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Notas do tema

Vida cristã

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EMF 58.5

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Cada século é uma noite, na qual é guia e luz, não a pura luz do Orion ou aquela da navegante lua, mas, a palavra de Cristo e a Graça que Dele virá.

EMF 58.5

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– Mas, só nós é que seremos teus apóstolos?

– Ciumento, Pedro? Não. Não o sejas. Outros virão, e no meu coração haverá amor para todos. Não sejas avarento, Pedro. Tu ainda não sabes Quem te ama. Já contaste alguma vez as estrelas? E as pedras do fundo deste lago? Não. Não poderias. Mas, menos ainda, irias poder contar as palpitações de amor de que é capaz o meu coração. Pudeste alguma vez contar quantas vezes este mar beija a margem com o seu beijo de ondas no curso de doze luas? Não. Não poderias. Mas, menos ainda poderias contar as ondas de amor que deste coração se derramam para beijar os homens. Esteja certo, Pedro, do meu amor.

EMF 58.6

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– Simão! André! Estou chegando…

João chega apressado:

– Oh! Mestre! Eu te fiz esperar?

João olha para Jesus com seu olhar amoroso.

Responde Pedro:

– Verdadeiramente, eu já estava começando a pensar que não viesses mais. Prepara logo o teu barco. E Tiago?…

– Aí está… nós ficamos atrasados por causa de um cego. Ele estava pensando que Jesus estivesse em nossa casa e foi para lá. Então, nós lhe dissemos: “Ele está em algum outro lugar. Talvez amanhã Ele te cure. Espera.” Mas ele não queria esperar. Tiago lhe dizia: “Tens esperado tanto a luz, que te custa esperar mais uma noite?” Mas ele não quer saber de razões…

– João, se tu fosses cego, não terias pressa de rever a tua mãe?

– Ah! Sem dúvida!

– E então? Onde está o cego?

– Ele vem vindo com o Tiago. Está agarrado ao manto de Tiago e não o solta. Mas vem vindo devagar, porque a margem é pedregosa, ele tropeça… Mestre, me perdoas, por ter sido duro?

– Sim. Mas para compensar, vai ajudar o cego e o traz a Mim.

João vai correndo.

Pedro sacode um pouco a cabeça, mas se cala. Olha para o céu que começa a ficar azul depois de ter estado tanto tempo cor de cobre; olha para o lago, olha para os outros barcos que já saíram para a pesca e suspira.

– Simão?

– Mestre?

– Não tenhas medo. Terás uma pesca abundante, ainda que saias por último.

– Desta vez também?

– Todas as vezes que tiveres caridade Deus usará para contigo da graça de abundância.

Detalhe

Pedro, Jesus e André estão à espera que João termine a sua pescaria. João chega para dizer que um cego quer ser curado. Jesus quer ir imediatamente ter com ele, e Pedro fica dividido, porque sente que está a perder o fruto da sua pesca. Jesus dá-nos então uma lição sobre a caridade e promete-nos que, sempre que formos caridosos, a ajuda do Pai não nos faltará.

EMF 59

O Evangelho como me foi revelado

Detalhe

Jesus vem pregar na sinagoga de Cafarnaum. Jairo recebe-o e Jesus pede-lhe um pergaminho: o Espírito guiá-lo-á. Jesus comenta então o Livro de Josué e fala do Reino de Deus, da necessidade de não pecar mais, de se arrepender e de se preparar para o Céu e para a eternidade que há-de vir. No fim do sermão, um homem contradiz Jesus e cita o segundo livro dos Macabeus. Jesus responde que ele está a aplicar uma visão humana a essas palavras, enquanto o Senhor as interpreta de forma sobrenatural. Ele diz que, embora Deus tenha ferido o seu povo, amou profundamente Israel, enviando-lhe a salvação que é o seu Messias.

