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Notas do tema

Jesus Cristo

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EMF 213.2 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– Na cidade do meu caríssimo discípulo Eu não vou dizer minhas costumeiras palavras de ensinamento. Permaneceremos aqui alguns dias e Eu quero que seja ele quem vo-las diga. Porque daqui é que Eu quero que tenha começo o contato direto, o contato contínuo entre os apóstolos e o povo. Isso foi decidido lá na alta Galileia, e lá já começou a brilhar. Mas a humildade dos meus discípulos fez que depois eles se retirassem para a sombra, porque eles têm medo de não saberem fazê-lo bem e de ficarem usurpando o meu lugar. Não. Eles devem fazê-lo, e o farão bem, e ajudarão ao seu Mestre. Aqui, pois, unindo em um único amor os confins da Galileia e da Fenícia com as terras de Judá, que são as mais meridionais e se limitam com os países do sol e das areias, aqui é que deve ter começo a verdadeira pregação apostólica. Porque o Mestre já não basta para atender às necessidades das multidões. E porque é justo que as águiazinhas deixem o ninho e dêem os seus primeiros vôos, enquanto o sol está com elas, e as asas robustas dele as sustentam.

Por isso Eu, nestes dias, serei vosso amigo e vosso conforto. Eles serão a palavra, e irão espargindo as sementes que Eu lhes dei.

Detalhe

Jesus lança oficialmente a pregação dos apóstolos em Keroth. Eles ajudarão o Mestre no seu apostolado.

Anotação

Quero que se inicie um contacto direto, um contacto contínuo entre os apóstolos e o povo. Isto foi decidido na Alta Galileia e foi aí que se viu a primeira luz. Jesus envia-os a pregar pela primeira vez em EMV 166,2-3. O primeiro sermão é feito por eles em EMV 166,4-12 (especialmente Simão, o Zelota, e João). Foi perto da casa de Elise, na Judeia, que Jesus declarou que já não era suficiente para satisfazer as necessidades das multidões(EMV 209.5).

EMF 213.3 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Agora, escutai. Virá um tempo em que em Israel aparecerão delatores do tesouro e da pátria, e eles, na esperança de se tornarem amigos dos estrangeiros, falarão mal do verdadeiro Sumo Sacerdote, acusando-o de aliança com os inimigos de Israel, e de atos maus contra os filhos de Deus. E, para conseguirem isso, serão capazes de cometer delitos e de atribuir a responsabilidade por eles ao Inocente. E tempo virá, sempre em Israel, no qual, mais ainda que nos tempos de Onias, um infame, conspirando para ser ele o Pontífice, irá procurar os poderosos de Israel e os corromperão com o ouro, ainda mais infame, de suas palavras mentirosas e, ao mesmo tempo, alterará a verdade dos fatos; não falará contra as culpas, mas, pelo contrário, irá atrás de suas indignas metas, pôr-se-á a corromper os costumes, para ter, como presas mais fáceis, os espíritos privados da amizade com Deus. Tudo para atingir a sua meta. E conseguirá. Oh! Com certeza! Porque, se na própria morada do monte Moriá não estão mais os ginásios do ímpio Jasão, eles estão nos corações dos habitantes do monte que, como garantia, estão dispostos a vender uma coisa que é bem mais do que um terreno, e que é a própria consciência deles. Os frutos do erro antigo são vistos agora e, quem tiver olhos para ver, verá isso acontecer no lugar onde deveria haver caridade, pureza, justiça, bondade, religião santa e profunda. Mas, se esses são os frutos que já fazem tremer, os frutos nascidos das sementes destes não só serão objeto de tremor, mas de maldição divina.

E eis-nos chegados à verdadeira profecia. Em verdade Euvos digo: Por aquele que se apoderou de um posto e da confiança, por meio de jogadas calculadas e astutas é que será entregue, por dinheiro, às mãos dos inimigos, o Sumo Sacerdote, o Verdadeiro Sacerdote. Arrastado para a cilada por meio de um gesto de afeto, será mostrado aos carrascos por meio de um gesto de amor, e Ele será morto sem preocupações com a justiça. Que acusações serão feitas a Cristo, pois é de Mim que estou falando, para justificarem o direito de matá-lo? E que sorte estará reservada para os que isso fizerem? Uma sorte, na mesma hora e de horrível justiça. Uma sorte não individual, mas coletiva, para os cúmplices do traidor. Uma sorte mais distante, e ainda mais horrível do que a do homem que o remorso levará a coroar o seu espírito de demônio com um último delito contra si mesmo. Porque aquilo em um momento terminará. Mas este último castigo será longo, terrível. Encontrai-o nesta frase: “E, aceso em ira, ordenou que Andrônico fosse despojado de sua púrpura e morto no lugar onde havia cometido a impiedade contra Onias.” Sim. A raça sacerdotal será punida em seus filhos e também nos executores. E o destino da massa de cúmplices, podeis lê-lo nestas[2] palavras. “A voz deste sangue grita a Mim da terra. Agora, pois, tu serás maldito…” E ela será dita por Deus a todo um povo que não terá sabido guardar o dom do Céu. Porque, se é verdade que Eu vim para redimir, ai daqueles que forem assassinos, e não redimidos, no meio deste povo, que recebeu como primeira redenção a minha Palavra.

