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Notas da palavra-chave

Templo

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EMF 70.3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Os anjos abandonaram o Templo. Seu aspecto de pureza e santidade está limitado às paredes. Aqueles que deviam dar-lhe a alma — porque cada lugar tem sua alma, ou seja, o espírito para o qual ele foi erguido, e o Templo tem, deveria ter, alma de oração e santidade — são os primeiros a tirar-lhe. Não se pode dar o que não se tem, João. E, se muitos são os sacerdotes e os levitas que lá vivem, deles não há nem um décimo que seja apto para dar vida ao Lugar Santo. Morte é o que dão. Comunicam a ele a morte que está no seu espírito, morto ao que é santo. Eles têm as fórmulas. Mas não têm a vida delas. São cadáveres que estão quentes só pela putrefação que os está inchando.

Palavras-chave

EMF 78.6

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– Deus, diz ainda Davi, de cuja estirpe Eu provenho, como estava predito por aqueles que viram, por sua santidade agradável a Deus e escolhida para falar de Deus, “escolheu somente um… meu filho… mas a obra é grandiosa, por que se trata, não de preparar a casa para um homem, mas para Deus.” Assim é. Deus, o Rei dos reis, escolheu somente um: o seu Filho, para construir, nos corações, a sua casa. E já preparou o material. Oh! Quanto ouro de caridade! E cobre, e prata, e ferro, e madeiras raras, e pedras preciosas! Todos estão acumulados em seu Verbo, e Ele os usa para construir em vós a morada de Deus. Mas se o homem não ajuda ao Senhor, inutilmente o Senhor quererá construir a sua casa. Ao ouro se responde com o ouro. À prata com a prata, ao cobre com o cobre, ao ferro com o ferro. Ou seja, dá-se amor por amor, continência para servir a Pureza, constância para ser fiéis, força para não se dobrar. Em seguida levar hoje a pedra, amanhã a madeira: hoje o sacrifício, amanhã a obra, e construir. Sempre construir o templo de Deus em vós.

O Mestre, o Messias, o Rei do eterno Israel, do eterno povo de Deus, vos chama. Mas quer que estejais limpos para a obra. Abaixo as soberbas: a Deus o louvor. Abaixo os pensamentos humanos: de Deus é o Reino. Humildes, dizei Comigo: “Todas as coisas são tuas, ó Pai. Teu é tudo o que é bom. Ensina-nos a conhecer-Te e a servir-Te em verdade.” Dizei: “Quem sou eu?” E reconhecei que sereis alguma coisa, somente quando fordes moradas purificadas, às quais Deus pode descer e nelas descansar.

Sendo todos peregrinos e estrangeiros nesta terra, sabei reunir-vos e ir rumo ao Reino prometido. O caminho são os mandamentos, cumpridos não por temor do castigo, mas por amor a Ti, ó Pai Santo. Arca, um coração perfeito, no qual há o nutritivo maná da sabedoria e onde floresce a vara da vontade pura. E, para que a casa seja luminosa, vinde à Luz do mundo. Eu vo-la trago. Trago-vos a Luz. Nada mais do que isto. Não possuo riquezas e não prometo honras que são da terra. Mas possuo todas as riquezas sobrenaturais do meu Pai, e aos que seguiram a Deus em amor e caridade, Eu prometo a honra eterna do Céu.

A paz esteja convosco.

EMF 132.2

O Evangelho como me foi revelado

EMF 169.7

O Evangelho como me foi revelado

Tradução em curso

Palavras-chave

EMF 196.7-8 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– Mas não seria mais bonito continuar a lição do Mestre, em vez de ficarmos parecendo uns cabritos irritados? –pergunta o pacífico Tomé.

– É verdade, Mestre. Continua a falar-nos de tua mãe. É tão cheia de luz a sua infância. Ela nos torna a alma virgem por reflexo e eu, um pobre pecador, tenho tanta necessidade disso! –exclama Mateus.

– Que é que Eu vos devo dizer? Há tantos episódios, um mais doce do que o outro…

– Ela os contou?

– Alguns. Mas muitos mais José: foi a mais bela narração feita a Mim quando criança, e também Alfeu de Sara, que era pouco mais velho que minha mãe e foi amigo dela nos breves anos em que ela esteve em Nazaré.

– Oh! Então, conta… –suplica-lhe João.

Todos se põem ao redor dele, sentados à sombra das oliveiras, com Jabé no centro, olhando fixamente para Jesus, como se estivesse ouvindo uma paradisíaca lenda.

