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Notas do tema

A oração

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EMF 36.8

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Muitos, só porque são dos fiéis “passáveis”, que rezam e Me recebem na Eucaristia, rezam e comungam pelas “suas” necessidades, não pelas necessidades das almas e pela glória de Deus, porque é raro alguém rezar sem ser egoísta, muitos pretenderiam ter uma vida material fácil, bem protegida de qualquer menor sofrimento, próspera e feliz.

EMF 36.9

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Naquela casa se rezava. Agora reza-se pouco nas casas. Nasce o dia e chega a noite, começam-se os trabalhos, e sentai-vos à mesa sem um pensamento dirigido ao Senhor, que vos permitiu ver um novo dia, podendo chegar a uma nova noite, que abençoou as vossas fadigas, concedendo que essa fadigas se tornassem o meio de conquistar aquele alimento que o fogo cozinhou, as vestes que vestis, aquele teto, todo o necessário à vossa natureza humana. Sempre é “bom” o que vem do bom Deus. Ainda quando pobre e escasso, o amor lhes dá sabor e substância, esse amor que vos faz ver o Pai que vos ama no eterno Criador.

Detalhe

Maria acaba de ter uma visão da Sagrada Família no Egito.

EMF 39.4-6

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Vejo Jesus entrar com sua mamãe, na espécie de sala de jantar de Nazaré.

Jesus é um belo jovenzinho de doze anos, alto, bem feito de corpo e robusto, sem ser gordo. Parece mais adulto do que é, pela sua compleição. Já está alto, tanto que atinge os ombros da mãe. Tem ainda o rosto redondo e rosado do Jesus menino, rosto que, depois, com a idade juvenil e viril, se emagrecerá, e se tornará de uma cor indefinida, a cor de certos delicados alabastros, que lembram, de longe, o amarelo rosado.

Os olhos, também os olhos, são ainda de menino. Grandes, bem abertos e com uma centelha de alegria, perdida no meio da seriedade com que olham. Depois, eles não serão mais tão abertos… As pálpebras descerão até a metade dos olhos, para encobrir o mal demasiado que está no mundo aos olhos do Santo e Puro. Só nos momentos de milagres é que eles estarão bem abertos e cintilantes, mais ainda do que agora… para expulsar os demônios e a morte, para curar as doenças e os pecados. E não estarão mais, nem mesmo com aquela centelha de alegria misturada com a seriedade… A morte e o pecado lhe estarão cada vez mais presentes e próximos, e com eles o conhecimento, também humano, da inutilidade do seu sacrifício, por causa da má vontade do homem. Só os raríssimos momentos de alegria, por estar com os remidos, e especialmente com os puros, meninos em sua maior parte, farão brilhar de alegria estes olhos­ santos e bons.

Mas agora Ele está com sua mamãe, em sua casa, e diante Dele está José, que lhe sorri com amor, e estão também os seus priminhos, que o admiram, e a tia Maria de Alfeu, que o acaricia… Ele está feliz. O meu Jesus tem necessidade de amor para ser feliz. Neste momento Ele tem amor.

Jesus está vestido com uma veste solta de lã vermelha, de tonalidade rubi claro. Ela é macia, de textura perfeita, na sua compacta tenuidade. Junto ao pescoço, na frente, por baixo das mangas longas e largas, e da veste, que desce até o chão, deixando descobertos apenas os pés, que estão calçados com sandálias novas e muito bem feitas — não as costumeiras solas, fixadas ao pé por meio de tiras de couro — está um galão, não bordado, mas tecido em cor mais escura sobre o vermelho rubi da veste. Deve ser obra da mamãe, porque a cunhada a admira e elogia.

Os belos cabelos loiros já estão carregados de uma tonalidade bem diferente de quando Ele era pequenino, agora com cintilações de cobre nas volutas dos caracóis, que terminam abaixo das orelhas. Não são mais os caracoizinhos curtos e leves da infância. Não são ainda os cabelos ondulados e compridos até aos ombros, onde terminam em macias madeixas aneladas na idade adulta. Mas já tendem mais para esta última na cor e na forma.

