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Notas do tema

Região da Judeia

Página 7 de 14

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EMF 80.2-3.5

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Enquanto olho esta desolação, desperta-me a atenção a voz do meu Jesus:

– Eis-nos aqui juntos, onde Eu queria.

Eu me viro. Vejo-O às minhas costas, entre João, Simão e Judas, junto à encosta rochosa do monte, lá onde chega uma vereda… seria melhor dizer: lá onde um longo trabalho das águas, nos meses de chuva, arranhou o calcário escavando, através dos séculos, um canal mal desenhado, que irá servir para o escoamento das águas do cume, e que agora é mais um caminho para as cabras selvagens, do que para gente.

Jesus olha ao seu redor, e repete:

– Sim, era aqui que Eu vos queria trazer. Aqui o Cristo se preparou para a sua missão.

– Mas aqui não há nada!

– Não há nada, como disseste.

– Com quem estiveste aqui?

– Com o meu Espírito e com o Pai.

– Ah! A tua parada aqui foi só de poucas horas!

– Não, Judas. Não de poucas horas. De muitos dias….

– E quem é que te servia? Onde dormias?

– Eu tinha como servos os onagros que, à noite, vinham dormir em sua toca… nesta, onde Eu também me havia entocado… Eu tinha como servas as águias que, com seu grito agudo, me diziam: “É dia”, e partiam depois para a sua caça. Eu tinha como amigas as pequenas lebres, que vinham roer as ervas selvagens, quase aos meus pés… para Mim, alimento e bebida era aquilo que é alimento e bebida da flor silvestre: o orvalho da noite, a luz do sol. Nada mais.

– Mas, Por quê?

– Para preparar-me bem, como tu dizes, para a minha missão. As coisas bem preparadas produzem bons resultados. Tu também o disseste. E esta não era a pequena, inútil coisa de mostrar a Mim mesmo, Servo do Senhor, mas de fazer compreender aos homens o que é o Senhor e, através dessa compreensão, fazê-lo ser amado em espírito de verdade. Infeliz do servo do Senhor, que pensa em seu triunfo, e não no de Deus! Que procura as suas próprias vantagens, que sonha colocar-se no alto de um trono feito…oh! Feito pelos interesses de Deus, mas aviltados até tocarem o chão, eles que são interesses celestiais. Este não é mais servo, ainda que exteriormente pareça sê-lo. Ele é um mercador, um traficante, um falso que se engana a si mesmo, aos outros, e quer enganar até Deus… É um infeliz que pensa ser um príncipe, e é um escravo… É do demônio, o seu rei de mentira. Aqui nesta toca, o Cristo, por muitos dias, viveu de macerações e orações, a fim de preparar-se para a sua missão.

80.3 E, onde querias que Eu tivesse ido preparar-me, Judas?

Judas está perplexo, desorientado. Enfim, responde:

– Eu não saberia… Eu pensava… que em companhia de algum rabi… junto aos essênios… não sei.

– Podia Eu encontrar um rabi que me dissesse mais do que me dizia o Poder e a Sabedoria de Deus? Podia Eu ir em busca da ciência e da capacidade daqueles que negam a imortalidade da alma, negando a ressurreição no último dia, e negam a liberdade de ação do homem, atribuindo as virtudes e os vícios, ações santas e perversas, a um destino, que dizem ser fatal e inevitável? Eu, Verbo eterno do Pai, presente quando o Pai criou o homem, e sei de que espírito imortal e animado, de que poder de julgamento livre e capaz, o Criador dotou o homem? Ah! Não.

[...]

