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Notas da palavra-chave

Localizações - Tiberíades

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EMF 98

O Evangelho como me foi revelado

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Jesus e os Doze estão no lago, em dois barcos. Deparam-se com outro barco romano, com Maria Madalena a bordo. Jesus está absorto nos seus pensamentos, enquanto Judas, Pedro e Simão, o Zelota, intervêm, sobretudo por causa do Iscariotes. Depois, o Senhor pede a Simão de Jonas que os conduza a um canto à parte. Ensina-lhes longamente as linhas essenciais da sua doutrina.

EMF 99

O Evangelho como me foi revelado

Detalhe

Jesus está em Tiberíades. É guiado pelo pastor Simão até à casa de Kouza. É bem recebido, mas Joana está a morrer e Jonathas, num último esforço desesperado, levou-a para as montanhas do Líbano. Elise, a enfermeira de Joana, chora e Jesus encoraja-a a ter fé. Diz-lhe que estará em Nazaré e que, se Jonathas regressar no prazo de seis dias, deve enviar a amante para a sua terra natal.

EMF 167

O Evangelho como me foi revelado

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Jesus chega a casa de Joana de Kouza. Ela veio a correr quando soube que o Mestre estava ali. Estão presentes as suas amigas romanas: Lídia, Valéria e Plautina. Plautina parece ser a mais respeitada; Valéria é a pessoa cujo filho Jesus salvou em Cesareia. Em todo o caso, todas querem ouvi-lo para se decidirem sobre este filósofo. Joana teme que Jesus não se dê bem com os seus convidados, mas Cristo tranquiliza-a e, quando se reencontram com as mulheres romanas, ele deixa o tema das flores - de que estas três mulheres gostam muito - e começa a falar da imortalidade e da vida eterna da alma.

Depois de Jesus ter cuidado da pequena Fausta, a conversa continua sobre os filósofos que vivem atualmente em Roma e que não seguem os seus ensinamentos. Jesus declara que eles não são pagãos, são ateus, porque já nem sequer têm deuses nos seus corações. No entanto, os outros filósofos pagãos tinham uma grande elevação de vida, e procuravam sempre o Bem a todo o custo.

Quando as damas romanas perguntam a Jesus se ele é Deus, Cristo responde que é o Filho do verdadeiro Deus, e o Salvador critica longamente o Olimpo, criado pela imaginação do homem. Menciona também o altar dedicado ao deus desconhecido, que os sábios e os verdadeiros filósofos tinham intuído. Jesus fala então da Criação e, mais concretamente, da alma, e incita Lídia, Valéria e Plautina a fazerem as suas perguntas. Elas fazem-nas - o assunto permanece bastante centrado no tema da imortalidade, da alma e da divindade do Mestre - depois, quando temem represálias dos seus deuses, Jesus tranquiliza-as e afirma que elas não existem.

Por fim, vai-se embora e Joana acompanha-o a casa. Diz-lhe que Kouza quer que ela regresse a Jerusalém e o Messias encoraja-a a obedecer, pois assim será mais fácil segui-lo.

EMF 174.6 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Vem um dos dois homens.

– Eu tenho uma filha, Senhor. Infelizmete, ela foi a Tiberíades com algumas amigas e foi como se ela houvesse aspirado um veneno. Voltou para casa como ébria. Agora quer ir embora com um grego… e depois… Mas, por que me nasceu esta filha? Sua mãe está com tamanha dor que talvez morrerá… Eu… somente as tuas palavras, que eu ouvi no inverno passado é que ainda me impedem de matá-la. Mas, eu te confesso, o meu coração já a amaldiçoou.

– Não. Deus, que é Pai, não amaldiçoa senão um pecado completo e obstinado. Que queres de Mim?

– Que tu a faças cair em si.

– Eu não a conheço, e ela certamente não vem até Mim.

– Mas Tu podes mudar o coração dela também de longe! Sabes quem me manda a Ti? Joana de Cusa. Estava partindo para Jerusalém, quando eu fui ao seu palácio para perguntar se conhecia esse grego infame. Eu pensava que ela não o conhecesse, porque é boa, ainda que more em Tiberiades, mas, como Cusa lida com os pagãos… Não o conhece. Mas me disse: “Vai até Jesus. Ele, estando bem longe de mim, fez voltar o meu espírito e me curou da minha tuberculose com aquele gesto. Ele curará também o coração da tua filha. Eu rezarei e tu, tem fé. Eu tenho fé.” Tu estás vendo. Tem piedade, Mestre.

– Tua filha, nesta tarde, irá chorar sobre os joelhos de sua mãe, pedindo perdão. E tu também, sê bom, como a mãe: perdoa. O passado morreu.

– Sim, Mestre. Seja como Tu queres, e que sejas bendito.

