EMF 183.4 · Volume 3
O Evangelho como me foi revelado
Citação
Eu vim para salvar, e não para deixar que se percam.
Notas do tema
Conforto de leitura
EMF 183.4 · Volume 3
Eu vim para salvar, e não para deixar que se percam.
EMF 184.2 · Volume 3
« Vem cá. Tu querias me ouvir falar. Por quê?
– Porque és o Messias. Não podes ser senão o Messias, com o milagre que fizeste… E eu tinha um grande desejo de ouvir-te. Eu nunca posso ir para fora de Magdala, porque eu… tenho um marido difícil, e cinco crianças. O mais novo está com quatro meses… e Tu nunca vens aqui.
– Eu vim, e justamente à tua casa. Como estás vendo.
– Por isso é que eu queria ouvir-te. »
EMF 184.2 · Volume 3
– Tem paciência, mulher. Todos têm a sua cruz.
– Ah! Não! As que são sem vergonha só têm o prazer. Já viste o que fazem as sem-vergonhas? Elas gozam, e fazem sofrer. Elas não despedaçam os seus rins com o trabalho e gerar filhos, não criam bolhas manuseando a enxada, nem esfolam suas mãos com a potassa da lixívia. Elas são bonitas, viçosas. E não são atingidas pela condenação que Eva recebeu. Antes, são a nossa condenação, porque os homens… Tu compreendes…
– Sim, Eu te compreendo. Mas, fica sabendo que elas também têm uma cruz pesada. E é a mais pesada. Pois é uma cruz que não se vê. É a cruz da consciência que as reprova, do mundo, que escarnece delas, dos que são do seu sangue, pois eles as repudiam, e de Deus que as amaldiçoa. Elas não são felizes, podes crer. Não despedaçam seus rins na procriação, nem no trabalho, nem ficam com feridas nas mãos por trabalhar. Mas sentem-se despedaçadas da mesma forma, e com vergonha. O coração delas é uma chaga viva. Não tenhas inveja da aparência delas, do seu frescor, da sua aparente serenidade. Tudo isso é um véu cobrindo uma ruína, que remorde e não dá paz. Não tenhas inveja do sono delas, tu, ó mãe honesta, que sonhas com os teus inocentes… Elas têm o pesadelo em seus travesseiros. E amanhã, quando estiverem na agonia ou na velhice, terão o remorso e o terror.
– É verdade. Perdoa-me…
EMF 184.3-5 · Volume 3
– (...) Deixas-me ficar aqui?
– Fica. Vamos contar uma bela parábola ao Benjamim, e aqueles que já não são crianças a aplicarão a si mesmos e à Maria de Magdala. Escutai.
Em vós há uma dúvida sobre a conversão de Maria para o Bem. Nenhum sinal nela dá a entender que ela queira dar passos nesse sentido. Descarada e desavergonhada, ela, consciente de sua posição e de seu poder, já ousou até desafiar as pessoas, como quando foi até à soleira de uma porta, onde se estava chorando por causa dela. A uma censura de Pedro, ela respondeu ainda com uma risada. Ao meu olhar, que a convida, respondeu com uma atitude de soberba. Vós talvez teríeis querido, uns por amor para com Lázaro, outros por amor para comigo, que Eu falasse a ela diretamente, numa conversa demorada com ela, para dominá-la com o meu poder e mostrando assim a minha força de Messias Salvador. Não. Não é preciso tudo isso. Eu o disse[1] a uma pecadora, há muitos meses. As almas devem agir por si mesmas. Eu passo, jogando a semente. Em segredo, a semente trabalha. E a alma fica respeitada nesse trabalho. Se a primeira semente não vingar, semeia-se uma segunda, depois outra… e só nos retiramos dali, quando tivermos provas suficientes de que o semear ali é inútil. E se reza. A oração é como um orvalho sobre as glebas: ela as conserva fofas e nutridas, a fim de que a semente possa germinar. Não fazes assim, mulher, com as tuas verduras?