39.5 – Eis aqui o nosso Filho –diz Maria, levantando a sua mão direita, na qual está a mão esquerda de Jesus.

Parece que o está apresentando a todos e reconfirmando a paternidade do Justo, que está sorrindo. E ela acrescenta:

– Abençoa-o, José, antes de Ele partir para Jerusalém. Não foi necessária a bênção ritual, em sua idade de ir para a escola, primeiro passo na vida. Mas agora que Ele vai ao Templo, para ser declarado maior de idade, dá-lhe a bênção. E abençoa a mim também, junto com Ele. A tua bênção… (Maria dá um soluço) O fortificará e me dará força, para me desapegar um pouco mais Dele…

– Maria, Jesus será sempre teu. A fórmula não incidirá em nossos mútuos relacionamentos. Nem eu vou disputá-lo contra ti, este Filho que nos é tão caro. Ninguém como tu merece guiá-lo na vida, ó minha­ Santa.

Maria se inclina, pega a mão de José, e a beija. Ela é a esposa, oh! e quão amorosa e respeitosa para com o seu consorte!

José acolhe aquele sinal de respeito e de amor com dignidade, mas depois levanta aquela mão que foi beijada, e a coloca sobre a cabeça da esposa, dizendo:

– Sim, eu te abençôo, ó Bendita, e a Jesus junto contigo. Vinde, minhas únicas alegrias, minha honra e meu ideal.

José está solene. Com os braços estendidos, e as palmas das mãos voltadas para o chão sobre as duas cabeças inclinadas, igualmente loiras e santas, ele pronuncia a bênção:

– O Senhor vos guarde e vos abençoe. Tenha misericórdia de vós, e vos dê a paz. O Senhor vos dê a sua bênção.

E depois diz:

– Agora vamos. A hora é propícia para a viagem.

39.6 Maria apanha um manto grande, cor de romã, coloca sobre o corpo do Filho, e, ao fazer isso, o acaricia!

Saem e fecham a porta. Põem-se a caminho. Outros peregrinos vão indo na mesma direção. Ao saírem da cidade, as mulheres se separam dos homens. Os meninos vão com quem preferirem. Jesus fica com a mãe.

Os peregrinos vão salmodiando pelos belos campos, nestes alegres dias de primavera. Prados e searas frescas e frescas as ramagens das árvores, que floriram, há pouco. Ouvem-se os cantos dos homens pelos campos e pelas ruas e os dos pássaros nas árvores. Córregos límpidos servem de espelho para as flores que estão às margens e cordeirinhos saltam ao lado de suas mães. Há paz e alegria, sob o mais belo céu de abril.

A visão cessa assim.

Detalhe

Descrição física do Menino Jesus e da bênção de José antes de partir para Jerusalém.

EMF 41.7

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Gamaliel:

Diz-me, Jesus. A paz, de que falam os Profetas, como poderá ser esperada, se a este povo virá a destruição pela guerra? Fala, e dá luz a mim também.

Jesus:

– Não te lembras, mestre, o que foi que disseram aqueles que estiveram presentes na noite do nascimento de Cristo? Não te lembras de que os exércitos celestiais cantavam: “Paz aos homens de boa vontade”? Mas este povo não tem boa vontade, e não terá paz. Ele desconhecerá o seu Rei, o Justo, o Salvador, porque espera que Ele seja um rei de poderes humanos, enquanto que Ele é o Rei do espírito. Este povo não o amará, porque o Cristo pregará o que a este povo não agrada. O Cristo não debelará os seus inimigos com seus carros e cavalos, mas, sim, os inimigos da alma, que dominam, com possessão infernal, o coração do homem criado pelo Senhor. E esta não é a vitória que Israel está esperando Dele. Ele virá, Jerusalém, o teu Rei, cavalgando uma “jumenta e um jumentinho”, ou seja, os justos de Israel e os gentios. Mas o jumentinho, Eu vo-lo digo, será mais fiel a Ele, e o seguirá precedendo a jumenta, e crescerá no caminho da Verdade e da Vida. Israel, pela sua má vontade, perderá a paz, e sofrerá em si, através dos séculos, aquilo que fizer sofrer ao seu Rei, depois de tê-lo reduzido ao Rei das dores, de que fala Isaías.