O homem critica Cristo e duvida que ele seja o Redentor. Em resposta, Jesus evoca o Precursor e a pomba que desceu no seu batismo: afirma com toda a simplicidade que é o Redentor prometido. Como o seu interlocutor tem dúvidas, manda chamar um homem endemoninhado, com quem nunca tinha falado. O demónio fica agitado quando está diante do Filho de Deus e afirma que ele é o Santo de Deus. Jesus mandou-o calar e sair. O homem ficou curado e o demónio, derrotado, foi-se embora, para escárnio da multidão.

Jesus faz vários milagres físicos e depois sai da sinagoga com dificuldade.

EMF 59.1-8

O Evangelho como me foi revelado

Citação

59.1 Vejo a sinagoga de Cafarnaum. Ela já está cheia pela multidão que encontra-se em expectativa. Pessoas que estão à porta olham com freqüência para a praça ainda ensolarada, se bem que a tarde já vem chegando.

Finalmente, ouve-se um grito:

– Eis o Rabi.

As pessoas viram-se todas para a porta, os mais baixos se levantam nas pontas dos pés, ou procuram lançar-se para a frente. Algumas discussões, alguns empurrões, não obstante as repreensões partidas dos encarregados da sinagoga e dos maiorais da cidade.

– A paz esteja sobre todos os que procuram a Verdade!

Jesus está na entrada e saúda abençoando, com os braços estendidos para a frente. A luz bem forte que há na praça cheia de sol faz com que sua figura alta se destaque, aureolando-a de luz. Jesus tirou sua veste branca ficando, como é o costume, com outra azul escura. Ele avança entre a multidão, que se abre e se fecha ao redor Dele, como a onda ao redor de um navio.

59.2 – Eu estou doente, cura-me! –geme um jovem, que pelo aspecto, me parece estar tuberculoso e que segura Jesus pela veste.

Jesus lhe põe a mão sobre a cabeça e diz:

– Confia. Deus te ouvirá. Deixa agora que Eu fale ao povo, depois virei a ti.

O jovem o deixa ir e fica quieto.

– Que foi que Ele te disse? –pergunta-lhe uma mulher que está com um menino nos braços.

– Disse-me que depois de ter falado ao povo virá a mim.

– Então, vai te curar?

– Não sei. Ele me disse: “Confia.” Eu espero.

– Que foi que Ele disse? Que foi que Ele disse?

A multidão quer saber. E a resposta de Jesus vai sendo comentada entre o povo.

– Então, eu vou buscar o meu menino.

– E eu vou trazer aqui o meu velho pai.

– Oh! Se o Ageu quisesse vir! Eu vou tentar… mas ele não virá.

59.3 Jesus chegou ao seu lugar. Saúda o chefe da sinagoga e é saudado por ele. É um homenzinho baixo, gordo e de idade. Para falar a ele, Jesus precisa inclinar-se. Parece uma palmeira que se curva sobre um arbusto mais largo do que alto.

– Que queres que eu te dê? –pergunta o arqui-sinagogo.

– O que quiseres, ou melhor, o que apanhares. O Espírito te guiará.

– Mas… estás preparado?

– Estou. Dá-me um qualquer. Repito: O Espírito do Senhor guiará a escolha para o bem deste povo.

O arqui-sinagogo estende a mão sobre a pilha dos rolos, tira um, abre-o, e pára num certo ponto.

– Este –diz ele.

Jesus pega o rolo e lê o ponto indicado:

– Josué: “Levanta-te e santifica o povo, e diz a eles: ‘Santificai-vos para amanhã, porque diz o Senhor Deus de Israel, o anátema está no meio de vós, ó Israel; tu não poderás estar à frente dos teus inimigos, enquanto não for tirado do meio de ti quem se tiver contaminado com tal delito’.”

Ele pára, enrola o volume, e o entrega de volta.

A multidão está muito atenta. Somente se ouve a voz de alguém que murmura:

– Vamos ouvir hoje das boas contra os inimigos!

– É o Rei de Israel, o Prometido, que reúne o seu povo!