184.4 Agora escutai a parábola do trabalho de Deus nos corações, para fundar neles o seu Reino. Porque cada coração é um pequeno Reino de Deus na terra. Mais tarde, depois da morte, todos esses pequenos reinos se aglutinarão em um só, no incomensurável, santo e eterno Reino dos Céus.
O Reino de Deus nos corações é criado pelo Divino Semeador. Ele vai aos seus terrenos, — pois o homem é de Deus e, por isso, cada homem inicialmente, é dele — e ali espalha a sua semente. Depois vai para outros terrenos, para outros corações. Os dias vêm depois das noites, e as noites depois dos dias. Os dias trazem sol ou chuvas e, neste caso, raios do amor divino e a efusão da Divina Sabedoria, que fala ao espírito. As noites trazem estrelas e silêncio repousantes: em nosso caso são os chamados luminosos de Deus e o silêncio para o nosso espírito, a fim de que a alma possa entrar em recolhimento e medite.
A semente, nessa sucessão de atos providenciais, imperceptíveis e poderosos, se incha, se fende, lança raízes, firma-se no terreno, solta as primeiras folhinhas, e cresce. Tudo isso ela faz sem ajuda do homem. A terra, espontaneamente, faz nascer da semente a erva, depois a erva se torna forte e capaz de sustentar a espiga que já vem saindo; depois essa espiga se ergue, se entumece, endurece, torna-se loira, perfeita e bem granada. Quando fica de todo madura, o semeador volta para passar-lhe a foice, porque para aquela semente chegou o tempo da perfeição. Não poderia ela evoluir mais, e por isso é colhida.
Nos corações minha palavra faz esse mesmo trabalho. Eu falo dos corações que dão acolhida à semente. Mas o trabalho neles é lento. É preciso não estragar tudo pelo atabalhoamento. Que esforço faz a pequena semente para fender-se e para fincar suas raízes na terra! Até para um coração duro e selvagem, é penoso um trabalho destes. Ela precisa abrir-se, deixa-se revirar, acolher coisas novas, cansar-se em alimentá-las, ter aparências diferentes, porque está coberta só com coisas humildes, mas úteis, e não com as mais atraentes, pomposas e exuberantes, que a cobriam antes. Deve contentar-se em trabalhar com humildade, sem atrair a admiração, mas sim para o que for útil dentro do Plano divino. Deve fazer uso de todas as suas capacidades, para crescer e formar a espiga. Deve abrasar-se de amor, para tornar-se grão. E quando, depois de ter superado os respeitos humanos, que são tão molestos, depois de ter-se cansado e sofrido, depois de ter-se acostumado à sua nova veste, ei-la precisando despojar-se dela, por meio de um corte sem piedade. É dar tudo para ter tudo. Ficar despojada para ser revestida no Céu com a estola dos Santos. A vida do pecador, que se torna santo, é o mais longo, o mais heróico e glorioso dos combates. Eu vo-lo digo.
184.5 Por tudo o que Eu vos disse, compreendei que Eu tinha que agir para com Maria, como faço. Por ventura, foi de modo diferente que Eu agi contigo, Mateus?
– Não, meu Senhor.
– E, dize-me a verdade: o que te persuadiu foi a minha paciência, ou os ralhos severos dos fariseus?
– Foi a tua paciência, tanto que eu aqui estou. Os fariseus, com seus desprezos e seus anátemas, me tornavam desdenhoso e, por desdém, eu fazia ainda mais mal, do que tudo o que eu havia feito até então. Isto é o que acontece. Ficamos mais enrijecidos quando, estando em pecado, ouvimos que nos chamam de pecadores. Mas quando, em vez de um insulto, recebemos uma carícia, ficamos atordoados e depois choramos… e, quando se chora, a couraça do pecado cede e se desfaz. Ficamos, então, nus diante da Bondade, e suplicamos, com todo o coração, que nos cubra com Sua veste.
– Disseste bem.
Maria Madalena não parecia estar convertida, e Jesus contou uma parábola neste contexto.