Já o disse. Lembrai-vos disso. E, quando ouvirdes dizer que Eu sou um malfeitor, dizei: “Não. Ele já o disse. Isto é o que foi marcado e se está cumprindo. Ele é a Vítima morta pelos pecados do mundo…”

Detalhe

Jesus fala da traição de Judas, que está para vir, e depois expõe o castigo que o apóstolo e Israel receberão por terem rejeitado e traído Cristo.

Anotação

Segundo livro dos Macabeus, 4

2 M 4 : Simão, este informador do tesouro e do seu país, falava mal de Onias: era ele, dizia, que tinha incitado Heliodoro e que era o autor de todo o mal. O benfeitor da cidade, o defensor dos seus concidadãos e o fiel observador das leis, atrevia-se a fazer dele um adversário do Estado. Este ódio foi tão longe que um dos apoiantes de Simão cometeu assassínios. Então Onias, considerando o perigo destas divisões e das explosões de Apolónio, o governador militar da Coele-Síria e da Fenícia, que encorajava a maldade de Simão, foi falar com o rei, não para acusar os seus concidadãos, mas tendo em vista os interesses gerais e particulares de todo o seu povo. Pois via que, sem a intervenção do rei, seria impossível pacificar a situação, e que Simão não desistiria das suas aventuras criminosas.

Mas, após a morte de Seleuco, sucedeu-lhe Antíoco, apelidado de Epífanes, e Jasão, irmão de Onias, tentou usurpar o pontificado. Num encontro com o rei, prometeu-lhe trezentos e sessenta talentos de prata e oitenta talentos retirados de outras receitas. Prometeu também comprometer-se por escrito a pagar mais cento e cinquenta talentos, se lhe fosse permitido estabelecer, por sua própria autoridade e de acordo com os seus desejos, um ginásio com um ephebæum e registar os habitantes de Jerusalém como cidadãos de Antioquia. O rei concordou com tudo. Logo que Jasão obteve o poder, começou a introduzir os costumes gregos entre os seus concidadãos. Aboliu os privilégios que os reis, por humanidade, tinham concedido aos judeus graças à iniciativa de João, pai de Eupólemo, que tinha sido enviado numa embaixada para concluir um tratado de aliança e amizade com os romanos, e, destruindo as instituições legítimas, estabeleceu costumes contrários à lei. Tinha prazer em fundar um ginásio no sopé da Acrópole e criava as crianças mais nobres colocando-as debaixo do seu chapéu. O helenismo cresceu então de tal forma e a inclinação para os costumes estrangeiros, em consequência da excessiva perversidade de Jasão, homem ímpio e de modo algum sumo sacerdote, que os sacerdotes já não mostravam qualquer zelo pelo serviço do altar e, desprezando o templo e negligenciando os sacrifícios, apressavam-se a participar, na palaestra, nos exercícios proscritos pela lei, logo que se ouvia o apelo para lançar o disco. Não prestando atenção às honras do seu país, tinham em grande estima as distinções dos gregos. Em conseqüência, sobrevieram-lhes graves calamidades, e no próprio povo cujo modo de vida imitavam e ao qual desejavam assemelhar-se em tudo, encontraram inimigos e opressores. Pois não se viola impunemente as leis divinas; mas isso é o que os acontecimentos posteriores demonstrarão.

Enquanto se celebravam em Tiro os jogos quinquenais, aos quais o rei assistia, o criminoso Jasão enviou espectadores de Jerusalém, que eram cidadãos de Antioquia, trazendo trezentas dracmas de prata para o sacrifício de Hércules; mas os que as traziam pediram que o dinheiro fosse usado, não para os sacrifícios, o que não era apropriado, mas para cobrir outras despesas. Assim, as trezentas dracmas foram de facto destinadas por quem as enviou para o sacrifício em honra de Hércules; mas foram usadas, de acordo com o desejo de quem as trazia, para a construção de trirremes.

Apolónio, filho de Menesteu, tendo sido enviado para o Egito por ocasião da entronização do rei Ptolomeu Filometor, Antíoco soube que o rei lhe era desfavorável e, desejando ficar a salvo dele, foi para Jope e depois para Jerusalém. Recebido magnificamente por Jasão e por toda a cidade, fez a sua entrada à luz de tochas e entre aclamações; depois conduziu o seu exército para a Fenícia da mesma forma.