EMF 41.11-13

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Jesus diz:

[…].

– Voltemos muito, muito atrás. Voltemos ao Templo, onde Eu, aos doze anos, estou disputando. Ou melhor, voltemos às ruas que levam a Jerusalém, e de Jerusalém ao Templo.

Vê a angústia de Maria, quando, tendo-se reunido às filas dos homens e das mulheres, viu que Eu não estava com José.

Ela não levanta a voz, em ásperas repreensões contra o esposo. Todas as mulheres o teriam feito. Vós o fazeis por muito menos, esquecendo-vos de que o homem é sempre o chefe da casa. Mas a dor que transparece no rosto de Maria, magoa José, mais do que qualquer repreensão. Maria não se abandona a cenas dramáticas. Vós, por muito menos, o fazeis, pois gostais de ser notadas, e feitas alvos de compaixão. Mas a dor contida de Maria é tão evidente, pelo tremor que a toma, pelo rosto que empalidece, pelos olhos que se dilatam, que comove mais do que qualquer cena de pranto e de clamor.

Não sente mais cansaço, nem fome. O caminho foi longo e, depois de tantas horas, não tomou nenhum alimento! Mas ela deixa tudo. Tanto a enxerga, que está sendo arrumada, como a comida que ia ser distribuída. Volta atrás. É tarde, a noite desce. Não importa. Cada passo que dá leva-a de volta a Jerusalém. Faz parar as caravanas e os peregrinos. Pergunta a todos. José a segue e a ajuda. Um dia de caminho, voltando, e depois uma penosa busca pela cidade.

Onde, onde poderá estar o seu Jesus? E Deus permite que ela não saiba, durante tantas horas onde é que devia ir me procurar. Procurar um menino no Templo, seria uma coisa sem sentido. Que teria um menino ido fazer no Templo? No máximo, teria se perdido na cidade, e se tivesse voltado para dentro do Templo, levado pelos seus pequenos passos, sua voz chorosa teria chamado pela mãe atraindo a atenção dos adultos, dos sacerdotes, os quais teriam providenciado para que se procurassem os pais dele, por meio de avisos colocados nas portas. Mas não havia nenhum aviso. Ninguém na cidade sabia desse Menino. Bonito? Loiro? Robusto? Mas há tantos assim! Era muito pouco para se poder dizer: “Eu o vi. Estava em tal ou tal lugar!”

41.12

Três dias depois, símbolo de outros três dias de futura angústia, eis que Maria, exausta, penetra no Templo, percorre os pátios e os vestíbulos. Nada. Corre, corre a pobre mãe, no rumo de onde lhe pareceu vir uma voz de menino. E, até os cordeiros, que estão balindo, lhe parecem o pranto do Filho, que está procurando. Mas Jesus não está chorando. Ele está ensinando. Neste momento, Maria ouve, do outro lado de uma barreira de pessoas, a querida voz, que diz: “Estas pedras tremerão…” Ela tenta atravessar a multidão, e só o consegue, depois de muito esforço. Aqui está o Filho, de braços abertos, em pé entre os doutores.

Maria é a Virgem prudente. Mas desta vez a angústia venceu a sua reserva. É como um dique, que enfrenta o que vier. Ela corre até o Filho, e o abraça levantando-o do banco, pondo-o no chão, e exclama: “Oh! Por que nos fizeste isto? Há três dias que estamos à tua procura. Tua mãe está para morrer de dor, Filho. Teu pai está exausto de cansaço. Por que Jesus?”

Não se pergunta os “porquês” a Quem sabe os “porquês” de seu modo de agir. Aos chamados não se pergunta “porque”, deixam tudo para seguir a voz de Deus. Eu era a Sabedoria e sabia. Eu fui “chamado” para uma missão, e a estava cumprindo. Acima do pai e da mãe desta terra, está Deus, o Pai divino. Os seus interesses superam os nossos, e seus afetos são superiores a qualquer outro. Eu digo isso a minha mãe.

