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EMF 80.3-4

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– E, onde querias que Eu tivesse ido preparar-me, Judas?

Judas está perplexo, desorientado. Enfim, responde:

– Eu não saberia… Eu pensava… que em companhia de algum rabi… junto aos essênios… não sei.

– Podia Eu encontrar um rabi que me dissesse mais do que me dizia o Poder e a Sabedoria de Deus? Podia Eu ir em busca da ciência e da capacidade daqueles que negam a imortalidade da alma, negando a ressurreição no último dia, e negam a liberdade de ação do homem, atribuindo as virtudes e os vícios, ações santas e perversas, a um destino, que dizem ser fatal e inevitável? Eu, Verbo eterno do Pai, presente quando o Pai criou o homem, e sei de que espírito imortal e animado, de que poder de julgamento livre e capaz, o Criador dotou o homem? Ah! Não. Vós tendes um destino. Sim. Vós o tendes. Na mente de Deus que vos cria, há um destino para vós. O Pai vo-lo deseja. E é destino de amor, de paz, de glória: “a santidade de serdes seus filhos.”

Este é o destino que, estando presente na mente divina, desde o momento em que do barro foi feito Adão, estará presente até a criação da alma do último homem. Mas o Pai não usa de violência para convosco em vossa condição de rei. O rei, se está na prisão, não é mais rei, é um rejeitado. Vós sois reis, porque sois livres em vosso pequeno reino individual. Em vosso eu. Nele podeis fazer o que quiserdes, como quiserdes.

80.4

À frente e nos confins do vosso pequeno reino, tendes um Rei amigo, e duas potências inimigas. O Amigo vos mostra as regras por Ele dadas para fazer felizes os que são seus. Ele vo-las mostra. E vos diz: “Ei-las. Com estas é certa a eterna vitória.” Ele, o Sábio e Santo, vo-las mostra, para que possais, se o quiserdes, praticá-las e, ter a glória eterna. As duas potências inimigas são satanás e a carne. Por carne, entendo a vossa e a do mundo, ou seja, as pompas e seduções do mundo, isto é, a riqueza, as festas, as honras, os poderes que do mundo e no mundo se tem, e que nem sempre são obtidos honestamente, e menos ainda sabe usar honestamente, se, por um complexo de causas, o homem chega a possuí-los.

Satanás, mestre da carne e do mundo, fala também pelo mundo e pela carne. Ele também tem as suas regras… Oh! Se as tem! E, como o eu está enfaixado pela carne, e a carne se inclina para a carne, como os fragmentos de ferro se inclinam para o ímã, e, visto que o canto do Sedutor é mais doce do que o gorjeio do rouxinol enamorado, sob os raios da lua e o perfume dos roseirais, é mais fácil andar em direção à estas regras, inclinar-se para estas potências, dizer-lhes: “Considero-vos amigas. Entrai.” Entrai… Já vistes um aliado que se conserve sempre honesto, sem pedir cem por um pela ajuda dada?

Assim fazem essas potências. Entram… E tornam-se donas. Donas? Não, tiranas. Elas vos amarram, ó homens, ao banco de sua galera, lá vos acorrentam, não vos deixam mais erguer o pescoço sob o seu jugo, e o chicote delas vos fere até o sangue, se delas procurardes fugir. Ou deixar-se ferir, até virar um amontoado de carne despedaçada, tão inútil, como carne, a ponto de ser repelida por seus pés cruéis, ou morrer debaixo deles.

Se sabeis entregar-vos a um tal martírio, eis então que passa a Misericórdia, a Única que pode ainda ter piedade daquela repugnante miséria, da qual o mundo, um dos seus donos, agora tem nojo, e sobre a qual o outro dono, satanás, dirige suas flechas de vingança. E a Misericórdia, a Única que passa, se inclina, a recolhe, a medica, a cura e lhe diz: “Vem. Não temas. Não olhes para ti mesmo. As tuas feridas não são mais do que cicatrizes, mas são tantas, que te causariam horror, a ponto de te desfigurarem. Mas Eu não olho para elas, olho para a tua vontade. Por essa boa vontade é que estás assim marcada. Por isso, Eu te digo: te amo. Vem Comigo”, e a leva para o seu Reino. Agora podeis compreender que a Misericórdia e o Rei amigo são uma mesma pessoa. Encontrais de novo as regras que Ele vos tinha mostrado e que vós não quisestes seguir. Agora o quereis… e alcançais a paz da consciência primeiro, e a paz com Deus depois.

Dizei-me, agora. Este destino foi imposto por Um só a todos, ou foi escolhido, cada um por si?

– Foi escolhido por cada um.

– Estás julgando bem, Simão. Podia Eu dirigir-me aos negadores da bem-aventurada ressurreição e do dom de Deus para que fossem meus formadores?

Detalhe

Ensinamento mais abrangente sobre o destino do homem, a sua liberdade e o seu livre arbítrio.

EMF 81

O Evangelho como me foi revelado

Detalhe

Jesus encontra-se pela primeira vez com os pastores Simeão, Matias e João. Acompanham-no também o pastor José, Simão, o Zelota, e João. A princípio intimidados, os pastores logo se sentem à vontade e dizem-lhe que João está na prisão. Poderiam libertá-lo se tivessem dinheiro suficiente. Mas o grupo tem as jóias de Aglaia. Judas é enviado para as vender com João. Simão, o Zelota, confessa o seu mal-estar com os Iscariotes.

EMF 81.1-3.7

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Revejo o vau do Jordão: a estrada verde que margeia o rio, tanto de um lado, como do outro, muito percorrido por viajantes, por causa da sua sombra. Filas de burrinhos que vão e que vêm, e homens com eles. À margem do rio, três homens apascentam algumas ovelhas. Na estrada José, à espera, olha para cima e para baixo.

Lá longe, no ponto onde uma estrada se liga à beira do rio, aponta Jesus, com os três discípulos. José chama os pastores, e estes levam as ovelhas para a estrada, fazendo-as caminhar pela beira relvosa. Vão depressa ao encontro de Jesus.

– Eu estou quase sem coragem… Que direi a Ele como saudação?

– Oh! Ele é tão bom! Tu lhe dirás: “A paz esteja Contigo.” Ele também saúda sempre assim.

– Ele, sim… mas nós….

– E eu, quem sou? Não sou nem mesmo um dos seus primeiros adoradores, e Ele me quer tão bem… muito bem!

– Quem é Ele?

– Aquele mais alto e loiro.

– E nós lhe falaremos do Batista, Matias?

– Oh! Sim!

– Não achará que nós preferimos o Batista a Ele?

– De modo nenhum, Simeão. Se Ele é o Messias, vê os corações, e verá no nosso que, procurando o Batista, era a Ele que queríamos procurar.

– Tens razão.

Os dois grupos já estão a poucos metros um do outro. Jesus já sorri, com aquele seu sorriso que não se pode descrever. José apressa o passo. As ovelhas também se põem a trotar, impelidas pelos pastores.

– A paz esteja convosco –diz Jesus, levantando os braços, como para dar um abraço. Depois se dirige a cada um:

– A Paz a ti, Simeão, João e Matias, meus fiéis, e fiéis de João, o Profeta! Paz a ti, José –e o beija na face.

Os outros três estão agora de joelhos.

– Vinde, amigos. Vinde debaixo destas árvores, à margem do rio, e vamos conversar.

Eles descem, e Jesus assenta-se sobre uma grande raiz saliente, os outros se assentam no chão. Jesus sorri, e os olha fixamente um a um:

– Deixai que Eu conheça os vossos rostos. Vossas almas, Eu já conheço, como justos que procuram o Bem, que é por eles amado, contra todas as vantagens do mundo. Eu vos trago a saudação de Isaque, de Elias e de Levi. E uma outra saudação: a de minha Mãe.