Passados três anos, Jasão enviou Menelau, o irmão de Simão acima mencionado, para levar o dinheiro ao rei e pagar as taxas de registo para assuntos importantes. No entanto, Menelau recomendou-se ao rei, honrou-o como um homem de alta posição e fez com que lhe fosse atribuído o pontificado soberano, oferecendo trezentos talentos de prata a mais do que Jasão. Depois de ter recebido do rei as cartas de investidura, regressou a Jerusalém sem nada digno do sacerdócio, mas com os instintos de um tirano cruel e a fúria de uma fera selvagem. Assim, Jasão, que tinha enganado o seu próprio irmão, enganado por sua vez por outro, teve de fugir para a terra dos amonitas. Quanto a Menelau, obteve o poder; mas, como não cumpriu a soma prometida ao rei, apesar das queixas de Sostrato, comandante da Acrópole, responsável pela cobrança dos impostos, ambos foram convocados ao rei.

Menelau deixou o seu irmão Lisímaco no seu lugar como sumo sacerdote, e Sostrato deixou Cratus, governador de Chipre, no seu lugar. Entretanto, os habitantes de Tarso e de Mallas revoltaram-se, porque estas duas cidades tinham sido dadas de presente a Antíoco, a concubina do rei. Por isso, o rei partiu apressadamente para acabar com a sedição, tendo deixado Andrónico, um dos grandes dignitários, como seu lugar-tenente. Menelau, julgando que as circunstâncias eram favoráveis, retirou do templo alguns vasos de ouro e entregou-os a Andrónico, conseguindo vender outros a Tiro e às cidades vizinhas.

Quando Onias soube com certeza que Menelau tinha cometido este novo crime, censurou-o por isso, depois de se ter retirado para um lugar de refúgio em Dafne, perto de Antioquia. Menelau, então, chamou Andrónico à parte e instou-o a matar Onias. Andrónico foi então ter com Onias e, usando de artifícios, jurou sobre a sua mão direita; depois, embora desconfiado, convenceu-o a sair do seu refúgio e matou-o imediatamente, sem qualquer respeito pela justiça. Assim, não só os judeus, mas também muitas outras nações ficaram indignadas e tristes com o assassinato injusto desse homem.

Quando o rei regressou da Cilícia, os judeus de Antioquia, juntamente com os gregos que também eram inimigos da violência, foram ter com ele por causa do assassínio injusto de Onias. Antíoco ficou profundamente triste e, movido pela compaixão por Onias, derramou lágrimas ao lembrar-se da moderação e da conduta sábia do falecido. Vermelho de cólera, mandou imediatamente despojar Andrónico da sua púrpura, rasgou-lhe as vestes e, depois de o ter feito percorrer toda a cidade, degradou o patife no próprio local onde ele tinha perpetrado o seu ímpio ataque a Onias, tendo o Senhor aplicado-lhe assim um justo castigo.

Ora, quando Lisímaco, de acordo com Menelau, cometeu um grande número de roubos sacrílegos na cidade e a notícia se espalhou, o povo levantou-se contra Lisímaco, embora muitos vasos de ouro já tivessem sido espalhados. Quando Lisímaco viu que a multidão se tinha agitado e que os seus ânimos estavam inflamados, armou cerca de três mil homens e começou a cometer actos de violência sob o comando de um certo Tirano, um homem de idade avançada e não menos perverso. Mas quando ouviram falar do ataque de Lisímaco, uns agarraram em pedras, outros em grandes paus, e outros ainda apanharam cinzas que estavam por perto e atiraram-nas tumultuosamente contra os apoiantes de Lisímaco. Desta forma, feriram muitos dos seus homens, mataram vários deles, puseram todos os outros em fuga e abateram o próprio sacrílego junto ao tesouro do templo.

Com base nestes factos, iniciou-se então uma investigação contra Menelau. Quando o rei chegou a Tiro, os três homens enviados pelos anciãos explicaram-lhe a justiça do seu caso. Vendo-se convencido, Menelau prometeu a Ptolomeu, filho de Dorymene, uma grande soma de dinheiro para que o rei o favorecesse. Ptolomeu levou então o rei para debaixo do peristilo, como que para se refrescar, e fê-lo mudar de ideias. O rei declarou Menelau inocente das acusações que lhe eram feitas, apesar de ser culpado de todos os crimes, e condenou à morte homens infelizes que, se tivessem defendido a sua causa mesmo perante os citas, teriam sido considerados inocentes; e homens que tinham defendido a cidade, o povo e os objectos sagrados, sofreram sem demora este castigo injusto. Os próprios tírios ficaram indignados e deram às vítimas um magnífico funeral. Quanto a Menelau, graças à cobiça dos poderosos, manteve a sua dignidade, crescendo na malícia e no flagelo cruel dos seus concidadãos.

Livro do Génesis 4, 10-11

Gn 4, 10-11 : O Senhor disse: "Que fizeste? A voz do sangue do teu irmão clama desde a terra até mim. Agora és amaldiçoado pela terra, que abriu a boca para receber da tua mão o sangue do teu irmão".

