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Notas do tema

Religião judaica, castas, ritos e festas no tempo de Cristo

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EMF 202

O Evangelho como me foi revelado

Detalhe

Título do capítulo: A reprovação a Judas e a chegada dos camponeses de Yokhanan (Giocana).

Data da visão: Quarta-feira, 27 de junho de 1945.

Calendário: Quinta-feira, 30 de março de 28 (17 Nissan 3788)

Local (mapa): Templo de Jerusalém

Ciclo: A segunda viagem pascal

Resumo: O grupo apostólico está no Templo, sem as mulheres. Estão à espera de Pedro, que foi sacrificar um cordeiro. Entretanto, vêem Judas e Tomé vai ouvir o que ele diz, sem esperar pelo acordo de Jesus. O apóstolo dá logo a conhecer a sua presença aos Iscariotes e Judas decide ir com ele ver o resto do grupo. Mas Tomé não é parvo e avisa-o para ter cuidado com o seu comportamento.

Perante o Mestre e os outros, Judas saúda Jesus, mas Jesus fala a sério e diz-lhe que Judas está a fugir dele. Cristo recorda também que ele ignorou Pedro e o grupo no dia do exame de Marziam. Enquanto Judas tenta justificar-se, a criança escapa-se alegremente para ver os camponeses de Doras, e Jesus pede a João de Endor que os retenha um pouco. Segue-se uma repreensão a Judas, que o informa de que não poderá estar presente no dia seguinte para ver os amigos do seu pai. O homem vai-se embora e Jesus pede aos seus amigos que esqueçam o incidente e que não contem nada a Simão Pedro, a João de Endor, a Marziam e à sua mãe.

Por fim, os camponeses de Doras cumprimentam o Mestre e ficam extasiados com a boa saúde de Yabeç, que não esconde a sua afeição pelo seu Jesus. É assim que termina a visão.

Conteúdo do capítulo: 202.1: No pátio do Templo, Judas pavoneia-se entre os escribas. 202.2: Tomé vai ao seu encontro e repreende-o. 202.3: Jesus repreende severamente Judas pela sua ausência e rudeza. 202.4: E pede aos outros que se mantenham em silêncio sobre o incidente. 202.5: Os camponeses notam a felicidade de Marziam.

Edição anterior: Volume 3, capítulo 63

EMF 202.1-2 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Estamos na vigília da Páscoa. Sozinho com os seus apóstolos, porque as mulheres não se uniram ao grupo, Jesus está esperando a volta de Pedro, que foi levar o cordeiro pascal para ser sacrificado. Enquanto estão esperando e Jesus está falando ao menino sobre Salomão, eis que Judas vem atravessando o grande pátio. Ele está com um grupo de jovens, falando com grandes e espalhafatosos gestos e com poses estudadas. Seu manto se agita continuamente e ele o move com a gravidade própria de um sábio… Creio que Cícero não devia ter sido mais pomposo, quando pronunciava os seus discursos…

– Olha lá Judas! –diz Tadeu.

– Está com um grupo de escribas –observa Filipe.

E Tomé diz:

– Vou ouvir o que ele está dizendo –e vai, sem esperar que Jesus diga o seu previsível não.

Jesus… Oh! com que rosto está Jesus! Tem o rosto de um verdadeiro sofrimento e de um severo julgamento. Margziam, que estava olhando para Ele desde antes, enquanto Ele doce e suavemente lhe falava do grande rei de Israel, nota esta mudança, quase fica espantado com ela e sacode a mão de Jesus, para fazê-lo cair em si, e diz:

– Não fiques olhando! Olha para mim, que gosto muito de Ti.

202.2

Tomé consegue chegar perto de Judas, sem ser visto por ele, e o acompanha durante alguns passos. Não sei o que ele ouve dizer, só sei que ele solta uma repentina exclamação, tão alta, que faz que muitos se virem para ele, especialmente Judas, que fica lívido de raiva:

– Mas, que grande quantidade de rabis tem Israel! Eu me felicito contigo, ó nova luz de sabedoria!

