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O Evangelho como me foi revelado
Citação
Amai aqueles que vos amam, e odiai aos inimigos.” Eu vos digo: “Amai também aqueles que vos odeiam.” Oh! Se soubésseis como sereis amados por Deus, se amardes como Eu vos digo!
Notas do tema
Conforto de leitura
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Amai aqueles que vos amam, e odiai aos inimigos.” Eu vos digo: “Amai também aqueles que vos odeiam.” Oh! Se soubésseis como sereis amados por Deus, se amardes como Eu vos digo!
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Quando alguém vos pedir um pão, um gole de água, um abrigo em nome de Deus, deveis dá-lo neste mesmo nome. E tereis de Deus a recompensa. Isto deveis fazer com todos. Também com os inimigos. E esta é a Lei nova. Até agora vos tinha sido dito: “Amai aqueles que vos amam, e odiai aos inimigos.” Eu vos digo: “Amai também aqueles que vos odeiam.” Oh! Se soubésseis como sereis amados por Deus, se amardes como Eu vos digo! Portanto, quando alguém diz: “Eu quero ser vosso companheiro a serviço do Senhor Deus verdadeiro, e seguir o seu Cordeiro”, então ele deve ser para vós mais querido do que um irmão de sangue, porque estareis unidos por um vínculo eterno: o vínculo do Cristo.
– Mas, e se depois chega um que não é sincero? E disser: “Eu quero fazer isto ou aquilo”, é fácil. Mas nem sempre a palavra corresponde à verdade –diz Pedro, um tanto irritado.
Não sei o que há, mas ele não está com o seu costumeiro humor jovial.
– Pedro, escuta. Tu falas com bom senso e com justiça. Mas, vê bem: é melhor pecar pela bondade e pela confiança do que pela desconfiança e pelo rigor. Se fizeres um benefício a um indigno, que mal te acontecerá? Nenhum. Mas, ao contrário, o prêmio de Deus estará sempre preparado para ti, enquanto que para ele haverá um desmerecimento, por ter traído a tua confiança.
– Não acontece nenhum mal? As vezes quem é indigno não se contenta só com a ingratidão, mas vai além, e chega também a prejudicar na estima, nos bens e na própria vida.
– É verdade. Mas isso diminuiria o teu merecimento? Não. Ainda que todos acreditassem nas calúnias, ainda que ficasses mais pobre do que Jó, ainda que um homem cruel te tirasse a vida, que é que seria mudado aos olhos de Deus? Nada. Aliás, haveria sim uma mudança. Mas para o teu bem. Deus uniria aos méritos de tua bondade os méritos do teu martírio intelectual, financeiro ou físico.
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– (...) As vezes quem é indigno não se contenta só com a ingratidão, mas vai além, e chega também a prejudicar na estima, nos bens e na própria vida.
– É verdade. Mas isso diminuiria o teu merecimento? Não. Ainda que todos acreditassem nas calúnias, ainda que ficasses mais pobre do que Jó, ainda que um homem cruel te tirasse a vida, que é que seria mudado aos olhos de Deus? Nada. Aliás, haveria sim uma mudança. Mas para o teu bem. Deus uniria aos méritos de tua bondade os méritos do teu martírio intelectual, financeiro ou físico.
Jesus fala da hospitalidade que devemos mostrar aos peregrinos e do amor que devemos mostrar aos nossos inimigos, dizendo que é melhor pecar "por bondade de coração e confiança do que por desafio e dureza". A bênção de Deus permanecerá sobre nós, mesmo que sejamos prejudicados. Pedro disse então:
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Um dia os sepulcros selados deixarão escapar os mortos verdadeiros, que aparecerão para se rirem com as órbitas de seus olhos vazios, com as mandíbulas descobertas pelo júbilo longínquo, e entretanto sentido pelos esqueletos, dos espíritos liberados do Limbo de espera. Eles aparecerão para se rirem diante dessa sua libertação, e para vibrarem, sabendo a quem é que a devem…
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– (...) Eu vos peço a todos: não fiqueis mais discutindo sobre merecimentos e postos. Eu teria podido nascer rei. Nasci pobre, em uma estrebaria. Teria podido ser rico. Vivi do trabalho e agora da caridade. Contudo, crede-o, amigos, não há ninguém maior aos olhos de Deus do que Eu. Do que Eu, que estou aqui como servo do homem.
– Servo Tu? Nunca.
– Por que, Pedro?
– Porque eu é que serei o teu servo.
