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Discípulos

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EMF 167

O Evangelho como me foi revelado

Detalhe

Jesus chega a casa de Joana de Kouza. Ela veio a correr quando soube que o Mestre estava ali. Estão presentes as suas amigas romanas: Lídia, Valéria e Plautina. Plautina parece ser a mais respeitada; Valéria é a pessoa cujo filho Jesus salvou em Cesareia. Em todo o caso, todas querem ouvi-lo para se decidirem sobre este filósofo. Joana teme que Jesus não se dê bem com os seus convidados, mas Cristo tranquiliza-a e, quando se reencontram com as mulheres romanas, ele deixa o tema das flores - de que estas três mulheres gostam muito - e começa a falar da imortalidade e da vida eterna da alma.

Depois de Jesus ter cuidado da pequena Fausta, a conversa continua sobre os filósofos que vivem atualmente em Roma e que não seguem os seus ensinamentos. Jesus declara que eles não são pagãos, são ateus, porque já nem sequer têm deuses nos seus corações. No entanto, os outros filósofos pagãos tinham uma grande elevação de vida, e procuravam sempre o Bem a todo o custo.

Quando as damas romanas perguntam a Jesus se ele é Deus, Cristo responde que é o Filho do verdadeiro Deus, e o Salvador critica longamente o Olimpo, criado pela imaginação do homem. Menciona também o altar dedicado ao deus desconhecido, que os sábios e os verdadeiros filósofos tinham intuído. Jesus fala então da Criação e, mais concretamente, da alma, e incita Lídia, Valéria e Plautina a fazerem as suas perguntas. Elas fazem-nas - o assunto permanece bastante centrado no tema da imortalidade, da alma e da divindade do Mestre - depois, quando temem represálias dos seus deuses, Jesus tranquiliza-as e afirma que elas não existem.

Por fim, vai-se embora e Joana acompanha-o a casa. Diz-lhe que Kouza quer que ela regresse a Jerusalém e o Messias encoraja-a a obedecer, pois assim será mais fácil segui-lo.

EMF 167.1-2.15

O Evangelho como me foi revelado

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EMF 167.6

O Evangelho como me foi revelado

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EMF 168.10

O Evangelho como me foi revelado

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Palavras-chave

EMF 173.1 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

O mesmo Sermão da Montanha.

A multidão vai aumentando sempre, à medida que vão passando os dias. Há homens, mulheres, velhos, crianças, ricos e pobres. Está sempre presente o casal Estêvão e Herma, não ainda unido, por enquanto, e misturado com os velhos discípulos capitaneados por Isaque. Está também presente o novo casal, que se formou ontem: o velhinho e a mulher. Eles estão bem na frente, perto do seu Consolador, e os seus rostos estão muito mais aliviados do que ontem. O velho, como que para compensar-se dos muitos meses ou anos em que ficou abandonado pela filha, já pôs sua mão rugosa sobre os joelhos da mulher, e esta lho acaricia, por aquela necessidade inata da mulher moralmente sadia de tomar atitudes maternais.

Jesus passa por perto deles, para subir ao seu rústico púlpito e, ao passar, acaricia a cabeça do velhinho, que olha para ele como se já o visse vestido como Deus.

EMF 173.5 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– Mestre, Tu estás mentindo, com estas palavras!

O insulto, odiento e repentino, vem lá do centro da multidão. Todos se viram para o lado de onde veio aquela voz. Cria-se uma grande confusão.

Pedro diz:

– Bem que eu te havia dito! Quando há um deles no meio… nada mais corre bem!

Do meio da multidão saem assobios e murmúrios contra o insultador. Jesus é o único que está calmo. Ele cruzou os braços sobre o peito e está de pé sobre sua pedra, vestido com sua veste azul escura e com o sol batendo-lhe no rosto.

O insultador continua, sem se preocupar com a reação da multidão:

– És um mau mestre, porque ensinas o que não praticas e…

– Cala a boca! Vai-te embora! Cria vergonha! –grita a multidão.

E diz ainda:

– Vai para os teus escribas. Para nós, o Mestre basta. Que os hipócritas fiquem com os hipócritas! Mestres falsos! Agiotas!

E continuariam, mas Jesus diz, com sua voz de trovão:

– Silêncio. Deixai que ele fale –e o povo para de gritar, mas fica cochichando suas ameaças, acompanhadas de olhares ferozes.

– Sim. Tu ensinas o que não fazes. Dizes que se deve dar esmolas sem ser vistos, e ontem, na presença do povo todo, disseste a dois pobres: “Ficai aqui, que matarei vossa fome.”

– Eu disse: “Que fiquem os dois pobrezinhos. Eles serão os hóspedes bem-vindos, e darão sabor ao nosso pão.” Nada mais. Eu não quis dizer que ia matar-lhes a fome. Quem é tão pobre, que não tenha pelo menos um pão? A alegria era oferecer-lhes uma boa amizade.

– Ora! Mais esta. És astuto, e sabes fazer-te um cordeiro!…

O velhinho se ergue, vira-se, e levantando o seu bastão, grita:

– Língua infernal, que acusas o Santo, achas talvez que sabes tudo, e que podes acusar só pelo que sabes. Como não sabes quem é Deus, e quem é este que estás insultando, assim também não sabes o que Ele faz. Somente os Anjos e o meu coração cheio de júbilo o sabem. Ouvi, ó homens, ouvi todos, e ficai sabendo se Jesus é o mentiroso e o soberbo que este lixo do Templo está querendo dizer. Ele…

– Cala a boca, Ismael! Cala-te por amor de Mim. Se Eu te fiz feliz, faze-me feliz, calando-te –pede-lhe Jesus.

– Eu te obedeço, Filho Santo. Mas deixa-me dizer ainda só isto: A benção do velho israelita fiel está sobre Aquele que, da parte de Deus, me beneficiou, e Deus a colocou sobre os meus lábios, por mim e por Sara, minha nova filha. Mas sobre tua cabeça não haverá benção. Eu não te amaldiçoo. Não quero com uma maldição sujar minha boca, que deve dizer a Deus “Acolhe-me.” Eu não fiz uso dela nem mesmo para quem me renegou, e por isso eu já recebi a recompensa divina. Mas teremos quem faça as vezes do Inocente acusado e de Ismael, amigo de Deus que o beneficia.

Um coro de gritos encerra o discurso do velho, que torna a sentar-se. E o homem sai dali, afastando-se rapidamente, indo embora, perseguido pelas ameaças.

Depois a multidão grita para Jesus:

– Continua, continua, Mestre Santo! Nós escutamos somente a Ti, e Tu nos escutas. Não àqueles malditos corvos!! Eles estão com ciúmes. Porque nós te amamos mais que eles! Mas em Ti há Santidade. Neles há maldade. Fala, fala! Estás vendo: não desejamos mais que a tua palavra. Casas, negócios? Nada disso, para que possamos ouvir-te!

Está bem. Eu vou falar. Mas não ligueis para isso. Rezai por aqueles infelizes. Perdoai, como Eu perdôo. Porque, se perdoardes as faltas dos homens, também o vosso Pai do Céu vos perdoará dos vossos pecados. Mas, se guardardes rancor e não perdoardes os homens, também o vosso Pai não vos perdoará. E todos precisam do perdão.

Detalhe

Jesus está a pregar. Ele é interrompido.

Anotação

Pierre resmunga: "Eu bem te disse! Quando há um desses... o inferno está à solta! De facto, ele tinha avisado Jesus da presença desta personagem em 173.1.

Jesus menciona esta interrupção no dia seguinte (em MTS 174).

"Cala-te, Ismael! Cala-te por minha causa" (...)

"Deus pôs nos meus lábios esta bênção para mim e para Sara, a minha nova filha. "É assim que ficamos a saber os nomes dos dois infelizes, Ismael e Sara, que tinham sido presos no dia anterior. Ver o capítulo anterior.