Ele se vira para ir embora… mas depois volta a trás:

– Perdoa, Mestre, mas estou com muito medo… A luxúria é um verdadeiro demônio! Dá-me um fio da tua veste. Eu o colocarei no travesseiro de minha filha. Enquanto ela estiver dormindo, o demônio não a tentará.

Jesus sorri, e sacode a cabeça… mas atende ao homem, dizendo-lhe:

– É para que fiques tranquilo. Mas podes crer que, quando Deus diz “Eu quero”, o diabo vai-se embora, sem que seja preciso mais nada. Quer dizer que terás isto como uma lembrança de Mim –e lhe dá um pequeno floco de suas franjas.

Detalhe

Um homem conta que foi ver Joana de Kouza em Tiberíades, depois de a sua filha ter sido seduzida por um grego.

EMF 183.1 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Chegados a uma encruzilhada, ou melhor, a uma encruzilhada dupla, onde quatro estradas poeirentas se unem, Jesus toma decididamente a que vai para a direção nordeste.

– Vamos voltar para Cafarnaum? –pergunta Pedro.

Jesus responde unicamente:

– Não.

– Então, vamos indo para Tiberíades? –insiste Pedro que quer saber.

– Também não.

– Mas esta estrada vai para o Mar da Galileia… e lá estão Tiberíades e Cafarnaum…

– E lá está também Magdala –diz Jesus com um rosto meio sério, para tentar acalmar a curiosidade de Pedro.

– Magdala? Oh!…

Pedro fica um pouco escandalizado, o que me faz pensar que aquela cidade tinha uma má fama.

– Vamos a Magdala. Sim. A Magdala. Julgas-te honesto demais para entrar lá? Pedro, Pedro! Por meu amor terás que entrar não somente em cidades de prazeres, mas em verdadeiros lupanares… O Cristo não veio para salvar os que estão salvos, mas para salvar os perdidos… e tu serás “Pedra” ou Céfas e não Simão para isso. Tens medo de contaminar-te? Não. Nem mesmo este, estás vendo? (e mostra João na flor da juventude), nem mesmo este vai ficar prejudicado. Ele não, porque não quer. Como também tu não queres, nem teu irmão, nem o irmão de João… como nenhum de vós, por enquanto, quer. Enquanto não se quer, não acontece nada de mal. Mas é preciso não querer forte e constantemente. Força e constância se adquirem do Pai orando com sinceridade de intenções. Nem todos vós sabereis, no futuro, orar sempre assim… Que dizes, Judas? Não confies demais em ti mesmo. Eu, que sou o Cristo, oro constantemente para ter força contra satanás. Serás tu mais do que Eu? O orgulho é uma fenda pela qual satanás penetra. Sê vigilante e humilde, Judas. Mateus, tu conheces bem o lugar, dize-me: será melhor entrar por este caminho, ou há outro?

– Depende, Mestre. Se queres ir para a Magdala dos pescadores e dos pobres, o caminho é este. Pois aqui já entraremos nos bairros populares. Mas, — eu não acho, é apenas para Te dar uma resposta ampla — mas, se queres dirigir-te aos bairros onde estão os ricos, então é preciso deixar a estrada, daqui a uns cem metros e tomar uma outra, porque as casas dos ricos já estão, mais ou menos a esta altura, e teríamos que voltar atrás…

– Então, voltaremos para trás, porque é à Magdala dos ricos que Eu quero ir. Que foi que disseste, Judas?

– Nada, Mestre. Esta é a segunda vez que me fazes esta pergunta, em pouco tempo. Mas eu nada falei, em nenhuma das duas vezes.

– Com os lábios, não. Mas falaste, murmurando, com o teu coração. Tu murmuraste com o teu hóspede: o coração. Não é necessário ter uma outra pessoa com quem falar, para falar. Muitas palavras nós as dizemos a nós mesmos… Mas é preciso não cometer murmuração ou calúnia nem mesmo com o nosso próprio eu.

EMF 183.2 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

O grupo caminha, agora em silêncio. A estrada, de estrada mestra se transforma em avenida, com uma pavimentação de pedras, que têm um palmo quadrado de tamanho. Vão aparecendo as casas cada vez mais ricas e bonitas, por entre hortas e jardins viçosos e floridos. Tenho a impressão de que a Magdala elegante fosse para os palestinenses uma espécie de lugar de lazer, como certas pequenas cidades dos nossos lagos lombardos: Streza, Gardone, Pallanza, Bellagio etc. etc. Aos ricos palestinenses estão misturados os romanos, que certamente vieram de outros lugares, como Tiberíades ou Cesareia, onde, ao redor do governador, terão estado certamente os funcionários e negociantes, a fim de exportarem para Roma as coisas mais belas produzidas pela Colônia da Palestina.

Detalhe

Maria Valtorta menciona Cesareia e Tiberíades num comentário sobre Magdala.

Anotação

Tiberíades e Magdala eram duas cidades à beira do lago com grandes populações romanas e gregas.