Ir para o conteúdo

Notas do tema

Personagens do Evangelho tal como me foi revelado

Página 47 de 223

Conforto de leitura

Aa

EMF 50

O Evangelho como me foi revelado

Detalhe

Jesus saiu de Cafarnaum e foi para Betsaida. Pedro acolheu-o e ofereceu-se para o deixar ficar em sua casa. Cristo aceitou, e Simão de Jonas ficou muito contente. Jesus retirou-se para rezar e depois foi para fora. Aí encontra algumas crianças, entre as quais uma que não queria brincar à guerra. Jesus defende o seu ponto de vista, explicando que a guerra é um castigo de Deus. Quando as crianças dizem que o rapaz se recusa porque perde sempre, Jesus sorri e afirma que não devemos recusar uma coisa quando ela nos prejudica: isso é egoísmo. Devemos recusar uma coisa quando ela prejudica toda a gente, mesmo que tenhamos a certeza de que vamos ganhar. A conversa prossegue e Jesus fala-lhes por um momento do Juízo Final e da Redenção que se aproxima, inspirando-se no livro de Neemias. As crianças reconhecem que ele é o Messias e ele promete levá-las consigo, se forem boas e obedientes aos seus pais.

Filipe vem ter com ele e Jesus convida-o a segui-lo. O apóstolo aceita e Jesus diz-lhe que o siga. O apóstolo aceita e Jesus fala-lhe de Natanael. O velho foi buscar Bartolomeu e tudo correu conforme o Evangelho.

Jesus vai então a Betsaida para pregar. O Salvador vem recordar a lei do Decálogo, que era simples no princípio. Não é preciso mais nada, e o Messias exorta-nos sobretudo a amar. Encoraja-nos mesmo a amar os nossos inimigos.

No fim do sermão, Jesus diz que vai para Jerusalém. Pedro ficou dividido, mas decidiu seguir o Mestre. Tiago de Zebedeu, André, Filipe e Natanael acompanham-no. Jesus aceita-os e o grupo reza em conjunto. Depois, Cristo manda-os embora e explica que continuará a rezar durante este tempo. O Filho do Homem precisa de oração para continuar a ser o Redentor.

EMF 50.1-2

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Mais tarde (às 9:30 horas) preciso descrever isto.

João bate à porta da casa onde Jesus está hospedado. Aparece uma mulher, que ao vê-lo, vai chamar Jesus.

Saúdam-se com a saudação da paz. E depois:

– Vieste sem demora, João –diz Jesus.

– Eu vim para dizer-te que Simão Pedro te pede que passes por Betsaida. Ele falou de Ti a muitos. Esta noite não fomos pescar. Ficamos rezando, como sabemos, e renunciamos ao lucro porque… o sábado ainda não havia terminado. Esta manhã estivemos andando pelas ruas, falando de Ti. Há pessoas que gostariam de te ouvir. Irás então, Mestre?

– Vou. Mesmo se Eu deva ir a Nazaré, antes de Jerusalém.

– Pedro te levará de Betsaida a Tiberíades, com seu barco. Assim irás mais depressa.

–Então, vamos.

Jesus pega o manto e o alforje. Mas João lhe toma este último. Lá se vão os dois, depois de terem saudado a dona da casa.

50.2 A visão me mostra a saída do povoado e o começo da viagem para Betsaida. Mas não ouço discursos, ao contrário, a visão tem uma interrupção, mas continua, na entrada de Betsaida. Compreendo que é essa a cidade, porque vejo Pedro, André e Tiago, junto com algumas mulheres que estão esperando Jesus na entrada do povoado.

– A paz esteja convosco. Eis-me aqui.

– Obrigado, Mestre, por nós e pelos que Te estão esperando. Hoje não é sábado, mas, dirás tuas palavras aos que estão esperando para Te ouvir?

– Sim, Pedro. Eu o farei. Na tua casa.

Pedro está exultante:

– Então, vem. Esta é minha mulher, esta é a mãe do João, e estas são as amigas delas. Mas há outros também à tua espera: são parentes e amigos nossos.

– Avisa-os que partirei de tarde, mas que antes falarei a eles.

Deixei de dizer que, tendo eles partido de Cafarnaum ao pôr-do-sol, os vi chegar a Betsaida pela manhã.

EMF 50.2

O Evangelho como me foi revelado

Citação

50.2 A visão me mostra a saída do povoado e o começo da viagem para Betsaida. Mas não ouço discursos, ao contrário, a visão tem uma interrupção, mas continua, na entrada de Betsaida. Compreendo que é essa a cidade, porque vejo Pedro, André e Tiago, junto com algumas mulheres que estão esperando Jesus na entrada do povoado.

– A paz esteja convosco. Eis-me aqui.

– Obrigado, Mestre, por nós e pelos que Te estão esperando. Hoje não é sábado, mas, dirás tuas palavras aos que estão esperando para Te ouvir?

– Sim, Pedro. Eu o farei. Na tua casa.

Pedro está exultante:

– Então, vem. Esta é minha mulher, esta é a mãe do João, e estas são as amigas delas. Mas há outros também à tua espera: são parentes e amigos nossos.

– Avisa-os que partirei de tarde, mas que antes falarei a eles.

Deixei de dizer que, tendo eles partido de Cafarnaum ao pôr-do-sol, os vi chegar a Betsaida pela manhã.

Detalhe

Jesus deixa Cafarnaum e vai para Betsaida.

EMF 50.2

O Evangelho como me foi revelado

Citação

50.2 A visão me mostra a saída do povoado e o começo da viagem para Betsaida. Mas não ouço discursos, ao contrário, a visão tem uma interrupção, mas continua, na entrada de Betsaida. Compreendo que é essa a cidade, porque vejo Pedro, André e Tiago, junto com algumas mulheres que estão esperando Jesus na entrada do povoado.

– A paz esteja convosco. Eis-me aqui.

– Obrigado, Mestre, por nós e pelos que Te estão esperando. Hoje não é sábado, mas, dirás tuas palavras aos que estão esperando para Te ouvir?

– Sim, Pedro. Eu o farei. Na tua casa.

Pedro está exultante:

– Então, vem. Esta é minha mulher, esta é a mãe do João, e estas são as amigas delas. Mas há outros também à tua espera: são parentes e amigos nossos.

– Avisa-os que partirei de tarde, mas que antes falarei a eles.

Deixei de dizer que, tendo eles partido de Cafarnaum ao pôr-do-sol, os vi chegar a Betsaida pela manhã.

– Mestre, eu Te peço. Fica uma noite em minha casa. O caminho para Jerusalém é longo, mesmo que eu o encurte para Ti, com o barco até Tiberíades. Minha casa é pobre, mas honesta e amiga. Fica conosco esta noite.

Jesus olha para Pedro e para os outros, que estão todos esperando a resposta. Jesus os olha perscrutador. Depois, sorri e diz:

– Sim.

Nova alegria para Pedro.

Muitas pessoas estão olhando das portas, fazendo sinais com os olhos. Um homem chama Tiago pelo nome, fala-lhe baixo, indicando Jesus. Tiago anui, e o homem vai conversar com outros, que ficaram esperando numa encruzilhada.

Entram na casa de Pedro. Uma cozinha grande e enfumaçada. Em um canto há redes, cordas e cestas para a pesca. No meio, a lareira larga e baixa que, por enquanto, está apagada. Das duas portas opostas se vê a rua e o pequeno pomar com uma figueira e uma videira. Do outro lado da rua, vê-se o cérulo das ondas do lago. Além do pomar, está a parede escura de outra casa.

– Ofereço a Ti o que tenho, Mestre, e como sei…

– Melhor e mais não poderias, porque me ofereces com amor.

Dão a Jesus água para se refrescar e depois, pão e azeitonas. Jesus prova uns poucos bocados, mais para mostrar que aceita, depois recusa, agradecendo.

Do outro lado do pomar e da rua alguns meninos estão observando com curiosidade. Mas não sei se são filhos de Pedro. Só sei que, de vez em quando, ele lhes dá uns olhares ameaçadores, para barrar os pequenos invasores. Jesus sorri, e diz:

– Deixa-os à vontade.

– Mestre, queres descansar? Ali é o meu quarto, aquele é o de André. Escolhe. Não faremos barulho, enquanto descansas.

– Por acaso, não tens um terraço?

– Sim. A videira faz um pouco de sombra, mesmo que esteja ainda quase sem folhas.

– Leva-me, então, ao terraço. Prefiro descansar lá em cima. Lá, pensarei e rezarei.

– Como quiseres. Vem.

Do pequeno pomar, uma escadinha sobe para o teto, que é um ter­raço limitado por um baixo muro. Aqui também há redes e cordas. Mas quanta luz do céu e quanto azul do lago!

Jesus se assenta em um banco, com as costas apoiadas ao muro. Pedro lida com uma vela, que estende perto da videira para fazer uma proteção contra o sol. Há brisa e silêncio. Jesus está visivelmente gostando.

– Eu já me vou, Mestre.

– Vai. Tu e João, ide dizer que, ao pôr-do-sol, falarei aqui.

Jesus fica só e faz uma longa oração. Exceto dois casais de pombos, que vão e vêm dos ninhos, e um gorjeio de pássaros, não há barulho nem pessoas em torno de Jesus que reza. As horas passam calmas e serenas.

EMF 50.3-4

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Depois, Jesus se levanta, dá uns passos pelo terraço, olha o lago, sorri para uns meninos que estão brincando na rua e que lhe sorriem, olha a rua, na direção da pracinha, que fica a uns cem metros da casa. Depois desce. Vai até a cozinha:

– Mulher, vou passear à beira do lago.

Sai, e de fato vai para a beira do lago, junto dos meninos. E lhes pergunta:

– O que estais fazendo?

– Nós queríamos brincar de guerra. Mas ele não quer e, então, vamos brincar de pesca.

O “ele” que não quer é um homenzinho de corpo delgado, mas com um rosto que revela grande perspicácia. Talvez ele perceba que, delgado como é, ao fazer “a guerra”, poderia sair perdendo, e por isso, defende a paz.

Jesus aproveita o assunto para falar aos meninos:

– Ele tem razão. A guerra é um castigo de Deus para a punição dos homens, e sinal de que o homem não é mais verdadeiro filho de Deus. Quando o Altíssimo criou o mundo, fez todas as coisas: o sol, o mar, as estrelas, os rios, as plantas, os animais, mas não fez as armas. Criou o homem, e lhe deu olhos para que tivesse olhares de amor, boca para dizer palavras de amor, ouvido para ouvi-las, mãos para dar socorro e carícias, pés para correrem velozes até o irmão necessitado, e coração capaz de amar. Deu ao homem a inteligência, a palavra, os afetos, os gostos. Mas não deu o ódio. Por que? Porque o homem, criatura de Deus, devia ser amor, como Deus é Amor. Se o homem tivesse continuado a ser criatura de Deus, teria permanecido no amor, e a família humana não teria conhecido nem guerra nem morte.

– Mas ele não quer brincar de guerra, porque perde sempre (eu já tinha adivinhado isso).

Jesus sorri, e diz:

– Não é preciso não querer aquilo que nos prejudica, só porque nos prejudica. Mas é preciso não querer uma coisa, quando ela prejudica a todos. Se um, diz: “Eu não quero isto, porque vou perder”, ele é egoísta. Ao contrário, o bom filho de Deus diz: “Irmãos, eu sei que vou ganhar, mas eu vos digo: não vamos fazer isso, porque vós teríeis prejuízo.” Oh! Como esse compreendeu bem o mandamento principal! Quem sabe me dizer qual é?

Em coro, as onze bocas dizem:

– “Amarás o teu Deus com todo o teu ser e ao teu próximo como a ti mesmo.”

– Oh! Sois uns meninos muito inteligentes!

50.4 Ides todos à escola?

– Sim.

– Quem é o mais inteligente?

– Ele.

É o magrinho, que não quer brincar de guerra.

– Como te chamas?

– Joel.

– É um grande nome! Ele diz: “… o fraco diga: ‘sou forte’.” Mas forte no quê? Na lei do verdadeiro Deus, para estar entre aqueles que Ele vai julgar como santos seus, no vale da decisão final. Mas esse juízo já está perto. Não no vale da decisão, mas no monte da Redenção. Lá, entre o sol e a lua, escurecidos de horror, e as estrelas tremendo num pranto de piedade, serão julgados e separados os filhos da Luz, dos filhos das Trevas. Toda Israel saberá que o seu Deus veio. Felizes aqueles que o tiverem reconhecido. A eles mel, leite e águas claras lhes descerão aos corações, e os espinhos se tornarão rosas eternas. Quem de vós quer estar entre aqueles que vão ser julgados santos de Deus?

– Eu! Eu! Eu!

– Amareis, então, o Messias?

– Sim! Sim! A Ti! A Ti! Nós Te amamos! Nós sabemos quem és! Simão e Tiago nos disseram, e nossas mães também. Leva-nos Contigo!

– Na verdade, Eu vos levarei, se fordes bons. Nada mais de pala­vras feias, nem atitudes prepotentes, nem brigas, ou respostas más aos pais. Oração, estudo, trabalho, obediência. Eu vos amarei e virei estar convosco.

Os meninos estão todos em círculo em volta de Jesus. Parece uma corola de cores matizadas, apertada ao redor de um longo pistilo azul escuro.

EMF 50.5-6

O Evangelho como me foi revelado

Citação

50.5 Um homem já maduro aproximou-se curioso. Jesus se vira para acariciar um menino, que lhe está puxando a veste, e o vê. Fita-o intensamente. O homem o saúda, enrubescendo, mas não diz nada.

– Vem, segue-me!

– Sim, Mestre.

Jesus abençoa os meninos e, ao lado de Filipe (chama-o pelo nome), volta para casa. Sentam-se no pequeno pomar.

– Queres ser meu discípulo?

– Quero… mas não ouso ter esperança de o ser.

– Eu te chamei.

– Então, eu sou. Eis-me aqui.

– Sabias de Mim?

– André me falou de Ti. Ele me disse: “Aquele por quem tu suspiravas, chegou.”

Porque André sabia que eu vivia suspirando pelo Messias.

– A tua espera não foi decepcionada. Ele está diante de ti.

– Meu Mestre e meu Deus!

– És um israelita de reta intenção. Por isso Eu me manifesto a ti.

50.6

Um outro teu amigo está esperando, também ele um sincero israelita. Vai dizer-lhe: “Encontramos Jesus de Nazaré, filho de José, da estirpe de Davi, Aquele de quem falaram Moisés e os Profetas.” Vai!

Jesus ficou sozinho, até que Filipe volta com Natanael-Bartolomeu.

– Eis um verdadeiro israelita, no qual não há fraude. A paz esteja contigo, Natanael!

– Como me conheces?

– Antes que Filipe fosse chamar-te, Eu te vi debaixo da figueira.

– Mestre, Tu és o Filho de Deus, Tu és o Rei de Israel!

– Porque Eu disse ter-te visto, enquanto pensavas debaixo da figueira, tu crês? Verás coisas bem maiores do que esta. Em verdade Eu vos digo que os céus estão abertos, e pela fé, vereis os anjos descerem e subirem sobre o Filho do homem: Eu que te falo.

– Mestre! Eu não sou digno de tão grande favor!

– Crê em Mim, e serás digno do Céu. Queres crêr?

– Quero, Mestre.

Anotação

João 1:43-51:

No dia seguinte, Jesus decidiu partir para a Galileia. Encontrou Filipe e disse-lhe: "Segue-me. Filipe era de Betsaida, a aldeia de André e de Pedro. Filipe encontrou Natanael e disse-lhe: "Encontrámos aquele que está escrito na Lei de Moisés e nos Profetas: Jesus, filho de José de Nazaré. Natanael respondeu: "De Nazaré pode vir alguma coisa boa?" Filipe respondeu: "Vem e vê. Quando Jesus viu Natanael a vir ter com Ele, disse: "Este é verdadeiramente um israelita: não há nele nenhum engano." Natanael perguntou-lhe: "Como é que me conheces?" Jesus respondeu: "Antes de Filipe te chamar, eu vi-te debaixo da figueira. Natanael disse-lhe: "Rabi, tu és o Filho de Deus! Tu és o Rei de Israel! Jesus respondeu: "Eu digo-te que te vi debaixo da figueira e é por isso que acreditas! Verás coisas ainda maiores. E acrescentou: "Ámen, ámen, digo-vos que vereis o céu aberto e os anjos de Deus a subir e a descer sobre o Filho do Homem.

EMF 50.8

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– Partes amanhã, Mestre?

– Amanhã, ao alvorecer, se não te desagrada.

– Desagradar-me que Tu vás, sim. Mas por causa da hora, não. É, aliás, propícia.

– Irás pescar?

– Esta noite, quando sair a lua.

– Fizeste bem, Simão Pedro, por não teres ido pescar na noite passada. O sábado ainda não havia terminado. Neemias, em suas reformas, quis que em Judá fosse respeitado o sábado. Ainda agora muita gente aos sábados põe em movimento as prensas, carrega fardos, transporta vinho e frutas, vende e compra peixes e cordeiros. Vós já tendes seis dias para isso. O sábado é do Senhor. Só uma coisa podeis fazer aos sábados: praticar a bondade para com o próximo. Mas o lucro deve ser absolutamente excluído dessa ajuda. Quem por causa do lucro viola o sábado, não pode ter senão o castigo de Deus. Faz uma coisa de utilidade? Vai ter que descontá-la com as perdas nos outros seis dias. Faz uma coisa sem utilidade? Então, em vão cansou o seu corpo, não lhe concedendo o descanso que a Inteligência estabeleceu para ele, deixando alterar-se pela ira o seu espírito por ter-se afadigado inutilmente, chegando até a praguejar. Enquanto que o dia de Deus há de ser passado com o coração unido a Deus, em doce oração de amor. É preciso ser fiel em tudo.

– Mas… os escribas e os doutores, que são tão severos conosco… não trabalham aos sábados, nem mesmo dão um pão ao próximo, para não ter o trabalho de estender o braço para dá-lo… mas a usura, eles praticam também nos sábados. Será por não ser um trabalho material, que a usura se pode praticar aos sábados?

– Não. Nunca. Nem no sábado, nem em nenhum outro dia. Quem pratica a usura, é desonesto e cruel.

– Então, os escribas e os fariseus…

– Simão, não julgues. Tu não faças assim.

– Mas eu tenho olhos para ver…

– Existirá só mal para se ver, Simão?

– Não, Mestre.

– Assim sendo, por que olhar só o mal?

– Tens razão, Mestre.

Detalhe

Contextualização: Pedro fala com o Mestre e este vem falar do sábado.