59.4 Jesus estende os braços em seu costumeiro gesto oratório. O silêncio se torna completo.

– Quem veio para santificar-vos se levantou. Ele saiu do segredo da casa onde se preparou para esta missão. Ele se purificou para dar-vos exemplo de purificação. Tomou sua posição frente aos poderosos do Templo e ao povo de Deus e agora está entre vós. Sou Eu. Não como alguns entre vós pensam e esperam, com uma mente enevoada e com um fermento no coração. Mais alto e maior é o Reino do qual Eu sou o futuro Rei e ao qual Eu vos chamo.

Eu vos chamo, ó vós de Israel, antes de qualquer outro povo, porque vós sois os que, nos pais dos pais, tiveram a promessa desta hora e aliança com o Senhor Altíssimo. Mas não será com multidões armadas nem com ferocidades sangrentas que este Reino vai ser formado; e nele não entrarão os violentos, nem os prepotentes, nem os soberbos, os iracundos, os invejosos, os luxuriosos, os avarentos, mas os bons, os mansos, os continentes, os misericordiosos, os humildes, os que têm amor ao próximo e a Deus, os pacientes.

Israel! Não é contra os inimigos de fora que és chamado a combater. Mas contra os inimigos de dentro. Contra aqueles que estão no coração de cada um de vós. No coração de dezenas e dezenas de milha­res de filhos teus. Tirai o anátema do pecado de todos os vossos corações um por um, se quereis que amanhã Deus vos reúna e vos diga: “Povo meu, para ti o Reino que não será mais derrotado, nem invadido, nem emboscado pelos inimigos.”

Amanhã. Que amanhã é este? Dentro de um ano ou de um mês? Oh! Não procureis. Não procureis, com uma sede doentia, saber o que está para acontecer, usando para isso de meios que têm o sabor de uma culpável feitiçaria. Deixai aos gentios o espírito pitônico. Deixai ao Deus eterno o segredo do seu tempo. Vós de amanhã, o amanhã que surgirá depois desta hora da tarde, e a que virá à noite, que surgirá com o canto do galo, vinde purificar-vos na verdadeira penitência.

Arrependei-vos dos vossos pecados para serdes perdoados e preparados para o Reino. Tirai de vós o anátema do pecado. Cada um tem o seu. Cada um tem aquele que é contrário aos dez mandamentos de salvação eterna. Examinai-vos cada um com sinceridade e encontrareis o ponto em que errastes. Humildemente tende dele um arrependimento sincero. Tende a vontade de arrepender-vos. Não só com palavras. De Deus não se zomba e a Deus não se engana. Mas arrependei-vos com vontade firme, que vos leve a mudar de vida, a entrar de novo na Lei do Senhor. O Reino dos Céus vos espera. Amanhã.

Amanhã? Estais perguntando. Oh! É sempre um amanhã solícito a hora de Deus, ainda que ela chegue ao fim de uma vida longa como a dos Patriarcas. A eternidade não tem por medida de tempo o correr lento da clepsidra. E aquelas medidas de tempo que vós chamais dias, meses, anos, séculos, são palpitações do Espírito eterno, que vos mantêm vivos. Mas, vós sois eternos em vosso espírito e deveis, para o vosso espírito, ter o mesmo método de medição do tempo que o vosso Criador tem. Então, dizeis: “Amanhã será o dia da minha morte.” Aliás, não morte para os fiéis. Mas repouso de espera, à espera do Messias, que abrirá as portas do Céu.

E, em verdade, vos digo que, entre os aqui presentes, só vinte e sete é que morrerão e deverão esperar. Os outros estarão já julgados, antes da morte, e a morte será sua passagem para Deus ou para Mamon, sem demora, porque o Messias já veio, está entre vós e vos chama para dar-vos a Boa Nova, para instruir-vos na Verdade e para salvar-vos no Céu.

Fazei penitência! O “amanhã” do Reino dos Céus é iminente. Que ele vos encontre limpos, a fim de vos tornardes possuidores do dia eterno.

A paz esteja convosco.

