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A Igreja Católica

Página 73 de 274

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EMF 76.5

O Evangelho como me foi revelado

Citação

76.5 – Eis ali Jesus –diz Elias, indicando-o–. É aquele alto, bonito, loiro, vestido de branco, com o manto vermelho….

Isaque corre, abre caminho por entre o rebanho que está pastando, e com um grito de triunfo, de alegria, de adoração, prostra-se aos pés de Jesus.

– Levanta-te, Isaque. Eu vim. Para trazer-te paz e bênção. Levanta-te para Eu conhecer o teu rosto.

Mas Isaque não pode levantar-se. Emoções demais ao mesmo tempo, e está, em seu choro feliz, com o rosto no chão.

– Vieste depressa. Nem perguntaste a ti mesmo se podias…

– Tu me disseste para vir… e eu vim.

– Tampouco fechou a porta, nem recolheu as esmolas, Mestre.

– Não importa. Os anjos velarão a casa dele.

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Jesus acaba de curar Isaac à distância, e Isaac corre ao seu encontro.

Palavras-chave

EMF 76.6

O Evangelho como me foi revelado

Citação

76.6 Queres ser meu discípulo, Isaque?

– Oh! Mas eu não serei um bom discípulo!

– Saberás tu declarar quem Eu sou? E confessá-lo, apesar dos escárnios e ameaças? E dizer que Eu te chamei, e tu vieste?

– Mesmo que Tu não o quisesses, eu diria tudo isso. Nisto eu Te desobedeceria, Mestre. Perdoa-me, se eu digo isto.

Jesus sorri.

– E então, estás vendo que estás bom para seres meu discípulo?

– Oh! Se for só para fazer isso! Eu pensava que fosse mais difícil. Que precisava ir para a escola dos rabinos, para servir a Ti, o Rabi dos rabis… e ir para a escola depois de velho…

De fato, o homem tem pelo menos, cinqüenta anos.

– A escola tu já fizeste, Isaque.

– Eu? Não.

– Tu, sim. Não tens continuado a crer e a amar, a respeitar e bendizer a Deus e ao próximo, a não ter invejas, a não desejar o que é dos outros, e também o que era teu e não o tinhas mais, a não falar senão a verdade, ainda que isso te prejudicasse, a não fornicar com Satanás, fazendo pecados? Não tens feito tudo isso, nestes trinta anos de desventura?

– Sim, Mestre.

– Então estás vendo. A escola tu já fizeste. Continua assim, e acrescenta a isso a revelação de minha presença no mundo. Não há outra coisa a fazer.

Detalhe

Jesus pede a Isaac que o siga e seja seu discípulo, mas Isaac pensa que não saberá como agir corretamente.

EMF 76.6

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– Eu já tenho falado de Ti, Senhor Jesus. Aos meninos que vinham a mim, quando eu, quase inválido, cheguei a este povoado, pedindo um pão e fazendo ainda algum trabalho de tosquia ou preparação de laticínios, e depois, quando vinham ao redor de minha cama, quando a doença se agravou e fez que ficasse paralítico da cintura para baixo. Eu falava de Ti aos meninos de então, e aos meninos de agora, filhos­ daqueles… Os meninos são bons, e crêem sempre.. Eu lhes falava de quando tinhas nascido… dos anjos… da Estrela e dos Magos… e de tua mãe… Oh! Diz-me: Ela ainda está viva?

– Está viva, e te saúda. Ela sempre me falava de vós.

– Oh! Se eu pudesse vê-la!

– Tu a verás. Um dia irás à minha casa. Maria te saudará: amigo.

– Maria… sim. Dizer esse nome é como ter mel na boca.

Detalhe

Isaac, o pastor da Natividade, encontra Jesus. Fala das crianças que evangelizou e depois aproxima-se da Virgem Maria.

Palavras-chave

EMF 76.10-11

O Evangelho como me foi revelado

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Jesus forma um grupo com os pequeninos todos ao seu redor, e depois com os pastores e os discípulos. Fora há um balir de ovelhas que Elias colocou em um cercado. Na casa há um barulho de festa. Levam a Jesus e aos seus, doces e bebidas. Mas Jesus os distribui aos pequeninos.

– Não bebes, Mestre? Não aceitas? É dado de coração.