Há alguns meses, disse isto a respeito de outra pecadora. Para Aglaé, a mulher velada de Belle-Eau. Ver EMV 79.6.
Evangelho de Marcos 4, 26-32
Mc 4, 26-32: Ele disse: "O reino de Deus é semelhante a um homem que semeia: de noite e de dia, quer durma quer se levante, a semente brota e cresce, não sabe ele como. A terra produz, por si mesma, primeiro a erva, depois uma espiga de milho e, por fim, uma espiga de trigo cheia. E logo que o trigo está maduro, ele mete-lhe a foice, porque chegou o tempo da ceifa". E prosseguiu: "A que havemos de comparar o reino de Deus? Que parábola podemos usar para o representar? É como um grão de mostarda: quando o semeais, é a mais pequena de todas as sementes. Mas quando o semeais, cresce e ultrapassa todas as hortaliças; e estende longos ramos, de modo que as aves do céu podem fazer os seus ninhos à sua sombra".
EMF 184.3 · Volume 3
Escutai.
Em vós há uma dúvida sobre a conversão de Maria para o Bem. Nenhum sinal nela dá a entender que ela queira dar passos nesse sentido. Descarada e desavergonhada, ela, consciente de sua posição e de seu poder, já ousou até desafiar as pessoas, como quando foi até à soleira de uma porta, onde se estava chorando por causa dela. A uma censura de Pedro, ela respondeu ainda com uma risada. Ao meu olhar, que a convida, respondeu com uma atitude de soberba. Vós talvez teríeis querido, uns por amor para com Lázaro, outros por amor para comigo, que Eu falasse a ela diretamente, numa conversa demorada com ela, para dominá-la com o meu poder e mostrando assim a minha força de Messias Salvador. Não. Não é preciso tudo isso. Eu o disse[1] a uma pecadora, há muitos meses. As almas devem agir por si mesmas. Eu passo, jogando a semente. Em segredo, a semente trabalha. E a alma fica respeitada nesse trabalho. Se a primeira semente não vingar, semeia-se uma segunda, depois outra… e só nos retiramos dali, quando tivermos provas suficientes de que o semear ali é inútil. E se reza. A oração é como um orvalho sobre as glebas: ela as conserva fofas e nutridas, a fim de que a semente possa germinar.
Jesus fala de Maria Madalena, que não parece estar convertida. Fala de Lázaro e de Aglaia e do seu poder de Messias, e depois do trabalho das almas sobre si próprias.
Há alguns meses, disse isto a respeito de outra pecadora. Para Aglaé, a mulher velada de Belle-Eau. Ver EMV 79.6.
EMF 184.4 · Volume 3
Agora escutai a parábola do trabalho de Deus nos corações, para fundar neles o seu Reino. Porque cada coração é um pequeno Reino de Deus na terra. Mais tarde, depois da morte, todos esses pequenos reinos se aglutinarão em um só, no incomensurável, santo e eterno Reino dos Céus.
O Reino de Deus nos corações é criado pelo Divino Semeador. Ele vai aos seus terrenos, — pois o homem é de Deus e, por isso, cada homem inicialmente, é dele — e ali espalha a sua semente. Depois vai para outros terrenos, para outros corações. Os dias vêm depois das noites, e as noites depois dos dias. Os dias trazem sol ou chuvas e, neste caso, raios do amor divino e a efusão da Divina Sabedoria, que fala ao espírito. As noites trazem estrelas e silêncio repousantes: em nosso caso são os chamados luminosos de Deus e o silêncio para o nosso espírito, a fim de que a alma possa entrar em recolhimento e medite.
A semente, nessa sucessão de atos providenciais, imperceptíveis e poderosos, se incha, se fende, lança raízes, firma-se no terreno, solta as primeiras folhinhas, e cresce. Tudo isso ela faz sem ajuda do homem. A terra, espontaneamente, faz nascer da semente a erva, depois a erva se torna forte e capaz de sustentar a espiga que já vem saindo; depois essa espiga se ergue, se entumece, endurece, torna-se loira, perfeita e bem granada. Quando fica de todo madura, o semeador volta para passar-lhe a foice, porque para aquela semente chegou o tempo da perfeição. Não poderia ela evoluir mais, e por isso é colhida.
Nos corações minha palavra faz esse mesmo trabalho. Eu falo dos corações que dão acolhida à semente. Mas o trabalho neles é lento. É preciso não estragar tudo pelo atabalhoamento. Que esforço faz a pequena semente para fender-se e para fincar suas raízes na terra! Até para um coração duro e selvagem, é penoso um trabalho destes. Ela precisa abrir-se, deixa-se revirar, acolher coisas novas, cansar-se em alimentá-las, ter aparências diferentes, porque está coberta só com coisas humildes, mas úteis, e não com as mais atraentes, pomposas e exuberantes, que a cobriam antes. Deve contentar-se em trabalhar com humildade, sem atrair a admiração, mas sim para o que for útil dentro do Plano divino. Deve fazer uso de todas as suas capacidades, para crescer e formar a espiga. Deve abrasar-se de amor, para tornar-se grão. E quando, depois de ter superado os respeitos humanos, que são tão molestos, depois de ter-se cansado e sofrido, depois de ter-se acostumado à sua nova veste, ei-la precisando despojar-se dela, por meio de um corte sem piedade. É dar tudo para ter tudo. Ficar despojada para ser revestida no Céu com a estola dos Santos. A vida do pecador, que se torna santo, é o mais longo, o mais heróico e glorioso dos combates. Eu vo-lo digo.
Evangelho de Marcos 4, 26-32
Mc 4,26-32 : Ele disse: "O reino de Deus é semelhante a um homem que lança a semente à terra: de noite e de dia, quer durma quer se levante, a semente brota e cresce, não se sabe como. A terra produz, por si mesma, primeiro a erva, depois uma espiga de milho e, por fim, uma espiga de trigo cheia. E logo que o trigo está maduro, ele mete-lhe a foice, porque chegou o tempo da ceifa". E prosseguiu: "A que havemos de comparar o reino de Deus? Que parábola podemos usar para o representar? É como um grão de mostarda: quando o semeais, é a mais pequena de todas as sementes. Mas, quando o semeais, cresce e ultrapassa todos os vegetais; e estende longos ramos, de modo que as aves do céu podem fazer os seus ninhos à sua sombra".
EMF 184.4
EMF 184.6-7 · Volume 3
– (...) Benjamim, gostaste da história? Sim? Muito bem. E a mamãe onde está?
Quem responde é Tiago de Alfeu:
– Ela saiu, no fim da parábola, e foi correndo por aquela estrada.
– Terá ido ao mar, para ver se vem vindo o seu esposo –diz Tomé.
– Não. Ela foi à casa da vovó buscar meus irmãozinhos. Mamãe os leva para lá, a fim de poder trabalhar –diz o menino, que está apoiado, muito confiadamente, nos joelhos de Jesus.
– E tu estás aqui, homem? Deves ser uma bela víbora, para estares aqui sozinho –observa Bartolomeu.
– Eu sou o mais velho, e já a ajudo…
– Tu a ajudas a ganhar o Paraíso, coitada dela! Quantos anos tens? –pergunta Pedro.
– Dentro de três anos, serei filho da Lei –diz, todo ufano, o menino.
– Sabes ler? –pergunta Tadeu.
– Sim… mas leio devagar, porque… porque o mestre me põe para fora todos os dias…
– Bem que eu dizia –diz Bartolomeu.
– Mas eu faço assim, porque o mestre é velho e feio, e diz sempre as mesmas coisas, e faz a gente dormir! Se fosse como Ele (e mostra Jesus), eu prestaria atenção. Tu também bates em quem está dormindo ou brincando?
– Eu não bato em ninguém. Mas digo aos meus alunos: “Ficai bem atentos, para o vosso bem e por amor de Mim” –responde Jesus.
– Aí. Assim, sim. Por amor, sim. Mas não por medo.
– Mas, se tu te tornares bom, o mestre te quererá bem.
– Tu só queres bem a quem é bom? Há pouco disseste que tiveste paciência com este aqui, que não era bom…
A lógica do menino é muito exigente.
– Eu sou bom para com todos. Mas, quem procura tornar-se bom é muito, muito amado por Mim e com ele Eu sou bom, muito bom.
O menino fica pensando… depois levanta a cabeça e pergunta a Mateus:
– Como foi que fizeste para te tornares bom?
– Eu quis bem a ele.
184.7
O menino pensa ainda, depois olha os doze, e diz a Jesus:
– Todos estes são bons?
– Certamente que o são.
– Tens certeza disso? Algumas vezes eu quero passar por bom, mas é quando quero “aprontar” alguma arte bem grande.
Todos soltam uma fragorosa risada. Ri-se também o homenzinho, que está quase se confessando. Ri-se também Jesus, que o aperta contra o coração e o beija.
O menino, já muito amigo de todos, quer brincar, e diz:
– Agora eu vou dizer-te quem aqui é bom –e começa a sua escolha.
Olha para todos, e vai direto a João e André, que estão mais perto dele, e diz:
– Tu e tu. Vinde cá.
Depois, separa os dois Tiagos e os ajunta aos dois já separados. Em seguida separa Tadeu. Fica muito tempo pensativo, diante de Zelotes e de Bartolomeu, e diz:
– Sois velhos, mas sois bons –e os ajunta aos outros.
Olha para Pedro, que está passando por aquele exame e está fazendo uns esgares com os olhos, e o acha bom. Também Mateus passa pelo exame, e assim Filipe. A Tomé ele diz:
– Você ri muito. Eu estou falando sério. Não sabes que meu mestre diz que quem fica sempre rindo, erra na hora da prova?
Mas, afinal, Tomé também passa, com nota baixa, mas passa no exame. Depois o menino volta para Jesus.
– Ei, moleque. Aqui estou eu. Eu não sou uma árvore. Sou jovem e belo. Por que não me examinas? –diz Iscariotes.
– Porque não me agradas. Mamãe diz que, quando uma coisa não nos agrada, não devemos tocar nela. Deixamo-la sobre a mesa, e que a apanhem outros, que talvez gostem dela. E ela diz também que, se alguém nos oferece uma coisa de que não gostamos, não se deve dizer: “Não me agrada”, mas se diz: “Obrigado, não estou com fome.” Eu não tenho fome de ti.
– Mas, como? Olha, se disseres que eu sou bom, eu te darei esta moeda.
– Que é que eu vou fazer com ela? Que é que eu vou comprar com uma mentira? Mamãe diz que o dinheiro, conseguido com enganos, vira palha. Uma vez eu consegui, com uma mentira, que minha avó me desse uma didracma para eu comprar umas fogaças com mel, e de noite a moeda virou palha. Eu a tinha colocado ali naquele buraco, por baixo da porta, para apanhá-la no outro dia, pela manhã, mas lá só encontrei um punhado de palha.
– Mas, porque é que não sou bom? Que é que eu tenho? O pé rachado? Serei tão feio assim?
– Não. Tu me causas medo.
– Mas, por quê? –pergunta Iscariotes, aproximando-se dele.
– Eu não sei. Deixa-me. Não me toques ou eu vou te arranhar.
– Que porco espinho! Está louco.
Judas ri mal.
– Não louco. Tu és mau –e o menino vai refugiar-se no colo de Jesus, que o acaricia sem dizer nada.
Os apóstolos conversam sobre o acontecido, que não é de bom augúrio para Iscariotes.
Jesus acaba de contar uma parábola e está presente uma criança, Benjamim de Magdala.
EMF 184.8
EMF 184.8 · Volume 3
“Todas as coisas obtidas por meio de enganos se tornam palha.” (...) Não é fábula. É verdade eterna. Nunca se sai bem quem age sem honestidade. Porque a mentira nas palavras, nos atos, na religião, é sempre sinal de aliança com satanás, mestre da mentira.