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Notas do tema

Maria Valtorta e a sua obra

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O Evangelho como me foi revelado

Detalhe

Título do capítulo : Apresentação de Jesus no Templo. A virtude de Simeão e a profecia de Ana.

Data da visão e do ditado: Terça-feira, 1 de fevereiro de 1944

Calendário: Segunda-feira, 20 de janeiro de 4 d.C.

Local (mapa) : Jerusalém

Ciclo: Nascimento e infância de Jesus

Resumo: Maria e José deixam Belém para ir a Jerusalém. Vão apresentar Jesus no Templo. A cerimónia decorre sem problemas. Quando o rito termina, encontram Simeão, que pede para levar a criança. Os pais aceitam o pedido do velho e ele chora de alegria, dizendo as palavras que conhecemos do Evangelho. Ao ouvir as palavras sobre a sua dor futura, Maria deixa de sorrir e segura o Menino junto ao seu coração, enquanto se aproxima de José. Ana de Fanuel vem consolá-la.

Em seguida, Jesus dá um ditado e dois ensinamentos. O primeiro é que a verdade não é revelada ao sacerdote que celebra o rito, que está espiritualmente ausente. A verdade é revelada a Simeão, que é um simples fiel, mas que se deixou mover pelo Espírito, tendo sempre boa vontade dentro de si. O segundo ensinamento diz respeito a Ana de Fanuel, que conforta Maria. Dirigiu-se aos contemporâneos de Maria e ao nosso tempo, para dizer que o Senhor também pode enviar o seu anjo para consolar o seu povo. Basta ter fé suficiente para o invocar, para receber a sua misericórdia e o seu perdão. O Salvador recorda também que Deus permaneceu fiel à sua promessa de não voltar a enviar o dilúvio, ao passo que o homem não cumpre as suas promessas. No entanto, Deus ajudar-nos-ia mais uma vez se a maioria de nós o invocasse com fé e amor.

Por fim, diz àqueles que tentam contrabalançar a severidade de Deus que não tenham medo, pois o Altíssimo enviar-nos-á o seu anjo para nos consolar. Devemos permanecer unidos à Cruz, pois ela sempre triunfou.

Conteúdo do capítulo: 32.1: Pelo campo. 32.2: E na cidade. 32.3: A purificação da mãe. 32.4: A apresentação do menino. 32.5: As profecias de Simeão. 32.6: A profetisa Ana de Fanuel. 32.7: A boa vontade não se manifesta nas práticas exteriores, mas na oração. 32.8 : Simeão teve essa boa vontade e perseverança. 32.9 : Deposita a tua angústia aos pés de Deus.

EMF 32.7-9

O Evangelho como me foi revelado

Citação

32.7 Jesus diz:

– Nascem dois ensinamentos para todos, da descrição que fizeste.

O primeiro: Não é a um sacerdote mergulhado nos ritos, mas o espírito ausente, e, sim, a um simples fiel que a verdade se revela.

O sacerdote, sempre em contato com a Divindade, voltado a tudo que é relacionado a Deus, dedicado a tudo o que está acima da carne, deveria ter percebido logo quem era o Menino que estava sendo oferecido ao Templo, naquela manhã. Mas, para que pudesse pressentir, precisava de um espírito vivo. Não simplesmente de uma veste para cobrir um espírito, que, se não estava morto, estava muito adormecido.

O Espírito de Deus pode, se quiser, trovejar e sacudir, como um raio e um terremoto, até o espírito mais obtuso. Isto Ele pode. Mas geralmente, visto que Ele é Espírito de ordem, dado que Deus é ordem em cada uma de Suas Pessoas e em Seu modo de agir, Ele se expande e se comunica, não digo só onde há merecimento suficiente para receber a sua efusão (e nesse caso, seriam poucos os casos em que Ele se expandiria, nem mesmo tu conhecerias as suas luzes) mas, sim, onde Ele vê “boa vontade” em merecer a sua efusão.

