– Gostas de mel? Sim? Pois bem, se fores bom, comerás de um mel mais doce do que aquele das tuas abelhas.
– Onde? Quando?
– Quando, depois de uma vida de fidelidade a Deus, fores para Ele.
– Eu sei que não irei para lá, enquanto não vier o Messias. Minha mãe me diz que, por ora, nós de Israel somos todos como Moisés, e morremos, vendo de longe a Terra Prometida. Ela diz que estamos ali, à espera de podermos entrar, e que só o Messias nos fará entrar.
– Mas que pequeno israelita esperto! Pois bem, Eu te digo que, quando morreres, entrarás logo no Paraíso, porque o Messias já terá aberto as portas do Céu. Mas precisas ser bom.
– Mamãe! Mamãe!
O menino escorrega dos braços de Jesus e corre ao encontro de uma jovem esposa, que regressa com uma ânfora de cobre.
– Mamãe! O novo Rabi me disse que eu irei logo para o Paraíso, quando eu morrer, e que vou comer muito mel… mas se eu for bom. Eu vou ser bom!
– Queira Deus! Desculpa, Mestre, se ele te aborreceu. É muito levado.
– A inocência não causa aborrecimento, mulher. Deus te abençoe, porque és uma mãe que educa os filhos no conhecimento da Lei.
A mulher fica toda vermelha, diante do elogio, e responde:
– A bênção de Deus também para Ti.
E desaparece com o seu pequeno.