81.2

Tendes notícia do Batista?

Os homens, que até então estavam amordaçados pelo acanhamento, reanimam-se e encontram as palavras:

– Ele ainda está preso. E o nosso coração teme por ele, porque está nas mãos de um homem cruel, dominado por uma criatura infernal e cercado por uma corte corrupta. Nós o amamos… Tu sabes que o amamos e que ele merece o nosso amor. Depois que Tu deixaste Belém, nós fomos perseguidos pelos homens… Mas nós ficamos desolados e abatidos como árvores quebradas pelo vento, mais do que pelo ódio deles, por termos perdido a Ti. E, então, depois de anos de sofrimento, se tivéssemos as pálpebras costuradas, procurando o sol sem podermos ver, por estarmos fechados numa cadeia impedidos de enxergar na tepidez de nossas carnes, eis que ouvimos dizer ser o Batista o homem de Deus, predito[1] pelos Profetas para preparar os caminhos do seu Cristo. Fomos até ele então. Dissemos a nós mesmos: “Se o Batista O precede, O encontraremos no Batista.” Porque eras Tu, Senhor, aquele que nós procurávamos.

– Eu sei. E me encontrastes. Eu estou convosco.

– José nos disse que Tu vieste até o Batista. Nós não estávamos lá naquele dia. Talvez tivéssemos ido, a mando dele, a algum outro lugar. Servíamos a ele, nos serviços da alma, que ele nos pedia com tanto amor e também o escutávamos com amor, embora fôsse tão severo, por não ser Tu, o Verbo, mas nos dizia sempre palavras de Deus.

– Eu sei.

81.3

E a este, não conheceis? –indicando João.

– Nós o vimos com outros galileus, no meio das multidões mais fiéis ao Batista. E, se não estamos enganados, tu és aquele João, do qual ele revelava aos seus íntimos: “Eu sou o primeiro, ele será o último. Mas depois será: ele o primeiro e eu, o último.” Nunca pudemos entender o que é que ele queria dizer.

Jesus volta-se para a sua esquerda, onde está João, e o atrai contra o seu coração, com um sorriso ainda mais luminoso, e explica:

– Ele queria dizer ser o primeiro a revelar: “Eis o Cordeiro”, e que este será o último dos amigos do Filho do homem que falará do Cordeiro às multidões. Mas, no coração do Cordeiro, este é o primeiro, porque lhe é mais caro do que qualquer outro homem. Isto é o que ele queria dizer. Mas, quando virdes o Batista e o vereis ainda, e ainda o servireis até a hora marcada, dizei-lhe que ele não é o último no coração do Cristo. Ele é tão amado quanto este outro João, não tanto pelo sangue, mas pela santidade. Recordai-vos disto. Se por humildade o santo se proclama “último”, a Palavra de Deus o proclama companheiro do discípulo que me é querido. Dizei-lhe que amo a este, porque tem o seu mesmo nome, e porque encontro nele os sinais do Batista, o preparador de almas para o Cristo.

– Nós lhe diremos… Mas nós o veremos ainda?

– Vós o vereis.

[Jesus discute com os Pastores sobre o facto de João estar preso e de ser necessária uma determinada quantia para o libertar. Decide-se que Judas venderá as joias de Aglaé. Quando o Iscariotes se retira, o Mestre volta a dirigir-se aos Pastores:]

81.7 – Eu gostaria de contentar-vos –diz Jesus.

– Tu o farás sempre, Mestre. O Altíssimo te bendiga por nós. Aquele homem é teu amigo?

– Sim, é. Não te parece que ele o possa ser?