– Eu sei Joaquim, e de coração o aceito. Mas deixa que primeiro Eu faça contentes os pequeninos. Eles são a minha alegria… (...) João, leva os dois meninos para que vejam as ovelhinhas.

76.11 E tu, Maria, vem mais perto, e diz-me: Quem sou Eu?

– Tu és Jesus, Filho de Maria de Nazaré, nascido em Belém. Isaque te viu e me pôs o nome de tua mamãe, para que eu seja boa.

– Boa como o anjo de Deus, pura mais do que um lírio desabrochado no cume da montanha, piedosa como o levita mais santo deve ser, para imitá-la. Serás assim?

– Sim, Jesus.

– Fala “Mestre” ou “Senhor”, menina.

– Deixa que me chame com o meu Nome, Judas. Só passando por lábios inocentes é que não perde o som que tem sobre os lábios de minha mãe. Todos, nos séculos, dirão esse nome, mas uns por um interesse, outros por outro, e muitos para blasfemá-lo. Só os inocentes, sem malícia e sem ódio, o dirão com um amor igual ao desta menina e ao de minha mãe. Os pecadores também me chamarão, quando pedirem misericórdia. Mas minha mãe e os pequeninos! Por que me chamas Jesus? –pergunta, acariciando a pequenina.

– Porque eu te quero bem… como ao papai, à mamãe e aos meus irmãozinhos –diz ela, abraçando os joelhos de Jesus, e rindo com o rostinho erguido.

Jesus se inclina e a beija… e assim tudo termina.

EMF 77

O Evangelho como me foi revelado

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O grupo apostólico dirige-se para Hebron. Judas está nervoso e zangado por não terem ido primeiro a Queriote, pois teria sido mais curto. Mas Jesus garante-lhe que cumpre sempre as suas promessas. Ele foi antes a Hebron porque Samuel, que tinha morrido, tinha sofrido muito por ele e nunca tinha traído a memória de Jesus quando era criança. Permaneceu fiel, mesmo sem saber que estava vivo, e este homem merece, por isso, ser honrado e receber a oração de Cristo.

O Iscariotes salienta depois que os pastores eram justos e santos e, no entanto, foram maltratados. Ana de Belém até morreu por causa disso... E assim conclui, aliás, que o amor que demonstramos a Jesus lhe traz má sorte. O Mestre impede João e Simão de intervir, dizendo que prefere que Judas diga sempre o que pensa. E responde que, mesmo que os pastores tivessem recebido muito, não seria justo que tivessem recebido um privilégio especial por terem recebido tal ou tal presente, incluindo o de estarem presentes na Natividade. Além disso, Simão afirma que não devemos pôr coisas terrenas onde há coisas celestes.

Judas ironiza então diretamente, lembrando que, tendo sido curado tão cedo, o Zelota recuperou todos os seus bens, pelo que não vive apenas da sua inteligência. Mas o amigo de Lázaro responde que lhe deu ordens específicas e que está livre de tudo para seguir Jesus.

Judas acaba por resmungar, porque se enganou mais uma vez, e João tenta consolá-lo, dizendo que ele é prático, mas que em breve mudará na presença de Jesus.

Jesus muda habilmente de conversa quando Judas continua a resmungar e dá instruções a Levi e Elias: eles conduzi-lo-ão a Jonas, e José ficará com o grupo até Jericó.

Finalmente, chegam a Hebron, perto da casa de Zacarias. Mas a casa está rodeada por um muro, que não existia antes. Um homem explica-lhes que um herodiano tomou posse da casa e que tinha uma prostituta com ele. Fala durante muito tempo de João - que ele vê como o Messias, apesar do diálogo entre Jesus e João - e o Mestre não insiste quando o homem é teimoso e acredita que tem a verdade.

A caminho da sinagoga, dão a volta à casa e encontram Aglaia. Jesus entra em casa de Zacarias e inicia uma conversa muito sincera com a cortesã. Ela inicia um caminho de redenção, mas, depois de o deixar, Jesus é rejeitado pela sinagoga. Não se deve falar com as prostitutas e, quando Judas lhe faz uma observação, uma vez que ele está fora da cidade, o Senhor declara que Aglaia o ultrapassará e que em breve chegará o tempo em que os pagãos adorarão o verdadeiro Deus, em vez do povo escolhido que deve receber o Messias.