– Ainda que tu me servisses, como uma mãe serve ao seu filhinho, Eu vim para servir ao homem. Para ele Eu serei o Salvador. Que serviço existe igual a este?
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Perto do vau do Jordão, Maria vê Tomé, Judas de Alfeia e Simão, o Zelota. Há três dias que esperam por Jesus neste local e Judas garante-lhes que, se o primo prometeu encontrá-los aqui, assim o fará. Judas fala da sua relação com Jesus, explicando que ele é seu primo, que era o preferido de José e que cresceu muito perto da Virgem Maria. O homem de Nazaré também fala das divisões na sua família, mas agora quer seguir Cristo. O seu único arrependimento é o facto de os pais poderem ser inimigos dos filhos. Simão, o Zelota, suspira com esta observação, mas Tomé revela que o seu pai o encorajou a seguir o Messias.
Jesus chega finalmente. Judas revela então a sua intenção de seguir o seu Mestre, e Cristo acolhe-o: confirma-lhe também que é de facto permitido seguir o Senhor, pois "nada há acima de Deus".
Depois de felicitar Tomé pela sua obediência e fidelidade, Jesus dirige a sua atenção a Simão, o Zelota. Pede-lhe que o siga e os dois conversam sobre a sua família, o seu pai e a doença de que tinha sido vítima. O Mestre une então Simão, o Zelota, e Judas, um sem filhos devido à sua doença, o outro tendo perdido o pai ao seguir o Senhor. Para já, porém, deu a cada um deles uma missão. Tomé devia evangelizar na Judeia. Judas devia evangelizar Nazaré. Pedro, Tiago, João, André, Filipe e Bartolomeu voltaram para os seus barcos, para Cafarnaum e Betsaida.
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Um dos seis me disse enquanto o Mestre se afastava entre as aclamações da multidão, depois do milagre de um aleijado que pedia esmola, que foi curado junto à porta dos Peixes: “Nós agora vamos para fora de Jerusalém. Espera-nos a cinco milhas entre Jericó e Doco, na curva do rio, ao longo da rua arborizada.” É esta. Disse também: “Lá nós estaremos dentro de três dias, ao romper do dia".
Tomé falou com Judas e Simão e disse-lhes
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56.3 – Tu sempre estiveste com Ele?
– Sempre. Desde quando Ele voltou a Nazaré foi para mim um bom companheiro. Sempre estivemos juntos. Somos da mesma idade, sendo eu um pouco mais velho. Além disso, dos meus irmãos eu era o preferido do pai Dele, irmão de meu pai. Também a mãe me queria muito bem. Eu cresci mais com ela do que com minha mãe.
– Ela te queria… Então agora não te quer mais o mesmo bem?
– Oh! Sim. Mas nós temos estado um pouco divididos desde que Ele se fez profeta. Meus parentes não gostam disso.
– Quais parentes?
– Meu pai e os dois filhos mais velhos. O outro está titubeante… Meu pai está muito velho e não tive coragem de irritá-lo. Mas agora… agora, não mais. Agora eu vou onde o coração e a mente me levam. Vou a Jesus. Creio que não ofendo a Lei fazendo assim. Mas já… se não fosse justo o que eu quero fazer Jesus me diria. Eu farei o que Ele disser. É lícito a um pai criar obstáculos a um filho no caminho do bem? Se eu sinto que ali está a salvação, por que impedir-me de tê-la? Por que os pais, às vezes, são nossos inimigos?
Simão suspira, como quem se lembra de coisas tristes e inclina a cabeça, mas não fala.
É Tomé quem responde:
– Eu já superei esse obstáculo. Meu pai me ouviu e me compreendeu. Ele me abençoou dizendo: “Vai. Que esta Páscoa seja para ti a libertação da escravidão de uma expectativa. Feliz de ti que podes crer. Eu espero. Mas, se for Ele mesmo, e ao segui-lo perceberes que é, vem dizer ao teu velho pai: ‘Vem. Israel já tem o Esperado’.”
– És mais feliz do que eu. E dizer que nós temos vivido ao seu lado!… E não cremos, logo nós da família!… E dizemos, ou melhor, eles dizem: “Ele perdeu o juízo!"
Simão, o Zelota, perguntou a Judas se ele sempre tinha acompanhado Cristo.
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56.5 – Tu também estás aqui, meu primo Judas?
Eles se abraçam. Judas chora.
– Por que este pranto?
– Oh! Jesus! Eu quero estar Contigo!
– Eu te esperei sempre. Por que não vieste?