Como se explica essa boa vontade? Tanto quanto possível, com uma vida inteira em Deus. Na fé, na obediência, na pureza, na caridade, na generosidade, na oração. Não tanto no ativismo, mas na oração. Há uma diferença menor entre a noite e o dia, do que entre o ativismo e a oração. A oração é comunhão de espírito com Deus, da qual, vós saís revigorados e decididos a serdes sempre mais d’Ele. O ativismo é um hábito qualquer, feito por diversos fins, mas sempre egoístas, deixando-vos como sois, ou melhor, vos agrava até de uma culpa de mentira e de acídia.

32.8 Simeão tinha esta boa vontade. A vida não lhe tinha poupado trabalhos e provações. Mas ele não perdeu a boa vontade. Os anos e as vicissitudes não tinham enfraquecido nem abalado a sua fé no Senhor, nas Suas promessas, e não tinham diminuido a sua boa vontade de ser sempre mais digno de Deus. Antes que os olhos de seu servo fiel se fechassem à luz do sol, na esperança de se reabrirem ao Sol de Deus rutilando nos Céus (que seriam abertos, quando Eu lá subisse, após o meu martírio) Deus lhe mandou um raio do Espírito, que o guiou ao Templo para ver a Luz do mundo.

“Movido pelo Espírito Santo”, diz o Evangelho. Oh! Se os homens soubessem que Amigo perfeito é o Espírito Santo! Que Guia, que Mestre! Se amassem e invocassem, este Amor da Santíssima Trindade, esta Luz da Luz, este Fogo do Fogo, esta Inteligência, esta Sabedoria! Muito além do necessário, eles haveriam de saber!

Escuta, Maria; escutai, meus filhos: Simeão esperou durante toda uma longa vida para “ver a Luz”para saber que a promessa de Deus estava cumprida. Mas ele nunca duvidou. Nunca disse a si mesmo: “É inútil que eu persevere em esperança e em oração.” Ele perseverou. E alcançou a graça de “ver” o que nem o sacerdote, nem os sinedritas, cheios de soberba e opacidade, viram: o Filho de Deus, o Messias, o Salvador naquele corpo infantil, que lhe dava calor e sorrisos. Ele recebeu portanto o sorriso de Deus, como primeiro prêmio de sua vida honesta e piedosa, através dos meus lábios de Menino.

32.9 Segunda lição: As palavras de Ana. Também ela, que é profetisa, vê o Messias em Mim, recém-nascido. Isto é natural, dada a sua capacidade de profecia. Mas escuta, escutai o que ela, inspirada pela fé e pela caridade, diz à minha mãe. Tirai disto luz para o vosso espírito, para que ele rejubile neste tempo de trevas, nesta festa da Luz. “A Ruem deu um Salvador não faltará o poder de dar o seu anjo para confortar o teu, o vosso pranto.”

Pensai que Deus deu-se a si mesmo, para anular a obra de satanás nos espíritos. Agora não poderá Ele vencer os satanases que vos torturam? Não poderá enxugar o vosso pranto, derrotando esses satanases e enviando-vos de novo a paz do seu Cristo? Por que não o pedir com fé? Fé verdadeira, poderosa, uma fé, diante da qual, o rigor de Deus, desprezado por vossas inúmeras culpas, caia com um sorriso, trazendo o perdão como ajuda, trazendo a sua bênção, como arco-íris sobre esta terra que está submergindo em um dilúvio de sangue procurado por vós mesmos?

Pensai: O Pai, depois de ter castigado os homens com o dilúvio, disse a Si mesmo e ao Seu patriarca: “Não amaldiçoarei mais a terra por causa dos homens, porque os sentidos e os pensamentos do coração do homem estão inclinados para o mal, desde a adolescência; portanto, não ferirei o ser vivo mais uma vez.” Ele foi fiel à Sua palavra. Não mandou mais o dilúvio. Mas vós, muitas vezes já dissestes a vós mesmos e a Deus: “Se nos salvarmos desta vez, se nos salvas, não faremos mais guerras, nunca mais.” E depois sempre continuais fazendo guerras, cada vez mais tremendas. Quantas vezes, ó homens falsos e sem respeito para com o Senhor é a vossa palavra? No entanto, Deus vos ajudaria ainda uma vez, se a grande massa dos fiéis o chamasse com fé e amor poderoso.

Escutai, ó vós todos — que, sendo muito poucos para contrabalançar os muitos que estão mantendo vivo o rigor de Deus, permanecei devotos a Ele, não obstante a hora tremenda que ameaça crescer a cada instante — e colocai as vossas aflições aos pés de Deus. Ele saberá mandar-vos o Seu anjo, como mandou o Salvador ao mundo. Não temais. Ficai unidos à Cruz. Ela sempre venceu as insídias do demônio, que, por meio da ferocidade dos homens e das tristezas da vida, procura o domínio dos homens pelo desespero, isto é, pela separação de Deus, pois não pode apoderar-se dos corações de outra maneira.

Detalhe

Maria acabou de ver a apresentação de Jesus no Templo.

EMF 33

O Evangelho como me foi revelado

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Título do capítulo : Canção de embalar da Virgem.

Data da visão: Terça-feira 28 de novembro de 1944

Calendário: julho de 2004

Local (mapa) : Belém

Ciclo: Nascimento e infância de Jesus

Resumo: Em Belém, Maria embala o seu filho.

Conteúdo do capítulo: 33.1: O bebé, com apenas alguns meses de idade, demora a adormecer. 33.2: A canção de embalar de Maria. 33.3: O menino Jesus nos braços da mãe. 33.4: A graça da visão.

EMF 33.1.4

O Evangelho como me foi revelado

Citação

33.1 Esta manhã tive um despertar suave. Ainda estava entre as névoas do sono, e ouvia, uma voz muito clara, que cantava docemente uma lenta canção de ninar. Parecia uma pastoral de Natal, num ritmo vagaroso e antigo. Eu ia acompanhando aquele motivo e aquela voz, sempre mais me deleitando, e fui acordando, ao som daquelas ondas suaves. Finalmente, despertei completamente, e pude compreender. Então disse: “Eu te saúdo, Maria, cheia de graça!”, pois era a mãe que estava cantando. E ela começou a cantar mais forte, depois de ter dito: “Eu também te saúdo. Vem, e sê feliz!”

Eu a vi. Estava na casa de Belém, no quarto que ela ocupava, atenta em embalar Jesus, para fazê-lo dormir. (...)

33.4 Não é uma visão grandiosa, talvez seja julgada inútil no conjunto das outras porque não revela nada de especial. Eu sei. Mas para mim é uma verdadeira graça, e assim a reputo, porque torna plácido o meu espírito, puro e amoroso, como se estivesse sendo recriado pelas mãos da mãe. Penso que também a ela será agradável por este motivo. Somos todos “crianças.” Melhor assim! Desta forma agradamos a Jesus. Os outros, doutos e complicados, pensem o que quiserem, e nos chamem de “pueris.” Nós não nos preocupamos com isso, não é mesmo?

Palavras-chave

EMF 33.4

O Evangelho como me foi revelado

Citação

33.4 Não é uma visão grandiosa, talvez seja julgada inútil no conjunto das outras porque não revela nada de especial. Eu sei. Mas para mim é uma verdadeira graça, e assim a reputo, porque torna plácido o meu espírito, puro e amoroso, como se estivesse sendo recriado pelas mãos da mãe. Penso que também a ela será agradável por este motivo. Somos todos “crianças.” Melhor assim! Desta forma agradamos a Jesus. Os outros, doutos e complicados, pensem o que quiserem, e nos chamem de “pueris.” Nós não nos preocupamos com isso, não é mesmo?

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Maria descreve uma visão em que vê uma canção de embalar da Virgem.

Coloquei esta nota em "Efeitos da leitura da obra", para realçar o impacto que as visões tiveram em Maria.