No final, não pôde honrar os restos mortais de Samuel e Zacarias, mas diz-lhes que se alegrem, pois a primeira ressurreição está próxima.

EMF 77.1-3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

77.1 – A que hora chegaremos? –pergunta Jesus, que caminha no centro do grupo, precedido pelas ovelhas que vão pastando a erva da beira do caminho.

– Por volta da hora terceira. São cerca de dez milhas –responde Elias.

– E depois iremos a Keriot? –pergunta Judas.

– Sim. Iremos lá.

– E não era mais rápido, se tivéssemos ido de Juta a Keriot? Não deve estar muito longe. Não é verdade, pastor?

– Duas milhas a mais, pouco mais, ou pouco menos.

– Assim vamos fazer mais de vinte milhas à toa.

– Judas, por que estás assim inquieto? –diz Jesus.

– Inquieto não, Mestre. Mas me tinhas prometido que irias à minha casa…

– E lá irei. Mantenho sempre as minhas promessas.

– Mandei avisar a minha mãe… e além disso, Tu o disseste: com nosso espírito podemos estar unidos aos mortos.

– Eu o disse. Mas Judas, reflete: tu, por Mim, ainda não sofreste. Estes são trinta anos que sofrem, e nunca traíram nem mesmo a lembrança de Mim. Nem mesmo a lembrança. Não sabiam se Eu estava vivo ou morto… contudo, permaneceram fiéis. Lembravam-se de Mim quando recém-nascido, quando menino que só sabia chorar e querer leite… no entanto, sempre me veneraram como Deus. Por minha causa, eles foram ofendidos, amaldiçoados, perseguidos como um opróbrio da Judéia, contudo a cada ofensa recebida, a sua fé não vacilava, não se extinguia, mas lançava raízes ainda mais profundas, tornando-se cada vez mais vigorosa.

77.2 – A propósito. Há alguns dias que eu estou com uma pergunta me queimando os lábios. Esses são amigos teus e de Deus, não é verdade? Os anjos os abençoaram com a paz do Céu, não foi? Eles permaneceram justos, contra todas as tentações, não é mesmo? Explica-me então, por que é que foram infelizes? E Ana? Foi morta por ter querido bem a Ti….

– Tu deduzes, por isso, que o meu amor e que amar a Mim traz infortúnio.

– Não… mas….

– Mas é assim. Lamento ver-te tão fechado para a Luz e tão preocupado com o que é humano. Não, deixa estar, João, e também tu, Simão. Prefiro que ele fale. Eu não censuro nunca. Só quero abertura de almas, para poder introduzir nelas a luz. Vem cá, Judas. Escuta. Tu partes de um juízo comum a muitos viventes e a muitos que viverão. Eu disse: juízo. Deveria dizer: erro. Mas, posto que o fazes sem malícia, por ignorância do que é a verdade, não é um erro, mas somente um juízo imperfeito, como o pode ser, aquele de um menino. E vós sois meninos, pobres homens! E Eu estou aqui, Mestre, para fazer de vós adultos, capazes de discernir o verdadeiro do falso, o bom do mau, o melhor do que é bom. Portanto, escutai. O que é a vida? É um tempo de espera, Eu diria é o limbo do Limbo, que Deus Pai vos dá para provar se vossa natureza é de filhos bons ou de bastardos, e para destinar-vos, conforme as vossas obras, a um futuro que não terá mais esperas nem provas. Agora, dizei-me, vós: Seria justo que alguém que teve o bem extraordinário de poder servir a Deus de uma maneira especial, possua também por toda esta vida um bem contínuo? Não vos parece que já recebeu muito, e que por isso pode dizer-se feliz, mesmo se nas coisas humanas não é feliz? Não seria injusto que aquele que já tem a luz da divina manifestação no coração e o sor­riso da consciência que o aprova, tenha também honras e bens ter­renos? E não seria até imprudente?

77.3 – Mestre, eu digo que seria até profanador. Por que colocar alegrias humanas onde Tu estás? Quando alguém tem a Ti — e estes te têm tido, eles, os únicos ricos em Israel, por terem tido a Ti há trinta anos — não deve ter nenhuma outra coisa. Não se coloca coisas humanas no Propiciatório… e o vaso consagrado só serve para os usos sagrados. Estes são consagrados, desde o dia em que viram o teu sorriso… e nada, não, nada que não sejas Tu, deve entrar nos corações que têm a Ti. Fosse eu como eles! –diz Simão.

