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Notas do tema

Região da Galileia

Página 20 de 22

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EMF 188.9 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– Toma. Esta é a chave da minha casa. Eu vou-me embora para sempre. Eu te agradeço, porque tu és meu benfeitor. Tu me deste de novo a família. Faze do que é meu tudo que quiseres… e cuida dos meus frangos. Não os maltrates. Todos os sábados, vem um romano comprar os ovos… Eles te darão alguma vantagem… Trata bem das minhas galinhazinhas… e Deus te pague por isso.

O velhinho está assombrado. Ele pega a chave e fica de boca aberta.

Jesus diz:

– Sim, faze como ele diz e Eu também te ficarei agradecido. Em nome de Jesus, Eu te abençôo.

– O Nazareno! Então, és Tu! Misericórdia! Eu falei com o Senhor! Mulheres, mulheres! Homens! O Messias está entre nós!

Ele grita como uma águia e as pessoas vem correndo, de todos os lados.

– Abençoa! Abençoa! –gritam todos.

E outros dizem:

– Fica conosco!

E outros ainda:

– Aonde vais? Pelo menos, dize-nos aonde vais.

– Vou a Naim. Ficar aqui Eu não posso.

– Nós vamos Te acompanhar. Estás de acordo?

– Vinde. E a quem fica, paz e bênção.

Encaminham-se para a estrada mestra. E vão por ela.

Detalhe

Jean d'En-Dor deixa tudo para trás e dá a chave da sua casa a um velhote. O velhote apercebe-se de que Jesus é o Messias.

EMF 189

O Evangelho como me foi revelado

Detalhe

Título do capítulo: À Naïm. Ressurreição do filho de uma viúva.

Data da visão: Quinta-feira, 14 de junho de 1945.

Calendário: Sexta-feira 17 de março 28 (4 Nissan 3788)

Localização (mapa) : Naïm

Ciclo: A segunda viagem pascal

Resumo: Jesus chega a Naim. Os habitantes de En-Dor continuam a segui-lo. Encontram um cortejo fúnebre. Os apóstolos tentam adivinhar quem morreu e supõem que se trata de uma criança ou de uma virgem, mas acabam por perceber que se trata de um jovem adulto. Os discípulos ficam comovidos com a dor da pobre viúva que perdeu o seu filho. Jesus, profundamente gentil, aproxima-se do cortejo, o que provoca uma reação virulenta da mãe enlutada. O Mestre acalma-a e pede-lhe que ponha a liteira no chão. Eles obedeceram e ele realizou um milagre: o morto ressuscitou. Este facto provocou a agitação da multidão, que o impediu de se ir embora. Ao ver esta procissão feliz, Jesus chora, pensando na desolação futura da sua Mãe.

A mãe acaba por abençoar o Senhor com o seu filho, e o Mestre pode finalmente partir. O chefe da sinagoga tenta impedi-lo, mas Cristo diz que tem de continuar o seu caminho. Finalmente, promete regressar.

Conteúdo do capítulo: 189.1: Ao se aproximarem de Naim, um cortejo fúnebre sai dos muros da cidade. 189.2: Jesus, comovido com a dor da mãe, ressuscita o jovem dentre os mortos. 189.3: O jovem, ainda atado com as ligaduras, chama pela mãe. 189.4: Jesus tem lágrimas nos olhos ao pensar na sua própria Mãe. 189.5: Jesus promete ao chefe da sinagoga que voltará.

Edição anterior: Tomo 3, capítulo 50.

EMF 189.1 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Naim devia ter uma certa importância nos tempos de Jesus. Não é uma cidade muito grande, mas bem construída, fechada dentro do seu cinturão de muros. Ela se estende por uma colina risonha, de pouca altitude, e é uma ramificação do pequeno Hermon que, do alto, domina uma planície muito fértil, que se vai alargando para a direção do noroeste[1].

Para quem vem de Endor, chega-se até aqui, depois de ter passado a vau um pequeno rio, que deve ser um afluente do Jordão. Mas daqui não se vê mais o Jordão, e nem mesmo o seu vale, porque algumas colinas o escondem, fazendo um arco, que parece um ponto de interrogação virado para leste.

Jesus para lá se dirige, por uma estrada mestra, que liga as regiões do lago ao Hermon e aos seus povoados. Atrás de Jesus vão caminhando muitos dos habitantes de Endor, conversando animadamente uns com os outros.

