EMF 133.1
O Evangelho como me foi revelado
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Notas da palavra-chave
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EMF 133.1
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EMF 137
Jesus regressa a La Belle-Eau. Manda Judas fazer algumas compras urgentes. André fala com o Mestre, confidenciando-lhe o seu sofrimento: a mulher velada, Aglaia, já não está lá, porque os fariseus a atacaram. Teme que ela não se salve, mas Cristo garante-lhe que ela não está morta e que se salvará. O Senhor pergunta-lhe se quer saber como é que isso vai acontecer, e André não quer saber: fica satisfeito com as palavras e a promessa de Cristo. O seu Mestre fica contente e diz que esse é o privilégio do verdadeiro apóstolo, que não deve procurar saber como é que ele salva as almas. Desta forma, Jesus dá uma lição sobre os sacerdotes. Depois Jesus pergunta por Aglaia e André explica-lhe o que aconteceu. Os fariseus atacaram-na na sua ausência e ela fugiu. Entretanto, Judas regressou e revelou que os fariseus tinham montado uma armadilha. Interrompeu um escriba que estava a insultar Jesus, depois lembrou-se que a violência não era boa e deixou-o ir. Pedro ficou muito satisfeito com a sua atitude e tê-lo-ia ajudado, mas a atitude vingativa dos Doze não agrada ao Mestre, que os repreende. Diz-lhes que vai enfrentar os fariseus, o que de facto acontece. Pede-lhes que não lutem contra ele, a Palavra de Deus, mas o grupo prefere amaldiçoá-los e ordena-lhe que se vá embora. Assim, Jesus parte amanhã, depois de saudar as pessoas de bem que aqui se encontram.
EMF 137.1
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EMF 138
Despedida das almas de Belle-Eau. O administrador explica o que se passou com Aglaé e o Mestre abençoa a sua retidão. Jesus fala depois com os apóstolos no caminho: diz-lhes que não quer um reino humano e que não o conquistará pela violência. Por fim, Jesus vai consolar o chefe da sinagoga de Belle-Eau. Ele ia ser amaldiçoado pelo Sinédrio e, por isso, ia ser destituído do seu cargo. Este homem, na sua humildade, acredita que já não poderá olhar para Deus e lamenta, não a perda da sua posição de prestígio, mas a perda da sua amizade com Deus. Por isso, é dominado por escrúpulos, e Jesus assegura-lhe que não pecou. A condenação do Sinédrio vai cair, mas Cristo convida-o a seguir os seus passos e Timão fica feliz.
EMF 138.3
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EMF 140.3
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EMF 156.4
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EMF 216.2 · Volume 3
Jesus vai, pois, pelo meio das messes. O dia está quente. A região, deserta. Não se vê um homem pelos campos. Só espigas maduras e árvores aqui e ali. Sol, grãos, passarinhos, lagartixas, moitas verdes, com as folhas imóveis no ar tranquilo: isto é o que eu vejo ao redor de Jesus. Para os lados das duas extremidades da estrada mestra, que Jesus vai percorrendo, e que é como uma fita poeirenta e deslumbrante, por entre o ondular dos trigais, há de um lado um pequeno povoado e do outro uma fazenda. Nada mais.
Todos vão andando em silêncio, sob o intenso calor. Eles tiraram seus mantos, mas certamente ainda estão sentindo calor como antes, pois estão com roupas de lã, ainda que leves. Só Jesus, os dois primos e Judas Iscariotes é que estão vestidos de linho branco ou cânhamo. Com certeza, a veste de Jesus e a de Iscariotes são de linho branco. As outras, dos filhos de Alfeu, pela sua espessura me parecem mais pesadas do que as de linho e são tingidas com uma cor de marfim carregada, justamente como a que tem o cânhamo, quando não alvejado. Os outros vão como de costume, enxugando o suor com o pano de linho, que lhes serve de véu para a cabeça.
Chegam a um pequeno grupo de árvores, em uma encruzilhada. Param debaixo daquela sombra e, com avidez, bebem de seus odres.
– Está quente, como se tivesse sido tirada do fogo –resmunga Pedro.
– Se aqui houvesse pelo menos um riacho. Mas nada, nada! –suspira Bartolomeu–. Daqui a pouco, não tenho mais nada.
– Estou quase dizendo que é melhor a montanha –geme Tiago de Zebedeu, congestionado pelo calor.
– Melhor do que tudo é a barca. Fresca, cômoda, limpa ah!
O coração de Pedro se lembra do seu lago e de sua barca.
– Todos vós tendes razão. Mas os pecadores estão tanto na montanha, como na planície. Se não nos tivessem expulsado de Águas Belas, e nos perseguido, vindo atrás de nós, Eu teria vindo aqui entre os meses de Tebet e Shebat. Mas, logo estaremos andando ao longo da beira-mar. Lá o ar é temperado pelo vento do largo –anima-os Jesus.
Referência à Belle-Eau enquanto os apóstolos caminham sob um calor sufocante.
Se não nos tivessem expulsado da Belle Eau e se não estivessem sempre no nosso encalço, eu teria vindo para cá entre Tébet e Shebat. No início de janeiro. Os discípulos expulsos da «Belle Eau», uma propriedade de Lázaro nas margens do Jordão, cf. EMV 133.5-7, quando os apóstolos tomam conhecimento da ameaça. São expulsos no EMV 137, especialmente no EMV 137.5.