EMF 213.4 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

A sinagoga se esvazia, e todos saem falando e gesticulando, e o seu assunto é a profecia e a estima que Jesus tem por Judas. Os habitantes de Keriot estão exaltados pela honra que lhes deu o Messias, ao escolher a terra de um apóstolo, e logo do apóstolo de Keriot, para iniciar lá o ministério apostólico, e começando pelo dom da profecia. Ainda que seja triste, é uma grande honra tê-la ouvido e, ainda mais, com as palavras de amor que a precederam…

Na sinagoga ficam Jesus e os grupo dos apóstolos. E passam para o pequeno jardim, que fica entre a sinagoga e a casa do sinagogo. Judas sentou-se e está chorando.

– Por que estás chorando? Não vejo motivo para isso… –diz o outro Judas.

– Mas vede bem. Quase que eu faria também o que ele está fazendo. Vós ouvistes? Agora é preciso que falemoos nós… –diz Pedro.

– Mas nós já falamos um pouco lá no monte. Sempre o iremos fazendo melhor. Tu e João logo já fostes capazes –diz Tiago de Zebedeu para encorajar.

– O pior é comigo… mas Deus me ajudará. Não é mesmo, Mestre? –pergunta André.

Jesus estava enrolando os rolos, que ia levando consigo, vira-se e diz:

– Que é que estáveis dizendo?

– Que Deus me ajudará, quando eu tiver que falar. Eu procurarei repetir as tuas palavras do melhor modo que eu puder. Mas meu irmão está com medo e Judas está chorando.

– Estás chorando? Por quê? –pergunta Jesus,

– Porque verdadeiramente eu pequei. André e Tomé o podem dizer. Eu falei mal de Ti e Tu me fizestes bem, ao chamar-me de “caríssimo discípulo” e querendo que eu seja mestre aqui… Quanto amor!…

– Não sabias que Eu te amava?

– Sim. Mas… Obrigado, Mestre. Não murmurarei nunca mais, porque realmente eu sou as trevas e Tu és a Luz.

O sinagogo volta, convidando-os a entrar em casa e, enquanto vai, ele diz:

– Estou pensando nas tuas palavras. Se eu compreendi bem, assim como encontraste em Keriot um predileto, nosso Judas de Simão, também profetizas que aqui encontrarás um indigno. Isso me aflige. Mas, menos mal, porque Judas compensará o outro…

– Com todo o meu ser –diz Judas, que já recobrou o domínio de si mesmo.

Jesus nada diz, mas olha para os seus interlocutores, e faz um gesto, abrindo os braços, como para dizer: “Assim é.”

Detalhe

Jesus acaba de lançar a pregação dos apóstolos em Queriote, dizendo: "Na cidade do meu discípulo mais querido, não vou fazer o meu ensino habitual. Ficaremos aqui durante alguns dias e quero que ele vos traga a mensagem. É a partir daqui que quero que se inicie um contacto direto, um contacto contínuo entre os apóstolos e o povo. A pregação terminou.

Anotação

Eu pequei de facto. André e Tomé podem dizê-lo. Falei mal de ti e tu recompensas-me chamando-me "o meu discípulo mais querido" e querendo que eu ensine aqui... Que amor! falou Judas em EMV 210.

EMF 214.3-4 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Depois, Judas conta o que fez durante o dia. Compreendi que ele foi avisar à mãe da chegada deles e que depois, começou a falar pelas campinas de Keriot, tendo por companheiro André. Em seguida, ele diz:

– Mas amanhã eu gostaria que viésseis todos: Eu não quero brilhar por mim mesmo. Iremos, quanto possível, um judeu e um galileu. Eu com João, por exemplo e Simão com Tomé. Se o outro Simão viesse! Mas vós dois, (e mostra os filhos de Alfeu), podeis ir juntos. Eu tenho dito, mesmo a quem não queria saber, que vós sois os irmãos do Mestre. E vós dois também (e mostra Filipe e Bartolomeu) podeis ir juntos. Eu tenho dito que Natanael é um rabi que se pôs a acompanhar o Mestre. É uma coisa que impressiona. E… vós três estais sobrando. Mas se Zelotes vier, pode-se fazer uma dupla a mais. Depois nos iremos revezando, porque quero que conheçam a todos vós…

Judas está entusiasmado:

– Eu falei sobre o Decálogo, Mestre, procurando pôr em destaque especialmente aquelas partes nas quais esta região mais falta…

– Não tenhas a mão pesada, Judas. Eu te peço isto. Tem sempre presente que mais consegue a doçura do que a intransigência, e que tu também és homem. Por isso, examina-te, e reflete como é fácil que tu também caias e como te irritas, ao fazeres censuras muito severas –diz Jesus, enquanto a mãe de Judas inclina a cabeça, ficando muito corada.