A distância que separa o grupo dos apóstolos dos muros já é bem reduzida: no máximo uns duzentos metros. E, já que a estrada mestra vai em linha reta, rumo a uma das portas da cidade, e como essa porta está escancarada, pois já é pleno dia, pode-se ver logo o que está acontecendo do outro lado dos muros. E é assim que Jesus, que estava conversando com os apóstolos e com o novo convertido, vê que, por entre um grande barulho de carpideiras e de semelhantes conjuntos orientais, vem chegando um cortejo fúnebre.

Anotação

Maria Valtorta desenhou um esboço do local: clique aqui para o ver.

EMF 189.5 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Finalmente, Jesus consegue escapar daquele aperto, e entrar na cidade. A multidão o acompanha, e o persegue, exigente em seu amor.

Chega correndo um homem, e saúda a Jesus com uma profunda inclinação:

– Eu te peço que pares em minha casa.

– Não posso. A Páscoa me proíbe qualquer parada, além daquelas que estão marcadas.

– Daqui a pouco é o pôr-do-sol, e hoje e sexta-feira…

– É exatamente ao pôr-do-sol que Eu preciso chegar à minha etapa. Mas Eu te agradeço da mesma forma. E não me detenhas…

– Mas eu sou o sinagogo.

– E com isto queres dizer que tens este direito. Homem: bastava que Eu me atrasasse uma hora e aquela mãe não teria reavido o filho. Eu vou aonde outros infelizes me estão esperando. Não atrases com egoísmo a alegria deles. Eu virei, com certeza, outra vez e ficarei contigo em Naim mais dias. Agora, deixa-me ir.

O homem não insiste mais. E somente diz:

– Está dito. Eu fico Te esperando.

– Sim. A paz esteja contigo e com os moradores de Naim. E também à vós de Endor paz e bênção. Voltai para vossas casas. Deus vos falou por meio do milagre. Fazei que entre vós aconteçam, por força do amor, muitas ressurreições para o bem em todos os corações.

Houve um último coro de hosanas. Depois a multidão deixa Jesus ir, e Ele atravessa diagonalmente a cidade, indo sair na campina, tomando caminho para Esdrelon.

Detalhe

Jesus acaba de ressuscitar Daniel dos mortos. A multidão regozija-se.

Anotação

Vou para onde outras pessoas infelizes estão à minha espera. Não atrases a sua alegria por egoísmo. Jesus está a falar dos camponeses de Yokhanan, que o esperam na planície de Esdrelon.

EMF 190

O Evangelho como me foi revelado

Detalhe

Título do capítulo: Chegada à planície de Esdrelon ao anoitecer de sexta-feira.

Data da visão: Sexta-feira, 15 de junho de 1945.

Calendário: Sexta-feira, 17 de março de 28 (4 Nissan 3788)

Localização (mapa) : Esdrelon

Ciclo: A segunda viagem pascal

Resumo: Jesus chega à planície de Esdrelon. Pedro foi à frente para ver se Doras, o filho de Doras, tinha ido para Jerusalém. No caminho, o Senhor encontra Isaías, um camponês de Yokhanan, e este revela que os campos de Doras são um verdadeiro desastre. Yokhanan, pelo contrário, tem terras férteis, o que cria um contraste maior entre a terra devastada e a terra saudável e frutífera. Depois da desgraça do seu vizinho, Yokhanan teme o Senhor e decide não maltratar os seus servos. Jesus pede hospitalidade aos servos do fariseu, e fica acordado que os antigos servos de Doras, que se dispersaram após a morte do seu antigo senhor, serão reunidos da melhor forma possível.

Conteúdo do capítulo: 190.1: A nova atitude de Yokhanan em relação a Jesus, que ele teme. 190.2 : Os campos amaldiçoados de Doras são completamente devastados. 190.3: Jesus fica com os camponeses de Yokhanan.

Edição anterior: Volume 3, capítulo 51.

EMF 190.1-3 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Começou o pôr do Sol com um céu avermelhado, na hora em que Jesus já ia também começando a ver os campos de Jocanã.

– Apressemos o passo, meus amigos, antes que o sol desapareça. E tu, Pedro, vai, com o teu irmão, avisar aos nossos amigos, os de Doras.

– Eu vou lá, sim, também para poder ver se o filho está mesmo fora.

Pedro diz a palavra “filho” de tal modo, que só ela vale por um longo discurso. E lá se vai.

Enquanto isso, Jesus vai andando mais devagar, olhando ao seu redor, para ver se enxerga algum dos camponeses de Jocanã. Mas só se vêem os campos férteis, com as espigas já bem formadas.

Finalmente, lá do lugar do trabalho, onde estão limpando o vinhedo, levanta-se um rosto suado, e de lá vem um grito:

– Oh! Senhor bendito! –e o camponês sai correndo para fora do vinhedo e vai prostrar-se diante de Jesus.

– A paz esteja contigo, Isaías!

– Oh! Até de meu nome te recordas?

– Eu o tenho escrito no coração. Levanta-te. Onde estão os teus companheiros?

– Estão lá pelos pomares. Mas vou avisá-los agora mesmo. Vais ser nosso hóspede, não é? O patrão não está e poderemos fazer-te uma festa. E, depois, um pouco pelo medo, um pouco pela alegria se tornou melhor. Imagina! Ele até nos deu o cordeiro este ano e nos permitiu ir ao Templo! Ele nos deu apenas seis dias… mas nós correremos pela estrada… Nós também em Jerusalém… Imagina só!…. E devemos isso a Ti.

O homem subiu até o sétimo céu, pela alegria de ter sido tratado como homem e como israelita.

– Eu nada fiz, que eu saiba… –diz Jesus sorrindo.

– Como, não? Pois fizeste. Doras, e depois os campos de Doras e estes, ao contrário, tão bonitos este ano! Jocanã soube da tua vinda, e ele não é bobo. Ele tem medo e… e tem medo.

– De quê?

– Medo de que lhe aconteça o que aconteceu a Doras, tanto em sua vida como em seus bens. Já viste os campos de Doras?

– Estou vindo de Naim…

– Então, não viste. Estão todos arruinados (O homem diz isso em voz baixa, mas destacando bem as palavras, como quem quer confidenciar uma coisa horrível em segredo). Todos arruinados. Não há feno, nem cereais, nem frutas. As videiras secaram, os pomares secaram… Morto… Tudo está morto… como em Sodoma e Gomorra… Vem, vem, que te mostro tudo.

– Não é preciso. Eu vou até aqueles camponeses…

– Mas não estão mais lá. Então, não ficaste sabendo? Ele os espalhou, ou mandou embora a todos, Doras, filho de Doras, e os que ele espalhou pelos outros lugares das campinas deles têm a obrigação de não falar de Ti, sob pena de açoites… Ora, que não falem de Ti! Vai ser difícil! Até Jocanã nos disse isso.

– Que foi que ele disse?

– Ele disse assim: “Eu não quero ser tão estulto como Doras, e não vos digo: ‘Não quero que faleis do Nazareno’. Seria inútil, porque vós o faríeis do mesmo modo, e eu não vos quero perder, matando-vos como uns animais debaixo dos açoites. Mas eu vos digo: ‘Sede bons, como certamente o Nazareno vos ensina, e dizei-lhe que eu vos trato bem’. Pois eu não quero ser também um amaldiçoado.” Ele está vendo bem o que está acontecendo com estes campos, depois que Tu os abençoaste, e o que são aqueles outros campos, depois que Tu os amaldiçoaste.

190.2

Oh! Ali estão aqueles que me araram o campo[1]… –e o homem vai correndo ao encontro de Pedro e André.

Mas Pedro o saúda brevemente, e continua o seu caminho, depois grita:

– Oh! Mestre! Não há mais nenhum. São todos rostos novos. Tudo está devastado. Em verdade, ele poderia até deixar de ter camponeses por aqui. Aqui é pior do que no Mar Salgado!…

– Eu sei. Isaías me disse.

– Mas, vem ver! Que vista!…

Jesus o contenta, dizendo primeiro a Isaías:

– Agora estarei convosco. Avisa aos companheiros. E não vos incomodeis. Comida, Eu tenho. Basta-nos um feneiro para dormirmos e o vosso amor. Eu irei logo.

A vista dos campos de Doras é realmente desoladora. Campos e prados áridos e nus, secos os vinhedos, destruídas as folhagens e os frutos nas árvores por milhões de insetos de toda espécie. Também perto da casa o jardim-pomar mostra o aspecto desolado de um bosque que está morrendo. Os camponeses andam para cá e para lá, arrancando ervas más, esmagando lagartas, lesmas e semelhantes, sacudindo os ramos e segurando por debaixo deles bacias cheias de água, para afogar as pequenas borboletas, os pulgões e outros parasitas, que estão por cima das folhas que sobraram, e que chupam a planta até fazê-la morrer. Procuram um sinal de vida nos sarmentos dos vinhedos. Mas estes se despedaçam de secos, mal são tocados e, às vezes, se quebram na base, como se uma serra lhes tivesse cortado as raízes. O contraste com os campos de Jocanã, com os vinhedos e pomares dele, é muito forte; a desolação dos campos malditos sempre se torna mais violenta, se for comparada com a fertilidade dos outros.