Judas inclina a cabeça e fica calado.
– Eles não quiseram! E agora?
– Jesus, eu… eu não posso obedecer a eles. Eu quero obedecer somente a Ti.
– Mas Eu não te dei uma ordem.
– Não. Tu, não. Mas é a tua missão que nos dá ordem! É Aquele que Te mandou que fala aqui, no meio do meu coração, e me diz: “Vai a Ele!” É aquela que te gerou e que para mim tem sido uma mestra suave que, com seu olhar de pomba, me diz, sem fazer uso de palavras: “Sê de Jesus!” Poderei eu não fazer conta daquela voz excelsa que me perfura o coração? Desta oração de santa que certamente me suplica para o meu bem? Só porque eu sou teu primo por parte de José, não deverei Te conhecer por aquilo que és, enquanto o Batista Te conheceu, aqui, nas margens deste rio, ele que nunca Te havia visto, e Te saudou como o “Cordeiro de Deus”? E eu, eu que cresci junto Contigo, eu que procurei tornar-me bom Te imitando, eu que me tornei filho da Lei pelo merecimento de tua mãe, e que dela aprendi, não os seiscentos e treze preceitos dos rabinos, além da Escritura e das orações, porém a alma disso tudo, eu não deveria ser capaz de nada?
– E o teu pai?
– Meu pai? Não lhe falta pão nem assistência, e depois… Tu me dás o exemplo. Tu tiveste o pensamento no bem do povo, mais do que no pequeno bem de Maria. E ela está sozinha. Diz-me, Tu, meu Mestre, não é lícito talvez, sem faltar com o respeito, dizer a um pai: “Pai, eu te amo. Mas acima de ti está Deus, e a Ele eu sigo”?
– Judas, meu parente e amigo, Eu te digo: tu estás bem adiantado no caminho da Luz. Vem. É lícito falar ao pai assim quando é Deus que chama. Não há nada acima de Deus. Até as leis do sangue cessam, ou seja, sublimam-se, porque com as nossas lágrimas damos aos pais, às mães, uma ajuda muito maior e por coisas mais eternas do que a jornada do mundo. Conosco os conduzimos para o Céu e pelo mesmo caminho do sacrifício dos afetos, os levamos para Deus. Portanto, fica, Judas. Eu te esperei e estou feliz por reaver-te, amigo da minha vida nazarena.
Judas está comovido.
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– (...) É Aquele que Te mandou que fala aqui, no meio do meu coração, e me diz: “Vai a Ele!” É aquela que te gerou e que para mim tem sido uma mestra suave que, com seu olhar de pomba, me diz, sem fazer uso de palavras: “Sê de Jesus!” Poderei eu não fazer conta daquela voz excelsa que me perfura o coração? Desta oração de santa que certamente me suplica para o meu bem? Só porque eu sou teu primo por parte de José, não deverei Te conhecer por aquilo que és, enquanto o Batista Te conheceu, aqui, nas margens deste rio, ele que nunca Te havia visto, e Te saudou como o “Cordeiro de Deus”? E eu, eu que cresci junto Contigo, eu que procurei tornar-me bom Te imitando, eu que me tornei filho da Lei pelo merecimento de tua mãe, e que dela aprendi, não os seiscentos e treze preceitos dos rabinos, além da Escritura e das orações, porém a alma disso tudo, eu não deveria ser capaz de nada?
– E o teu pai?
– Meu pai? Não lhe falta pão nem assistência, e depois… Tu me dás o exemplo. Tu tiveste o pensamento no bem do povo, mais do que no pequeno bem de Maria. E ela está sozinha. Diz-me, Tu, meu Mestre, não é lícito talvez, sem faltar com o respeito, dizer a um pai: “Pai, eu te amo. Mas acima de ti está Deus, e a Ele eu sigo”?
– Judas, meu parente e amigo, Eu te digo: tu estás bem adiantado no caminho da Luz. Vem. É lícito falar ao pai assim quando é Deus que chama. Não há nada acima de Deus. Até as leis do sangue cessam, ou seja, sublimam-se, porque com as nossas lágrimas damos aos pais, às mães, uma ajuda muito maior e por coisas mais eternas do que a jornada do mundo. Conosco os conduzimos para o Céu e pelo mesmo caminho do sacrifício dos afetos, os levamos para Deus. Portanto, fica, Judas. Eu te esperei e estou feliz por reaver-te, amigo da minha vida nazarena.
Judas falou com Jesus e disse: