Ir para o conteúdo

Notas da palavra-chave

André (apóstolo)

Tema: Personagens do Evangelho tal como me foi revelado · Página 3 de 18

Conforto de leitura

Aa

EMF 61.3.5

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Jesus, então, ordena aos discípulos:

– Fazei que os pobres venham para a frente. Para eles Eu tenho a rica oferta de alguém que a eles se recomenda para obter o perdão de Deus.

Vêm avante três velhinhos esfarrapados, dois cegos e um encolhido; depois uma viúva com sete meninos macilentos.

Jesus os olha fixamente um por um, sorri para a viúva e especialmente para os orfãozinhos. Antes diz a João:

– Que essas pessoas sejam colocadas lá no pomar. Quero falar com elas.

Mas Ele se torna severo, com os olhos flamejantes, quando a Ele se apresenta um dos velhinhos. Porém, não diz nada no momento.

Jesus chama Pedro e faz com que ele lhe dê a bolsa recebida pouco antes e uma outra cheia de moedas menores, esmolas diversas recolhidas entre os bons. Despeja tudo sobre o banco que está junto ao poço, conta e divide. Faz seis partes: uma delas bem grande, toda com moedas de prata; cinco menores em dimensão, com muito bronze e só uma ou outra moeda grande. (...)

Vem para a frente o terceiro velhinho, que parece o mais esfarrapado. Mas Jesus só tem agora o monte maior de moedas. E Ele chama em voz alta:

– Mulher, vem com os teus pequeninos.

A mulher, jovem e macilenta, vem para a frente, de cabeça inclinada. Parece uma galinha choca, entre a sua triste ninhada.

– Desde quando és viúva, mulher?

– Faz três anos, na lua de Tisri.

– Quantos anos tens?

– Vinte e sete.

– São todos filhos teus?

– Sim, Mestre, e… e não tenho mais nada. Tudo se acabou… como posso trabalhar, se ninguém me quer com todos estes pequeninos?

– Deus não abandona nem o verme que Ele criou. Ele não te abandonará, mulher. Onde moras?

– Perto do lago, a três estádios fora de Betsaida. Ele me disse que viesse… Meu marido morreu no lago, era pescador.

“Ele” é André, que ficou corado, e querendo desaparecer.

– Fizeste bem, André, em dizer à mulher que viesse a Mim.

André se anima e murmura:

– O homem era meu amigo, era bom, e morreu durante uma tempestade, perdendo também seu barco.

– Toma mulher. Isto te ajudará por muito tempo; depois virá outro sol no teu dia. Sê boa, educa na Lei os teus filhos e não te faltará a ajuda de Deus. Eu te abençôo, a ti e aos teus pequenos.

E os acaricia um por um com grande piedade.

A mulher vai-se com o seu tesouro apertado sobre o coração.

Palavras-chave

EMF 62.4

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– (...) De onde eram esses que vieram a Mim?

– De Corozaim, de Betsaida, de Cafarnaum; até de Tiberíades e de Gergesa tinham vindo; e das centenas e centenas de pequenas cidades espalhadas entre uma e outra.

– Ide a eles e dizei-lhes que estarei em Corozaim, em Betsaida e nas cidades entre esta e aquela.

– Por que não em Cafarnaum?

– Porque Eu sou para todos e todos me devem ter; e depois… lá está o velho Isaque que me espera… Não fique ele desiludido em sua esperança.

– Tu nos esperas aqui, então?

– Não. Eu vou e vós ficais em Cafarnaum para encaminhar as multidões para Mim; depois Eu virei.

– Nós vamos ficar sozinhos…

Pedro está preocupado.

– Não fiques preocupado. Que a obediência te faça alegre e com ela tenhas a persuasão de seres a Mim um discípulo útil. E contigo e, como tu, estes outros.

Pedro e André, com Tiago e João, se tranqüilizam. Jesus os abençoa, e se separam.

Assim termina a visão.

Detalhe

Pedro diz a Jesus que algumas pessoas vieram vê-lo e pergunta-lhe:

EMF 64.1-2

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Vejo as margens do lago de Genezaré. E vejo os barcos dos pescadores, arrastados para a margem. Junto a eles estão Pedro e André, ocupados em consertar as redes, que os empregados levam, gotejantes, depois de as terem enxaguado no lago, para limpá-las dos detritos que nelas ficaram presos. À distância de uns dez metros, João e Tiago, encurvados sobre seu barco, estão ocupados a pô-lo em ordem, ajudados por um empregado e por um homem de seus cinqüenta a ciqüenta e cinco anos, que eu penso ser Zebedeu, porque o empregado o chama de “patrão”, e porque ele é muito parecido com Tiago.

Pedro e André, de costas para o barco, trabalham em silêncio para reatar os fios e as bóias de sinal. De vez em quando, trocam algumas palavras, a respeito do trabalho deles que, pelo que eu pude entender, foi infrutífero.

Pedro se queixa, não pela bolsa vazia, nem pelo trabalho inútil, mas diz:

– Isso me aborrece porque… como faremos para alimentar aqueles pobrezinhos? A nós só são feitas raras ofertas, e aquelas dez moedas e sete dracmas que recolhemos nestes quatro dias, nelas eu não toco. Só o Mestre me deve indicar a quem e como vão ser dadas aquelas moedas. E até o sábado Ele não volta! Se eu tivesse feito uma boa pesca!… O peixe mais miúdo, eu o cozinharia, e o daria àqueles pobres… e, se alguém em casa resmungasse, eu não daria importância a isso. Os sãos podem ir procurá-lo. Mas os doentes!…

– Aquele paralítico, por exemplo!… Andaram tanto para trazê-lo aqui… –diz André.

– Escuta, meu irmão. Eu penso… que não se pode estar divididos, e não sei porque o Mestre não nos quer sempre com Ele. Ao menos… eu não veria mais estes pobrezinhos que não posso socorrer, e quando eu os visse poderia lhes dizer: “Ele está aqui.”

64.2

– Estou aqui!

Jesus se aproximou deles devagar caminhando sobre a areia molhada. Pedro e André dão um pulo. Gritam:

– Oh! Mestre!

Chamam os outros:

– Tiago! João! O Mestre! Vinde!

Os dois chegam correndo. E todos abraçam Jesus. Um lhe beija a veste, outro as mãos; João ousa passar-lhe um braço ao redor da cintura e pousar a cabeça sobre o seu peito. Jesus o beija sobre os cabelos.

– De que estáveis falando?

– Mestre… dizíamos que Te desejaríamos aqui.

– Para que, amigos?

– Para ver-te e vendo-te, te amar e, depois, por causa dos pobres e doentes. Estão à tua espera há dois ou mais dias… Eu fiz o que podia. Coloquei-os lá, estás vendo aquela cabana naquele campo inculto? Lá os operários do barco trabalham fazendo reparos. Lá coloquei abrigado um paralítico, um que tem febre alta, e um menino que está morrendo sobre o seio de sua mãe. Eu não podia mandá-los à tua procura.

– Fizeste bem. Mas, como pudeste socorrê-los e quem foi que os trouxe? Me disseste que são pobres.

– É verdade, Mestre. Os ricos têm carros e cavalos. Os pobres, só as pernas. Não podem ir atrás de Ti diligentes. Eu fiz o que pude. Olha: este é o donativo que eu recebi. Mas não toquei em nenhuma moeda. Tu é que farás isso.

– Pedro, tu podias tê-lo feito. Certo… Meu Pedro, me desagrada saber que por causa de Mim tu tenhas que sofrer censuras e passar canseiras.

– Não, Senhor. Não deve desagradar-te isso. Eu não tenho dor. Somente o que me desagrada é não ter podido fazer maior caridade. Mas, podes crer, eu fiz, todos nós fizemos tudo o que pudemos.

– Eu sei. Sei que trabalhaste e sem resultado. Mas, se não há comida, a tua caridade permanece viva, ativa e santa aos olhos de Deus.

