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Notas do tema

A comitiva de Jesus

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EMF 24.4-5

O Evangelho como me foi revelado

Citação

24.4 Zacarias entra, e fecha a porta. Olha para Maria, com lágrimas nos olhos. Ele quer falar. Mas continua calado. Anda para a frente. Ajoe­lha-se diante de Maria.

– Abençoa a este miserável servo do Senhor –diz ele–. Abençoa-o porque tu o podes fazer, tu que o trazes em teu ventre. A palavra de Deus me falou, na hora em que eu reconheci o meu erro e acreditei em tudo o que me havia sido dito. Eu estou vendo a ti e a tua feliz sorte. Em ti eu adoro o Deus de Jacó. Tu, meu primeiro Templo, onde o sacerdote, que regressa, pode orar ao Eterno. Bendita és tu, que obtiveste graça para o mundo, doando-lhe o Salvador. Perdoa o teu servo, se ele não viu a tua majestade. Tu nos trouxeste todas as graças com a tua vinda, porque por onde passas, ó cheia de graça, Deus opera os seus prodígios. Santas são as paredes, que te abrigam, santos se tornam os ouvidos que ouvem a tua voz, e santas as carnes por ti tocadas. Santos os corações aos quais concedes graças, ó mãe do Altíssimo, ó virgem profetizada e esperada para dar ao povo de Deus o Salvador.

24.5 Maria sorri, cheia de humildade. E fala:

– Louvor ao Senhor. Somente a Ele. Dele, e não de mim é que procede toda graça. E Ele te dá essa graça, porque tu o amas. Continua no caminho da perfeição, nos anos que ainda te restam, para mereceres o Seu Reino, que o meu Filho­ abrirá para os patriarcas, para os profetas e para os justos do Senhor. E tu, agora que podes orar diante do Santo, reza por esta serva do Altíssimo. Porque ser mãe do Filho de Deus é uma feliz sorte. Ser mãe do Redentor deve ser partilhar de uma dor atroz. Reza por mim que, a cada hora que passa, sinto crescer o peso da minha dor. Durante toda a minha vida, deverei levar comigo esse peso. Ainda que eu não veja os pormenores deste peso, sinto que será bem maior, do que se fosse posto o mundo sobre estes meus pobres ombros de mulher, e eu tivesse que oferecê-lo ao céu. Eu, sozinha, pobre mulher! O meu Menino! O meu Filho! Ah! Agora o teu não está chorando, porque o estou ninando. Mas, poderei eu ninar o meu para acalmar sua dor?… Reza por mim, sacerdote de Deus. O meu coração está tremendo como uma flor exposta à ventania. Eu olho para os homens, e os amo. Mas vejo, atrás dos seus rostos aparecer o inimigo, fazendo deles inimigos de Deus e de Jesus, o meu Filho…

A visão termina com a palidez de Maria e com suas lágrimas, que fazem ficar brilhante o seu olhar.

Detalhe

Zacarias acaba de descobrir que Maria é a Santíssima, aquela que dá à luz o Salvador.

EMF 25

O Evangelho como me foi revelado

Detalhe

Título do capítulo : A apresentação de João Batista no Templo e a partida de Maria. A paixão de José.

Data da visão e do ditado: Quarta-feira 5 e quinta-feira 6 de abril de 1944 (Semana Santa)

Calendário: Terça-feira 13 de agosto - 5 d.C.

Local (mapa) : Jerusalém

Ciclo: Nascimento e infância de Jesus

Resumo: Maria, Isabel e Zacarias estão em Jerusalém para a apresentação de João Batista no Templo. À sua chegada, Maria pergunta por José num estábulo onde todos os peregrinos têm de ir, mas o santo homem não está lá. O grupo prossegue então o seu caminho para o Templo.

O rito de purificação tem lugar e os sacerdotes ficam felizes por darem esta festa a um dos seus. As pessoas ficam surpreendidas com o facto de Isabel ser a mãe: a princípio, todos pensam que Maria é a mãe de João. Mas apercebem-se de que isso não é possível, pois Maria já estava grávida, enquanto João tinha apenas alguns dias de vida. Quando Isabel apresentou o bebé no Templo, já não havia lugar para dúvidas e todos ficaram espantados.

O rito tinha terminado e não se via José em lado nenhum. Zacarias sugeriu que esperassem em casa dos pais de Zebedeu, para que, se o carpinteiro não chegasse, a sua mulher pudesse regressar à Galileia com alguns pecadores que passavam por ali. No entanto, esperaram o mais que puderam e José chegou finalmente.