Detalhe

O grupo apostólico caminha em direção a Hebron e Judas tem a impressão de que não vão para Kerioth. Lamenta que tenham ido a Hebron para rezar sobre os ossos do pastor Samuel e recorda a lição de Jesus em EMV 76.2 sobre os sufrágios dos mortos e a oração dos mortos, que pode ser feita em qualquer lugar. Pergunta então porque é que os pastores, que são amigos de Deus e receberam favores divinos, tiveram de sofrer tanto.

EMF 77.2-3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

[Judas fala dos pastores do Presépio.]

77.2 – A propósito. Há alguns dias que eu estou com uma pergunta me queimando os lábios. Esses são amigos teus e de Deus, não é verdade? Os anjos os abençoaram com a paz do Céu, não foi? Eles permaneceram justos, contra todas as tentações, não é mesmo? Explica-me então, por que é que foram infelizes? E Ana? Foi morta por ter querido bem a Ti….

– Tu deduzes, por isso, que o meu amor e que amar a Mim traz infortúnio.

– Não… mas….

– Mas é assim. (...) Vem cá, Judas. Escuta. Tu partes de um juízo comum a muitos viventes e a muitos que viverão. Eu disse: juízo. Deveria dizer: erro. Mas, posto que o fazes sem malícia, por ignorância do que é a verdade, não é um erro, mas somente um juízo imperfeito, como o pode ser, aquele de um menino. E vós sois meninos, pobres homens! E Eu estou aqui, Mestre, para fazer de vós adultos, capazes de discernir o verdadeiro do falso, o bom do mau, o melhor do que é bom. Portanto, escutai. O que é a vida? É um tempo de espera, Eu diria é o limbo do Limbo, que Deus Pai vos dá para provar se vossa natureza é de filhos bons ou de bastardos, e para destinar-vos, conforme as vossas obras, a um futuro que não terá mais esperas nem provas. Agora, dizei-me, vós: Seria justo que alguém que teve o bem extraordinário de poder servir a Deus de uma maneira especial, possua também por toda esta vida um bem contínuo? Não vos parece que já recebeu muito, e que por isso pode dizer-se feliz, mesmo se nas coisas humanas não é feliz? Não seria injusto que aquele que já tem a luz da divina manifestação no coração e o sor­riso da consciência que o aprova, tenha também honras e bens ter­renos? E não seria até imprudente?

77.3 – Mestre, eu digo que seria até profanador. Por que colocar alegrias humanas onde Tu estás? Quando alguém tem a Ti — e estes te têm tido, eles, os únicos ricos em Israel, por terem tido a Ti há trinta anos — não deve ter nenhuma outra coisa. Não se coloca coisas humanas no Propiciatório… e o vaso consagrado só serve para os usos sagrados. Estes são consagrados, desde o dia em que viram o teu sorriso… e nada, não, nada que não sejas Tu, deve entrar nos corações que têm a Ti. Fosse eu como eles! –diz Simão.

Detalhe

Judas recorda os pastores na Natividade e a morte de Ana de Belém. Por isso, diz que o amor a Jesus traz a desgraça, e Cristo responde-lhe.

EMF 77.2-3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– A propósito. Há alguns dias que eu estou com uma pergunta me queimando os lábios. Esses são amigos teus e de Deus, não é verdade? Os anjos os abençoaram com a paz do Céu, não foi? Eles permaneceram justos, contra todas as tentações, não é mesmo? Explica-me então, por que é que foram infelizes? E Ana? Foi morta por ter querido bem a Ti….

– Tu deduzes, por isso, que o meu amor e que amar a Mim traz infortúnio.

– Não… mas….

– Mas é assim. Lamento ver-te tão fechado para a Luz e tão preocupado com o que é humano. Não, deixa estar, João, e também tu, Simão. Prefiro que ele fale. Eu não censuro nunca. Só quero abertura de almas, para poder introduzir nelas a luz. Vem cá, Judas. Escuta. Tu partes de um juízo comum a muitos viventes e a muitos que viverão. Eu disse: juízo. Deveria dizer: erro. Mas, posto que o fazes sem malícia, por ignorância do que é a verdade, não é um erro, mas somente um juízo imperfeito, como o pode ser, aquele de um menino. E vós sois meninos, pobres homens! E Eu estou aqui, Mestre, para fazer de vós adultos, capazes de discernir o verdadeiro do falso, o bom do mau, o melhor do que é bom. Portanto, escutai. O que é a vida? É um tempo de espera, Eu diria é o limbo do Limbo, que Deus Pai vos dá para provar se vossa natureza é de filhos bons ou de bastardos, e para destinar-vos, conforme as vossas obras, a um futuro que não terá mais esperas nem provas. Agora, dizei-me, vós: Seria justo que alguém que teve o bem extraordinário de poder servir a Deus de uma maneira especial, possua também por toda esta vida um bem contínuo? Não vos parece que já recebeu muito, e que por isso pode dizer-se feliz, mesmo se nas coisas humanas não é feliz? Não seria injusto que aquele que já tem a luz da divina manifestação no coração e o sor­riso da consciência que o aprova, tenha também honras e bens ter­renos? E não seria até imprudente?

77.3 – Mestre, eu digo que seria até profanador. Por que colocar alegrias humanas onde Tu estás? Quando alguém tem a Ti — e estes te têm tido, eles, os únicos ricos em Israel, por terem tido a Ti há trinta anos — não deve ter nenhuma outra coisa. Não se coloca coisas humanas no Propiciatório… e o vaso consagrado só serve para os usos sagrados. Estes são consagrados, desde o dia em que viram o teu sorriso… e nada, não, nada que não sejas Tu, deve entrar nos corações que têm a Ti. Fosse eu como eles! –diz Simão.

– Porém tu, bem que te apressaste em tomar posse dos teus bens, depois de teres visto o Mestre e teres sido curado –responde ironicamente Judas.

– É verdade. Eu disse e fiz isso. Mas sabes por que? Como é que podes julgar, se não sabes tudo? O meu agente recebeu ordens claras. Agora que Simão, o Zelote, está curado — e os seus inimigos não podem mais prejudicá-lo segregando-o, nem persegui-lo, porque ele agora é somente de Cristo, e não de nenhuma seita: ele tem Jesus, e basta — pode dispor de seus haveres, que um homem fiel e honesto lhe conservou. E eu, dono deles ainda por uma hora, dei ordens que fossem reformados para receber mais dinheiro na venda, e poder dizer… não, isto eu não digo.

– Os anjos o dizem por ti, Simão, e o escrevem no livro eterno –diz Jesus.

Simão olha para Jesus. E os dois olhares se encontram, um admirado, o outro abençoante.

Detalhe

Contexto: Judas faz uma pergunta a Cristo sobre os pastores. Jesus responde-lhe e dá uma lição aos apóstolos: Simão junta-se à conversa.

Nota: O homem de negócios mencionado por Simão, o Zelota, é certamente Lázaro (ver EMV 84,4-5), que vive muito perto de Simão. Se o apóstolo também recuperou os seus bens, foi para os dar ao seu criado idoso, José de Betânia (ver também EMV 84,4-5).

EMF 77.3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– (...) Nada que não sejas Tu, deve entrar nos corações que têm a Ti. Fosse eu como eles! –diz Simão.

– Porém tu, bem que te apressaste em tomar posse dos teus bens, depois de teres visto o Mestre e teres sido curado –responde ironicamente Judas.

– É verdade. Eu disse e fiz isso. Mas sabes por que? Como é que podes julgar, se não sabes tudo? O meu agente recebeu ordens claras. Agora que Simão, o Zelote, está curado — e os seus inimigos não podem mais prejudicá-lo segregando-o, nem persegui-lo, porque ele agora é somente de Cristo, e não de nenhuma seita: ele tem Jesus, e basta — pode dispor de seus haveres, que um homem fiel e honesto lhe conservou. E eu, dono deles ainda por uma hora, dei ordens que fossem reformados para receber mais dinheiro na venda, e poder dizer… não, isto eu não digo.

– Os anjos o dizem por ti, Simão, e o escrevem no livro eterno –diz Jesus.

Simão olha para Jesus. E os dois olhares se encontram, um admirado, o outro abençoante.

Detalhe

O homem de negócios mencionado por Simão, o Zelote, é certamente Lázaro (ver EMV 84.4-5), que vive muito perto de Simão. Se o apóstolo também recuperou os seus bens, foi para os dar ao seu criado idoso, José de Betânia (ver também EMV 84.4-5).