Detalhe

Jesus não está com os discípulos, deixou-os em casa durante algum tempo.

EMF 65.2-3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Jesus diz a Simão:

– Chama também os outros dois. Vamos para o lago, lançar a rede.

– Mestre, eu estou com os braços cansados por ter lançado e levantado a rede a noite inteira e por nada. O peixe está nas profundezas e quem sabe onde.

– Faz o que te digo, Pedro, e escuta sempre a quem te ama.

– Farei o que me estás dizendo, em respeito à tua palavra –e chama em voz alta os empregados e também Tiago e João–: Vamos sair para a pesca. O Mestre assim quer.

E enquanto eles vão se afastando, diz a Jesus:

– Porém, Mestre, Te asseguro de que esta hora não é propícia. A esta hora, quem sabe onde é que os peixes estão descansando!…

Jesus, sentado à proa, sorri e cala-se.

Fazem um arco de círculo sobre o lago e depois lançam a rede. Poucos minutos de espera; depois o barco começa a receber uns solavancos estranhos, dado que o lago está liso como se fosse de vidro fundido sob um sol já alto.

– Mas isto é peixe, Mestre! –diz Pedro com os olhos arregalados.

Jesus sorri, e cala-se.

– Iça, iça a rede! –ordena Pedro aos empregados. Mas o barco inclina-se para o lado da rede:

– Ohé! Tiago! João! Depressa! Vinde! Com os remos! Depressa!

Eles correm, e os esforços dos dois grupos conseguem içar a rede sem estragar os peixes.

Os barcos se aproximam. Estão até juntos. Um cesto, dois, cinco, dez. Estão todos cheios e ainda há muitos peixes saltitantes na rede: prata e bronze vivos que se movem para fugir da morte. Então, não há senão um remédio: despejar o resto no fundo dos barcos. Eles o fazem e o fundo é toda uma agitação de vidas em agonia. Os pescadores estão no meio desta abundância que lhes ultrapassa os tornozelos e os barcos afundam além da linha de imersão por causa do peso excessivo.

– Para a terra! Vira! Força! Põe a vela! Cuidado com o fundo! Varas prontas para amortecer o choque! O peso é demais!

65.3 Enquanto dura a manobra Pedro não reflete. Mas, quando chegam à terra, ele o faz. E compreende. Por isso fica perturbado:

– Mestre! Senhor! Afasta-te de mim! Eu sou um homem pecador. Não sou digno de estar perto de Ti!

Ele está de joelhos sobre o úmido leito do rio. Jesus olha para ele e sorri.

– Levanta-te! Segue-me! Eu não te deixo mais! De agora em diante serás pescador de homens e contigo estes teus companheiros. Não temais nada mais. Eu vos chamo. Vinde!

– Já, Senhor. Vós ocupai-vos dos barcos. Levai tudo para Zebedeu e para o meu cunhado. Vamos. Todos por Ti, Jesus! Bendito seja o Eterno por esta escolha.

E a visão termina.

EMF 92

O Evangelho como me foi revelado

Detalhe

Jesus ainda está em Nazaré. Está com Pedro, André, João, Tiago, Filipe, Tomé, Bartolomeu, Judas, Simão e o pastor José. Ensina-lhes que tudo o que está escondido será um dia conhecido e que é preciso agir por bondade, sem procurar ser notado pelos homens. É Deus quem dá a recompensa. De seguida, o Senhor encoraja-os a não julgarem pelas aparências. Descreve brevemente o caso de um pai que fala duramente com o seu filho: ou o faz para encorajar o seu filho a arrepender-se, ou fá-lo por preguiça, o que é um pecado. Por fim, Jesus fala do facto de o discípulo trabalhar sobre si mesmo com a ajuda do seu mestre, mas que o sucesso depende da nossa boa vontade. Termina falando da sua Mãe, que está disposta a segui-lo, mas que está consciente da contaminação do mundo que a rodeia. Terminamos citando o Génesis, com Caim e Abel, e o Crime que terá lugar com a morte de Jesus.