Termino o ensinamento aos doutores, com o ensinamento a Maria, Rainha dos doutores. E ela nunca mais esqueceu isso. O sol voltou ao seu coração, quando me tomou pela mão, humilde e obediente, mas as minhas palavras também ficaram em seu coração. Muito sol e muitas nuvens passarão pelo céu, durante aqueles vinte e um anos, em que Eu estarei ainda sobre a terra. E muita alegria e muito pranto se alternará em seu coração, por outros vinte e um anos. Mas ela nunca mais me perguntará: “Por que, meu Filho, nos fizeste isto?”

Aprendei, ó homens insolentes!

41.13

Eu expliquei e esclareci a visão, porque tu não estás em condições de fazer mais.

EMF 42.5-7

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Depois Jesus, curvando-se sobre o moribundo, em voz baixa recita um salmo. Eu sei que é um salmo, mas agora não posso dizer qual[1]. Começa assim:

– “Protege-me, ó Senhor, porque em Ti pus a minha esperança… Em favor dos santos, que estão na terra, ele cumpriu admiravelmente todos os seus desejos… Bendirei ao Senhor que me dá conselhos… Tenho sempre o Senhor diante de mim. Ele está à minha direita, para que eu não vacile. Por isso se alegra o meu coração, e exulta a minha língua, e também meu corpo repousará na esperança. Porque Tu não abandonarás a minha alma na mansão dos mortos, nem permitirás que o teu santo veja a corrupção. Far-me-ás conhecer os caminhos da vida, cumular-me-ás de alegria com a tua face.”

José se reanima todo e, com um olhar mais vivo, sorri para Jesus e lhe aperta os dedos.

Jesus responde com um sorriso ao sorriso e com uma carícia ao aperto de mão, e continua docemente, curvado sobre o seu pai adotivo:

– “Quão amáveis são os teus Tabernáculos, ó Senhor. Minha alma se consome de desejo pelos átrios do Senhor. Até o pardal tem uma casa, e a rolinha um ninho para os seus filho­tes. Eu desejo os teus altares, ó Senhor. Felizes aqueles que habitam a tua casa… Feliz o homem que encontra em Ti a sua força. Ele tem preparadas em seu coração as ascensões do vale de lágrimas ao lugar escolhido. Ó Senhor, escuta a minha oração… Ó Deus, volta o teu olhar para a face do teu Cristo…”

José com um soluço, olha para Jesus, e faz sinal de querer falar, como para abençoá-lo. Mas não pode. Vê-se que ele está compreendendo, mas já não pode falar. Contudo, ele se sente feliz, e olha, animado e confiante para o seu Jesus.

Jesus continua:

– “Oh! Senhor, Tu foste propício à tua terra, livraste Jacó da escravidão… Mostra-nos, ó Senhor, a tua misericórdia, e dá-nos o teu Salvador. Quero ouvir o que me diz dentro de mim o Senhor Deus. Certamente Ele falará de paz ao seu povo pelos seus santos e por quem a Ele se volta de coração. Sim, a tua salvação está próxima… e a glória habitará sobre a ter­ra… A bondade e a verdade se encontraram, a justiça e a paz se beijaram. A verdade surgiu da terra e a justiça a olhou do Céu. Sim, o Senhor se mostrará benigno, e a nossa terra dará o seu fruto. A justiça caminhará diante Dele, e deixará no caminho os seus rastros.” Tu viste esta hora, ó pai, e por ela foi que te cansaste tanto. Tu ajudaste esta hora a se formar, e o Senhor te dará a recompensa. Eu te digo isto –acrescenta Jesus, enxugando uma lágrima de alegria, que desce lentamente pela face de José.