59.5 Para contradizê-lo, levanta-se um empertigado e barbudo israelita. Ele diz:

– Mestre, tudo o que dizes me parece em contraste com tudo o que está dito no segundo livro dos Macabeus, glória de Israel. Lá está dito: “É de fato sinal de grande benevolência não permitir aos pecadores que fiquem andando por muito tempo atrás de seus caprichos, mas dar-lhes logo o castigo. O Senhor não faz como as outras nações, que as espera com paciência, para puni-las quando chegar o dia do Juízo, quando estiver cheia a medida dos pecados.” Tu ao invés, falas como se o Altíssimo pudesse ser muito lento em punir-nos, esperando-nos como os outros povos, no tempo do Juízo, quando estiver cheia a medida dos pecados. Verdadeiramente os fatos te desmentem. Israel está punido, como diz o histórico dos Macabeus. Mas, se fosse como dizes, não há uma divergência entre a tua doutrina e a que está encerrada na frase que eu te disse?

– Quem és, Eu não sei. Mas, seja quem fores, Eu te respondo. Não há divergência na doutrina, mas no modo de interpretar as palavras. Tu as interpretas segundo o modo humano. Eu, segundo aquele do espírito. Tu, representante da maioria, vês tudo com referências ao presente e ao transitório. Eu, representante de Deus, tudo explico, e aplico ao que é eterno e sobrenatural. Javé vos feriu sim, no presente, na soberba e na injustiça de ser um “povo”, segundo a terra. Mas, como vos tem amado e usado de paciência para convosco, mais do que com todos os outros, concedendo-vos o Salvador, o seu Messias, para que o escuteis, e vos salveis, antes da hora da ira divina! Não quer mais que sejais pecadores. Mas, se no transitório Ele vos feriu, vendo que a ferida não sara, mas ao contrário, torna sempre mais obtuso o vosso espírito, eis que Ele vos manda, não punição, mas salvação. Vos manda Aquele que vos cura e vos salva. Eu, que vos falo.

59.6 – Não achas que estás sendo ousado ao professar-te representante de Deus? Nenhum dos Profetas ousou tanto. E Tu… Quem és, Tu que estás falando? E com ordem de quem falas?

– Os Profetas não podiam falar deles mesmos o que Eu de Mim mesmo falo. Quem sou Eu? Sou o Esperado, o Prometido, o Redentor. Já ouviste aquele que o precede dizer: “Preparai o caminho do Senhor­… Eis que o Senhor Deus vem… Como um pastor apascentará o seu rebanho, sendo também o Cordeiro da verdadeira Páscoa.” Entre vós estão aqueles que ouviram do Precursor estas palavras, e viram o céu relampejar com uma luz que descia em forma de pomba, e ouviram uma voz que falava, dizendo quem Eu era. Por ordem de quem Eu falo? Daquele que é, e que me envia.

– Tu podes estar dizendo isto, mas podes também ser um mentiroso, ou um iludido. As tuas palavras são santas, mas às vezes, Satanás tem palavras enganosas, tingidas de santidade, para induzir em erro. Nós não te conhecemos.

– Eu sou Jesus de José, da estirpe de Davi, nascido em Belém Efrata, segundo as promessas, chamado nazareno, porque minha casa é em Nazaré. Isto segundo o mundo. Segundo Deus, sou o seu Enviado. Os meus discípulos sabem disso.

– Oh! Os teus discípulos! Eles podem falar o que quiserem e o que Tu os mandas dizer.

– Um outro falará, um que não me ama, e dirá quem Eu sou. Espera aí, que Eu vou chamar um dos que estão aqui presentes.

59.7 Jesus olha para a multidão, que está espantada com esta discussão, irritada e dividida entre correntes opostas. Jesus olha para ela, procurando alguém com seus olhos de safira, e depois chama com voz forte:

– Ageu, vem para a frente. Eu te ordeno.

Há um grande murmúrio entre a multidão, que se abre, para deixar passar um homem, todo sacudido pelo tremor e sustentado por uma mulher.

– Conheces este homem?

– Sim. É o Ageu de Malaquias, aqui de Cafarnaum. É possuído por um espírito mau, que o desatina em fúrias repentinas.

– Todos vós o conheceis?

A multidão grita:

– Sim, sim.

– Poderá alguém aí dizer que ele já esteve conversando Comigo, ainda que por poucos minutos?

