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Notas da palavra-chave

Batismo de Jesus Cristo

Tema: Novo Testamento · Página 1 de 2

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EMF 45.1-5

O Evangelho como me foi revelado

Citação

45.1 Vejo uma planície despovoada, sem cidades e sem vegetação. Não há campos cultivados, e bem poucos e raros são os arbustos reunidos aqui e ali em moitas, como uma das famílias vegetais, nos lugares em que o solo, nas camadas mais profundas está menos árido do que nos outros pontos em geral. Faça de conta que este terreno chamuscado e inculto esteja à minha direita, tendo eu o norte às minhas costas, e que ele se prolongue para o lado sul, em relação a mim.

À esquerda, ao contrário, vejo um rio de margens muito baixas, que corre lentamente, também ele de norte a sul. Pelo movimento vagaroso da água, compreendo que não devem existir desníveis em seu leito e que este rio corre por uma planície de tal maneira plana, que forma uma depressão. Ali há um movimento apenas suficiente para que a água não fique estagnada em um pântano. (A água é pouco profunda, tanto que se pode ver o fundo. Acho que não tem mais do que um metro, no máximo, um metro e meio. Tem uma largura como a do rio Arno, à altura de S. Miniato-Empoli, eu diria, de uns vinte metros. Mas eu não tenho olho bom para calcular distâncias). Também é um rio de águas azuis levemente esverdeadas nas margens, onde pela umidade do solo há uma vegetação densa e agradável à vista, que já ficou cansada de olhar a esqualidez das pedras e da areia que se estende diante dela.

Aquela voz interior, que eu lhe expliquei que ouço, e que me indica o que é que devo anotar e saber, me avisa que o que estou vendo é o vale do Jordão. Eu o chamo de vale, porque é costume falar assim, quando queremos indicar o lugar por onde corre um rio, mas no caso do Jordão, é impróprio chamá-lo assim, porque um vale pressupõe montes, e eu aqui não vejo montes próximos. Mas, em suma, estou junto ao Jordão, e o espaço desolado, que observo à minha direita é o deserto de Judá. Se falamos em deserto para querermos dizer um lugar onde não há casas nem traba­lhos feitos pelo homem, está certo, mas não o é segundo o conceito que nós temos do deserto. Aqui não há areias onduladas do deserto como nós o concebemos, mas somente terra nua, com pedras e detritos espalhados, como são os terrenos aluviais depois de uma cheia. Lá, ao longe, vêem-se algumas colinas.

Também, junto ao Jordão, reina uma grande paz, alguma coisa de especial e de superior ao comum, igual ao que se sente nas margens do lago Trasimeno. É um lugar que parece querer fazer-nos pensar em vôos de anjos e em vozes celestes. Não sei dizer bem o que estou sentindo. Mas me sinto num lugar que nos fala ao espírito.

45.2 Enquanto observo estas coisas, vejo que o cenário vai-se enchendo de gente, ao longo da margem direita (em relação a mim) do Jordão. Há muitos homens, vestidos de maneiras diversas. Alguns parecem homens do povo, outros são ricos e não faltam alguns que parecem ser fariseus, pelas vestes adornadas com franjas e galões.

No meio deles, em pé sobre um penhasco, está um homem que, ainda que seja esta primeira vez que o vejo, reconheço logo que é o Batista. Ele fala à multidão, e eu lhe asseguro que não é uma pregação doce. Jesus chamou Tiago e João de “os filhos do trovão”. Como chamar, então, este veemente orador? João Batista merece o nome de raio, avalanche, terremoto, pois o seu modo de falar e gesticular é muito impetuoso e severo.

Ele fala, anunciando o Messias e exortando o povo a preparar os corações para a sua vinda, arrancando-lhes os embaraços, endireitando-lhes os pensamentos. Mas é um falar vorticoso e rude. O Precursor não tem a mão leve de Jesus, sobre as chagas dos corações. É um médico que tudo descobre, examina, e corta, sem piedade.

45.3 Enquanto o escuto — e não repito as palavras porque são aquelas referidas pelos evangelistas, mas amplificadas em sua impetuosidade — vejo que, ao longo de uma estradinha, pela beira da faixa verde que acompanha o Jordão, vem se aproximando o meu Jesus. Este cami­nho rústico, que é mais um atalho do que um caminho, parece ter-se formado com a passagem das caravanas e das pessoas que, durante anos e séculos, o têm percorrido para alcançar um ponto mais raso do rio e fácil de ser atravessado a vau. O atalho continua do outro lado do rio, e se perde entre o verde dos ribeirinhos.

