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Notas da palavra-chave

Marie de Kérioth (mãe de Judas)

Tema: Família e parentes dos doze apóstolos · Página 1 de 2

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EMF 71.2

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– (...) Teu pai te amava, Judas?

– Sim, me amava muito. Eu era o seu orgulho. Quando eu voltava da escola, e também mais tarde, quando eu voltava de Jerusalém para Keriot, ele queria que eu lhe contasse tudo. Interessava-se por tudo o que eu fazia e se eram coisas boas, se alegrava, se eram coisas menos boas, me animava. Se — alguma vez, como sabes, todos erram — eu tinha cometido algum erro e recebido alguma repreensão, ele me fazia ver toda a justiça da repreensão recebida e quanto eu havia errado. Mas o fazia tão docemente… parecia um irmão maior. E terminava sempre assim: “Isto eu te digo, porque quero que o meu Judas seja um justo. Quero ser abençoado através do meu filho…” Meu pai…

Jesus que ficou o tempo todo fitando atentamente o discípulo, sinceramente emocionado com a evocação da memória de seu pai, lhe diz:

– Aí está, Judas, fica certo de tudo o que te digo. Nenhuma obra fará mais feliz o teu pai do que a de seres meu fiel discípulo. O espírito de teu pai exultará, lá onde está esperando a Luz — porque, se assim ele te educou, justo deve ter sido — vendo-te meu discípulo. Mas, para o seres, deves dizer-te a ti mesmo: “Reencontrei o meu pai que eu tinha perdido, um pai que parecia um irmão mais velho, eu o encontrei no meu Jesus e a Ele, como ao meu pai amado que eu ainda choro, direi tudo, para ter dele guia, bênção ou mansa repreensão.” Queira o Eterno e tu, sobretudo tu, queiras agir de tal modo, que Jesus só possa te dizer: “És bom, Eu te abençôo.”

– Oh! Sim Jesus, sim. Se Tu me amares muito, eu saberei tornar-me bom, como Tu queres, e como meu pai queria. E minha mãe não terá mais aquele espinho no coração. Ela dizia sempre: “Estás agora sem guia, meu filho, e ainda tens tanta necessidade!” Quando ela souber que tenho a Ti!

– Eu te amarei, como nenhum outro homem poderia, Eu te amarei muito, te amo muito. Não me decepciones.

– Não, Mestre, não. Eu era cheio de contrastes: invejas, ciúmes, manias de querer ser o primeiro, a sensualidade, tudo se chocava em mim contra os sentimentos bons. Queres ver? Agora há pouco, Tu me causaste uma dor. Ou seja, Tu, não. O que a causou foi a minha natureza má… Eu pensava que era o teu primeiro discípulo… e Tu me disseste que já tens um outro.

– Tu mesmo o viste. Não te lembras de que no Templo, pela Páscoa, Eu estava com muitos galileus?

– Pensava que fossem amigos… Eu pensava que eu fosse o primeiro escolhido para tal condição e por isso, o predileto.

– Não há distinções em meu coração entre os últimos e os primeiros. Se o primeiro cometesse falta, e o último fosse um santo, aí então, aos olhos de Deus é que se faria uma distinção. Mas Eu, Eu amarei da mesma forma, com um amor feliz ao santo e com um amor sofredor ao pecador.

EMF 77.1

O Evangelho como me foi revelado

Citação

77.1 – A que hora chegaremos? –pergunta Jesus, que caminha no centro do grupo, precedido pelas ovelhas que vão pastando a erva da beira do caminho.

– Por volta da hora terceira. São cerca de dez milhas –responde Elias.

– E depois iremos a Keriot? –pergunta Judas.

– Sim. Iremos lá.

– E não era mais rápido, se tivéssemos ido de Juta a Keriot? Não deve estar muito longe. Não é verdade, pastor?

– Duas milhas a mais, pouco mais, ou pouco menos.

– Assim vamos fazer mais de vinte milhas à toa.

– Judas, por que estás assim inquieto? –diz Jesus.

– Inquieto não, Mestre. Mas me tinhas prometido que irias à minha casa…

– E lá irei. Mantenho sempre as minhas promessas.