A multidão grita:

– Não, não, ele é quase um idiota, e não sai nunca de casa, e nunca ninguém te viu lá.

– Mulher, traze-o aqui diante de Mim.

A mulher o empurra e o arrasta, enquanto o pobre homem treme fortemente.

O arqui-sinagogo adverte a Jesus:

– Estai atento! O demônio vai atormentá-lo… e então se arroja, arranha e morde.

A multidão abre caminho, comprimindo-se contra as paredes.

Agora os dois estão frente a frente. É um momento de luta. Parece que o homem, acostumado a ficar mudo, sente dificuldade para falar, e gane, mas depois sua voz toma a forma de palavras:

– Que há entre nós e Ti, Jesus de Nazaré? Por que vieste atormentar-nos? Por que vieste exterminar-nos, Tu, Senhor do Céu e da terra? Eu sei quem és: o Santo de Deus. Ninguém, na carne, foi maior do que Tu, porque em tua carne de homem está encerrado o Espírito do eterno Vencedor. Já me venceste em…

– Cala-te! Sai deste homem. Eu te ordeno!

O homem é tomado como que de um estranho paroxismo. Ele se agita aos arrancos, como se alguém o estivesse maltratando com empurrões e safanões, grita com uma voz desumana, espuma, em seguida é jogado ao chão, do qual depois se levanta assombrado e curado.

59.8 – Ouviste? Que respondes agora? –pergunta Jesus ao seu opositor.

O homem barbudo e empertigado encolhe os ombros e, vencido, vai-se embora sem responder. O povo zomba dele e aplaude a Jesus.

– Silêncio. O lugar é sagrado! –diz Jesus, e depois ordena–: Venha a Mim o jovem a quem prometi a ajuda de Deus.

Aproxima-se o doente. Jesus o acaricia:

– Tiveste fé! Sê curado. Vai em paz e sê justo.

O jovem dá um grito. Quem sabe o que estará sentindo? Ele se prostra aos pés de Jesus e os beija, agradecendo:

– Obrigado por mim e por minha mãe!

Vêm outros doentes: um menino com as perninhas paralisadas. Jesus o toma nos braços, o acaricia e o põe no chão… e o solta. E o menino não cai, mas sai correndo ao encontro da mãe que, chorando, o recebe sobre o seu coração e o bendiz com grande voz “o Santo de Israel.” Vem depois um velhinho cego guiado pela filha. Também ele é curado com uma carícia feita sobre as órbitas doentes.

A multidão se transforma num tumulto de bênçãos.

Jesus se afasta sorrindo e ainda que Ele seja alto, não conseguiria abrir caminho entre a multidão se Pedro, Tiago, André e João não trabalhassem generosamente com os seus cotovelos abrindo uma passagem do canto onde estão até Jesus e depois o protegessem até à saída para a praça onde já não há mais sol.

Assim termina a visão.

Anotação

Marcos 1:21-28

Entraram em Cafarnaum. Logo no sábado, Jesus foi para a sinagoga e ensinava. Eles estavam maravilhados com o seu ensino, porque ele ensinava como um homem de autoridade e não como os escribas.

Ora, havia na sinagoga um homem que era atormentado por um espírito imundo e começou a gritar: "Que queres de nós, Jesus de Nazaré? Vieste para nos perder? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus". Jesus gritou-lhe: "Cala-te! Sai deste homem. O espírito imundo convulsionou-o e depois, com um grande grito, saiu dele. Todos ficaram atónitos e perguntaram uns aos outros: "O que é que isto quer dizer? Isto é um ensinamento novo, dado com autoridade! Ele até dá ordens aos espíritos imundos, e eles obedecem-lhe. Imediatamente a sua fama espalhou-se por toda a região da Galileia.

Lucas 4:33-37

Ora, estava na sinagoga um homem possuído pelo espírito de um demónio imundo, e começou a gritar bem alto: "Ah! Que queres de nós, Jesus de Nazaré? Vieste para nos perder? Eu sei quem tu és: és o Santo de Deus. Jesus ameaçou-o: "Cala-te! Sai de cima deste homem! Então o demónio atirou o homem para o meio e saiu dele sem lhe fazer mal nenhum. Todos ficaram aterrorizados e diziam uns aos outros: "O que é que ele está a dizer? Ele dá ordens aos espíritos imundos com autoridade e poder, e eles saem! E a fama de Jesus espalhou-se por toda a região.

EMF 59.3-4

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Jesus pega o rolo e lê o ponto indicado:

– Josué: “Levanta-te e santifica o povo, e diz a eles: ‘Santificai-vos para amanhã, porque diz o Senhor Deus de Israel, o anátema está no meio de vós, ó Israel; tu não poderás estar à frente dos teus inimigos, enquanto não for tirado do meio de ti quem se tiver contaminado com tal delito’.”

Ele pára, enrola o volume, e o entrega de volta.

A multidão está muito atenta. Somente se ouve a voz de alguém que murmura:

– Vamos ouvir hoje das boas contra os inimigos!

– É o Rei de Israel, o Prometido, que reúne o seu povo!

59.4 Jesus estende os braços em seu costumeiro gesto oratório. O silêncio se torna completo.

– Quem veio para santificar-vos se levantou. Ele saiu do segredo da casa onde se preparou para esta missão. Ele se purificou para dar-vos exemplo de purificação. Tomou sua posição frente aos poderosos do Templo e ao povo de Deus e agora está entre vós. Sou Eu. Não como alguns entre vós pensam e esperam, com uma mente enevoada e com um fermento no coração. Mais alto e maior é o Reino do qual Eu sou o futuro Rei e ao qual Eu vos chamo.

Eu vos chamo, ó vós de Israel, antes de qualquer outro povo, porque vós sois os que, nos pais dos pais, tiveram a promessa desta hora e aliança com o Senhor Altíssimo. Mas não será com multidões armadas nem com ferocidades sangrentas que este Reino vai ser formado; e nele não entrarão os violentos, nem os prepotentes, nem os soberbos, os iracundos, os invejosos, os luxuriosos, os avarentos, mas os bons, os mansos, os continentes, os misericordiosos, os humildes, os que têm amor ao próximo e a Deus, os pacientes.

Israel! Não é contra os inimigos de fora que és chamado a combater. Mas contra os inimigos de dentro. Contra aqueles que estão no coração de cada um de vós. No coração de dezenas e dezenas de milha­res de filhos teus. Tirai o anátema do pecado de todos os vossos corações um por um, se quereis que amanhã Deus vos reúna e vos diga: “Povo meu, para ti o Reino que não será mais derrotado, nem invadido, nem emboscado pelos inimigos.”

Amanhã. Que amanhã é este? Dentro de um ano ou de um mês? Oh! Não procureis. Não procureis, com uma sede doentia, saber o que está para acontecer, usando para isso de meios que têm o sabor de uma culpável feitiçaria. Deixai aos gentios o espírito pitônico. Deixai ao Deus eterno o segredo do seu tempo. Vós de amanhã, o amanhã que surgirá depois desta hora da tarde, e a que virá à noite, que surgirá com o canto do galo, vinde purificar-vos na verdadeira penitência.

Arrependei-vos dos vossos pecados para serdes perdoados e preparados para o Reino. Tirai de vós o anátema do pecado. Cada um tem o seu. Cada um tem aquele que é contrário aos dez mandamentos de salvação eterna. Examinai-vos cada um com sinceridade e encontrareis o ponto em que errastes. Humildemente tende dele um arrependimento sincero. Tende a vontade de arrepender-vos. Não só com palavras. De Deus não se zomba e a Deus não se engana. Mas arrependei-vos com vontade firme, que vos leve a mudar de vida, a entrar de novo na Lei do Senhor. O Reino dos Céus vos espera. Amanhã.