80.5 Eu vim aqui. Trabalhei minha alma de Filho do homem até os últimos retoques, terminando um trabalho de trinta anos de aniquilamento e de preparação a fim de, com perfeição, começar o meu ministério. Agora Eu vos peço que fiqueis Comigo por alguns dias nesta toca. Será sempre menos desolada esta nossa parada, porque seremos quatro amigos lutando contra as tristezas, os medos, as tentações, as necessidades da carne. Eu estive aqui sozinho. Será sempre menos penosa, porque agora é verão, e aqui no alto, passa o vento das cumeadas, que abranda o calor. Eu vim aqui no fim da lua de Tebet, e rígido era o vento que descia das neves dos cumes. Será sempre menos tormentosa, porque será mais breve, e porque agora nós temos um mínimo de alimentos que pode matar a nossa fome, e nos pequenos odres de pele que Eu pedi aos pastores que nos dessem, há tanta água que bastará para os dias desta parada. Eu… Eu preciso arrancar duas almas das garras de satanás. Nada mais o pode fazer, a não ser a penitência. Eu vos peço ajuda. Será também para a vossa formação. Aprendereis como se arrancam as presas das garras de mamona. Não tanto com as palavras, quanto com sacrifício… As palavras!… O barulho satânico impede que sejam ouvidas… Toda alma que é presa do Inimigo fica envolvida em turbilhões de vozes infernais… Quereis ficar Comigo? Mas, se não quiserem, podem ir embora. Eu fico. Encontrar-nos-emos de novo em Técua, junto ao mercado.

– Não, Mestre, eu não te deixo –diz João, enquanto Simão, ao mesmo tempo, exclama:

– Tu nos elevas, querendo-nos Contigo nesta redenção.

Judas… não me parece muito entusiasmado. Mas faz cara boa ao… destino, e diz:

– Eu fico.

– Então peguem os odres e os sacos, e tragam para dentro e, antes que o sol esquente, partam a lenha e a amontoem junto à fenda da rocha. Aqui a noite é muito fria, mesmo no verão, e nem todos os animais são bons. Acendam um ramo agora mesmo, lá daquela acácia viscosa. Queima bem. Olhemos por entre as fendas, para expulsar com o fogo as cobras venenosas e os escorpiões. Vamos…

Detalhe

Cristo preparou-se para a sua missão.

Tebet: Mês que abrange dezembro e janeiro.

EMF 80.6-7

O Evangelho como me foi revelado

Citação

80.6 …No mesmo lugar do monte. Só que agora é noite. Uma noite toda estrelada. Uma beleza de céu noturno como creio que só se pode contemplar nos países subtropicais. Estrelas de grandeza e brilho admiráveis. As constelações maiores parecem cachos de brilhantes, de claros topázios, de pálidas safiras, de plácidas opalas, de desbotados rubis. Piscam, se acendem, apagam-se como um olhar que a pálpebra esconde por um instante, e tornam a acender-se, ainda mais belas. De vez em quando, uma estrela risca o céu, e some em direção a quem sabe quais horizontes. É um risco de luz que parece um grito de júbilo estrelar, ao poder voar assim, por aqueles prados intermináveis.

Jesus está sentado junto à abertura da caverna e fala aos três que o cercam. O fogo deve ter ficado aceso, porque, no meio do círculo formado pelos quatro, um montinho de tições mostra ainda o clarão de algumas brasas e lança seus reflexos vermelhos sobre os rostos dos quatro.