– Eu não sou uma pedra. Mas uma esponja. Eu absorvo. E, quando o desejo dos que têm fome de sabedoria o quer, eis que eu me espremo para eles com todos os meus sucos de vida.

Judas está bombástico e desdenhoso.

– Mais me pareces um eco fiel. Contudo, o eco, para continuar a ressoar, precisa estar perto da voz, senão, ele morre, meu amigo. E parece-me que tu estás te afastando dela. Ele está lá. Não queres ir?

Judas se torna de todas as cores, com o rosto cheio de ódio e de repugnância, como em seus piores momentos. Mas ele se domina. E diz:

– Eu vos saúdo, amigos. Eis-me aqui contigo, Tomé, meu caro amigo. Iremos logo ao Mestre. Eu não sabia que Ele estava no Templo. Se eu o tivesse sabido, ter-me-ia posto à procura dele –e passa o braço ao redor das costas de Tomé, como se sentisse por ele um grande afeto.

Anotação

Ele está com um grupo de saforim. Saforim (sopherîms): escribas. Não são nomeados.

EMF 203

O Evangelho como me foi revelado

Detalhe

Título do capítulo : Oração do Senhor

Data da visão: Quinta-feira 28 de junho de 1945

Calendário: Quinta-feira 30 de março de 28 (17 Nissan 3788)

Locais (mapa) : Jerusalém e depois Getsémani

Ciclo: A segunda viagem pascal

Resumo: Jesus deixa a casa onde está hospedado com os apóstolos, exceto Judas, que não está presente. Pede a João de Endor que cuide das mulheres discípulas na sua ausência e vai para o Monte das Oliveiras com os discípulos. No caminho, diz-lhes que quer dar-lhes um grande presente e agradece-lhes o amor que têm por ele.

Enquanto caminham, o Mestre diz-lhes que os apóstolos tiveram de suportar desilusões e provações contínuas, mas que deviam confiar sempre em Deus. Entretanto, diz-lhes que vão para o Monte das Oliveiras, para o Getsémani.

Conteúdo do capítulo: 203.1: Jesus quer estar a sós com os seus apóstolos. 203.2: Vou ensinar-vos a rezar. 203.3: Simão de Jonas transforma-se no Pedro de Jesus. 203.4: Judas, ausente, tornou-se menos bom. Tem ciúmes de Jesus. 203.5: A oração perfeita: quando rezardes, dizei assim. 203.6: Pai nosso: senti que sois filhos. 203.7: Santificado seja o santo e doce Nome. 203.8: Que o reino de Deus venha à terra. 203.9: A obediência perfeita na terra como no céu. 203.10 : O pão quotidiano pedido ao Pai que é bom. 203.11 : A necessidade do perdão. 203.12 : As tentações. A humildade de se conhecer a si mesmo. 203.13: O dom da segunda Páscoa. Regresso ao Getsémani.

Edição anterior: Volume 3, capítulo 64

EMF 203.1 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Jesus sai com os seus de uma casa perto dos muros, e creio que sempre no bairro de Bezeta, a fim de sair para fora dos muros, devendo passar primeiro diante da casa de José, que está próxima da Porta, que eu ouvi ser chamada Porta de Herodes. A cidade está semi-deserta, nesta noite plácida e enluarada. Compreendo que já foi consumada a Páscoa em uma das casas de Lázaro que, contudo, não é, de modo algum, a casa do Cenáculo. Esta é realmente como uma antípoda daquela. Uma está ao norte, a outra ao sul de Jerusalém.

Na porta da casa, Jesus se despede, com garbo gentil, de João de Endor, que Ele deixa como proteção para as mulheres, e a quem agradece por essa proteção. Beija Margziam, que também veio até à porta, e depois põe-se a caminho para fora da Porta chamada Porta de Herodes.

Anotação

Para sair das muralhas, é preciso ainda passar em frente da casa de José, que fica perto da porta que ouvi chamar Porta de Herodes. José de Arimateia, que os tinha convidado na noite anterior.

EMF 203.6 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

“Pai nosso.”