– Eu vos falarei da lição de castidade que deu minha mãe, poucos dias antes de ir para o Templo, ao seu pequeno amigo e a muitos outros.

Havia-se casado naquele dia uma moça de Nazaré, parente de Sara, e Joaquim e Ana também tinham sido convidados para a festa das núpcias.Com eles foi a pequena Maria que, junto com outras crianças, tinha o encargo de jogar pétalas desfolhadas sobre caminho da esposa. Dizem que era belíssima de pequena, e todos a disputavam, depois da festiva entrada da noiva. Era muito difícil ver Maria, porque ela vivia sempre em casa, pois gostava muito de uma pequena gruta que dizia ser a “dos seus esponsais”, mais do que qualquer outro lugar. Por isso, quando era vista — loura, rosada e graciosa —, era cumulada de carícias. Chamavam-na de “A Flor de Nazaré”, ou então “A Pérola da Galileia”, ou ainda “A Paz de Deus”, lembrando o enorme arco-íris, que se tinha formado, de repente, ao primeiro vagido dela. E ela era, de fato, tudo o que diziam e mais ainda. É a Flor do Céu e da Criação, é a Pérola do Paraíso, e a Paz de Deus… Sim, a Paz. Eu sou o Pacífico, porque sou Filho do Pai e filho de Maria: A Paz Infinita e a Paz Suave.

Naquele dia todos a queriam beijar e tomar no colo. E ela, esquivando-se aos beijos e aos contatos, disse com uma delicada gravidade: “Eu vos peço: Não me amarroteis.” Eles pensaram que Ela estava falando de sua veste de linho, cingida à cintura com uma faixa azul, e também nos pequenos pulsos, no pescoço, ou então da pequena grinalda com florzinhas azuis com que Ana a tinha coroado, para conservar em seu lugar os cachinhos do cabelo.

E, assim pensando, eles lhe garantiram que não amarrotariam nem a veste nem a grinalda.

Mas ela, segura, como uma pequena mulher de três anos, de pé, no meio de um círculo de adultos, disse-lhes séria: “Não estou pensando no que se repara. Estou falando da minha alma. Ela é de Deus. E não quer ser tocada, a não ser por Deus.” Então lhe disseram: “Nós beijamos a ti, não a tua alma.” E Ela: “O meu corpo é templo da alma, e o sacerdote nele é o espírito. O povo não é admitido no recinto sacerdotal. Eu vo-lo peço. Não entreis no recinto de Deus.”

Alfeu, que já tinha então mais de oito anos, e que a amava muito, encontrando-a perto da pequena gruta, ocupada em apanhar flores, lhe perguntou: “Maria, quando fores mulher, não me quererias como esposo?” Nele ainda estava viva a lembrança da festa de núpcias à qual estivera presente. E ela: “Eu te amo muito. Mas, não olho para ti como para um homem. Vou dizer-te um segredo. Eu só vejo a alma dos vivos. Aquela eu amo de todo o coração. Mas, nada mais eu vejo senão Deus, como ‘Verdadeiro Vivente’ ao qual poderei entregar-me a mim mesma.”

Aí está um episódio.

– “Verdadeiro Vivente!” Sabes que esta é uma palavra profunda!

–exclama Bartolomeu.

E Jesus, com humildade e com um sorriso:

– Ela era a mãe da Sabedoria.

– Era?… Mas não estava só com três anos?

– Era. Desde a sua concepção, eu já vivia nela, sendo eu Deus[4] , em sua Unidade e Trindade perfeitíssima.

196.8

– Mas, desculpa-me se eu, um culpado, ouso falar: então Joaquim e Ana sabiam que Ela era a virgem escolhida? –pergunta Judas Iscariotes.

– Eles não sabiam.

– E então, como é que Joaquim pôde dizer que Deus a tinha salvado com antecipação? Isto não se refere ao privilegio dela quanto à culpa?

– Refere-se. Mas Joaquim falava pela boca de Deus, como todos os profetas. Ele também não compreendeu a sublime verdade sobrenatural, que o espírito punha em seus lábios. Porque Joaquim era um justo. A ponto de merecer aquela paternidade. E era um homem humilde. Pois não há justiça onde existe soberba. Ele era justo e humilde. Consolou a filha por seu amor de pai. Instruiu-a pela sabedoria de sacerdote, pois ele o era, na qualidade de tutor da Arca de Deus. Ele a consagrou como Pontífice, com o mais honroso dos títulos: “A sem Mancha.” Dia virá em que um outro já encanecido sacerdote dirá ao mundo: “Ela é a concebida sem pecado”, e entregará ao mundo dos crentes esta verdade, como um artigo de fé incontestável, para que no mundo que virá, um mundo que se irá afundando sempre mais numa situação cinzenta e nebulosa, de heresias e de vícios, possa brilhar, plenamente conhecida, a Toda Bela de Deus, coroada de estrelas, vestida com a luz da Lua, que é menos pura que a Dela, apoiada sobre os astros, Rainha de todo Criado e do Incriado. Porque Deus-Rei tem Maria por Rainha, no seu Reino.