– Sim. Nossa parada terminou. Esta parada. Na outra vez, durou quarenta dias… E vos digo ainda: nestas encostas era ainda inverno… e Eu não tinha alimento. Um pouco mais difícil do que desta vez, não é verdade? Eu sei que sofrestes agora também. O pouco que tínhamos, e que Eu vos dava, não era nada, especialmente para a fome dos jovens. Era apenas suficiente para que não desfalecêsseis de fraqueza. Água, menos ainda. O calor é tórrido durante o dia. E vós me direis que isso não havia naquele tempo de inverno. Mas havia então, um vento seco, que descia lá do cume, queimando os pulmões, e subia daquela baixada carregado de poeira do deserto e enxugava mais ainda do que este calor de verão, no qual se pode buscar alívio em sugar estes acídulos frutos, que estão quase maduros. Naquele tempo, o monte não tinha mais do que vento e ervas queimadas pelo gelo, em torno das acácias mirradas. Eu não vos dei tudo, porque reservei os últimos pães e o último queijo, com o último odre, para a volta… Eu sei o que foi a minha volta, exausto como estava, na solidão do deserto… Recolhamos nossas coisas e vamos embora. A noite está ainda mais clara do que aquela que nos conduziu até aqui. Não há luar. Mas o céu derrama luz. Vamos. Lembrai-vos deste lugar. Sabei lembrar-vos de como o Cristo se preparou e de como se preparam os apóstolos. Preparem-se os apóstolos como Eu vos ensino.

80.7 Levantam-se. Simão, com um galho, revira as brasas, as reaviva, antes de espalhá-las com o pé, jogando sobre elas ervas secas. Na chama, ele acende um ramo de acácia e o conserva no alto, à entrada da caverna, enquanto Judas e João recolhem os mantos, os sacos e os pequenos odres de pele, dos quais só um ainda está cheio. Depois, apaga o ramo, contra a rocha, pega seu saco e põe o manto, como os outros, amarrando-o à cintura, para que não estorve o caminhar.

Descem sem falar mais nada, um atrás do outro, por uma vereda bastante íngreme, pondo em fuga os pequenos animais que estão roendo as poucas ervas que ainda resistem ao sol. O caminho é longo e difícil. Finalmente chegam à planície. O caminho não é muito cômodo nem aqui, onde pedras e lascas de pedras movem-se, traiçoeiras, sob os pés, chegando até a feri-los, pois a terra, reduzida a pó, as esconde e não podem ser evitadas, enquanto moitas de espinheiros tostadas arranham e dificultam grudando na parte inferior das vestes. Mas é caminho mais rápido.

No alto as estrelas estão cada vez mais bonitas.

Vão, vão indo por horas. A planície é sempre mais estéril e triste. Pontos brilhantes cintilam nas pequenas dobras do terreno, entre a aspereza do solo. Parecem fragmentos de brilhantes sujos. João se inclina para olhá-los.

– É o sal do subsolo, que dele está saturado. Aflora com as chuvas da primavera, depois seca. Por isso é que a vida aqui não se mantém. O mar Oriental, por profundos canais, espalha a morte até muitos estádios ao seu redor. Somente onde as nascentes de água doce o combatem é que é possível encontrar árvores e algum conforto –explica Jesus.

EMF 80.7-8

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Levantam-se. Simão, com um galho, revira as brasas, as reaviva, antes de espalhá-las com o pé, jogando sobre elas ervas secas. Na chama, ele acende um ramo de acácia e o conserva no alto, à entrada da caverna, enquanto Judas e João recolhem os mantos, os sacos e os pequenos odres de pele, dos quais só um ainda está cheio. Depois, apaga o ramo, contra a rocha, pega seu saco e põe o manto, como os outros, amarrando-o à cintura, para que não estorve o caminhar.

Descem sem falar mais nada, um atrás do outro, por uma vereda bastante íngreme, pondo em fuga os pequenos animais que estão roendo as poucas ervas que ainda resistem ao sol. O caminho é longo e difícil. Finalmente chegam à planície. O caminho não é muito cômodo nem aqui, onde pedras e lascas de pedras movem-se, traiçoeiras, sob os pés, chegando até a feri-los, pois a terra, reduzida a pó, as esconde e não podem ser evitadas, enquanto moitas de espinheiros tostadas arranham e dificultam grudando na parte inferior das vestes. Mas é caminho mais rápido.

No alto as estrelas estão cada vez mais bonitas.

Vão, vão indo por horas. A planície é sempre mais estéril e triste. Pontos brilhantes cintilam nas pequenas dobras do terreno, entre a aspereza do solo. Parecem fragmentos de brilhantes sujos. João se inclina para olhá-los.

– É o sal do subsolo, que dele está saturado. Aflora com as chuvas da primavera, depois seca. Por isso é que a vida aqui não se mantém. O mar Oriental, por profundos canais, espalha a morte até muitos estádios ao seu redor. Somente onde as nascentes de água doce o combatem é que é possível encontrar árvores e algum conforto –explica Jesus.

80.8

Continuam a andar. Depois Jesus para junto a uma rocha escavada na qual eu O vi ser tentado por satanás.

– Paremos aqui. Sentai-vos. Daqui a pouco o galo vai cantar. Faz seis horas que estamos caminhando, e deveis estar com fome, sede e cansados. Tomai. Comei e bebei, sentados aqui, ao meu redor, enquanto Eu vou dizer-vos uma coisa, que vós contareis aos amigos e ao mundo.

Detalhe

Entre o Monte da Tentação, onde Jesus se preparou para a sua missão e jejuou durante 40 dias, e a gruta da Tentação, onde Jesus foi tentado pelo Diabo, é preciso caminhar seis horas.

EMF 82

O Evangelho como me foi revelado

Detalhe

Jesus está em Jericó. Ensina as crianças a serem gentis com os animais e a não serem indelicadas com eles. Depois, Judas regressa com João do seu encontro com Diomedes, o comprador das jóias de Aglaia. Conta a sua artimanha, o facto de ter feito João parecer um jovem noivo, o facto de o ter feito crer que queria comprar jóias semelhantes às de Aglaia para que o mercador desse o seu preço. Depois disse-lhe que não queria comprar, mas vender, e conseguiu doze talentos, o que é uma soma considerável. Mas o apóstolo mentiu... Jesus aconselhou-o a não voltar a fazê-lo e deu todo o dinheiro aos discípulos de João Batista.

EMF 82.1

O Evangelho como me foi revelado

Citação

82.1 Estamos na praça da feira, em Jericó. A manhã já passou, é tarde, de um longo pôr-do-sol, com um forte calor de pleno verão. Da feira da manhã só restam os sinais, ou seja, os detritos das verduras, os montículos de excrementos, a palha caída dos cestos ou dos cabazes dos burros e os pedaços de trapos… Acima de tudo, as moscas triunfam, e o sol fermenta tudo isso fazendo evaporar fedores e cheiros de coisas pouco agradáveis.

A grande praça está vazia. Algum raro passante, algum moleque brigão, que derruba a pedradas os pássaros que estão nas árvores da praça. Uma ou outra mulher que vai à fonte. E é só.

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EMF 84

O Evangelho como me foi revelado

Detalhe

Jesus chega a Betânia. É o seu primeiro encontro com Lázaro. Lázaro confirma rapidamente que tem fé em Cristo: acredita que ele é o Messias. Um pouco mais tarde, os três homens estão a comer: Lázaro diz a Simão que a sua casa foi comprada por um anónimo (Mateus). O zelote só queria que o seu velho criado pudesse ficar em sua casa, e o comprador concordou. Lázaro pergunta então ao Mestre se usa palavras duras ou palavras de misericórdia, e Jesus responde que usa o amor. Menciona brevemente o Olimpo e as areias movediças que prendem os culpados, mas uma palavra de amor pode ajudá-los a sair. Lázaro fala então das suas leituras, porque lê obras gregas e romanas para as comparar com os seus livros judaicos e ver nelas a Doutrina de Deus. Jesus diz que não há mal nenhum em ler os seus livros, desde que a ideia de Deus não seja alterada nele. Ele recorda-nos que todas as acções não são pecaminosas se agirmos de forma santa.

EMF 84.1-2

O Evangelho como me foi revelado

Tradução em curso

Palavras-chave

EMF 84.4

O Evangelho como me foi revelado

Tradução em curso

Palavras-chave