Depois continua:

– “Ó Senhor, lembra-te de Davi, e de toda a sua mansidão. Como ele jurou ao Senhor: não entrarei em minha casa, não me deitarei, não darei sono aos meus olhos, nem repouso às minhas pálpebras, nem descanso às minhas têmporas, enquanto eu não encontrar um lugar para o Senhor, uma morada para o Deus de Jacó… Levanta-te, ó Senhor, e vem ao teu repouso, Tu e a Arca da tua santidade (Maria compreende, e tem uma explosão de pranto). Sejam revestidos de justiça os teus sacerdotes, e façam festa os teus santos. Pelo amor de Davi, teu servo, não nos negue o rosto do teu Cristo. O Senhor prometeu a Davi com juramento, e cumprirá: ‘Porei sobre o trono o fruto do teu seio.’ O Senhor escolheu a sua morada… Eu farei florescer o poder de Davi, preparando uma tocha acesa para o meu Cristo.”

42.6

Obrigado, meu pai, por Mim e por minha mãe. Tu foste para Mim

um pai justo, e o Eterno te colocou como guarda do seu Cristo e da sua Arca. Tu foste a tocha acesa por Ele e, para com o Fruto do ventre santo, tiveste entranhas de caridade. Vai em paz, ó pai! A viúva não ficará desamparada. O Senhor predispôs que ela não fique sozinha. Vai tranqüilo para o teu repouso. Eu te digo.

Maria chora com o rosto curvado sobre as cobertas (parecem mantos) estendidas sobre o corpo de José, que vai esfriando. Jesus apressa os seus confortos, pois a respiração se torna mais difícil, e o olhar se torna anuviado.

– “Feliz o homem que teme o Senhor, e põe nos seus mandamentos todo o seu prazer… A justiça dele permanece nos séculos dos séculos. Entre os homens retos, surge nas trevas como uma luz, o misericordioso, o benigno, o justo… O justo será lembrado para sempre… A sua justiça é eterna, o seu poder se elevará até à glória…”

Tu terás esta glória, meu pai. Logo virei buscar-te com os Patriarcas que te precederam, para ires à glória que te espera. Que o teu espírito exulte com esta minha palavra.

“Quem repousa no auxílio do Altíssimo, vive sob a proteção do Deus do Céu.”

Tu já estás nesse lugar, meu pai.

“Ele me livrou do laço dos caçadores e das palavras ásperas. Ele te cobrirá com as suas asas e debaixo de suas penas encontrarás refúgio. A sua verdade te defenderá como um escudo, não temerás os espantos noturnos… Não se aproximará de ti o mal… porque aos seus anjos Ele deu a ordem de guardar-te em todos os teus caminhos. Eles te levarão em suas mãos, para que o teu pé não tropece nas pedras. Caminharás sobre a áspide e o basilisco, e esmagarás o dragão e o leão. Porque esperaste no Senhor, Ele te diz, ó pai, que te libertará e protegerá. Porque elevaste a Ele a tua voz, Ele te ouvirá, estará contigo na última tribulação, te glorificará depois desta vida, fazendo-te ver desde agora a sua Salvação”, e fazendo-te entrar na outra, pela Salvação que agora te está confortando e que logo, oh!, logo virá, te repito, cingir-te com um abraço divino e levar-te Consigo, à frente de todos os Patriarcas, lá para o lugar onde está preparada a morada do Justo de Deus, que para Mim foi um pai bendito.

Vai, na minha frente, dizer aos Patriarcas que a Salvação já está no mundo e que o Reino dos Céus logo será aberto para eles. Vai, pai. A minha bênção te acompanhe.

42.7

A voz de Jesus se faz mais alta, para chegar até à mente de José,

que já se vai mergulhando nas névoas da morte. O fim é iminente. Ele já respira com dificuldade. Maria o acaricia. Jesus se assenta sobre a beira da cama, abraça e atrai para Si o agonizante, que exala o último suspiro, sem fazer nenhum movimento.

É uma cena cheia de uma paz solene. Jesus coloca novamente o Patriarca na cama e abraça Maria, que, no fim se aproximou de Jesus na angústia que sentia.

Anotação

Salmo 16 (15): Guarda-me, meu Deus, pois fiz de ti o meu refúgio.

Eu disse ao Senhor: "Tu és o meu Deus! Não tenho outra felicidade senão tu.

Todos os ídolos da terra, os deuses que eu adorava, continuam a fazer estragos e o povo corre atrás deles. Não lhes oferecerei o sangue do sacrifício, * o seu nome não estará nos meus lábios!

Senhor, meu quinhão e meu cálice: de ti depende a minha sorte. O meu quinhão é a minha delícia; tenho até a mais bela herança!

Bendigo o Senhor que me aconselha: até de noite o meu coração me avisa.

Tenho sempre o Senhor diante de mim, ele está à minha direita; estou firme.

09 O meu coração está alegre, a minha alma exulta, a minha carne está cheia de confiança:

10 Não me entregarás à morte, nem deixarás o teu amigo ver a corrupção.

Tu me ensinas o caminho da vida: diante da tua face, alegria transbordante! À tua direita, a alegria eterna!

Salmo 84 (83): Senhor, tu amaste esta terra; fizeste regressar os desterrados de Jacob; tiraste o pecado do teu povo; cobriste toda a sua iniquidade; puseste fim a toda a tua cólera; voltaste do teu grande furor.

Traz-nos de volta, Deus, nossa salvação; esquece o teu rancor contra nós. Estarás sempre irado contra nós? A tua cólera continuará de século em século? Não voltarás para nos dar a vida e ser a alegria do teu povo?

Mostrai-nos, Senhor, o vosso amor e dai-nos a vossa salvação.

Estou a ouvir: o que dirá o Senhor Deus? O que ele diz é a paz para o seu povo e para os seus fiéis; que eles nunca mais voltem à sua loucura!

A sua salvação está próxima dos que o temem e a glória habitará na nossa terra.

O amor e a verdade encontrar-se-ão, a justiça e a paz abraçar-se-ão; a verdade brotará da terra e a justiça do céu.

O Senhor dará as suas bênçãos, e a nossa terra dará o seu fruto.

A justiça irá à sua frente, e os seus passos marcarão o caminho.

Salmo 85 (84): Tu, Senhor, amaste esta terra; fizeste voltar os desterrados de Jacob; tiraste o pecado do teu povo, cobriste toda a sua iniquidade; puseste fim a toda a tua cólera, voltaste do teu grande furor.

Traz-nos de volta, Deus, nossa salvação; esquece o teu rancor contra nós.

Estarás sempre irado contra nós, a tua ira continuará de século em século? Não voltarás para nos dar a vida e ser a alegria do teu povo?

Mostrai-nos, Senhor, o vosso amor e dai-nos a vossa salvação.

Estou a ouvir: o que dirá o Senhor Deus? + O que ele diz é paz para o seu povo e para os seus fiéis; que nunca mais voltem à sua loucura!

A sua salvação está perto dos que o temem, e a glória habitará na nossa terra. O amor e a verdade encontrar-se-ão, a justiça e a paz abraçar-se-ão; a verdade brotará da terra e a justiça do céu.

O Senhor dará as suas bênçãos, e a nossa terra dará o seu fruto. A justiça irá à sua frente, e os seus passos marcarão o caminho.

Salmo 132 (131):

Lembra-te, Senhor, de David e da sua grande submissão, quando fez um juramento ao Senhor, uma promessa ao Poderoso de Jacob: "Nunca entrarei na minha tenda, nem me deitarei na minha cama; proibirei os meus olhos de dormir e as minhas pálpebras de descansar,

até que eu encontre um lugar para o Senhor, uma morada para o Poderoso de Jacob".

Eis que nos foi anunciado em Efrata; encontrámo-lo perto de Yagar.

Entremos na morada de Deus e adoremos aos pés do seu trono.

Sobe, Senhor, ao lugar do teu repouso, tu e a arca da tua força!

Que os teus sacerdotes se revistam de justiça, que os teus fiéis gritem de alegria!

Por amor de David, teu servo, não te afastes da face do teu Messias.

O Senhor jurou a David e não voltará atrás na sua palavra: "Colocarei um homem teu no teu trono.

"Se os teus filhos guardarem a minha aliança, a vontade que lhes faço saber, também os seus filhos se sentarão no trono que te foi destinado para sempre.