Amanhã? Estais perguntando. Oh! É sempre um amanhã solícito a hora de Deus, ainda que ela chegue ao fim de uma vida longa como a dos Patriarcas. A eternidade não tem por medida de tempo o correr lento da clepsidra. E aquelas medidas de tempo que vós chamais dias, meses, anos, séculos, são palpitações do Espírito eterno, que vos mantêm vivos. Mas, vós sois eternos em vosso espírito e deveis, para o vosso espírito, ter o mesmo método de medição do tempo que o vosso Criador tem. Então, dizeis: “Amanhã será o dia da minha morte.” Aliás, não morte para os fiéis. Mas repouso de espera, à espera do Messias, que abrirá as portas do Céu.

E, em verdade, vos digo que, entre os aqui presentes, só vinte e sete é que morrerão e deverão esperar. Os outros estarão já julgados, antes da morte, e a morte será sua passagem para Deus ou para Mamon, sem demora, porque o Messias já veio, está entre vós e vos chama para dar-vos a Boa Nova, para instruir-vos na Verdade e para salvar-vos no Céu.

Fazei penitência! O “amanhã” do Reino dos Céus é iminente. Que ele vos encontre limpos, a fim de vos tornardes possuidores do dia eterno.

A paz esteja convosco.

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O Evangelho como me foi revelado

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Tirai de vós o anátema do pecado. Cada um tem o seu. Cada um tem aquele que é contrário aos dez mandamentos de salvação eterna. Examinai-vos cada um com sinceridade e encontrareis o ponto em que errastes. Humildemente tende dele um arrependimento sincero. Tende a vontade de arrepender-vos. Não só com palavras. De Deus não se zomba e a Deus não se engana. Mas arrependei-vos com vontade firme, que vos leve a mudar de vida, a entrar de novo na Lei do Senhor. O Reino dos Céus vos espera. Amanhã.

Amanhã? Estais perguntando. Oh! É sempre um amanhã solícito a hora de Deus, ainda que ela chegue ao fim de uma vida longa como a dos Patriarcas. A eternidade não tem por medida de tempo o correr lento da clepsidra. E aquelas medidas de tempo que vós chamais dias, meses, anos, séculos, são palpitações do Espírito eterno, que vos mantêm vivos. Mas, vós sois eternos em vosso espírito e deveis, para o vosso espírito, ter o mesmo método de medição do tempo que o vosso Criador tem. Então, dizeis: “Amanhã será o dia da minha morte.” Aliás, não morte para os fiéis. Mas repouso de espera, à espera do Messias, que abrirá as portas do Céu.

EMF 59.4

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Tirai de vós o anátema do pecado. Cada um tem o seu. Cada um tem aquele que é contrário aos dez mandamentos de salvação eterna. Examinai-vos cada um com sinceridade e encontrareis o ponto em que errastes. Humildemente tende dele um arrependimento sincero. Tende a vontade de arrepender-vos. Não só com palavras. De Deus não se zomba e a Deus não se engana. Mas arrependei-vos com vontade firme, que vos leve a mudar de vida, a entrar de novo na Lei do Senhor. O Reino dos Céus vos espera. Amanhã.

Amanhã? Estais perguntando. Oh! É sempre um amanhã solícito a hora de Deus, ainda que ela chegue ao fim de uma vida longa como a dos Patriarcas. A eternidade não tem por medida de tempo o correr lento da clepsidra. E aquelas medidas de tempo que vós chamais dias, meses, anos, séculos, são palpitações do Espírito eterno, que vos mantêm vivos. Mas, vós sois eternos em vosso espírito e deveis, para o vosso espírito, ter o mesmo método de medição do tempo que o vosso Criador tem. Então, dizeis: “Amanhã será o dia da minha morte.” Aliás, não morte para os fiéis. Mas repouso de espera, à espera do Messias, que abrirá as portas do Céu.

EMF 59.4

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Mas não será com multidões armadas nem com ferocidades sangrentas que este Reino vai ser formado; e nele não entrarão os violentos, nem os prepotentes, nem os soberbos, os iracundos, os invejosos, os luxuriosos, os avarentos, mas os bons, os mansos, os continentes, os misericordiosos, os humildes, os que têm amor ao próximo e a Deus, os pacientes.

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Jesus falou do Reino e disse: