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Notas do tema

A comitiva de Jesus

Página 118 de 153

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EMF 177.1 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

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Citação

Vindo das campinas, Jesus entra em Cafarnaum. Estão com Ele somente os doze, ou melhor, os onze apóstolos, porque João não está.

Anotação

De Pedro, em Betsaida, ficamos a saber que Jesus o enviou "à frente" com Isaac para conduzir Maria ao Batista(EMV 180.7).

EMF 178.1 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Estou vendo Jesus, que se dirige para a beira do lago com seus onze, porque falta sempre João.

Anotação

João partiu com Isaac para Enon, onde o Batista se tinha refugiado.

EMF 178.1 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Estou vendo Jesus, que se dirige para a beira do lago com seus onze, porque falta sempre João. Muitas pessoas o rodeiam: entre elas se encontram muitas que estavam na montanha, principalmente homens, que foram procurá-lo em Cafarnaum, para ouvirem ainda a sua palavra. Bem que gostariam de detê-lo ali. Mas Ele diz:

– Eu sou de todos. Há muitos que precisam ter-Me consigo. Voltarei. Vós Me encontrareis. Mas agora deixai-me partir.

Ele sente muita dificuldade para caminhar entre a multidão, que se apinha em um caminho estreito. Os apóstolos se esforçam, fazendo jogo de ombros para ver se conseguem abrir caminho. Mas é como que um chocar-se de alguém contra uma substância mole que, logo em seguida, toma a forma que tinha antes. Alguns ali se inquietam, mas não adianta nada.

EMF 178.3.5 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Jesus põe-se de novo em movimento e, atraído por dois olhos estãovoltados para Ele, diz a um jovem alto e robusto, que tinha parado para deixar passar o cortejo, mas parece estar se dirigindo para outra parte:

– Segue-me.

O jovem leva um susto, muda de cor, pisca os olhos como ofuscado por uma luz e depois abre a boca para falar, não encontrando-o logo resposta para dar. Enfim diz:

– Eu Te seguirei. Mas meu pai morreu em Corozaim, e preciso ir sepultá-lo. Deixa que eu vá fazer isso e depois virei.

– Segue-me. Deixa que os mortos sepultem os seus mortos. Tu já sentes um forte desejo da Vida. Há tempo que tens esse desejo. Não fiques chorando, por ter a Vida criado um vácuo ao redor de ti, a fim de ter-te como seu discípulo. As mutilações do afeto são raízes das asas que nascem no homem, que se transformou em servo da Verdade. Deixa que a corrupção siga os seus rumos. Levanta-te para o Reino do que é incorrupto. Nele encontrarás também a pérola incorruptível do teu pai. Deus chama e passa. Amanhã não encontrarás mais o coração que tens hoje e o convite de Deus. Vem. Vai anunciar o Reino de Deus.

O homem, encostado a um pequeno muro, está com os braços caídos, e neles estão penduradas algumas bolsas, cheias de unguentos e de tiras; sua cabeça está inclinada, mergulhada na dúvida entre dois amores: o devido a Deus e o devido a seu pai.

Jesus fica esperando e olhando para ele, depois segura uma criança e a aperta ao coração, dizendo:

– Fala comigo: “Eu Te bendigo, ó Pai, e invoco a tua luz para aqueles que choram nas névoas da vida. Eu Te bendigo, ó Pai, e invoco a tua força para quem é como uma criança, necessitada de ser carregada. Eu Te bendigo, ó Pai, e invoco o teu amor para que se esqueçam de tudo que não sejas Tu, todos aqueles que em Ti encontrariam, todo o seu bem aqui e no Céu, mas não sabem crer.”

E o menino, um inocente de quatro anos, repete com sua vozinha, as palavras santas, com suas mãozinhas juntas e postas em posição de oração pela mão direita de Jesus, que as segura pelo pulso gorducho como talos de flores.

O homem, então se decide. Dá a um companheiro os seus embrulhos e vai até Jesus, que põe no chão o menino, abraça depois o jovem, fazendo isso para animá-lo e ajudá-lo no esforço que está fazendo.

(...) Chegaram à beira do lago. Jesus sobe para a barca de Pedro, ao qual, em voz baixa, diz algumas palavras. Vejo que Jesus está sorrindo e Pedro fica muito admirado. Mas não diz nada. Sobe também para a barca o homem que deixou de ir sepultar o seu pai para acompanhar a Jesus.

EMF 178.4 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Chegaram à beira do lago. Jesus sobe para a barca de Pedro, ao qual, em voz baixa, diz algumas palavras. Vejo que Jesus está sorrindo e Pedro fica muito admirado. Mas não diz nada. Sobe também para a barca o homem que deixou de ir sepultar o seu pai para acompanhar a Jesus.

Anotação

Não sabemos o que Jesus disse a Pedro e porque é que ele fez um gesto de admiração... No entanto, é possível que Jesus lhe tenha dito que ia a casa dele, porque na EMV 179, Cristo vai de facto a casa de Simão de Jonas.

EMF 179.2 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Ver no seu contexto

Citação

As barcas dos Apóstolos, tendo transposto o breve trajeto do lago, que separa Cafarnaum de Betsaida, atracaram na cidade. Mas outras barcas as acompanharam e muitas pessoas desembarcam para se reunirem àqueles de Betsaida, que vieram saudar o Mestre, que está agora entrando na casa de Pedro, onde está de novo a mulher, que eu suponho que tenha preferido a solidão a ficar ouvindo as continuas queixas da mãe contra seu marido.

O povo, do lado de fora, reclama em altas vozes a presença do Mestre e isto faz que Pedro fique bastante inquieto, subindo ao terraço para acalmar os cidadãos, dizendo-lhes também que é preciso ter respeito e educação. Pois ele, gostaria de estar como o seu Mestre com alegria e paz agora que está na sua casa e pelo contrário, não acha tempo nem para oferecer-lhe um copo d’água com mel e as muitas outras coisas que Pedro mandou a mulher trazer… e fica resmungando.

EMF 179.2 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

As barcas dos Apóstolos, tendo transposto o breve trajeto do lago, que separa Cafarnaum de Betsaida, atracaram na cidade.

Detalhe

Neste capítulo, os Onze estão presentes. João foi encontrar João Batista em Hennon com a Virgem.

EMF 179.2-3 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

As barcas dos Apóstolos, tendo transposto o breve trajeto do lago, que separa Cafarnaum de Betsaida, atracaram na cidade. Mas outras barcas as acompanharam e muitas pessoas desembarcam para se reunirem àqueles de Betsaida, que vieram saudar o Mestre, que está agora entrando na casa de Pedro, onde está de novo a mulher, que eu suponho que tenha preferido a solidão a ficar ouvindo as continuas queixas da mãe contra seu marido.

O povo, do lado de fora, reclama em altas vozes a presença do Mestre e isto faz que Pedro fique bastante inquieto, subindo ao terraço para acalmar os cidadãos, dizendo-lhes também que é preciso ter respeito e educação. Pois ele, gostaria de estar como o seu Mestre com alegria e paz agora que está na sua casa e pelo contrário, não acha tempo nem para oferecer-lhe um copo d’água com mel e as muitas outras coisas que Pedro mandou a mulher trazer… e fica resmungando.

Jesus, sorrindo, olha para ele, sacode a cabeça, dizendo:

– Parece que tu não me vês nunca, e que é uma coisa extraordinária estarmos juntos!

– Mas, é isso mesmo! Quando nós vamos por esse mundo afora, acaso estamos a sós? Nem por sonho! Entre mim e Ti há todo um mundo com os teus doentes, com os teus aflitos, os teus ouvintes, os teus curiosos, os teus caluniadores, teus inimigos, e nós dois estamos sós. Mas aqui Tu estás comigo, na minha casa e eles deveriam compreender isso.

Está realmente inquieto.

– Mas Eu não vejo diferença, Simão. O meu amor é o mesmo, a minha palavra é a mesma. Que Eu a diga em particular ou que a diga para todos, não é a mesma coisa?

179.3

Pedro confessa, então, o seu grande desgosto:

– É que eu sou um grande ignorante, um grande distraído. Quando Tu falas em uma praça, em uma montanha, no meio daquele povão todo, eu não sei por que, entendo tudo, mas depois não me lembro de mais nada. Eu disse isso também aos meus companheiros e eles me deram razão. Os outros, quero dizer, as pessoas do povo que Te ouvem, Te entendem e se recordam do que disseste. Quantas vezes temos ouvido alguém dizer: “Eu não fiz mais isto, porque Tu disseste que não era para fazer” ou então: “Eu vim, porque uma vez Te ouvi dizer tal coisa, e aquilo me despertou a consciência.” Mas nós… Não sei não! É como a água corrente, que passa, e não para. As margens não a detêm mais, porque a água passou. Vem outra água, sim, sempre outra, e sempre tanta. Mas passa, passa, passa… E eu fico pensando, com terror, que, se for como Tu dizes, isto é, chegará o momento em que Tu não estarás mais aqui para fazeres como o rio e… e eu… Que poderei dar eu a quem tiver sede, se não guardo nem uma gota do muito que me dás?

Os outros também apoiam as lamentações de Pedro, queixando-se de que não retêm mais nada de tudo o que ouviram, quando eles gostariam tanto de lembraremse de tudo, para poderem responder as muitas perguntas que lhes são feitas.

Jesus apenas sorri e responde:

– Mas não é assim que Me parece. Pois o povo está muito contente também com vocês…

– Oh! Sim! Pelo que nós fazemos! Abrir-te caminho, dar cotoveladas para isso, transportar os doentes, recolher as esmolas, e dizer: “Sim, o Mestre é aquele!” Grande coisa, na verdade!

– Não te faças mais feio do que és, Simão.

– Eu não me faço mais feio. Eu me conheço.

– É esta a mais difícil das sabedorias. Mas Eu quero tirar de ti esse grande medo. Quando Eu tiver falado, e vós não tiverdes podido compreender tudo, e reter tudo, perguntai, sem medo de me aborrecerdes ou importunardes. Temos sempre nossas horas a sós. Nessas horas, abri-me os vossos corações. Eu dou tantas coisas a tanta gente. O que Eu não haveria de dar a vós, que Eu amo de tal modo, que nem Deus poderia amar mais? Tu falaste das ondas que vão e das quais nada mais fica na praia. Chegará o dia no qual perceberás que cada uma daquelas ondas deixou na beira da praia uma semente e que cada semente se tornou uma árvore. Tu terás diante de ti flores e plantas para todos os casos, e ficarás espantado contigo mesmo, e dirás: “Mas, que foi que o Senhor me fez?”, porque, quando chegar esse tempo, já estarás livre da escravidão do pecado, e as tuas virtudes atuais terão se aperfeiçoado até atingirem uma grande altura.

– Tu o estás dizendo, Senhor, e eu fico tranquilo com estas tuas palavras.

EMF 179.4 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– De Cafarnaum até aqui, Eu vim pensando no que vos iria dizer. Encontrei quais eram as palavras adequadas, ao relembrar os fatos desta manhã.

Vós vistes os três homens que vieram a Mim. Um veio espontaneamente, outro, porque foi convidado por Mim, e o terceiro, porque entusiasmou-se de repente. Vistes também que daqueles três Eu fiquei só com dois. Por que será? Teria Eu visto um traidor no terceiro? Em verdade, não. Vi nele alguém ainda despreparado. Pelas aparências, o que parecia mais despreparado era o que agora está aqui ao meu lado, pois tinham a intenção de sepultar o seu pai. Mas o mais despreparado era o terceiro.

Este estava tão preparado que mesmo sem saber, fez um sacrifício bem heróico. O heroísmo em seguir a Deus é sempre uma prova de forte preparação espiritual. Isto é o que explica alguns fatos surpreendentes, que acontecem ao redor de Mim. Os mais preparados para receber Cristo, seja qual for a sua casta ou cultura, costumam vir a Mim com uma prontidão e uma fé absoluta. Os menos preparados ficam observando-me, como se Eu fosse um homem que foge do comum ou então me estudam com desconfiança e curiosidade, ou ainda, me atacam e me denigrem, acusando-me de várias coisas. As diversas atitudes estão na proporção da falta de preparação dos espíritos.

EMF 179.4 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– Agora, vamos a quem nos está esperando. Vinde. A paz esteja contigo, mulher. Vou ser teu hóspede esta tarde.

Saem todos, e Jesus dirigi-se para o lago, a fim de não ser esmagado pela multidão. Pedro está manobrando com cuidado, para afastar a barca até alguns metros da beira, de modo que a voz de Jesus possa ser ouvida por todos e haver um espaço entre Ele e os ouvintes.

Detalhe

Jesus está em casa de Pedro e fala com Porfírio.