Saudou a Virgem com alegria e respeito e desejou ver a criança. Isabel e Zacarias atendem-lhe o desejo e vão-se embora. São José sugere então à Cheia de Graça que parta à noite, para que a viagem lhe seja mais agradável. Ela concordou. Foi enquanto se preparava que José se apercebeu que Maria estava grávida. Mas não disse nada...

De seguida, Maria faz um ditado sobre a Paixão de José. Explica que esta durou três dias, mas que foi intensa: a Virgem teve de lutar contra a tentação de desanimar. Ela via o sofrimento do seu marido, mas não podia aliviá-lo de forma alguma para obedecer à ordem de Deus, que lhe tinha dito para guardar silêncio. Maria calou-se e José sofreu, mas era um santo, e foi por isso que Deus lhe concedeu a sua iluminação.

Por fim, Maria exorta-nos sempre a pedir a graça e a agir com confiança, onde quer que estejamos e em qualquer altura.

Conteúdos programáticos: 25.1: Maria fica surpreendida por não ver José quando chega ao Templo. 25.2: Zacarias é recebido com honras. A multidão fica admirada com a idade da mãe. 25.3: Maria não encontra José na estalagem. Espera-o em casa dos pais de Zebedeu. 25.4: José chega e pede desculpa. 25.5: Está preocupado com Maria. 25.6: Zacarias e Isabel vão-se embora. Maria regressa a um magnífico jardim. 25.7: José sai durante a noite e apercebe-se do estado de Maria. 25.8: A dor de um amante é o maior presente que Deus pode dar àqueles que acreditam no seu Filho. 25.9: José também teve a sua Paixão. O sofrimento de Maria nessa altura. 25.10: A grande santidade de José. 25.11: Também tu deves viver a tua paixão. 25.12: Depois da Páscoa (1944), haverá silêncio diante da dor do Redentor.

EMF 25.1

O Evangelho como me foi revelado

Citação

25.1 Na noite entre quarta e quinta-feira da Semana Santa, eis o que estou vendo.

De um carro cômodo ao qual está amarrado também o burrinho de Maria, vejo descer Zacarias, Isabel e Maria, que tem nos braços o pequeno João, e Samuel com um cordeiro e uma pomba numa cesta. Eles descem na frente da estalagem, da qual costumam servir-se, e que deve ser a etapa final para todos os peregrinos que vão ao Templo, pois é onde deixam os animais.

Maria chama o homenzinho, que é o dono da estalagem, e lhe pergunta se no dia de ontem, ou nas primeiras horas da manhã de hoje, não terá chegado nenhum nazareno.

– Nenhum, mulher –respondeu o velhinho.

Maria fica admirada, mas não pergunta mais nada.

Ela manda que Samuel vá cuidar do burrinho, depois vai se encontrar com os dois pais da criança, e lhes fala do atraso de José:

– Ele terá precisado ocupar-se com alguma coisa. Mas hoje certamente virá.

Maria retoma o menino, que havia entregue a Isabel, e se dirigem para o Templo.

EMF 25.1-2

O Evangelho como me foi revelado

Citação

25.1 Na noite entre quarta e quinta-feira da Semana Santa, eis o que estou vendo.

De um carro cômodo ao qual está amarrado também o burrinho de Maria, vejo descer Zacarias, Isabel e Maria, que tem nos braços o pequeno João, e Samuel com um cordeiro e uma pomba numa cesta. Eles descem na frente da estalagem, da qual costumam servir-se, e que deve ser a etapa final para todos os peregrinos que vão ao Templo, pois é onde deixam os animais.

(...) [Ao Templo]

25.2 Zacarias é recebido com grandes honras pelos guardas, saudado e cumprimentado pelos outros sacerdotes. Zacarias está muito bonito hoje, em suas vestes sacerdotais e em sua alegria de pai feliz. Parece um patriarca. Penso que Abraão devia estar assim, quando se alegrou, ao oferecer Isaque ao Senhor.

Vejo a cerimônia da apresentação do novo israelita e a da purificação da mãe. Esta é ainda mais pomposa do que a de Maria, porque para o filho de um sacerdote, os sacerdotes fazem festa. Acorrem todos, e se entregam a uma grande atividade ao redor do grupo das mulheres e do recém-nascido.

Também o povo se aproximou com curiosidade, e estou podendo ouvir os comentários. Visto que Maria está com o menino nos braços, enquanto vão-se dirigindo para o lugar estabelecido, o povo está pensando ser ela a mãe.

Mas uma mulher diz:

– Não pode ser. Não estais vendo que ela está grávida? O menino tem apenas poucos dias de nascido, e ela já está grávida?!