Porque o Senhor escolheu Sião; é a morada que ele deseja:

"Esta é a minha morada para sempre, esta é a morada que eu desejava.

"Abençoarei, abençoarei as suas colheitas para saciar os seus pobres com pão.

Vestirei de glória os seus sacerdotes, e os seus fiéis gritarão e exultarão de alegria.

"Farei brotar ali a força de David; acendi uma lâmpada para o meu Messias.

18 Vestirei de vergonha os seus inimigos, mas sobre ele florescerá a coroa."

Salmos 112 (111): Aleluia! Louvai, servos do Senhor, louvai o nome do Senhor!

Bendito seja o nome do Senhor, agora e para sempre!

Desde o nascer do sol até ao seu ocaso, louvai o nome do Senhor!

O Senhor domina sobre todos os povos, a sua glória domina os céus.

Quem é como o Senhor nosso Deus? Ele está sentado no alto. Mas baixa o seu olhar para o céu e para a terra.

Levanta do pó o fraco, ergue da cinza o pobre para se sentar entre os príncipes, entre os príncipes do seu povo.

Coloca a mulher estéril na sua casa, uma mãe feliz entre os seus filhos.

Salmo 90: Quando estou ao abrigo do Altíssimo e repouso à sombra do Poderoso, digo ao Senhor: "Meu refúgio, meu baluarte, meu Deus, de quem estou seguro!"

É ele que te salva das redes do caçador e da peste maligna; ele te cobre e te protege. A sua fidelidade é a tua armadura e o teu escudo.

Não temerás os terrores da noite, nem a flecha que voa em pleno dia, nem a peste que ronda na escuridão, nem o flagelo que ataca ao meio-dia.

Se mil caírem ao teu lado ou dez mil à tua direita, permanecerás fora do seu alcance.

Basta abrires os olhos e verás o salário dos ímpios. Sim, o Senhor é o teu refúgio; fizeste do Altíssimo a tua fortaleza.

O infortúnio não te tocará, nem o perigo se aproximará da tua morada: ele confiou aos seus anjos a tarefa de te guardarem em todos os teus caminhos.

Eles te levarão nas mãos, para que o teu pé não bata nas pedras; pisarás a víbora e o escorpião; esmagarás o leão e o dragão.

"Porque ele se apega a mim, eu o liberto; eu o defendo, pois ele conhece o meu nome. Ele chama-me e eu respondo-lhe; estou com ele na sua provação. "Eu o libertarei e o glorificarei; fartá-lo-ei por muitos dias e far-lhe-ei ver a minha salvação.

EMF 43.6

O Evangelho como me foi revelado

Citação

43.6 Não te prometo dons, nem consolações humanas. Eu te prometo as mesmas consolações que teve José, as sobrenaturais. Porque é bom que todos fiquem sabendo que os presentes dados pelos Magos, na usura que aperta pela garganta um fugitivo, sumiram rapidamente, como um relâmpago, com a compra de uma casinha e daquele mínimo de utensílios necessários para a vida, daqueles alimentos que eram também necessários, que só podiam vir daquela fonte, enquanto não encontrávamos trabalho.

Na comunidade hebraica sempre todos se ajudaram mutuamente. Mas a comunidade reunida no Egito era quase toda composta de fugitivos perseguidos e, por isso, pobres como nós, que tínhamos ido nos juntar a eles. Um pouco daquela riqueza que queríamos manter para Jesus, para o nosso Jesus adulto, preservada dos gastos da instalação no Egito, foi providencial para a nossa volta e apenas suficiente para reorganizar nossa casa e a oficina em Nazaré, ao nosso retorno. Porque os tempos mudam, mas a cobiça humana é sempre a mesma, servindo-se da necessidade alheia para sugar a sua parte de maneira odiosa.

Não. Termos Jesus conosco não serviu para trazer-nos bens materiais. Muitos de vós pretendem isto, quando apenas se sentem um pouco unidos a Jesus. Esquecem-se de que Ele disse: “Procurai as coisas do espírito.” Tudo o mais é supérfluo. Deus provê também o alimento. Tanto aos homens como os pássaros. Porque sabe que eles têm necessidade do alimento, enquanto a carne for armadura em torno de vossa alma. Mas, pedi primeiro a sua Graça. Pedi primeiro pelo vosso espírito. O resto vos será dado como acréscimo.