– Mandei avisar a minha mãe…

EMF 78.2-4

O Evangelho como me foi revelado

Citação

78.2 Judas sai com uma mulher que tem cerca de cinqüenta anos. Ela é bem alta, não como o filho, ao qual deu os seus olhos pretos e os cabelos encaracolados. Mas os olhos dela são mansos, um tanto tristes, enquanto que os de Judas são imperiosos e astutos.

– Eu te saúdo, ó Rei de Israel –diz ela, prostrando-se em uma verdadeira saudação de súdita–. Concede à tua serva de hospedar-te.

– Paz a ti, mulher. E Deus esteja contigo e com o teu filho.

– Oh! Sim! Com o meu filho!

É mais um suspiro do que uma resposta.

– Levanta-te, mãe. Eu também tenho uma mãe, e não posso permitir que tu me beijes os pés. Em nome de minha mãe, Eu te beijo, mulher­. Ela é tua irmã… no amor e no destino doloroso de mães de marcados.

– Que queres dizer, Messias? –pergunta Judas, meio inquieto.

Mas Jesus não responde. Está abraçando a mulher, a qual ele levantou do chão benignamente, e a está beijando na face. Depois, segurando-a pela mão, vai em direção à casa.

Entram em uma sala fresca, à qual fazem sombra umas leves cortinas listradas. Ali estão preparadas bebidas e frutas frescas. Antes porém, a mãe de Judas chama uma serva, e esta traz água e toalha. A patroa queria descalçar Jesus e lavar-lhe os pés empoeirados. Mas Jesus­ se opõe:

– Não, mãe. A mãe é uma criatura muito santa, especialmente quando é honesta e boa como tu és, para permitir que tome a atitude de uma escrava.

A mãe olha para Judas… um olhar estra­nho­. Depois, sai dali.

Jesus refrescou-se. Quando está para pôr de novo as sandálias, a mulher volta com um par de sandálias novas:

– Eis, nosso Messias. Creio tê-las feito bem… como Judas queria… Ele me disse: “Um pouco mais compridas do que as minhas, e da mesma largura.”

– Mas por que, Judas?

– Não me queres permitir que Te ofereça um presente? Não és o meu Rei e meu Deus?

– Sim, Judas. Mas não devias dar tanto incômodo à tua mãe. Tu sabes como Eu sou…

– Eu sei. És santo. Mas deves aparecer como Rei santo. Assim é que nos devemos impor. No mundo, que em dez partes tem nove de tolos, é preciso impor-se com a presença. Eu sei.

Jesus amarrou as sandálias novas, feitas de pele vermelha nas cor­reias perfuradas e na parte superior que sobe até o tornozelo. Muito mais bonitas do que as suas sandálias simples de operário, e seme­lha­n­tes às sandálias de Judas, que são como uns sapatinhos, nos quais aparecem somente pedaços dos pés.

– Também a veste, meu Rei. Eu a tinha preparado para o meu Judas… Mas ele te doa. É de linho, fresco e novo. Permite a uma mãe te vestir… como se fosse o seu filho.

Jesus torna a olhar para Judas… mas não rebate. Ele solta a bai­nha da veste no pescoço, fazendo recair das costas a ampla túnica, permanecendo com a tunicela de baixo. A mulher lhe coloca a bela veste nova. Oferece-lhe um cinto, que é um galão muito bordado, do qual parte um cordão, que termina em abundantes franjas. Jesus certamente se sentirá bem nas vestes frescas e sem poeira. Mas não parece muito feliz. Enquanto isso, os outros, por sua vez, se lavaram.

– Vem, Mestre. São do meu pobre pomar. Este é o hidromel que minha mãe prepara. Tu, Simão, talvez prefiras este vinho branco. Toma. É da minha vinha. E tu, João? O mesmo que o Mestre?

Judas exulta em poder servir nos belos cálices de prata, em mostrar que é alguém que pode.