Eu o chamo “Pai.” Pai, Ele é do Verbo, Pai é do Encarnado. Assim quero que o chameis, porque vós sois Um comigo, se permanecerdes em Mim. Houve um tempo em que o homem devia jogar-se de rosto no chão, para suspirar, por entre temores de espanto: “Deus!” Quem não crê em Mim e em minha palavra, ainda está neste temor paralisante… Observai no Templo. Não Deus, mas até a lembrança de Deus está escondida aos olhos dos fiéis, atrás de um tríplice véu. Separações por distância, separações por véus, tudo foi usado e aplicado para dizer a quem reza: “Tu és barro. Ele é Luz. Tu és abjecto. Ele é Santo. Tu és escravo. Ele é Rei.”

Mas agora!… Levantai-vos! Aproximai-vos! Eu sou o Sacerdote Eterno. Eu posso tomar-vos pela mão e dizer: “Vinde.” Eu posso agarrar os véus da tenda e abri-las, escancarando as portas do lugar inacessível, e até agora fechado. Fechado? Por quê? Fechado pela culpa, sim. Mas, mais fechado ainda pelo pensamento aviltado dos homens. Por que fechado, se Deus é Amor, se Deus é Pai? Eu posso, Eu devo, Eu quero levar-vos não para o pó, mas para o azul; não para longe, mas para perto; não em vestes de escravos, mas de filhos, sobre o coração de Deus. “Pai! Pai”, vós dizeis. E não vos canseis de dizer esta palavra. Não sabeis que, cada vez que a dizeis, o Céu cintila pela alegria de Deus? Não diríeis que nesta oração, feita com verdadeiro amor, já teríeis feito a oração agradável ao Senhor? “Pai! Meu Pai! dizem os pequenos a seu pai. É a palavra que aprendem a dizer primeiro: “Mãe, pai.” Vós sois os pequeninos de Deus. Eu vos gerei do velho homem que éreis e que Eu destruí com meu amor, para fazer nascer o homem novo, o cristão. Chamai, pois, com a primeira palavra que os pequeninos conhecem e falam, ao Pai Altíssimo, que está nos Céus.

EMF 204.1-2 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– Que queres, mãe?

– Meu filho, chegaram pagãos com umas mulheres. Dizem que ficaram sabendo por Joana que estavas aqui. Dizem também que Te ficaram esperando durante todos estes dias, perto da fortaleza Antônia…

– Ah! Compreendi! Eu já vou. Onde estão eles?

– Na casa de Lázaro, em seu jardim. Ele é amado pelos romanos e não tem repugnância por eles, como nós temos. Ele os fez entrar, com os seus carros, no amplo jardim, para não escandalizar a ninguém.

– Está bem, mãe.

204.2

São soldados e damas romanas. Eu sei.

– E que quererão de Ti?

– Aquilo que muitos de Israel não querem: Luz.

– Mas, que pensarão sobre como és e quem és? Deus, talvez?

– Deus, do modo deles, sim. Para eles é fácil acolher a ideia de uma encarnação de um deus em carne mortal, mais do que para nós.

– Então, conseguiram crer na tua fé…

– Ainda não, minha mãe. Primeiro é preciso destruir a deles. Por enquanto, Eu sou para eles um sábio, um filósofo, como eles dizem. Mas, ou por este desejo veemente de conhecer doutrinas filosóficas, ou porque essa tendência deles para crer que é possível a encarnação de um deus, Eu sou muito ajudado a levá-los à verdadeira Fé. Podes crer, eles são mais ingênuos, em seus pensamentos, do que muitos em Israel.

– Mas, serão eles sinceros? Dizem que o Batista…

– Não. Se dependesse deles, João estaria livre e em segurança. Quem não é rebelde, é deixado sossegado. Antes, te digo, para eles o ser profeta — eles os chamam de filósofos, porque toda elevação da sabedoria para deles é sempre filosofia — é uma garantia para serem respeitados. Não fiques preocupada, minha mãe. Dali não me virá mal…

– Mas os fariseus… se souberem, que irão dizer, até de Lázaro? Tu… és Tu, e deves levar a palavra ao mundo. Mas Lázaro!… Já é tão ofendido por eles…

– Mas ele é intocável. Eles sabem que ele é protegido por Roma.

– Eu Te deixo, meu Filho. Aí vem Maximino, para levar-te aos pagãos –e Maria, que havia caminhado ao lado de Jesus durante todo aquele tempo, se retira ligeira, indo para a casa de Zelotes, enquanto Jesus entra por um portãozinho de ferro, aberto no muro do jardim, em uma parte mais afastada dele, lá onde o jardim se transforma em pomar, isto é, perto do lugar onde, mais tarde, haveria de ser sepultado Lázaro.

EMF 204.3 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

« Que a luz venha a todos vós!

– Salve, Mestre! –assim o saúda Quintiliano, vestido como civil.

As mulheres se levantam para saudá-lo. São Plautina, Valéria e Lídia, e mais uma, já idosa, que não sei quem seja, se é da mesma condição, ou de condição inferior. Todas estão vestidas de modo muito simples e nada as distingue.

– Nós quisemos ouvir-te. Tu não vieste mais. Eu estava… de guarda à tua chegada. Mas não consegui Te ver.

– Eu também não vi mais um soldado, que me tratou amigavelmente na Porta dos Peixes. Chamava-se Alexandre…

– Alexandre? Não tenho certeza se é aquele. Mas sei que, tempos atrás, tivemos que remover, para acalmar os judeus, um soldado culpado de… ter falado contigo. Agora ele está em Antioquia. Mas talvez volte. Puxa! Como são aborrecidos os… os que querem dar ordens, logo agora que nos estão submetidos! É preciso, então, agir com muita habilidade, antes que as coisas piorem… Eles nos tornam a vida difícil, podes crer… Mas Tu és bom e sábio. Vais falar para nós? Talvez daqui a pouco eu tenha que deixar a Palestina. Gostaria de ter alguma coisa de Ti como lembrança.

– Eu vos falarei. Nunca decepcionei. Que quereis saber? »

Detalhe

Alguns romanos vieram falar com Jesus.

EMF 206.13 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– (...) Quantos há assim, nos dias de hoje, nesta terra à qual Deus enviou o seu Verbo! Aos aliados, aos amigos, aos grandes do seu povo Deus realmente os convidou, por meio dos seus servos, e mais ainda os fará convidar, com um convite insistente, à medida que a hora das minhas núpcias for-se avizinhando. Mas não aceitarão o convite, porque são falsos aliados, falsos amigos, não são grandes senão de nome, pois a baixeza mora neles.

Jesus vai elevando cada vez mais a voz, e seus olhos, à luz de um fogo, que foi aceso entre Ele e os ouvintes, para iluminar a noite, pois nela não há luar, estando a lua em minguante e levantando-se mais tarde, lançam uns lampejos de luz como se fossem duas pedras preciosas.

– Sim, a baixeza mora neles. Por tudo isso, eles não compreendem que é um dever e uma honra para eles que aceitem o convite do Rei.

Soberba, dureza e libidinagem formam um baluarte em seu coração. E — maus como são, — tem ódio de Mim, e por isso não querem vir às minhas núpcias. Não querem vir. Preferem às núpcias os conúbios com a política suja, com o dinheiro ainda mais sujo e com a sujíssima sensualidade. Eles preferem ir fazer os seus cálculos cheios de astúcia, ficar conspirando numa conspiração traiçoeira, preferem o ardil e o delito.

Eu condeno tudo isso em nome de Deus. Odeia-se por isso a voz que fala e as festas a que ela convida. É neste povo que devem ser procurados os que matam os servos de Deus: os Profetas, que são seus servos até hoje, os meus discípulos, que são os servos, de agora em diante. Neste povo é que são escolhidos os que querem trapacear com Deus, e dizem: “Sim, nós vamos”, enquanto, em seu interior, pensam assim: “Não vou, nem por sombra!” De tudo isso há em Israel.

E o Rei do Céu, a fim de que o Filho possa ostentar a magnificência de suas núpcias, mandará recolher nas encruzilhadas aqueles que nem são amigos, que nem são grandes, nem aliados, mas são simplesmente pessoas que vão passando. Já — por minha mão, pela minha mão de Filho e de servo de Deus — a colheita começou.

Sejam quais forem, eles virão… E já vieram. E Eu os ajudo a ficarem limpos e belos para a festa das núpcias. Mas haverá, Oh! para sua infelicidade, haverá quem até da generosidade de Deus, que lhe dá perfumes e vestes reais, para fazê-lo parecer o que ele não é: alguém rico e digno, haverá quem, de toda essa bondade se aproveitará para, como um indigno, seduzir, tirar vantagem… É um indivíduo vesgo de espírito, abraçado pelo polvo repugnante de todos os vícios… e até subtrairá alguns perfumes e vestes para obter com essas coisas algum lucro ilícito, usando delas não para as núpcias do Filho, mas para as suas núpcias com satanás.

Pois bem. Isto acontecerá. Porque muitos são os chamados, mas poucos os que, por saberem perseverar em atender ao chamado, chegam a ser eleitos. Contudo, também acontecerá que a estas hienas, que preferem as podridões a um nutrimento vivo, haverá de ser infligido o castigo de serem tocados para fora do salão do banquete para o meio das trevas e de uma lama de um brejo eterno, onde satanás faz ouvir a sua estridente e horrível risada por todos os triunfos conseguidos contra uma alma, e nos quais se ouve também o eterno pranto desesperado dos mentecaptos, que foram atrás do delito, em vez de acompanharem a Bondade, que os havia chamado.

Detalhe

Jesus acaba de contar a parábola do rei que dá um banquete de casamento ao seu filho. Comenta-a e fala dos que se recusam a ir ao casamento, dos que matam os servos de Deus, do Rei do Céu que vai convidar os transeuntes (pagãos). Fala também dos que vão trair Cristo e menciona o inferno no final do seu discurso.

EMF 207.1 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Simão de Jonas põe-se à frente, unindo-se ao grupo de Jesus e pergunta:

– Por aqui se vai a Belém? João diz que na outra vez o fizera por outra estrada.

– É verdade –diz Jesus–. Mas é porque estávamos vindo de Jerusalém. Indo-se por aqui o caminho é mais curto. No sepulcro de Raquel, que as mulheres querem ver, nós nos separaremos, como decidistes há tempo. Depois, nos reuniremos em Betsur, onde minha mãe deseja permanecer.

Anotação

Vamos daqui para Belém? João diz que, da última vez, tomaram um caminho diferente. Viagem de Jesus, João, Judas e Simão, o Zelota. Cf. EMV 70 a EMV 74.

Encontrar-nos-emos então em Bet-çur: BET-ÇUR: (a casa da sentinela). Betsur (pronuncia-se Betsour) no original de Maria Valtorta. Traduzido por Béthsur (1985) e por Bet-Çur (2016) nas edições francesas. Outras grafias encontradas: Bethsur, Beth-Tsur, Beth-Zur, Bethsour. Atualmente Beit Sur, 6 km a norte de Hebron.

Onde a minha Mãe deseja parar: Para encontrar uma amiga do Templo: Élise. Ver EMV 208 abaixo.

Génesis 35,18-19 - Raquel, a filha mais nova de Labão. Era muito bonita. Jacob encontrou-a no poço onde ela dava de beber aos seus rebanhos, perto de Haran, na Mesopotâmia. Assim que a viu, amou-a. Jacob, que não tinha bens próprios, não podia pagar a quantia que todos os pretendentes davam aos pais de uma rapariga. Por isso, serviu o seu sogro durante 7 anos para conseguir Raquel. Ao mesmo tempo, Jacob, isolado e em fuga, estava feliz por estar ligado a um grupo patriarcal. Fez um contrato e recebeu uma mulher do clã. A partir daí, não podia sair e levar a mulher e os filhos sem autorização, mesmo no fim do contrato. No final dos primeiros 7 anos, Labão enganou Jacob para que casasse com Lia, a sua filha mais velha, que aparentemente era muito menos atraente. O filho de Isaac serviu mais 7 anos para conseguir a mais nova, a única que amava. Raquel tornou-se sua mulher(Génesis 29:1-30), mãe de José(Génesis 30:22-25) e depois de Benjamim; morreu quando Benjamim nasceu(Génesis 35:16-20; 48:7). Jacob sepultou-a um pouco a norte de Éfrata, mais conhecida por Belém. O túmulo ficava num lugar por onde os viajantes passavam no caminho de Betel para Belém (fonte BibleOnLine).

Livro do Génesis 35, 16-19

Gn 35, 16-19 : Partiram de Betel. Ainda faltava um pouco para chegarem a Efrata, quando Raquel deu à luz, e o parto foi doloroso. Durante as dores do parto, a parteira disse-lhe: "Não tenhas medo, porque vais ter outro filho. Quando a sua alma partiu - porque estava a morrer - deu-lhe o nome de Benoni; mas o pai chamou-lhe Benjamim. Raquel morreu e foi sepultada no caminho de Efrata, que é Belém. 20Jacob construiu um monumento sobre a sua sepultura; é o monumento do Túmulo de Raquel, que ainda hoje existe.

EMF 207.2 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Prosseguem a estrada, através do fresco vale que vai na direção leste-oeste. Depois se dirigem levemente para o norte, a fim de costearem uma colina, que vem aparecendo à frente e alcançam assim o caminho que de Jerusalém vai para Belém, justamente perto do cubo, encimado por uma pequena cúpula redonda, que é a da tumba de Raquel. Todos se aproximam dela para rezar com reverência.

– Foi aqui que paramos eu e José… Está tudo igual ao que era naquele tempo. Só a estação é que era diferente. aquele era um dos dias frios do mês de Casleu. Havia chovido e as estradas tinham ficado alagadas. Depois, veio um vento gelado, pois talvez de noite tivesse caído geada. As estradas estavam duras, mas todas com sulcos feitos pelos carros e pelas multidões, e eram como um mar cheio de buracos e o meu burrinho se fatigava muito…

– E tu não, minha mãe?

– Oh! eu Te tinha comigo!… –e olha para Ele com um rosto tão feliz, que comove.

Depois toma de novo a palavra:

– A tarde já vinha chegando e José estava muito preocupado… Um vento cada vez mais forte vinha se levantando, um vento que cortava… As pessoas se apressavam a caminho de Belém, esbarrando umas nas outras, e muitos diziam palavras injuriosas ao meu burrinho, porque ele ia muito devagar, procurando os lugares onde podia pôr os cascos… Mas é que ele parecia que soubesse que havias Tu… e que estavas dormindo o teu último sono no berço do meu seio. Fazia frio… Mas o que eu sentia era um forte calor. Eu percebia que vinhas vindo. Que vinhas vindo? Poderias dizer: “Eu estava lá, minha mãe, com nove meses.” Sim. Mas agora era como se estivesses vindo dos Céus. Os Céus se abaixavam, se abaixavam sobre mim e eu via os esplendores deles… Eu via incendiar-se a Divindade, em sua alegria pelo teu próximo nascimento e aqueles fogos me penetravam, me incendiavam também, me levavam para fora de mim mesma… de tudo… Frio… vento… pessoas… nada! Eu só via a Deus… De vez em quando, com esforço, eu conseguia fazer voltar o meu espírito por sobre a terra, e sorria para José, que tinha medo de que o frio e a fadiga me fizessem mal e ia guiando o burrinho com cuidado, para que ele não tropeçasse, e me envolvia de novo na coberta, para que não me resfriasse… Mas nada podia acontecer. As sacudidas, eu nem percebia. Parecia-me estar andando por um caminho estrelado, por entre nuvens cândidas e sendo sustentada por anjos… E eu sorria… Primeiro para Ti… Eu olhava para Ti, através da barreira da carne e estavas dormindo com os punhozinhos fechados em teu leitozinho de rosas vivas, meu botão de lírio… Depois, sorria para o esposo, que estava tão aflito, tão aflito, para encorajá-lo. Depois para as pessoas, que ainda não sabiam estarem já respirando na áura do Salvador…

Paramos junto à tumba de Raquel para dar um pouco de descanso ao burrinho e para comer um pouco de pão com azeitonas, que eram as nossas provisões de pobres. Mas Eu não tinha fome. Não podia ter fome.

Era alimentada pela minha alegria.