– Contudo –diz um outro–. Ela não pode deixar de ser a mãe. Pois a outra já está velha. A outra, pode ser uma parenta. Mas, naquela idade, mãe é que ela não pode ser.

– Vamos atrás delas, e veremos quem tem razão.

E o espanto se torna geral, quando todos podem ver que quem está cumprindo o rito da purificação é Isabel, pois ela é que está oferecendo o cordeirinho berrador para o holocausto, e o pombo pelo pecado.

– A mãe é aquela? Viste?

– Não!

– Sim.

O povo está cochichando, ainda incrédulo. Mas está cochichando tão alto, que vem um “Psiu” imperioso do grupo sacerdotal, que está presente à cerimônia. As pessoas se calam por um momento, mas recomeçam a cochichar mais forte, quando Isabel, radiante de santo orgulho, pega o menino, e avança pelo Templo a dentro, para fazer a apresentação dele ao Senhor.

– É ela mesmo.

– É sempre a mãe que oferece.

– Mas, que milagre é este?

– Que menino será esse, concedido por Deus àquela mulher, numa idade tão tardia?

– Afinal, que sinal será este?

– Não sabeis? –diz alguém que chega todo ofegante–. É o filho do sacerdote Zacarias, da estirpe de Arão, aquele que ficou mudo, enquanto estava oferecendo o incenso no Santuário.

– Mistério! Mistério! Pois agora ele está falando de novo. O nascimento do filho soltou a língua dele!

– Que espírito lhe terá falado, tornado morta a sua língua, para fazê-lo acostumar-se ao silêncio sobre os segredos de Deus?

– Mistério! Qual verdade conhecerá Zacarias?

– Seria o Messias o filho dele, esperado por Israel?

– Ele nasceu na Judéia. Mas não em Belém, e não de uma virgem. O Messias ele não pode ser.

– Quem, então?

Mas a resposta a tantas perguntas continua a ficar no silêncio de Deus, enquanto o povo permanece na sua curiosidade.

O cerimonial terminou. Os sacerdotes festejam então a mãe e o menino. A única pouco observada, e até evitada com aversão, desde quando perceberam o seu estado, é Maria.

Detalhe

Lucas 1, 65-66: Abriu-se-lhe imediatamente a boca e soltou-se-lhe a língua, e ele [Zacarias] falou e bendisse a Deus.

O medo apoderou-se de todas as pessoas da vizinhança, e todos estes factos foram contados por toda a região montanhosa da Judeia. Todos os que os ouviam guardavam-nos no coração e diziam: "Que será então deste menino?" De facto, a mão do Senhor estava com ele.

EMF 25.2

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– Não sabeis? –diz alguém que chega todo ofegante–. É o filho do sacerdote Zacarias, da estirpe de Arão, aquele que ficou mudo, enquanto estava oferecendo o incenso no Santuário.

– Mistério! Mistério! Pois agora ele está falando de novo. O nascimento do filho soltou a língua dele!

– Que espírito lhe terá falado, tornado morta a sua língua, para fazê-lo acostumar-se ao silêncio sobre os segredos de Deus?

– Mistério! Qual verdade conhecerá Zacarias?

– Seria o Messias o filho dele, esperado por Israel?

– Ele nasceu na Judéia. Mas não em Belém, e não de uma virgem. O Messias ele não pode ser.

– Quem, então?

Anotação

Lucas 1,8-11 e 21-22: Enquanto Zacarias estava a servir Deus durante o tempo destinado aos sacerdotes do seu grupo, foi escolhido por sorteio, segundo o costume dos sacerdotes, para ir oferecer incenso no santuário do Senhor. Toda a multidão do povo estava a rezar do lado de fora no momento da oferta do incenso. Apareceu-lhe o anjo do Senhor, que estava à direita do altar do incenso (...) O povo esperava Zacarias e admirava-se de que ele se demorasse no santuário. Quando saiu, não podia falar-lhes, e eles compreenderam que ele tinha tido uma visão no santuário. Fez-lhes sinais e ficou em silêncio.

Lucas 1, 65-66: Imediatamente a sua boca se abriu e a sua língua se soltou, e ele [Zacarias] falou e bendisse a Deus.

O medo apoderou-se de todas as pessoas da vizinhança, e todos estes acontecimentos foram contados por toda a região montanhosa da Judeia. Todos os que os ouviam guardavam-nos no coração e diziam: "Como será este menino? Porque a mão do Senhor estava com ele.