A mãe pouco fala. Olha… olha… olha para o seu Judas… e mais ainda olha para Jesus… e quando Jesus, antes de comer, lhe oferece a mais bela das frutas (parecem-me grandes damascos, são frutos amarelo-avermelhados e não são maçãs) e lhe diz: “Primeiro, sempre a mãe”, seus olhos se enchem de lágrimas.

– Mamãe, tudo mais já foi feito? –pergunta Judas.

– Sim, meu filho. Acho que fiz tudo bem. Mas eu cresci sempre aqui e não sei… não sei quais os usos dos reis.

– Que usos, mulher? Que reis? Mas que fizeste, Judas?

– Mas não és Tu o prometido Rei de Israel? É hora de o mundo Te saudar como tal, e isto deve acontecer pela primeira vez aqui, na minha cidade, na minha casa. Eu Te venero como tal. Por amor a mim e por respeito ao teu nome de Messias, de Cristo, de Rei, que os Profetas, por ordem de Javé Te deram, não me desmintas.

78.3 – Mulher, amigos. Eu vos peço. Preciso falar com Judas. Devo dar-lhe ordens precisas.

A mãe e os discípulos se retiram.

– Judas, que fizeste? Tão pouco me entendestes até aqui? Por que rebaixar-me a ponto de fazer de Mim apenas um poderoso da terra, aliás, um que luta para ser poderoso? E não compreendes que isso é uma ofensa à minha missão, ou melhor, um obstáculo? Sim. Não o negues. Obstáculo. Israel está sujeito a Roma. Tu sabes o que acontece quando quer levantar-se contra Roma alguém que parecia chefiar o povo e que se tornou suspeito de criar uma guerra de libertação. Tu ouviste, e ouviste nestes dias mesmo, como se usou de crueldade para com um Pequenino, só por se supor que ele seria o futuro rei, segundo o mundo. E tu! E tu! Oh! Judas! Mas que esperas de alguma minha soberania carnal? Que esperas? Eu te dei tempo para pensares e decidires. Eu te falei bem claro, desde a primeira vez. Também te rejeitei, porque Eu sabia… porque Eu sei, sim, porque Eu sei, Eu leio, Eu vejo o que há em ti. Por que me queres seguir, se não queres ser como Eu quero? Vai-te embora, Judas. Não faças mal a ti mesmo, nem a Mim… Vai. É melhor para ti. Não és um operário apto para esta obra… Ela é muito alta para ti. Em ti há soberba, há cobiça em todos os três ramos; há prepotência… até tua mãe precisa te temer…; há tendência para a mentira… Não. Não é assim que deve ser o meu seguidor. Judas, Eu não te odeio. Eu não te amaldiçôo. Somente te digo, e com dor de quem vê que não pode mudar alguém que ama, somente te digo: vai pela tua estrada, abre caminho no mundo, posto que é o que tu queres, mas não fiques Comigo. O meu caminho!… O meu palácio real! Oh! Que angústia há neles! Sabes onde é que serei Rei? Quando serei proclamado Rei? Quando Eu for levantado no madeiro infame, e por púrpura terei o meu Sangue, por coroa uma grinalda de espinhos, por insígnia um cartaz de escárnio, por trombetas, címbalos, órgãos e cítaras, para saudar o Rei proclamado, Eu ouvirei as blasfêmias de um povo inteiro: do meu povo. E sabes por obra de quem, tudo isso? De um que não me terá entendido. Que nada terá entendido. Coração de bronze vazio, cuja soberba, sensualidade, e avareza terão destilado os seus humores, e estes terão gerado um nó de serpentes que servirão como correntes para Mim e… como maldição para ele. Os outros não sabem tão claramente a minha sorte. E, te peço, não digas qual é. Que isto fique entre Mim e ti. Afinal… é uma censura… e tu te calarás, para não teres que dizer: “Eu fui censurado…” Entendeste, Judas?