– Então, Joaquim era um profeta?

– Era um justo. Sua alma disse como um eco, aquilo que Deus dizia à sua alma amada por Deus.

Detalhe

Mateus pede a Jesus que fale da sua Mãe.

Anotação

Vou falar-vos da lição de castidade que a minha Mãe deu, alguns dias antes de entrar no Templo, ao seu namorado e a muitos outros. Provavelmente Alphée de Sara.

Eu era Deus nela, desde o momento da sua conceção, na sua Unidade e na sua Trindade perfeitíssima. Deus nela: Maria Valtorta anota numa cópia dactilografada: Maria, santuário perpétuo e puríssimo no qual o Deus uno e trino fez a sua perpétua morada, nunca foi separada da Sabedoria: o Verbo de Deus estava sempre nela, verdadeira Arca que transporta o Verbo eterno, e nenhuma criatura conhecia tão bem como ela este Verbo que é a Sabedoria divina, que devia encarnar nela, e que devia ainda e sempre permanecer nela.

O dogma da Imaculada Conceição foi proclamado por Pio IX a 8 de dezembro de 1854 na bula Ineffabilis Deus. Este dogma foi objeto de controvérsia durante séculos e foi uma das razões da oposição feroz da teologia estabelecida a Maria de Ágreda, que exprimiu esta revelação nas suas visões.

(...) A Toda Bela de Deus, coroada de estrelas, vestida com os raios da lua menos pura que ela, e sustentada pelas estrelas, a Rainha do criado e do incriado; porque no seu Reino, Deus Rei tem Maria como sua Rainha. Cf. Apocalipse 12, 1-2.

Livro do Apocalipse 12, 1-2

Ap 12, 1-2: "Apareceu um grande sinal no céu: uma mulher vestida de sol, com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça. Ela estava grávida e gritava com dores de parto e dores de parto".

EMF 204.4-5.8 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Plautina se levanta de novo, e diz:

– Estive pensando muito… teria que conhecer tantas coisas… tudo, para julgar. Mas, se me for permitido fazer uma pergunta, eu gostaria de saber como é que se constrói uma fé, a tua, por exemplo, sobre um terreno que Tu disseste que está destituído da verdadeira fé. Disseste que as nossas crenças são vazias. Então, ficamos sem nada. Como chegar a ter fé?

– Vou tomar como exemplo uma coisa que vós tendes. Os templos. Os vossos edifícios sagrados, verdadeiramente belos e cuja única imperfeição é a de serem dedicados ao nada, eles vos podem ensinar como é que se pode chegar a ter uma fé e onde colocar a fé. Vede bem. Onde são eles construídos? Que lugar é possivelmente escolhido para eles? Como são construídos? Geralmente estão em áreas espaçosas, livres e elevadas. E, se não for espaçosa e livre, então se faz que fique sendo, faz-se a demolição de tudo o que a estorva ou que lhe cria obstáculos. Se o lugar não é elevado, então se faz que fique mais alto, construindo pedestais mais altos que os de costume, de três degraus, que são usados para os templos já colocados sobre alguma elevação natural. Fechados em um recinto sagrado, quase sempre formado por colunatas e pórticos, dentro dos quais estão encerradas as árvores consagradas aos deuses, fontes e altares, as estátuas e estelas são precedidas somente pelo propileu, depois do qual está o altar, onde são feitas as preces ao nume. Diante deste, há um lugar para o sacrifício, porque o sacrifício vem antes da oração. Muitas vezes, e especialmente nos mais grandiosos, o peristilo os circunda de uma grinalda de mármores preciosos. Na parte interna, há um vestíbulo anterior, externo ou interno em relação ao peristilo, a cela do nume e o vestíbulo posterior. Mármores, estátuas, frontões, acrotérios e tímpanos, todos limpos, preciosos, decorados, que fazem do templo um edifício muito nobre até para as vistas mais incultas. Não é assim?