EMF 25.3-5

O Evangelho como me foi revelado

Citação

25.3 Acabadas todas as felicitações, quase todos vão voltando ao seu caminho, ao passo que Maria quer voltar à estalagem, para ver se José chegou. Ele não chegou ainda. Maria se sente desiludida, e fica pensativa.

Isabel está preocupada por ela:

– Até a hora sexta, poderemos ficar, mas depois precisamos partir, para chegarmos em casa antes da primeira vigília. O menino está ainda muito pequeno para estar fora de casa pela noite a dentro.

E Maria, calma e triste:

– Eu vou ficar num dos pátios do Templo. Vou procurar minhas mestras… Não sei. Mas alguma coisa preciso fazer.

Zacarias intervém com uma idéia, que foi logo aceita:

– Vamos aos parentes de Zebedeu. José certamente vai te procurar lá, e, ainda que ele não esteja, será fácil para ti encontrar alguém que te acompanhe a caminho da Galiléia, porque aquela casa é um contínuo entra e sai dos pescadores de Genezaré.

Pegam, pois o burrinho, e vão à casa dos parentes de Zebedeu, os quais, são aqueles mesmos com quem José e Maria ficaram, há quatro meses.

As horas passam velozes, e José não aparece. Maria procura dominar sua aflição ninando o pequeno, mas pode-se ver que continua pensativa. Como que para esconder o seu estado, ela não tirou o manto, ainda que o calor esteja intenso e fazendo suar a todos.

25.4 Finalmente, uma grande batida na porta anuncia a chegada de José. O rosto de Maria se torna sereno de novo.

José a saúda, pois ela é a primeira a apresentar-se e a saudá-lo com reverência:

– A bênção de Deus sobre ti, Maria!

– E sobre ti, José. Graças a Deus, que vieste! Eis Zacarias e Isabel que estavam para partir, pois queriam chegar em casa antes da noite.

– O teu mensageiro chegou a Nazaré, enquanto eu estava em Caná, fazendo uns trabalhos. Anteontem à tarde, é que recebi a notícia. E, então, eu parti logo. Mas, mesmo caminhando sem parar, cheguei tarde, porque no caminho o burrinho perdeu uma ferradura. Perdoa-me.

– Perdoa-me, tu, por ter ficado tanto tempo afastada de Nazaré. Mas, estavam tão felizes de ter-me com eles, que eu quis contentá-los até agora.

– Fizeste bem, mulher. Onde está o menino?

Entram no quarto onde Isabel está dando de mamar a João, antes de partirem. José cumprimenta os pais pela robustez do menino que, tendo sido tirado do peito para ser mostrado a José, grita e esperneia, como se lhe estivessem tirando a pele. Todos riem, diante dos seus protestos. Também os parentes de Zebedeu, riem e se unem na conversação com os outros,pois eles tinham chegado trazendo frutas frescas, leite e pão para todos e um grande tabuleiro com peixes.

25.5 Maria fala muito pouco. Está quieta, silenciosa, sentada em seu cantinho com as mãos no colo e por debaixo do manto. E, mesmo quando ela toma uma taça de leite, ou ao comer um cacho de uvas com um pouco de pão, fala pouco e pouco se move. Olha para José, com um misto de pena e de curiosidade.

Ele também olha para ela. E, depois de algum tempo, inclinando-se sobre o ombro dela, lhe pergunta:

– Estás cansada ou sentindo alguma coisa? Estás pálida e triste.

– Estou triste por ter que separar-me do pequeno João. Gosto dele. Eu o tive sobre o meu coração, poucos momentos depois que nasceu…

José não pergunta mais nada.

Chegou a hora da partida de Zacarias. O carro pára à porta, e todos se dirigem para ele. As duas primas se abraçam com amor. Maria beija duas vezes o pequeno, antes de colocá-lo no colo da mãe, que já está sentada no carro. Depois, saúda Zacarias, e lhe pede a bênção. Ao ajoelhar-se diante do sacerdote, o manto se lhe desliza pelo ombro, e suas formas se tornam visíveis, à luz intensa daquela tarde de verão. Não sei se José notou alguma coisa naquele momento, atento como ele está em saudar Isabel. O carro parte.

EMF 25.3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Maria quer voltar à estalagem, para ver se José chegou. Ele não chegou ainda. Maria se sente desiludida, e fica pensativa.

Isabel está preocupada por ela:

– Até a hora sexta, poderemos ficar, mas depois precisamos partir, para chegarmos em casa antes da primeira vigília. O menino está ainda muito pequeno para estar fora de casa pela noite a dentro.

E Maria, calma e triste:

– Eu vou ficar num dos pátios do Templo. Vou procurar minhas mestras… Não sei. Mas alguma coisa preciso fazer.