O pastor João inclina a cabeça, e se cala. O discípulo Simão fala:

– Só quem é bom, sabe enxergar. Eu não sou bom e não enxergo aquilo que a Bondade enxerga. Vejo o exterior. O bom desce também ao interior. Tu também, João, enxergas como eu. Mas o Mestre é bom… e enxerga…

EMF 81.7

O Evangelho como me foi revelado

Citação

81.7 – Eu gostaria de contentar-vos –diz Jesus.

– Tu o farás sempre, Mestre. O Altíssimo te bendiga por nós. Aquele homem é teu amigo?

– Sim, é. Não te parece que ele o possa ser?

O pastor João inclina a cabeça, e se cala. O discípulo Simão fala:

– Só quem é bom, sabe enxergar. Eu não sou bom e não enxergo aquilo que a Bondade enxerga. Vejo o exterior. O bom desce também ao interior. Tu também, João, enxergas como eu. Mas o Mestre é bom… e enxerga…

Detalhe

Jesus dirige-se aos Pastores e a conversa desvia-se para Judas, que partiu com João para vender as joias de Aglaé.

EMF 82.3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

82.3 Após entrarem, Judas fala com o dono, que está mandando levarem as ovelhas para o curral e, em seguida, conduz pessoalmente os hóspedes para um pequeno quarto, onde há duas esteiras para servir de cama, algumas cadeiras e uma mesa pronta. Depois, se retira.

– Vamos conversar agora, Mestre, enquanto os pastores estão ocupados em acomodar suas ovelhas.

– Eu te estou ouvindo.

Detalhe

Os pastores de Belém estão nas proximidades quando Judas conta o seu encontro com Diomede, mas não são mencionados pelo nome. Trata-se, sem dúvida, dos pastores José, Simeão, João e Matias, que aparecem no capítulo anterior. Deviam estar à espera do regresso de Judas.

EMF 82.4-5

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– (...) Estão chegando os pastores. Não perturbemos o espírito deles com discussões entre nós. Tu contaste o dinheiro? Basta. Leva a bom termo cada ação tua como levaste esta, e te repito, se puderes, no futuro, não mentir, nem mesmo para praticar uma boa ação….

82.5 Entram os pastores.

– Amigos. Aqui estão dez talentos e meio. Faltam somente cem denários que Judas tirou para as despesas de alojamento. Tomai.

– Tu dás tudo? –pergunta Judas.

– Tudo. Não quero nem um centésimo daquele dinheiro. Nós temos o óbolo de Deus e daqueles que honestamente O procuram … e não nos faltará nunca o indispensável. Crê nisto. Tomai, e sede felizes, como Eu sou, por causa do Batista. Amanhã ireis dirigir-vos à sua prisão. Irão dois: João e Matias. Simeão com José irá a Elias contar o acontecido e dar-lhe instruções para o futuro. Elias sabe. Depois José voltará com Levi. O lugar do nosso reencontro será daqui a dez dias, junto à porta dos Peixes, em Jerusalém, à hora primeira. Agora vamos comer e descansar. Amanhã, pela manhã, Eu partirei com os meus. Não tenho, por enquanto, mais nada a dizer-vos. Mais tarde, tereis notícia de Mim.

E tudo mais desaparece, quando Jesus corta o pão.

Detalhe

Judas contou como conseguiu dez talentos e meio graças à venda das joias de Aglaé.

Tendo em conta o que é referido no EMV 83.3, talvez o João mencionado seja João, filho de Zebedeu. A confirmar.

EMF 83.1-3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

83.1 O campo onde Jesus se encontra é muito fértil. Magníficos pomares, esplêndidos vinhedos com os cachos já formados e prontos para tomarem as cores do ouro e do rubi. Jesus está sentado em um pomar e come as frutas oferecidas a Ele por um camponês.