– Assim é, Mestre. Tu os viste e estudaste muito bem –confirma e elogia Plautina.

– Mas, pelo que consta, nunca saíste da Palestina –exclama Quintiliano.

– Não saí nunca para ir a Roma nem a Atenas. Mas não ignoro a arquitetura da Grécia nem a de Roma, nem o gênio do homem que decorou o Partenon. Eu estava presente, porque Eu estou em toda parte, onde há vida e manifestação de vida. Lá, onde um sábio estiver pensando, um escultor esculpindo, um poeta compondo, uma mãe cantando sobre um berço, um homem se cansando sobre os sulcos, um médico lutando contra as doenças, um vivente respirando, um animal vivendo, uma árvore vegetando, lá estou Eu junto com Aquele do qual Eu venho. No estrondo do terremoto ou no fragor dos raios, na luz das estrelas ou no fluxo das marés, no vôo da águia ou no zumbido do mosquito, Eu estou com o Criador Altíssimo.

– De forma que… Tu… Tu sabes tudo? E o pensamento e as obras dos homens? –pergunta Quintiliano.

– Eu sei.

Os romanos olham um para o outro, assombrados.

204.5

Um longo silêncio, e depois, timidamente, Valéria faz este pedido:

– Desenvolve o teu pensamento, Mestre, para que saibamos o que fazer.

– Sim. A fé se constrói, como se constróem os templos, dos quais tanto vos orgulhais. Faz-se espaço para o templo e liberdade ao redor dele. E se procura uma elevação para ele.

– Mas, onde é que está o templo, para que nele se coloque a fé, esta verdadeira deidade? –pergunta Plautina.

– Não é uma deidade a fé, Plautina. É uma virtude. Não existem deidades na verdadeira fé. Mas só há um único e verdadeiro Deus. (...)

204.8 – Como é que podemos dar espaço, liberdade e elevação para a alma?

– Destruindo as coisas inúteis que tendes no vosso eu. Livrando-o de todas as ideia s erradas e, com os detritos dessas demolições, fazer uma elevação para o templo soberano. A alma vai sendo levada cada vez mais para o alto, pelos três degraus.

Oh! Vós romanos gostais dos símbolos. Olhai agora os três degraus, à luz do símbolo. Eles podem dizer-vos os seus nomes: penitência, paciência, perseverança. Ou então: humildade, pureza, justiça. Ou ainda: sabedoria, generosidade e misericórdia. Ou enfim o esplendido trinômio: fé, esperança, caridade. Olhai ainda o símbolo da cinta que, adornada e robusta, cinge a área do templo. É preciso saber rodear a alma, rainha do corpo, templo do espírito eterno, com uma barreira que a defenda, sem, no entanto, impedir-lhe os raios da luz, nem oprimi-la com a vista de sujeira. Uma cinta segura e lavrada, livre do desejo do amor ao que é inferior: a carne e o sangue, e voltada para o que é superior: o espírito. Lavra-a com a vontade. Apara-lhe os cantos, cuida das rachaduras, tira as manchas, reforça os veios fracos do mármore de nosso eu, a fim de que ele seja perfeito, ao redor da alma. E, ao mesmo tempo, da cinta colocada como defesa do templo, faze um misericordioso refúgio para os mais infelizes, que não conhecem o que é a caridade. Os pórticos são a efusão do amor, da piedade, do desejo de que os outros venham a Deus, semelhantes a braços amorosos, que servem de véu para o berço de um órfão. E, para lá da cinta, as plantas mais belas e mais cheirosas, homenagem ao Criador. Semeai sobre o terreno, que antes estava nu, e depois, cultivai as plantas, que são as virtudes de todos os nomes. A segunda cinta, viva e florida, ao redor do sacrário. E, entre as plantas, entre as virtudes, estão as fontes, outro amor, outra purificação, antes de aproximar-se do propileu, perto do qual, e antes de subir ao altar, deve-se fazer o sacrifício da carnalidade, um esvaziar-se-se em sangue das luxúrias. E depois ir além, passar ao altar, para aí colocar a oferenda, e depois aproximar-se da cela onde está Deus, superando o vestíbulo. E a cela o que será? Uma abundância de riquezas espirituais, porque nunca nada é demais para fazer cornijas para Deus. Entendestes? –perguntastes-me como se constrói a fé. E Eu vos disse: “Segundo o método pelo qual se levantam os templos.” Vedes que é verdade.»

Detalhe

Plautina, uma senhora romana e, portanto, pagã, dirige-se ao Mestre.