Jesus está sozinho. Caminha lentamente, avançando em direção às costas de João. Aproxima-se sem fazer barulho e escuta, entretanto, a voz trovejante do Penitente do deserto, como se Jesus fosse um dos muitos que iam a João para serem batizados, a fim de se prepararem para estarem limpos, na chegada do Messias. Nada distingue Jesus dos outros. Nas vestes, Ele parece um dos homens do povo, um senhor no trato e na beleza, mas nenhum sinal divino o diferencia da multidão.

Dir-se-ia, porém, que João está sentindo a emanação de uma espiritualidade especial. Ele se vira e, de imediato, reconhece qual é a fonte daquela emanação. Ele desce impetuosamente do penhasco, que lhe servia de púlpito, e, rapidamente, vai até Jesus, que estava parado a alguns metros do grupo, apoiando-se ao tronco de uma árvore.

45.4 Jesus e João se olham por um momento. Jesus com aquele seu olhar­ azul tão doce. João com seus olhos severos, pretos, cheios de uma luz intensa. Vistos de perto, eles são a antítese um do outro. Os dois são altos (é a única semelhança, em tudo o mais são diferentes). Jesus é loiro, de cabelos compridos e penteados, com um rosto de um branco marfim, de olhos azuis, de roupa simples, mas majestosa. João tem cabelos pretos, que caem lisos sobre as costas, desiguais em comprimento, com uma barba preta e rala, que lhe cobre quase todo o rosto, sem impedir que se possam notar suas faces escavadas pelo jejum, seus olhos pretos e febris, sua pele escura, bronzeada pelo sol e pelas intempéries, A pelugem farta que lhe cobre o corpo seminu, com sua veste de pêlo de camelo, presa à cintura por uma correia de pele, cobrindo o torso, descendo um pouco abaixo dos flancos magros, deixando descobertas as costelas à direita, por onde se vê a pele curtida pelo ar. Os dois, vistos juntos, parecem um anjo e um selvagem.

João, depois de tê-lo perscrutado com seus olhos penetrantes, exclama:

– Eis o Cordeiro de Deus! Como é que o meu Senhor vem a mim?

Jesus lhe responde tranqüilamente:

– É para cumprir o rito da penitência.

– Nunca, meu Senhor. Eu é que devo ir a Ti para ser santificado, e Tu vens a mim?

Jesus, pondo-lhe a mão sobre a cabeça, pois João estava curvado à sua frente, lhe responde:

– Deixa que se faça como Eu quero, para que se cumpra toda a justiça, para que o teu rito se torne o início de um mais alto mistério, e para que seja anunciado aos homens que a Vítima já está no mundo.

45.5 João olha para Ele com uns olhos, que uma lágrima enternece, e o precede em direção à beira do rio, onde Jesus tira o manto e a túnica, ficando com uma espécie de calções curtos, para, depois, descer na água, onde já está João, que o batiza, vertendo-lhe sobre a cabeça a água do rio, apanhada com uma espécie de taça que o Batista traz pendurada na cintura, e que me parece uma concha, ou a metade de uma cabaça seca, da qual foi tirado o miolo.

Jesus é realmente o Cordeiro. Cordeiro na candura da carne, na modéstia do trato, na mansidão do olhar.

Enquanto Jesus torna a subir à beira do rio, depois de se vestir, se recolhe em oração, João o aponta à multidão, dando o testemunho de tê-lo conhecido pelo sinal que o Espírito de Deus lhe tinha dado, sinal infalível do Redentor.

Mas eu me sinto tão atraída por Jesus, ao vê-lo rezando, que não vejo nada, a não ser esta figura de luz, contra o verde da margem.

Anotação

Mateus 3:1-17

Naqueles dias, apareceu João Batista e proclamou no deserto da Judeia: "Arrependei-vos, porque está próximo o Reino dos Céus. É a João que se referem as palavras do profeta Isaías: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas. Ele, João, usava uma veste de pelo de camelo e um cinto de couro à cintura; a sua comida eram gafanhotos e mel silvestre. Então Jerusalém, toda a Judeia e toda a região do Jordão vinham ter com ele, e eram baptizados por ele no Jordão, reconhecendo os seus pecados.

Quando viu que muitos fariseus e saduceus vinham ao seu batismo, disse-lhes: "Raça de víboras! Quem vos ensinou a fugir da ira que há-de vir? Produzi frutos dignos de conversão. Não digais a vós mesmos: "Temos Abraão por pai", porque eu vos digo que Deus pode suscitar filhos a Abraão a partir destas pedras. O machado já está na raiz das árvores: toda a árvore que não der bom fruto será cortada e lançada ao fogo. Eu batizo-vos com água para a conversão. Mas aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu, e eu não sou digno de lhe tirar as sandálias. Ele batizar-vos-á com o Espírito Santo e com o fogo. Ele tem na mão a pá de joeirar, limpará a sua eira e recolherá o seu trigo no celeiro; quanto à palha, queimá-la-á em fogo inextinguível".

Foi então que Jesus apareceu. Ele tinha vindo da Galileia para o Jordão, para ser batizado por João. João queria impedi-lo, dizendo: "Eu é que preciso de ser batizado por ti, e tu é que vens ter comigo! Mas Jesus respondeu: "Deixa estar por agora, pois convém que cumpramos toda a justiça desta maneira". Então João deixou-o fazer isso. Logo que Jesus foi batizado, saiu da água e eis que os céus se abriram e ele viu o Espírito de Deus descer numa pomba e vir sobre ele. E uma voz do céu dizia: "Este é o meu Filho muito amado, em quem me comprazo.

Marcos 1, 9-11

Naqueles dias, Jesus veio de Nazaré, na Galileia, e foi batizado por João no Jordão. E logo que saiu da água, viu os céus abertos e o Espírito descer sobre ele como uma pomba. E ouviu-se uma voz do céu: "Tu és o meu Filho muito amado; em ti me comprazo.

Lucas 3, 1-22

No décimo quinto ano do reinado do imperador Tibério, quando Pôncio Pilatos era governador da Judeia, Herodes governava na Galileia, seu irmão Filipe na terra de Itureia e Traconite, Lisânias em Abilene, e os chefes dos sacerdotes eram Hanão e Caifás, veio a palavra de Deus a João, filho de Zacarias, no deserto. Ele percorreu toda a região do Jordão, proclamando um batismo de conversão para o perdão dos pecados, como está escrito no livro dos oráculos do profeta Isaías: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas. Todas as ravinas se encherão, todos os montes e colinas se abaixarão; os caminhos tortuosos se endireitarão, as veredas rochosas se aplanarão; e todo o ser vivo verá a salvação de Deus. João dizia às multidões que chegavam para serem baptizadas por ele: "Raça de víboras! Quem vos ensinou a fugir da ira que está para vir? Produzi frutos que exprimam a vossa conversão. Não comeceis a dizer para vós mesmos: "Temos Abraão por pai", porque eu vos digo que Deus pode suscitar filhos a Abraão a partir destas pedras. O machado já está na raiz das árvores: toda a árvore que não der bom fruto será cortada e lançada ao fogo.

As multidões perguntaram-lhe: "Então, que devemos fazer? João respondeu-lhes: "Quem tiver duas roupas, reparta com quem não tem nenhuma; e quem tiver comida, faça o mesmo. Alguns cobradores de impostos vieram também para serem baptizados e perguntaram-lhe: "Mestre, que havemos de fazer? Ele respondeu: "Não peçais mais do que aquilo que vos está prescrito. Alguns soldados também lhe perguntaram: "E nós, que devemos fazer? Ele respondeu: "Não façais mal a ninguém, não acuseis ninguém falsamente e contentai-vos com o vosso soldo."

As pessoas estavam à espera e interrogavam-se todas se João não seria o Cristo. Então João disse a todos: "Eu batizo-vos com água, mas vem aí aquele que é mais forte do que eu. Não sou digno de lhe desatar a correia das sandálias. Ele vai batizar-vos com o Espírito Santo e com fogo. Ele tem na mão a pá de joeirar para limpar a sua eira, e recolherá o trigo no seu celeiro; quanto à palha, queimá-la-á em fogo inextinguível."

Com muitas outras exortações, anunciou a Boa Nova ao povo. Herodes, que detinha o poder na Galileia, tinha sido repreendido por João por causa da mulher do seu irmão, Herodíades, e por todas as maldades que tinha cometido. A tudo isto acrescentou o seguinte: mandou encerrar João na prisão.