Talvez Jesus tenha falado antes, porque o homem diz:

– Matar a tua sede é para mim uma alegria, Mestre. O teu discípulo nos havia falado da tua sabedoria, mas nós ficamos admirados ao ouvir-te. Estando tão perto da Cidade Santa, costumamos ir frequentemente lá vender frutas e verduras. Depois, subimos até o Templo, para ouvirmos os rabis. Mas eles não falam como Tu, não. Voltamos de lá dizendo: “Se é assim como dizem, quem poderá salvar-se?” Tu, ao invés! Oh! Parece que ficamos com o coração aliviado! Um coração que se torna criança, mesmo permanecendo homem. Eu sou rústico… não sei explicar-me. Mas certamente Tu me entendes.

– Sim. Eu te entendo. Tu queres dizer que, com a seriedade e o conhecimento das coisas, próprios de quem é adulto, depois de teres ouvido a Palavra de Deus, sentes renascer em teu coração a simplicidade, a fé e a pureza. Parece que te tornaste uma criança sem culpa e malícia, com uma fé tão grande, como quando, guiado pela mão da tua mãe, subiste pela primeira vez ao Templo, ou como quando rezavas sobre os seus joelhos. Isto é o que queres dizer.

– Certo, sim, é isto mesmo. Felizes sois vós, que estais sempre com Ele! –diz depois a João, Simão e Judas, que, sentados sobre um muro baixo, comem figos suculentos. E termina:

– E feliz de mim, por ter-te como hóspede por uma noite.

83.2 Não temo mais desventura nesta minha casa, porque nela entrou a tua bênção.

Jesus responde:

– A bênção produz efeito, se as almas permanecerem fiéis à Lei de Deus e à minha doutrina. Caso contrário, a graça cessa. E é justo. Porque, se é verdade que Deus dá sol e ar tanto aos bons como aos maus, para que vivam, e se há bons se tornam melhores, e maus que se convertem, também é justo a proteção do Pai se volte para determinados lugares, como castigo do mau, a fim que o sofrimento o chame de volta à lembrança de Deus.

– Mas a dor não é sempre um mal?

– Não, amigo. É um mal do ponto de vista humano; mas do ponto de vista sobrenatural a dor é um bem. Aumenta os merecimentos dos justos, que a suportam sem desespero ou revolta, e a oferecem, com sua resignação, como um sacrifício de expiação pelas próprias faltas e as culpas do mundo, sendo redenção para aqueles que não são justos.

– É tão difícil sofrer! –diz o camponês, ao qual se uniram os seus familiares: dez pessoas, entre adultos e crianças.

– Eu sei que o homem acha isso difícil. E, sabendo disso, o Pai não haveria dado dor aos seus filhos. A dor veio pela culpa. Mas, quanto dura a dor sobre a terra? Ou na vida de um homem? Pouco tempo. Sempre pouco, mesmo que dure toda a vida. Agora Eu vos digo: não é melhor sofrer por pouco tempo, do que para sempre? Não é melhor sofrer aqui, do que no Purgatório? Pensai que lá o tempo é multiplicado de um para mil. Oh! Em verdade Eu vos digo que se deveria não maldizer, mas bendizer o sofrimento e chamá-lo de “graça”, chamá-lo de “piedade.”

– Oh! As tuas palavras, Mestre! Nós as bebemos, como sedentos no verão bebem água e mel numa fresca ânfora. Vais mesmo embora amanhã, Mestre?

– Sim, amanhã. Mas ainda voltarei. Para agradecer-te tudo o que fizeste por Mim e pelos meus, e para pedir-te, outra vez, pão e descanso.

– Sempre, Mestre, aqui os encontrarás.

83.3 Aproxima-se deles um homem com um burrinho carregado de verduras.

– Olá! Se o teu amigo quiser ir… O meu filho vai a Jerusalém, para a grande feira de Parasceve.

– Vai, João. Tu sabes o que tens a fazer. Dentro de quatro dias nos tornaremos a ver. A minha paz esteja contigo.

Jesus abraça João e o beija. Simão também faz o mesmo.

– Mestre –diz Judas–, se me permites, eu vou com João. Simão também faz o mesmo.

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