78.4 Judas está roxo, de tão vermelho. Está em pé, diante de Jesus. Está confuso, de cabeça baixa… Depois, se lança de joelhos, e chora, com a cabeça sobre os joelhos de Jesus:

– Eu te amo, Mestre. Não me rejeites. Sim. Eu sou soberbo. Sou um tolo. Mas, não me mandes embora. Não, Mestre. Será esta a última vez que eu falho. Tu tens razão. Eu não refleti. Mas também neste erro, há amor. Eu queria prestar-te tanta honra… e que os outros também te prestassem… porque eu te amo. Há três dias que Tu disseste: “Quando errais sem malícia, por ignorância, não é erro, mas um julgamento imperfeito, como o dos meninos, e Eu estou aqui para fazer de vós adultos.” Eis, Mestre, eu estou aqui sobre os teus joelhos… me disseste que serias um pai para mim… sobre os teus joelhos como aqueles de meu pai, e te peço perdão, e te peço que faças de mim um “adulto” e um adulto santo… Não me mandes embora, Jesus, Jesus, Jesus… Nem tudo em mim é maldade. Tu estás vendo, por Ti, eu deixei tudo e vim. Tu és mais do que as honras e as vitórias que eu obtinha, quando a serviço de outros. Tu, sim, Tu és o amor do pobre, infeliz Judas, que queria dar-te somente alegria e que, ao contrário, Te está dando dor…

– Basta, Judas. Mais uma vez, Eu te perdôo…

Jesus parece estar fadigado…

– Eu te perdôo, esperando… esperando que, daqui para diante, me compreendas.

– Sim, Mestre. Sim. Mas agora… agora… não me humilhes sob o peso de um desmentido, que faria de mim um alvo de zombaria. Toda Keriot sabe que eu viria com o Descendente de Davi, o Rei de Israel… e esta minha cidade se preparou para receber-te… Eu pensei que estivesse agindo bem… para mostrar-te e como fazer para sermos temidos e obedecidos… e fazer que vejam isto também o João, o Simão e, através deles, os outros que Te amam, mas Te tratam como um seu igual… Minha mãe também seria escarnecida como mãe de um filho mentiroso e louco. Por ela, meu Senhor… e Te juro que eu…

– Não jures a Mim. Jura a ti mesmo, se podes, que não pecarás mais neste ponto. Por tua mãe e pelos teus concidadãos, não lhes farei a desfeita de ir-me embora sem parar por aqui. Levanta-te.

– E que é que vais dizer aos outros?

– A verdade…

– Não!

– A verdade: que te dei ordens para hoje. Há sempre um modo de se dizer a verdade, com caridade. Vamos. Chama tua mãe e os outros.

Jesus está um tanto severo. Nem volta a sorrir, senão quando Judas volta com a mãe e os discípulos. A mulher perscruta a Jesus. Mas o vê benigno. Se tranqüiliza. Tenho a impressão de ser ela uma alma que sofre.

– Vamos a Keriot? Eu já descansei e te agradeço, ó mãe, por toda a tua bondade. O Céu te recompense e te dê, pela caridade que tiveste para Comigo, descanso e alegria ao esposo que ainda choras.

A mulher procura beijar-lhe a mão, mas Jesus, põe-lhe a mão sobre a cabeça com uma carícia, e não permite.

– O carro está pronto, Mestre. Vem.

Lá fora, de fato, está chegando um carro puxado por bois, um car­ro bonito e cômodo, sobre o qual foram colocados alguns travesseiros para servirem de assento, e, no alto, está armado um toldo de estofo vermelho.

– Sobe, Mestre.

– Primeiro a mãe.

A mulher sobe e depois Jesus e os outros.

– Aqui, Mestre. (Judas não o chama mais rei).

Jesus se assenta na frente, e ao seu lado Judas. Atrás, a mulher e os discípulos. O condutor aguilhoa os bois, e os incita, caminhando ao lado deles.

EMF 78.4

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– Vamos a Keriot? Eu já descansei e te agradeço, ó mãe, por toda a tua bondade. O Céu te recompense e te dê, pela caridade que tiveste para Comigo, descanso e alegria ao esposo que ainda choras.

A mulher procura beijar-lhe a mão, mas Jesus, põe-lhe a mão sobre a cabeça com uma carícia, e não permite.

EMF 78.9

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– Mestre, Saul morreu investido pelo Espírito de Deus. Nós, que o tocamos, estamos puros, ou impuros?