EMF 34

O Evangelho como me foi revelado

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Título do capítulo : A Adoração dos Magos. Este é o "Evangelho da fé".

Data da visão: Segunda-feira, 28 de fevereiro de 1944.

Calendário: outubro do ano 4 a.C.

Localização (mapa) : Belém

Ciclo: Nascimento e infância de Jesus

Resumo: Maria vê Belém a meio da noite. A cidade está a dormir. Depois vê a estrela que guiava os Magos, brilhando de forma sobrenatural. A estrela parou em frente da estalagem onde estava alojada a Sagrada Família. Os Reis Magos pararam com os seus servos e adoraram pela primeira vez o Salvador, curvando-se até ao chão. Depois retiraram-se até à manhã seguinte. Para Maria, a visão pára e recomeça três horas mais tarde.

Os Magos tinham-se preparado e estavam vestidos com roupas majestosas. Vêm saudar respeitosamente o Menino. Aproveitam a ocasião para contar à Mãe a sua viagem e oferecem-lhe três presentes: ouro, como convém a um Rei, incenso, na sua qualidade de Deus, e mirra, porque o seu Filho, Redentor do mundo, teria de morrer. Maria empalidece perante esta menção, mas contém o seu sofrimento por detrás de um sorriso. Os três Reis Magos querem saudar o Menino uma última vez e vão-se embora. José acompanha-os até aos seus cavalos.

Em seguida, Jesus faz um ditado para o nosso tempo. Sublinha a fé dos três homens, o seu abandono em Deus, porque não têm dúvidas e confiam-lhe a sua viagem, sem se preocuparem com nada. O seu coração só tremeu quando chegaram a Jerusalém e a estrela se escondeu, mas a sua consciência tranquilizou-os. Cristo declara assim que aqueles que estão habituados a meditar e que têm uma consciência reta aprenderam a examinar-se a si próprios, para se rectificarem ao mais pequeno lapso de conduta.

Os Magos são também muito ricos, mas são humildes e, por isso, verdadeiramente grandes pela sua humildade. Vêem-se como pó perante o Altíssimo e, quando chegam a uma casa pobre, não dizem a si próprios: "É impossível! Adoram-na e depois partem, preparando-se para ir ver o seu Rei com dignidade. Por isso, vestem a sua melhor roupa, ao contrário dos homens que vão à Eucaristia com mil preocupações materiais.

Por fim, Jesus faz duas considerações. A primeira diz respeito a José, que se alegra com os presentes, mas mantém a humildade. Não se ofende com o facto de Maria estar na ribalta. Também ele é humilde, porque é verdadeiramente grande. A segunda centra-se em Maria, que incita Jesus a abençoar, mesmo quando ele se sente desencorajado pelas nossas más acções. Beija-lhe a mão trespassada e declara: "Tu és o Salvador. Salva! Jesus não pode recusar a sua Mãe, mas nós devemos esforçar-nos por ir ter com ela.

Conteúdo do capítulo: 34.1: Os Evangelhos da fé. 34.2: A planta da cidade de Belém. 34.3: Uma estrela cria ali um encanto. 34.4: Os Magos param ali de noite. 34.5: Em plena luz do dia, trazem os seus presentes. 34.6: Ajoelham-se diante da criança. 34.7: O mais velho conta a história da sua viagem. 34.8: O significado do ouro, do incenso e da mirra. 34.9: Saem de casa com pesar. 34.10: Os Magos tinham fé em tudo. 34.11: Não procuravam nenhum interesse pessoal. 34.12: A retidão da sua consciência. 34.13 : A sua humildade perante Deus. 34.14 : A sua piedade. 34.15 : São humildes, generosos, obedientes e respeitosos uns com os outros. 34.16 : José guardião e protetor da pureza e da santidade, sem usurpar direitos. 34.17 : Maria é nossa advogada. 34.18 : Meditar e imitar.

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O Evangelho como me foi revelado

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