Enquanto toda a gente estava a ser baptizada, e Jesus estava a rezar depois de ter sido batizado, o céu abriu-se. O Espírito Santo, em forma corpórea, como uma pomba, desceu sobre Jesus, e uma voz veio do céu: "Tu és o meu Filho muito amado; em ti me comprazo.

João 1, 29-34

No dia seguinte, João viu Jesus a aproximar-se dele e disse: "Este é o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo; dele eu disse: 'O homem que vem depois de mim foi antes de mim, porque antes de mim ele existia'. Eu não o conhecia, mas vim batizar em água para que ele seja revelado a Israel. Então João deu este testemunho: "Vi o Espírito descer do céu como uma pomba e permanecer sobre ele. E eu não o conhecia, mas aquele que me enviou a batizar em água disse-me: "Aquele sobre quem vires descer e permanecer o Espírito, esse é que baptiza no Espírito Santo". Eu vi e dou testemunho de que este é o Filho de Deus.

EMF 45.6-7

O Evangelho como me foi revelado

Citação

João não precisava de nenhum sinal. Mas o sinal era necessário para a obtusidade dos outros. Sobre o que teria João baseado a sua afirmação senão sobre uma prova inegável que até os olhos dos lentos e os ouvidos dos aborrecidos tivessem podido perceber?

45.7 Eu também não precisava de batismo. Mas a sabedoria do Senhor tinha julgado ser aquele o momento e o modo de nos encontrarmos. Tirando João da sua caverna, e a Mim da minha casa, Ele nos uniu naquela hora para abrir sobre Mim os Céus, descendo a Pomba divina sobre Aquele que teria de batizar os homens com esta Pomba, e descendo também o anúncio, ainda mais poderoso do que o do anjo, porque era de meu Pai: “Eis o meu Filho dileto, com o qual Eu me comprazo.” Para que os homens não tivessem desculpas ou dúvidas se deveriam seguir-me ou em não.

EMF 47.2

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– João de Zebedeu, sou eu, e este é Tiago, meu irmão. Somos da Galiléia. Somos pescadores. Mas somos também discípulos de João. Ele nos dizia palavras de vida, nós o escutávamos, porque queríamos seguir a Deus e, com a penitência, merecer o seu perdão, preparando os caminhos do coração para a vinda do Messias. Tu és o Messias. João o disse, porque viu o sinal da Pomba pousar sobre Ti. Disse –nos também: “Eis o Cordeiro de Deus.” Eu, então, digo a Ti: Cordeiro de Deus, que tiras os pecados do mundo, dá-nos a paz (...).

Detalhe

João de Zebedeu falou com Jesus e disse

EMF 48.2-3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– Por que vós dois não viestes? –pergunta André. Pedro, amuado, não diz nada.

– E tu, por que não vieste comigo e o Tiago? –responde João a André.

– Eu fui pescar. Não tenho tempo para perder. Tu desapareceste com aquele homem…

– Eu te havia feito sinal para que fosses.

48.3

É Ele mesmo. Se ouvisses que palavras!… Ficamos com Ele o dia todo e até tarde da noite. E agora, viemos dizer-vos: “Vinde.”

– É Ele mesmo? Estais certos disso? Nós só o vimos naquele dia em que o Batista no-lo mostrou.

– É Ele, pois, não o negou.

Detalhe

André está a pescar com Pierre. Estão a voltar para a margem quando João os chama e André interroga-o.

EMF 48.5

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– E tu, André, por que foste tão tolo, para não teres ido com eles?

– Mas, Simão! Tu me censuraste, porque eu não consegui fazer que eles viessem comigo. A noite inteira ficaste resmungando isso, e agora me censuras porque eu não fui com eles?!…

– Tens razão… Mas eu não o tinha visto… E tu, sim… Deves ter visto que Ele não é como nós… Ele deve ter alguma coisa de mais belo do que os outros!…

– Oh! Sim –diz João–. Ele tem um rosto! Uns olhos! Não é verdade, Tiago? Uns olhos! E uma voz!… Oh! Que voz! Quando Ele fala, dá a impressão de que estás no Paraíso.

– Depressa, depressa! Vamos procurá-lo. Vós (fala aos empregados), levai tudo para Zebedeu, e dizei-lhe que faça o que for preciso. Nós voltaremos esta noite para a pesca.

Vestem-se todos de novo, e põem-se a caminho.

Detalhe

João e Tiago de Zebedeu falam do seu encontro com Jesus. Inicialmente cético, Pedro ficou cada vez mais convencido e falou com o seu irmão:

EMF 56.5

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Só porque eu sou teu primo por parte de José, não deverei Te conhecer por aquilo que és, enquanto o Batista Te conheceu, aqui, nas margens deste rio, ele que nunca Te havia visto, e Te saudou como o “Cordeiro de Deus”?

Detalhe

Judas falou com Jesus e disse:

EMF 59.6

O Evangelho como me foi revelado

Citação

59.6 – Não achas que estás sendo ousado ao professar-te representante de Deus? Nenhum dos Profetas ousou tanto. E Tu… Quem és, Tu que estás falando? E com ordem de quem falas?

– Os Profetas não podiam falar deles mesmos o que Eu de Mim mesmo falo. Quem sou Eu? Sou o Esperado, o Prometido, o Redentor. Já ouviste aquele que o precede dizer: “Preparai o caminho do Senhor­… Eis que o Senhor Deus vem… Como um pastor apascentará o seu rebanho, sendo também o Cordeiro da verdadeira Páscoa.” Entre vós estão aqueles que ouviram do Precursor estas palavras, e viram o céu relampejar com uma luz que descia em forma de pomba, e ouviram uma voz que falava, dizendo quem Eu era. Por ordem de quem Eu falo? Daquele que é, e que me envia.

EMF 68.5

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– És Tu discípulo do Batista, para falares dele com tanta veneração?

– Fui batizado por ele nas águas do Jordão, antes que ele fosse preso. Eu o venero, porque ele é santo aos olhos de Deus. Em verdade Eu vos digo que entre os filhos de Abraão não há outro maior em graça do que ele. Desde a sua vinda, até à sua morte, os olhos de Deus estarão pousados sem nenhum desdém, sobre este bendito.

– Ele te deu a certeza sobre o Messias?

– Sua palavra, que não mente, mostrou aos presentes o Messias, que já vivia entre os homens.

– Onde? Quando?

– Quando foi a hora de mostrá-lo.

EMF 77.5

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– Homem, eu fui discípulo de João, e o ouvi dizer: “Eis o Cordeiro de Deus” indicando…

Detalhe

Um lenhador de Hebron acreditava que João Batista era o Messias e o Cordeiro de Deus. João interveio então para dar o seu testemunho do batismo.

EMF 80.8

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– Agora vós, meus amigos, podereis saber o que só levemente aquele homem ficou sabendo. Depois do batismo — Eu estava limpo, mas nunca se é limpo bastante diante do Altíssimo, e a humildade de dizer: “Sou homem e pecador” já é um batismo que purifica o coração — Eu vim até aqui. Fui chamado “o Cordeiro de Deus”, por aquele que, santo e profeta, via a Verdade e via descer o Espírito sobre o Verbo e torná-lo Ungido pelo seu carisma de amor, enquanto a voz do Pai enchia os céus com o seu som, dizendo: “Eis o meu Filho dileto no qual Eu me comprazo.” Tu, João, estavas presente, quando o Batista repetiu as palavras… Depois do batismo, se bem que limpo por natureza e limpo pelo aspecto, Eu quis “preparar-me.” Sim, Judas. Olha para Mim. Que meus olhos te digam o que a boca ainda se cala. Olha para Mim, Judas. Olha para o teu Mestre que não se sentiu superior ao homem por ser o Messias, e que, ao contrário, sabendo-se o Homem, quis sê-lo em tudo, exceto em condescender com o mal. Isso mesmo.

Anotação

Mateus 3, 13-17 e 4, 1-11: Então apareceu Jesus. Tinha vindo da Galileia até ao Jordão, até João, para ser batizado por ele. João tentou impedi-lo, dizendo: «Sou eu que preciso de ser batizado por ti, e és tu que vens ter comigo!» Mas Jesus respondeu-lhe: «Deixa por agora, pois convém que assim cumpramos toda a justiça.» Então João deixou-o fazer. Assim que Jesus foi batizado, saiu da água, e eis que os céus se abriram: viu o Espírito de Deus a descer como uma pomba e a pousar sobre ele. E dos céus, uma voz dizia: «Este é o meu Filho amado, em quem me agrado.»

Então Jesus foi levado pelo Espírito para o deserto, para ser tentado pelo diabo. Depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, sentiu fome.

O tentador aproximou-se e disse-lhe: «Se és Filho de Deus, ordena que estas pedras se transformem em pães.» Mas Jesus respondeu: «Está escrito: O homem não vive só de pão, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.»

Então o diabo levou-o à Cidade Santa, colocou-o no cume do Templo e disse-lhe: «Se és Filho de Deus, atira-te para baixo; pois está escrito: Ele dará ordens aos seus anjos a teu respeito, e: “Eles sustentar-te-ão com as suas mãos, para que o teu pé não tropece numa pedra.” Jesus declarou-lhe: «Está ainda escrito: Não porás à prova o Senhor, teu Deus.»

O diabo levou-o ainda a um monte muito alto e mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a sua glória. E disse-lhe: «Tudo isto te darei, se te ajoelhares aos meus pés e te prostrares perante mim. » Então, Jesus disse-lhe: «Afasta-te, Satanás! Pois está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás e só a ele rendarás culto.»

Então o diabo afastou-se dele. E eis que se aproximaram anjos, que o serviam.

Marcos 1, 9-13

Naqueles dias, Jesus veio de Nazaré, cidade da Galileia, e foi batizado por João no rio Jordão. E, logo que saiu da água, viu os céus a abrirem-se e o Espírito a descer sobre ele como uma pomba. Ouviu-se uma voz vinda dos céus: «Tu és o meu Filho amado; em ti tenho o meu prazer.» » Imediatamente, o Espírito levou Jesus para o deserto, onde permaneceu quarenta dias, sendo tentado por Satanás. Ele vivia entre os animais selvagens, e os anjos serviam-no.

Lucas 3, 21-22 e 4, 1-13: Enquanto todo o povo se fazia batizar e, depois de também ter sido batizado, Jesus orava, o céu abriu-se. O Espírito Santo, sob uma aparência corporal, como uma pomba, desceu sobre Jesus, e ouviu-se uma voz vinda do céu: «Tu és o meu Filho amado; em ti encontro a minha alegria.»

Jesus, cheio do Espírito Santo, partiu das margens do Jordão; pelo Espírito, foi conduzido pelo deserto, onde, durante quarenta dias, foi tentado pelo diabo. Não comeu nada durante esses dias e, quando esse tempo terminou, sentiu fome.

O diabo disse-lhe então: «Se és Filho de Deus, ordena que esta pedra se transforme em pão.» Jesus respondeu: «Está escrito: O homem não vive só de pão.»

Então o diabo levou-o a um lugar mais elevado e mostrou-lhe, num instante, todos os reinos da terra. Disse-lhe: «Dar-te-ei todo este poder e a glória destes reinos, pois isto me foi entregue e eu dou-o a quem quero. Tu, portanto, se te prostrares perante mim, terás tudo isto.» Jesus respondeu-lhe: «Está escrito: É perante o Senhor, teu Deus, que te prostrarás; a ele só rendarás culto.»

Depois, o diabo levou-o a Jerusalém, colocou-o no cume do Templo e disse-lhe: «Se és Filho de Deus, atira-te daqui para baixo; pois está escrito: Ele ordenará aos seus anjos que te guardem; e ainda: Eles levar-te-ão nas suas mãos, para que o teu pé não tropece numa pedra.» Jesus respondeu-lhe: «Está escrito: Não porás à prova o Senhor, teu Deus.»

Tendo assim esgotado todas as formas de tentação, o diabo afastou-se de Jesus até ao momento determinado.

João 1, 29-34: No dia seguinte, vendo Jesus a vir na sua direção, João declarou: «Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo; foi dele que eu disse: “O homem que vem depois de mim já me ultrapassou, pois antes de mim ele já existia”. E eu não o conhecia; mas, se vim batizar com água, foi para que ele fosse manifestado a Israel.» Então João prestou este testemunho: «Vi o Espírito descer do céu como uma pomba e repousar sobre ele. E eu não o conhecia; mas aquele que me enviou para batizar com água disse-me: “Aquele sobre quem vires o Espírito descer e repousar, esse é quem batiza no Espírito Santo.” Eu vi e dou testemunho: este é o Filho de Deus.»