– Não tenhas medo, Mestre. Eu me esforço por imitar-te em tudo. Mas no povoado, que daqui estamos vendo por aquela porta, (estão comendo com as portas abertas, e vê-se um belo horizonte daqui desta câmara sobrelevada) há um doente que quereria ficar são. Mas, não se pode transportá-lo. Poderias ir comigo?

– Amanhã, Judas. Amanhã cedo, sem falta. E, se houver outros doentes, dizei-me ou trazei-os a Mim.

– Queres mesmo fazer o bem à minha terra, Mestre?

– Sim. Para que não se diga que Eu tenha sido injusto com quem não me fez mal. Eu faço o bem até aos maus! Por que, então, não o faria aos bons de Keriot? Quero deixar uma lembrança indelével de Mim…

– Mas, como? Não voltaremos mais aqui?

– Voltaremos ainda, mas…

214.4

– Aí vem a mãe, a mãe com Simão! –diz o menino, que vê Maria e Simão subindo pela escada que vai para o terraço, no qual está o quarto.

EMF 214.6 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Aquela mulher de Betsur ficou quase doida, por causa da morte de seus filhos, não foi? Mas eu te juro que, às vezes, pensei e penso, quando olho para o meu Judas belo, sadio, inteligente, mas não bom, não virtuoso, não direito de espírito, não sadio em seus sentimentos, que eu preferiria chorá-lo morto, a sabê-lo… a sabê-lo muito desagradável a Deus. Tu, então, dize-me: Que pensas do meu filho? Sê sincera. Há mais de um ano que esta pergunta me vem queimando o coração. Mas, fazer eu esta pergunta a quem? Aos moradores da cidade? Eles não sabiam ainda que o Messias estava na terra e que Judas queria andar na companhia dele. Eu sabia disso. Ele o havia dito, quando veio aqui depois da Páscoa, exaltado, violento como sempre, quando se apodera dele algum capricho e, como sempre, desprezando os conselhos de sua mãe. Perguntar aos amigos dele de Jerusalém? Uma santa prudência e uma piedosa esperança me detinham de fazer isso. Eu não queria dizer a eles, aos quais não posso amar, porque tudo eles são, menos santos, o seguinte: “Judas está acompanhando o Messias.” E eu esperava que aquele capricho acabasse, como muitos outros, como todos os outros, custando talvez lágrimas e desolações como por mais de uma mocinha que, aqui e em outros lugares ele namorou, pensando em si só e depois jamais tomou por esposa.

Não sabes que há lugares aonde ele não vai mais, porque poderia encontrar lá um justo castigo? Também ser ele do Templo foi um capricho dele. Ele não sabe o que quer. Nunca. O pai dele, Deus lhe perdoe, o estragou. Eu nunca tive voz, diante dos dois homens da minha casa. Eu só tive que chorar, e viver com humilhações de toda sorte… Quando Joana morreu — e, ainda que ninguém o dissesse, eu sei que ela morreu de dor, quando, depois de ter esperado durante toda a sua juventude, Judas declarou que ele não queria mulher, ao passo que depois ficou sabido que ele tinha mandado amigos a Jerusalém para perguntarem a uma mulher rica, e que possuía empórios até Chipre para sua filha — eu tive que chorar muito, muito, por causa das censuras da mãe da mocinha morta, como se eu fosse cúmplice do meu filho. Não. Eu não sou. Mas eu nem sou nada para ele.

EMF 215.3 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– O Rabi de Israel é um só. Ele vem justamente para trazer a Boa Nova aos pobres e, quanto mais pobres e pecadores forem, tanto mais Ele os procura e se aproxima deles (...).

– Mas então não vai amealhar dinheiro.

– Não vai à procura de riquezas. É pobre e bom. Considera cheio o dia em que consegue salvar uma alma.

EMF 215.4

O Evangelho como me foi revelado

Citação

É o Messias prometido. E eu vos conjuro, para o vosso bem: ouvi-o! Vós falastes no Batista. Pois bem, eu fui um discípulo dele, e foi ele quem nos mostrou Jesus, quando ia passando, e nos disse: “Ali está o Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo.” E, quando Jesus desceu para ser batizado no Jordão, abriram-se os céus e uma Voz gritou: “Este é o meu Filho amado, no qual ponho as minhas complacências”, e o Amor de Deus desceu sobre a cabeça dele, brilhando, sob a forma de uma pomba.

Detalhe

O André fala sobre o batismo de Jesus.

Anotação

Sobre o batismo de Jesus: Ver EMV 45.

EMF 215.4 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Ele é o nosso Mestre, é o Santo dos santos. O seu dia é passado nos trabalhos do ensinamento. Incansável, Ele vai de lugar em lugar, procurando os corações. Ele passa a noite rezando por vós. Não despreza a mesa e a amizade, mas não para a sua própria vantagem e sim, para fazer que se aproximem os que de outro modo não o fariam. Ele não rejeita os publicanos nem as meretrizes. Mas somente para redimi-los. Ele marca o seu caminho com milagres de redenção e milagres sobre as doenças. A Ele obedecem os ventos e o mar. Mas não precisa de ninguém para operar prodígios, nem de evocar espíritos para conhecer os corações.