Zacarias intervém com uma idéia, que foi logo aceita:

– Vamos aos parentes de Zebedeu. José certamente vai te procurar lá, e, ainda que ele não esteja, será fácil para ti encontrar alguém que te acompanhe a caminho da Galiléia, porque aquela casa é um contínuo entra e sai dos pescadores de Genezaré.

Pegam, pois o burrinho, e vão à casa dos parentes de Zebedeu, os quais, são aqueles mesmos com quem José e Maria ficaram, há quatro meses.

Palavras-chave

EMF 25.4

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Entram no quarto onde Isabel está dando de mamar a João, antes de partirem. José cumprimenta os pais pela robustez do menino que, tendo sido tirado do peito para ser mostrado a José, grita e esperneia, como se lhe estivessem tirando a pele. Todos riem, diante dos seus protestos. Também os parentes de Zebedeu, riem e se unem na conversação com os outros,pois eles tinham chegado trazendo frutas frescas, leite e pão para todos e um grande tabuleiro com peixes.

Detalhe

José chegou a Jerusalém e quer ver o filho de Zacarias e Isabel.

Palavras-chave

EMF 25.6-7

O Evangelho como me foi revelado

Citação

José torna a entrar em casa com Maria, que vai de novo sentar-se no canto mais escuro.

– Se não te desagrada viajar de noite, eu proporia que partíssemos ao pôr-do-sol. De dia o calor está forte. Mas a noite está fresca e sossegada. Eu digo isto por ti, para não fazer-te tomar muito sol. Para mim estar exposto ao sol é o mesmo que nada. Mas para ti…

– Como quiseres, José. Eu também acho que é bom irmos de noite.

– A casa está em pefeita ordem. E também o pequeno pomar. Verás que belas estão as flores. Vais chegar a tempo de vê-las todas se abrindo. A macieira, a figueira e a videira estão carregadas de frutos como nunca, e a romãzeira, precisei até escorá-la, de tanto que os ramos estavam carregados de frutos, já tão maduros, coisa que nunca se viu a esta altura do ano. Depois, a oliveira… Terás azeite com fartura. Houve uma florada milagrosa, e não se perdeu uma só flor. Todas já se tornaram pequenas azeitonas. Quando estiverem maduras, a oliveira vai ficar parecendo cheia de pérolas escuras. Não há pomar mais bonito do que o teu em toda Nazaré. Até nossos parentes estão admirados. Alfeu diz que isso é um prodígio.

– Teus cuidados é que fizeram isso.

– Oh! Não. Pobre de mim. Que é que devo ter feito? Um pouco de cuidado com as plantas, e um pouco de água nas flores… Sabes de uma coisa? Fiz para ti uma fonte lá no fundo, perto da gruta, e construí um tanque. Assim, não precisarás sair para ir buscar água. Conduzi a água lá daquela nascente que está acima do olival do Matias. É uma nascente de água pura e abundante. Eu trouxe até perto de ti um pequeno rio. Fiz também um reguinho bem coberto, e agora a água chega no fim dele, cantando como uma harpa. Eu ficava com dó de ti, ao ver-te ir à fonte da cidade e voltar carregando baldes cheios d’água.

– Obrigada, José. Tu és bom.

Os dois esposos se calam agora, como se estivessem cansados. José está cochilando. Maria está rezando.

25.7 Chega a tarde. Os hospedeiros insistem com os dois para que comam, antes de se porem a caminho. José, então, come pão e peixe. Maria, só frutas e leite.

Depois, eles partem. Montam em seu burrinhos. José amarrou sobre o seu, como na vinda, o baú de Maria, e, antes que ela monte no burrinho, verifica se a sela está bem segura. Vejo que José fica observando Maria, quando ela monta. Mas ele não diz nada.

E a viagem se inicia, quando as primeiras estrelas começam a tremeluzir no céu. Eles se apressam para chegarem às portas, antes que sejam fechadas. Ao saírem de Jerusalém, tomam a estrada mestra, que vai para a Galiléia, quando as estrelas já enchem todo o céu sereno. Há um grande silêncio pelo campo. Ouve-se apenas o canto de algum rouxinol e o barulho dos cascos dos dois burrinhos, que vão batendo no solo duro da estrada, ressecada pelo calor do verão.

EMF 25.10

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Quero que ameis o meu José, este homem sábio e prudente, este homem paciente e bom, que não está separado do mistério da Redenção, mas muito unido a ele, pois, por essa dor que o consumou, ele salvou para vós o Salvador, às custas de seu sacrifício e de sua santidade.

Detalhe

diz Marie: