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Notas do tema

A Igreja Católica

Página 62 de 274

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EMF 61.7

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– (...) Não são possessões só aquelas que tornam mudos os lábios e levam os homens a viver como animais comendo sujeiras. Mas as mais verdadeiras e numerosas são aquelas que tornam os corações mudos para a honestidade e para o amor, fazendo deles um antro de vícios imundos. Oh! Meu Pai!

Jesus, abatido, se assenta.

– Estás cansado, Mestre?

– Cansado não, meu João. Mas desolado pelo estado dos corações e pela pouca vontade de se emendarem. Eu vim… mas o homem… o homem… oh! Meu Pai!…

– Mestre, eu Te amo, nós todos Te amamos.

– Eu sei disso. Mas sois tão poucos… e meu desejo de salvar é tão grande!

Jesus abraça João e mantém a cabeça dele sobre a sua. Está triste. Pedro, André, Tiago, ao redor Dele, olham-no com amor e tristeza.

Palavras-chave

EMF 62.4

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– (...) De onde eram esses que vieram a Mim?

– De Corozaim, de Betsaida, de Cafarnaum; até de Tiberíades e de Gergesa tinham vindo; e das centenas e centenas de pequenas cidades espalhadas entre uma e outra.

– Ide a eles e dizei-lhes que estarei em Corozaim, em Betsaida e nas cidades entre esta e aquela.

– Por que não em Cafarnaum?

– Porque Eu sou para todos e todos me devem ter; e depois… lá está o velho Isaque que me espera… Não fique ele desiludido em sua esperança.

– Tu nos esperas aqui, então?

– Não. Eu vou e vós ficais em Cafarnaum para encaminhar as multidões para Mim; depois Eu virei.

– Nós vamos ficar sozinhos…

Pedro está preocupado.

– Não fiques preocupado. Que a obediência te faça alegre e com ela tenhas a persuasão de seres a Mim um discípulo útil. E contigo e, como tu, estes outros.

Pedro e André, com Tiago e João, se tranqüilizam. Jesus os abençoa, e se separam.

Assim termina a visão.

Detalhe

Pedro diz a Jesus que algumas pessoas vieram vê-lo e pergunta-lhe:

EMF 64.1-2

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Vejo as margens do lago de Genezaré. E vejo os barcos dos pescadores, arrastados para a margem. Junto a eles estão Pedro e André, ocupados em consertar as redes, que os empregados levam, gotejantes, depois de as terem enxaguado no lago, para limpá-las dos detritos que nelas ficaram presos. À distância de uns dez metros, João e Tiago, encurvados sobre seu barco, estão ocupados a pô-lo em ordem, ajudados por um empregado e por um homem de seus cinqüenta a ciqüenta e cinco anos, que eu penso ser Zebedeu, porque o empregado o chama de “patrão”, e porque ele é muito parecido com Tiago.

Pedro e André, de costas para o barco, trabalham em silêncio para reatar os fios e as bóias de sinal. De vez em quando, trocam algumas palavras, a respeito do trabalho deles que, pelo que eu pude entender, foi infrutífero.

Pedro se queixa, não pela bolsa vazia, nem pelo trabalho inútil, mas diz:

– Isso me aborrece porque… como faremos para alimentar aqueles pobrezinhos? A nós só são feitas raras ofertas, e aquelas dez moedas e sete dracmas que recolhemos nestes quatro dias, nelas eu não toco. Só o Mestre me deve indicar a quem e como vão ser dadas aquelas moedas. E até o sábado Ele não volta! Se eu tivesse feito uma boa pesca!… O peixe mais miúdo, eu o cozinharia, e o daria àqueles pobres… e, se alguém em casa resmungasse, eu não daria importância a isso. Os sãos podem ir procurá-lo. Mas os doentes!…

– Aquele paralítico, por exemplo!… Andaram tanto para trazê-lo aqui… –diz André.

