se abertamente hostis quando ele falou da sua Mãe e do Messias. A multidão agita-se e atira pedras, mas Jesus não consegue apaziguá-la nem confortar a sua dor. Num gesto heroico, Judas protege Jesus e o grupo retira-se. O Salvador não insiste e decide ir ao encontro dos pastores da Natividade.