EMF 43.7

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Diz comigo: “Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.” Seja este sempre o teu grito. Até que, um dia, o digas no Céu. A graça do Senhor esteja sempre contigo!

Palavras-chave

EMF 44.3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

44.3 Jesus fala a Maria. A princípio, não entendo as palavras, apenas murmuradas, às quais Maria, com a cabeça, assente. Depois, eu ouço:

– Faz que venham os parentes. Não fiques sozinha. Eu ficarei mais tranqüilo, mãe, e tu sabes que preciso estar tranqüilo para cumprir a minha missão. O meu amor não te faltará. Eu virei freqüentemente, e mandarei avisar-te, quando estiver na Galiléia, não podendo vir até em casa. Nesse caso, tu irás a Mim. Mãe, esta hora tinha que chegar. Ela começou aqui, quando o Anjo te apareceu; agora ela chegou, nós devemos vivê-la, não é verdade, mãe? Depois virá a paz, da provação superada, e a alegria. Primeiro, precisamos atravessar este deserto como os antigos Pais fizeram para entrarem na Terra Prometida. Mas o Senhor Deus nos ajudará, como ajudou a eles. E nos dará a sua ajuda como um maná espiritual para nutrir o nosso espírito no esforço da prova. Vamos dizer juntos o Pai-nosso…

Jesus se levanta, e Maria com Ele, erguendo os rostos ao céu. Duas hóstias vivas, que brilham na escuridão.

Jesus diz lentamente, mas com voz clara, e destacando as pala­vras, a oração dominical. Destaca de modo especial as palavras destas frases: “Venha a nós o vosso Reino, seja feita a vossa vontade”, separando bem estas duas frases das outras. Ele reza com os braços abertos, não propriamente em cruz, mas como fazem os sacerdotes, quando se dirigem ao povo, dizendo: “O Senhor esteja convosco!” Maria conserva suas mão unidas.

Detalhe

Jesus deixa Nazaré para iniciar a sua vida pública. Fala com a sua Mãe.

EMF 44.13

O Evangelho como me foi revelado

Citação

44.13 Maria reza. Não se recusa a rezar, só porque Deus lhe manda uma dor. Lembrai-vos disso. Ela reza junto com Jesus. Reza o Pai-nosso. Nosso e vosso.

O primeiro “Pai-nosso” foi pronunciado no pomar de Nazaré para consolar o sofrimento de Maria, para oferecer as “nossas” vontades ao Eterno, no momento em que se estava iniciando para essas vontades o período de uma renúncia sempre crescente, que iria culminar por Mim, na renúncia da vida e por Maria, na morte do Filho.

Ainda que não tivéssemos nada de que pedir perdão ao Pai, contudo, por humildade, nós, os Sem Culpa, pedimos perdão ao Pai, para sermos perdoados e absolvidos até de algum suspiro, para podermos ir dignamente ao encontro da nossa missão. Para ensinar-vos que quanto mais estiverdes na graça de Deus, mais a missão é abençoada, e mais frutos ela produz. Para ensinar-vos o respeito a Deus e a humildade. Diante de Deus Pai, até as nossas duas perfeições de Homem e de Mulher sentiram-se um nada, pedindo perdão. Como também pediram o “pão de cada dia”.

Qual era o nosso pão? Oh! não aquele amassado pelas mãos puras de Maria e assado no pequeno forno, para o qual tantas vezes Eu tinha­ ajeitado feixes e braçadas de lenha. Também aquele é necessário, enquanto estivermos sobre a terra. Mas o “nosso” pão de cada dia era aquele de fazer, dia após dia, a nossa parte da missão. Que Deus no-la desse cada dia, porque cumprir a missão que Deus dá é a alegria do “nosso” dia, não é verdade, pequeno João? Não dizes, tu também, que o dia te parece vazio, parecendo não existir, se a bondade do Senhor te deixa um dia sem a tua missão de dor?