– Escuta, meu irmão. Eu penso… que não se pode estar divididos, e não sei porque o Mestre não nos quer sempre com Ele. Ao menos… eu não veria mais estes pobrezinhos que não posso socorrer, e quando eu os visse poderia lhes dizer: “Ele está aqui.”

64.2

– Estou aqui!

Jesus se aproximou deles devagar caminhando sobre a areia molhada. Pedro e André dão um pulo. Gritam:

– Oh! Mestre!

Chamam os outros:

– Tiago! João! O Mestre! Vinde!

Os dois chegam correndo. E todos abraçam Jesus. Um lhe beija a veste, outro as mãos; João ousa passar-lhe um braço ao redor da cintura e pousar a cabeça sobre o seu peito. Jesus o beija sobre os cabelos.

– De que estáveis falando?

– Mestre… dizíamos que Te desejaríamos aqui.

– Para que, amigos?

– Para ver-te e vendo-te, te amar e, depois, por causa dos pobres e doentes. Estão à tua espera há dois ou mais dias… Eu fiz o que podia. Coloquei-os lá, estás vendo aquela cabana naquele campo inculto? Lá os operários do barco trabalham fazendo reparos. Lá coloquei abrigado um paralítico, um que tem febre alta, e um menino que está morrendo sobre o seio de sua mãe. Eu não podia mandá-los à tua procura.

– Fizeste bem. Mas, como pudeste socorrê-los e quem foi que os trouxe? Me disseste que são pobres.

– É verdade, Mestre. Os ricos têm carros e cavalos. Os pobres, só as pernas. Não podem ir atrás de Ti diligentes. Eu fiz o que pude. Olha: este é o donativo que eu recebi. Mas não toquei em nenhuma moeda. Tu é que farás isso.

– Pedro, tu podias tê-lo feito. Certo… Meu Pedro, me desagrada saber que por causa de Mim tu tenhas que sofrer censuras e passar canseiras.

– Não, Senhor. Não deve desagradar-te isso. Eu não tenho dor. Somente o que me desagrada é não ter podido fazer maior caridade. Mas, podes crer, eu fiz, todos nós fizemos tudo o que pudemos.

– Eu sei. Sei que trabalhaste e sem resultado. Mas, se não há comida, a tua caridade permanece viva, ativa e santa aos olhos de Deus.

Detalhe

Jesus não está com os discípulos, deixou-os em casa durante algum tempo.

EMF 64.4

O Evangelho como me foi revelado

Citação

“O meu dileto desceu ao seu jardim, ao canteiro dos aromas, a apascentar por entre os jardins e a colher lírios… ele que se deleita entre os lírios”, diz Salomão de Davi, do qual Eu venho, Eu, o Messias de Israel.

O meu jardim! Qual jardim mais bonito e mais digno de Deus e do Céu, onde as flores são os anjos criados pelo Pai? Contudo, não. Um outro jardim quis o Filho unigênito do Pai, o Filho do homem, porque pelo homem Eu tenho a carne, sem a qual Eu não poderia redimir as culpas da carne do homem. Um jardim que poderia ser pouca coisa inferior ao celeste, se do Paraíso terrestre se tivessem espalhados, como mansas abelhas de uma colméia, os filhos de Adão, os filhos­ de Deus, para povoar a terra com uma santidade toda destinada ao Céu. Mas o Inimigo semeou abrolhos e espinhos no coração de Adão e os abrolhos e os espinhos desse coração extravasaram sobre a terra. Agora, já não há jardim, mas um mato áspero e cruel, no qual mora a febre e se aninha a serpente.

Mas o Dileto do Pai também tem ainda um jardim nesta terra, sobre a qual impera Mamon. O jardim no qual Ele vai nutrir-se do seu celeste alimento: amor e pureza; o canteiro do qual Ele colhe as flores que lhe são caras, no qual não há mancha de sensualidade, de cobiça, de soberba. Estes. (Jesus acaricia o maior número de crianças que pode, passando sua mão sobre aquela coroa de cabecinhas atentas, uma única carícia que os toca de leve e os faz sorrir de alegria). Eis os meus lírios.

Não teve Salomão, em sua riqueza, veste mais bonita do que o lírio que perfuma o vale, nem diadema de graça mais delicado e esplêndido do que aquele que tem o lírio em seu cálice de pérola. No entanto, para o meu coração, não há lírio que valha o que vale um destes. Não há canteiro, não há jardim de ricos, todo cultivado com lírios, que Me valha o que vale um só destes puros, inocentes, sinceros, simples pequeninos.

EMF 64.4

O Evangelho como me foi revelado

Citação

(...) O Dileto do Pai também tem ainda um jardim nesta terra, sobre a qual impera Mamon. O jardim no qual Ele vai nutrir-se do seu celeste alimento: amor e pureza; o canteiro do qual Ele colhe as flores que lhe são caras, no qual não há mancha de sensualidade, de cobiça, de soberba. Estes. (Jesus acaricia o maior número de crianças que pode, passando sua mão sobre aquela coroa de cabecinhas atentas, uma única carícia que os toca de leve e os faz sorrir de alegria). Eis os meus lírios.

Não teve Salomão, em sua riqueza, veste mais bonita do que o lírio que perfuma o vale, nem diadema de graça mais delicado e esplêndido do que aquele que tem o lírio em seu cálice de pérola. No entanto, para o meu coração, não há lírio que valha o que vale um destes. Não há canteiro, não há jardim de ricos, todo cultivado com lírios, que Me valha o que vale um só destes puros, inocentes, sinceros, simples pequeninos.

EMF 64.4

O Evangelho como me foi revelado

Citação

(...) O Dileto do Pai também tem ainda um jardim nesta terra, sobre a qual impera Mamon. O jardim no qual Ele vai nutrir-se do seu celeste alimento: amor e pureza; o canteiro do qual Ele colhe as flores que lhe são caras, no qual não há mancha de sensualidade, de cobiça, de soberba. Estes. (Jesus acaricia o maior número de crianças que pode, passando sua mão sobre aquela coroa de cabecinhas atentas, uma única carícia que os toca de leve e os faz sorrir de alegria). Eis os meus lírios.

Não teve Salomão, em sua riqueza, veste mais bonita do que o lírio que perfuma o vale, nem diadema de graça mais delicado e esplêndido do que aquele que tem o lírio em seu cálice de pérola. No entanto, para o meu coração, não há lírio que valha o que vale um destes. Não há canteiro, não há jardim de ricos, todo cultivado com lírios, que Me valha o que vale um só destes puros, inocentes, sinceros, simples pequeninos.

Ó homens, ó mulheres de Israel! Ó vós, grandes e humildes, pelo censo ou por vosso cargo, ouvi! Vós estais aqui porque quereis conhecer-me e amar-me. Então ficai sabendo qual é a primeira condição para serdes meus. Eu não vos digo palavras difíceis. Não vos dou exemplos mais difíceis ainda. Eu só vos digo: “Tomai a estes como exemplo.”

Quem entre vós não tem em casa um filho, um sobrinho, um pequeno irmão ainda na infância, na meninice? Não é um descanso, um conforto, um vínculo entre os esposos, entre os parentes, entre os amigos, um destes inocentes, cuja alma é pura como uma aurora serena, cujo rosto afugenta as nuvens e incute esperanças e cujas carícias enxugam lágrimas e infundem força de vida? Por que é que existe neles tanto poder? Neles, ainda fracos, indefesos e ignorantes? Porque têm Deus em si, têm a força e a sabedoria de Deus. A verdadeira sabedoria: sabem amar e crer. Sabem crer e querer. Sabem viver nesse amor e nessa fé. Sede como eles: simples, puros, amorosos, sinceros, crentes.

Não há sábio em Israel que seja maior do que o menor destes, cuja alma é de Deus e dela é o seu Reino. Benditos pelo Pai, amados pelo Filho do Pai, flores do meu jardim, a minha paz esteja convosco e com aqueles que vos imitarem por meu amor.

Detalhe

Jesus está entre crianças e estas falam dele à multidão.

EMF 65.1

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– Quando chega a primavera e tudo floresce, o homem do campo diz, contente: “Terei muito fruto.” E jubila em seu coração por esta esperança. Mas, da primavera até o outono, do mês das flores ao das frutas, quantos dias, quantos ventos e chuvas, sol e borrascas haverão de passar e, às vezes, guerra ou crueldade da parte dos poderosos, as doenças das plantas e doenças do homem do campo, pelo que as plantas — não mais cavadas e reforçadas, regadas, podadas, sustentadas, limpas — que prometiam muito fruto, entristecem e mor­rem ou totalmente ou na sua colheita!

Vós me estais seguindo. Vós me amais. Vós, como as plantas na primavera, vos ornais com bons propósitos e com amor. Na verdade, Israel, esta aurora do meu apostolado está como os nossos doces campos no luminoso mês de Nisam. Mas, ouvi. Como um ardor de estiagem, virá Satanás a queimar-vos com o seu hálito, pois tem inveja de Mim. Virá o mundo com o seu vento gelado para gelar o vosso florescer. Virão as paixões, como tempestades. Virá o tédio, como uma chuva obstinada. Todos os inimigos meus e vossos virão para esterilizar tudo o que deveria vir desta vossa santa inclinação de florescer em Deus. Eu vos aviso porque sei.

Mas, será que tudo, então, estará perdido quando Eu, como agricultor doente — mais do que doente, morto — não mais poderei dar a vós palavras e milagres? Não. Eu semeio e cultivo, enquanto for o meu tempo. Depois, sobre vós crescerá e amadurecerá, se tomardes os necessários cuidados.

Olhai para aquela figueira da casa de Simão, filho de Jonas. Quem a plantou, não encontrou o ponto certo e propício. Plantada junto ao úmido muro do norte, já teria morrido se não tivesse, por si mesma, tratado de se defender para viver. E procurou sol e luz. Lá está ela, toda dobrada, mas forte e orgulhosa, que bebe desde a aurora o sol, e dele extrai suco para as suas centenas e centenas de doces frutos. Defendeu-se sozinha. Disse: “O Criador me quis para dar alegria e alimento ao homem. Eu quero que a sua vontade tenha a minha por companheira!” Uma figueira! Uma planta que não fala! Uma planta sem alma! E vós, filhos de Deus, filhos do homem, seríeis menos do que uma planta?

Tomai bom cuidado para dar frutos de vida eterna. Eu vos cultivo e por fim vos darei um suco, o mais poderoso que existe. Não deixeis, não deixeis que Satanás ria sobre as ruínas do meu trabalho, do meu sacrifício e da vossa alma. Procurai a luz. Procurai o sol. Procurai a força. Procurai a vida. Eu sou a Vida, Força, Sol, Luz de quem me ama. Aqui estou para levar-vos para o lugar de onde vim. Aqui falo para chamar-vos todos e mostrar-vos a Lei dos dez mandamentos que dão a vida eterna. Com conselho de amor, Eu vos digo: “Amai a Deus e ao próximo.” É a primeira condição para se realizar todos os outros bens. O mais santo dos dez mandamentos: Amai. Aqueles que amarem em Deus, a Deus e o próximo, pelo Senhor Deus terão na terra e no Céu a paz como sua morada e sua coroa.

O povo com custo afasta-se, depois da bênção de Jesus. Não há doentes nem pobres.

Detalhe

No início da sua vida pública, em Cafarnaum, Jesus fala das plantas e das colheitas, comparando-se com os homens, e depois fala da figueira de Pedro, que tenta sobreviver. Depois, aplica-o às almas.

Ficamos a saber que as plantas são "sem alma".