EMF 215.5-7 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

« E agora estamos entrando em Betgina. Tu, tu mesmo, Filipe, que estás olhando para Mim com esses olhos suplicantes, tu irás com André pelo povoado. Enquanto vós ides, nós permanecemos junto à fonte ou na praça do povoado.

– Oh! Senhor! Não nos mandes sozinhos. Vem, Tu, conosco! –pedem-lhe os dois.

– Ide, Eu mandei. A obediência vos ajudará mais do que a minha presença.

215.3

… E então, Filipe e André lá se vão, ao acaso, pelo povoado, até encontrarem um pequeno albergue, mais uma estrebaria do que um albergue, e lá dentro estão intermediários, fazendo negócios de cordeiros com alguns pastores. Eles entram e param desorientados no meio do pátio rodeado de pórticos muito rústicos.

Aproxima-se deles o albergador:

– Que desejais? Alojamento?

Os dois se consultam com um olhar, um olhar muito desconfiado. Muito provavelmente deve ter acontecido que, de tudo o que haviam combinado dizer, não encontram mais nenhuma palavra. Mas é o próprio André quem se lembra primeiro, e responde:

– Sim, alojamento para nós e para o Rabi de Israel.

– Qual rabi? Há tantos rabis. Mas são muito senhores. Eles não vêm aos povoados dos pobres, para trazerem sua sabedoria aos pobres. São os pobres que devem ir a eles, e ainda é um favor, quando nos suportam perto deles!

– O Rabi de Israel é um só. Ele vem justamente para trazer a Boa Nova aos pobres e, quanto mais pobres e pecadores forem, tanto mais Ele os procura e se aproxima deles –responde docemente André.

– Mas então não vai amealhar dinheiro.

– Não vai à procura de riquezas. É pobre e bom. Considera cheio o dia em que consegue salvar uma alma –responde ainda André.

– Hum! É a primeira vez que eu ouço dizer que um rabi é bom e pobre. O Batista é pobre, mas é severo. Todos os outros são severos e ricos, ávidos como umas sanguessugas. Vós ouvistes? Vinde aqui vós que andais pelo mundo. Estes homens estão dizendo que há um Mestre pobre e bom, que vem à procura dos pobres e dos pecadores.

– Ah! Deve ser aquele que se veste de branco como um essênio. Eu já o vi, faz algum tempo, em Jericó –diz um dos intermediários.

– Não. Aquele é sozinho. Deve ser aquele de quem falava Tomé, porque, por acaso, ouviu falar dele com os pastores do Líbano –responde um pastor alto e musculoso.

– Sim! Com certeza! E ainda vem até aqui, ele que estava no Líbano! Por estes teus olhos de gato! –exclama outro.

Enquanto o albergador fala com os seus clientes e os escuta, os dois apóstolos ficaram lá, no meio do pátio, como duas estacas.

215.4

Mas, afinal, um homem diz:

– Ei! Vós, Vinde aqui. Quem é? De onde vem esse que vós dizeis?

– É Jesus de José, de Nazaré –diz sério, Filipe, e fica como quem espera ser escarnecido.

Mas André acrescenta:

– É o Messias prometido. E eu vos conjuro, para o vosso bem: ouvi-o! Vós falastes no Batista. Pois bem, eu fui um discípulo dele, e foi ele quem nos mostrou Jesus, quando ia passando, e nos disse: “Ali está o Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo.” E, quando Jesus desceu para ser batizado no Jordão, abriram-se os céus e uma Voz gritou: “Este é o meu Filho amado, no qual ponho as minhas complacências”, e o Amor de Deus desceu sobre a cabeça dele, brilhando, sob a forma de uma pomba.

– Estás vendo? É o Nazareno mesmo! Mas, dizei-me uma coisa, vós que vos dizeis amigos dele…

– Amigos, não: apóstolos, discípulos é o que somos, e mandados por Ele para anunciar sua chegada a fim de que, quem precisa de salvação vá a Ele –corrige André.

– Está bem. Mas, dizei-me uma coisa. Ele é mesmo como alguns dizem, um santo, e mais santo que o Batista, ou é um demônio, como dizem uns outros? Vós, que aqui estais juntos, se sois discípulos dele, não deveríeis estar todos juntos? Dizei porque e com sinceridade. É verdade que Ele é um dissoluto e um beberrão? Que ama as meretrizes e os publicanos? Que Ele é um nigromante e que, durante a noite, evoca os espíritos para saber os segredos corações?