– Impuros.

– E Tu?

– Eu, como os outros. Eu não mudo a Lei. A Lei é lei, e o israelita a observa. Nós ficamos impuros. Entre o terceiro dia, e o sétimo nos purificaremos. Alé lá, estamos impuros. Judas, Eu não volto passando por tua mãe. Não levo impureza na sua casa. Faz que ela seja avisada por alguém que o possa fazer. Paz a esta cidade. Vamos.

Nada mais vejo.

EMF 79.1

O Evangelho como me foi revelado

Citação

João está vermelho como um tomate, pois está carregando, como um estivador, um grande saco bem cheio de viagem. Judas leva o de Jesus, e o seu. Simão leva apenas a própria bagagem e os mantos. Jesus recebeu de volta a veste e as sandálias. A mãe de Judas deve tê-la mandado lavar, porque não está mais amarrotada.

Detalhe

O grupo apostólico partiu de Keroth. A mãe de Judas é mencionada por Maria Valtorta.

EMF 79.2

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– Nós perdemos muitos dias com aquele estúpido acidente. Estragou tudo…e minha mãe, que tanto havia trabalhado, ficou desiludida. Além disso, não sei por que Tu quiseste segregar-te até à purificação.

– Judas, por que chamas estúpido um fato que foi uma graça para um verdadeiro fiel? Não quererias tu, para ti, tal morte? Ele esperou o Messias a vida toda; já velho, foi levado, por caminhos difíceis, até adorá-Lo, ao ouvir: “Ei-Lo.” Conservou no coração, por trinta anos, a palavra de minha Mãe. O amor e a fé o investiram com seus ardores, naquela última hora, reservada por Deus. O seu coração rompeu-se de alegria, incinerado pelo fogo de Deus, como um holocausto agradável. Qual sorte melhor do que esta? Ele estragou a festa que tu tinhas preparado? Vê nisto uma resposta de Deus. Que não se misture o que é do homem com o que é de Deus… Tua mãe ainda me terá. Aquele velho nunca mais me teria tido. Toda Keriot pode vir ao Cristo, o velho não tinha mais forças para fazê-lo. Eu fiquei feliz por ter acolhido sobre meu coração o velho pai moribundo, e ter recomendado o seu espírito. Além do mais… Por que dar escândalo, mostrando desprezo pela Lei? Para dizer: “Segui-me”, precisa caminhar. Para levar ao caminho santo, precisa fazer o mesmo caminho. Como Eu poderia dizer: “Sede fiéis”, sendo Eu infiel?

Detalhe

Saulo de Queriote morreu no coração de Jesus, pelo que estava impuro, segundo a Lei. Teve de se purificar, o que obviamente atrasou a sua viagem. Judas declara então:

EMF 83.3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

83.3 Aproxima-se deles um homem com um burrinho carregado de verduras.

– Olá! Se o teu amigo quiser ir… O meu filho vai a Jerusalém, para a grande feira de Parasceve.

– Vai, João. Tu sabes o que tens a fazer. Dentro de quatro dias nos tornaremos a ver. A minha paz esteja contigo.

Jesus abraça João e o beija. Simão também faz o mesmo.

– Mestre –diz Judas–, se me permites, eu vou com João. Preciso ver um amigo. Todos os sábados ele está em Jerusalém. Eu iria com João até Betfagé, e, a partir de lá, iria por minha conta… É um amigo da família… sabes… minha mãe me disse…

– Eu não te perguntei nada, amigo.

– Dói-me o coração por deixar-te. Mas, dentro de quatro dias estarei de novo Contigo. E serei tão fiel em acompanhar-te, que te cansarás de mim.

– Então, vai. Na aurora que virá daqui a quatro dias, estejas junto à porta dos Peixes. Adeus, e Deus te guarde.

Judas beija o Mestre e vai para perto do burrinho, que segue troteando pela estrada poeirenta.

Detalhe

O João tem de partir para Jerusalém. Mas o Judas também quer partir...

EMF 153.1-3

O Evangelho como me foi revelado