– Mas, por que perguntas isto a estes homens? –pergunta se é verdade que Ele é bom. Estes dois poderão levar a mal e, quando forem embora, irão dizer ao Rabi os nossos maus juízos e seremos amaldiçoados por Ele. Nunca se sabe!… Seja Deus ou o diabo que Ele seja, é melhor tratá-lo bem.

Agora é Filipe que fala:

– Nós vos podemos responder com sinceridade, porque não há nada de feio a esconder. Ele é o nosso Mestre, é o Santo dos santos. O seu dia é passado nos trabalhos do ensinamento. Incansável, Ele vai de lugar em lugar, procurando os corações. Ele passa a noite rezando por vós. Não despreza a mesa e a amizade, mas não para a sua própria vantagem e sim, para fazer que se aproximem os que de outro modo não o fariam. Ele não rejeita os publicanos nem as meretrizes. Mas somente para redimi-los. Ele marca o seu caminho com milagres de redenção e milagres sobre as doenças. A Ele obedecem os ventos e o mar. Mas não precisa de ninguém para operar prodígios, nem de evocar espíritos para conhecer os corações.

– E como pode? Tu disseste que os ventos e o mar lhe obedecem? Mas eles são coisas sem entendimento. Como pode dar ordens a eles? –pergunta o albergador.

– Responde-me, homem: no teu parecer, é mais difícil dar ordens ao vento e ao mar, ou à morte?

– Por Javé! Mas à morte não se dão ordens! No mar se pode jogar azeite, pode-se usar contra ele as velas, pode-se, se tiver juízo, não querer andar sobre ele. Ao vento se podem opor as fechaduras das portas. Mas à morte não se dão ordens. Não há azeite que a acalme. Não há vela que, colocada em nosso barquinho, faça que ele fique tão rápido, que possa escapar da morte. E para ela não existem fechaduras. Quando ela quer vir passa, mesmo se usarmos ferrolhos. E ninguém dá ordens a esta rainha!

– E, no entanto, o mestre lhe dá ordens. Não somente quando ela já está perto. Mas até também quando ela já pegou alguém. Um moço de Naim já estava para ser entregue à boca horrível do sepulcro e Ele disse: “Eu te digo: levanta-te!”, e o jovem voltou à vida. Naim não fica nos confins do mundo. Vós podeis ir lá e ver.

– Mas assim, na presença de todos?

– Sobre a estrada, na presença de toda Naim.

215.5

O albergador e seus clientes olham um para o outro, em silêncio. Depois o albergador diz:

– Não será só para os amigos que Ele faz aquelas coisas?

– Não, homem. Para todos os que crêem nele, e não só para eles. Ele é a Piedade sobre a terra. Ninguém se dirige a Ele sem receber nada. Ouvi, todos vós. Não há entre vós alguém que esteja sofrendo e chorando por doenças na família, por problemas, por remorsos, tentações, ignorâncias? Ide a Ele, o Messias da Boa Nova. Ele está aqui hoje. Amanhã estará noutro lugar. Não deixeis passar, sem vos aproveitardes dela, a Graça do Senhor que passa, diz Filipe, que foi ficando cada vez mais convincente.

O albergador desgrenha os cabelos, abre e fecha a boca, aperta as franjas da cintura… e, finalmente, diz:

– Eu vou experimentar!… Eu tenho uma filha. Até o verão passado, ela estava bem. Depois, tornou-se lunática. Vive como uma fera muda em um canto, fica sempre lá e com dificuldade é que a mãe a pode vestir ou pôr-lhe comida na boca. Os médicos dizem que o cérebro dela se queimou por ter tomado sol demais, e outros dizem que foi por algum amor contrariado. O povo acha que ela está endemoninhada. Mas como, se ela é uma jovenzinha que quase não saiu daqui? Onde foi que esse demônio a pegou? Que diz sobre isso o teu Mestre? Que o demônio pode pegar até um inocente?

Filipe lhe responde com segurança:

– Sim, para atormentar os parentes e levá-los ao desespero.

– E… Ele cura os lunáticos? Poderei esperar isso?

– Deves crer –diz prontamente André.

E conta o milagre dos gerasenos, depois termina:

– Se os que eram uma legião nos corações dos pecadores, tiveram que fugir assim, como não haverá de fugir o que penetrou à força no coração de uma jovenzinha? Eu te digo, homem: para quem espera nele, o impossível se torna fácil como o respirar. Eu vi as obras do meu Senhor e dou testemunho do seu poder.

– Oh! Então, quem de vós pode ir chamá-lo?

– Eu mesmo, homem. Espera-me daqui a pouco.

E André vai sem demora, enquanto Filipe fica falando.

215.6

Quando André vê Jesus, parado debaixo de um alpendre para proteger-se do sol implacável, que enche a pequena praça do povoado, corre ao encontro dele, e lhe diz:

– Vem, vem, Mestre. A filha do albergador é lunática. O pai te pede que a cures.

– Mas ele me conhecia?

– Não, Mestre. Nós procuramos fazer que te conhecesse…

– E o conseguistes. Quando alguém chega a crer que Eu possa curar um mal sem precisar de remédio, já está adiantado na fé. E vós tendes medo de não saber fazer. Que foi que dissestes?

– Eu nem saberia te dizer. Nós dissemos o que pensamos de Ti e de tuas obras. Sobretudo, dissemos que Tu és o Amor e a Piedade. O mundo te conhece tão mal!

– Mas vós me conheceis bem. É o que basta.

215.7

Chegaram ao pequeno albergue. Todos os clientes estão à porta, cheios de curiosidade, e no meio, com Filipe, está o albergador, que continua a falar consigo mesmo.

Quando ele vê Jesus, corre ao encontro dele, dizendo:

– Mestre, Senhor, Jesus… eu…eu creio, eu creio tanto que Tu és Tu, que sabes tudo, que tudo vês, que tudo conheces, que tudo podes e tanto eu creio, que te digo: Tem piedade da minha filha, ainda que eu tenha muitas culpas no meu coração. Que não caia sobre a minha filha o castigo por ter sido eu desonesto na minha profissão. Mas juro que não serei mais avarento. Tu estás vendo o meu coração com o seu passado e com o pensamento que agora tem. Perdão e piedade, Mestre, e eu falarei de Ti a todos os que vierem até à minha casa.

O homem está de joelhos.

Jesus lhe diz:

– Levanta-te, e persevera nos sentimentos de agora. Leva-me à tua filha.

– É uma estrebaria, Senhor. O mormaço faz que ela fique ainda mais doente. E ela não quer sair.

– Não importa. Eu irei até onde ela está. Não é o mormaço. É que o demônio percebe que Eu estou chegando.

Entram no pátio e dele passam para uma estrebaria escura e todos vão atrás. A moça, despenteada, muito magra, está se agitando no canto mais escuro e, logo que vê Jesus, grita:

– Para trás, para trás! Não me venhas perturbar. Tu és o Cristo do Senhor e eu um dos golpeados por Ti. Deixa-me sossegado. Por que sempre vens atrás de meus passos?

– Sai dela. Vai-te embora. Eu o quero. Entrega a Deus a tua presa e cala-te!

Um urro dilacerante, um pulo e o relaxar-se de um corpo sobre a palha… e depois se ouvem, calmas, tristes, admiradas, as perguntas: “Onde é que estou? Por que é que estou aqui? Quem são estas pessoas?” e depois esta invocação “Mamãe” da jovem que se sente envergonhada por estar sem véu e com uma veste rasgada, diante da vista de muitos olhos estranhos.

– Oh! Senhor Eterno! Mas ela está curada!…

E, coisa estranha de ver-se no rubicundo e corado albergador, um pranto de menino… Ele está feliz, e chora sem saber de nada mais, a não ser beijar as mãos de Jesus, enquanto a mãe chora, no meio de uma coroa de filhos assombrados, e beija a sua primogênita, que ficou livre do demônio.

Os presentes estão todos num vozear e outros estão chegando para ver o prodígio. O curral está cheio.

– Fica conosco, Senhor. A tarde está chegando. Permanece debaixo do meu teto.

– Homem, nós somos treze.

– Ainda que fôsseis trezentos, não faria mal. Eu sei o que queres dizer. Mas o Samuel, avarento e desonesto, morreu, Senhor. Foi-se embora também o meu demônio. Agora, aqui está um novo Samuel. Continuará a ser o albergador. Mas como um santo. Vem, vem comigo, para que eu te honre como a um rei, como a um deus. Pois Tu o és. Oh! Bendito seja o sol de hoje que te trouxe a mim.

Anotação

Mencionou João Batista. Pois bem, eu estava com ele e foi ele quem nos indicou Jesus, que passava por ali, dizendo: «Eis o Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo.» » Quando Jesus desceu ao Jordão para ali ser batizado, os Céus abriram-se e uma voz clamou: «Eis o meu Filho amado, em quem me complaci», e o amor de Deus desceu na forma de uma pomba para resplandecer sobre a sua cabeça. Cf. EMV 45.

Estavam prestes a colocar um jovem de Naim na horrível boca do túmulo, quando Ele ordenou: «Digo-te: levanta-te!», e o jovem voltou à vida. Naim não fica no fim do mundo. Podem ir ver. Cf. EMV 189.

Conta-se então o milagre dos gerasenos. Cf. EMV 186 ou a palavra-chave «os possuídos de Gerasa».

EMF 215.5 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Ouvi, todos vós. Não há entre vós alguém que esteja sofrendo e chorando por doenças na família, por problemas, por remorsos, tentações, ignorâncias? Ide a Ele, o Messias da Boa Nova. Ele está aqui hoje. Amanhã estará noutro lugar. Não deixeis passar, sem vos aproveitardes dela, a Graça do Senhor que passa, diz Filipe, que foi ficando cada vez mais convincente.