– Quão pesada é a mão do Deus do Sinai –murmura Simão Zelotes.

Jesus faz um sinal como para dizer: “Oh, se é!” Mas não diz nada. Somente faz esta pergunta:

– Como é que aconteceu isto?

Um dos camponeses responde por entre dentes:

– Toupeiras, gafanhotos, vermes… Mas, vai-te! O vigia é fiel a Doras… Não queiras nos prejudicar…

Jesus dá um suspiro, e vai-se embora.

Outro camponês diz, ficando inclinado para escorar uma macieira, na esperança de salvá-la:

– Nós iremos a Ti amanhã… quando o vigia for para Jezrael fazer a oração… iremos à casa de Miqueias…

Jesus faz um gesto de benção, e se vai.

190.3

Quando ele chega de volta à encruzilhada, lá estão todos os camponeses de Jocanã, festivos, felizes, e rodeiam o seu Mestre, levando-o às suas pobres casas.

– Viste o que há por lá?

– Eu vi. Amanhã virão os camponeses de Doras.

– Está bom, enquanto as hienas vão rezar… Fazemos assim todos os sábados… e falamos sobre Ti, pelo que ficamos sabendo por Jonas, por Isaac, que frequentemente vem nos ver, e pelo discurso de Tirsi. O que sabemos, falamos. Porque não se pode deixar de falar de Ti. E, quanto mais falamos, tanto mais se sofre e é proibido fazer isso. Aqueles pobres… cada sábado bebem a vida. Mas nesta planície, quantos há que tem necessidade de saber, pelo menos saber de Ti, e que não podem vir até aqui…

– Eu pensarei também neles. E vós, sede benditos, pelo que estais fazendo.

O Sol vai entrando, enquanto Jesus também entra numa cozinha esfumaçada. Começa o repouso do sábado.

Anotação

"O homem corre ao encontro de Pedro e André. Cf. EMV 109.4: Pedro e André, Tiago e João, que tomaram o lugar dos lavradores para poderem escutar a palavra de Jesus.

O Deus do Sinai tem uma mão pesada. Uma referência direta às palavras de Jesus em EMV 109.12.

Falamos de Ti, com o que aprendemos de Jonas, de Isaac, que vem muitas vezes ter connosco, e do teu discurso em Tisri. Cf. EMV 109.5.

EMF 190.1-2 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– (...) Já viste os campos de Doras?

– Estou vindo de Naim…

– Então, não viste. Estão todos arruinados (O homem diz isso em voz baixa, mas destacando bem as palavras, como quem quer confidenciar uma coisa horrível em segredo). Todos arruinados. Não há feno, nem cereais, nem frutas. As videiras secaram, os pomares secaram… Morto… Tudo está morto… como em Sodoma e Gomorra… Vem, vem, que te mostro tudo. (...) Oh! Ali estão aqueles que me araram o campo… –e o homem vai correndo ao encontro de Pedro e André.

Mas Pedro o saúda brevemente, e continua o seu caminho, depois grita:

– Oh! Mestre! Não há mais nenhum. São todos rostos novos. Tudo está devastado. Em verdade, ele poderia até deixar de ter camponeses por aqui. Aqui é pior do que no Mar Salgado!…

– Eu sei. Isaías me disse.

– Mas, vem ver! Que vista!…

A vista dos campos de Doras é realmente desoladora. Campos e prados áridos e nus, secos os vinhedos, destruídas as folhagens e os frutos nas árvores por milhões de insetos de toda espécie. Também perto da casa o jardim-pomar mostra o aspecto desolado de um bosque que está morrendo. Os camponeses andam para cá e para lá, arrancando ervas más, esmagando lagartas, lesmas e semelhantes, sacudindo os ramos e segurando por debaixo deles bacias cheias de água, para afogar as pequenas borboletas, os pulgões e outros parasitas, que estão por cima das folhas que sobraram, e que chupam a planta até fazê-la morrer. Procuram um sinal de vida nos sarmentos dos vinhedos. Mas estes se despedaçam de secos, mal são tocados e, às vezes, se quebram na base, como se uma serra lhes tivesse cortado as raízes. O contraste com os campos de Jocanã, com os vinhedos e pomares dele, é muito forte; a desolação dos campos malditos sempre se torna mais violenta, se for comparada com a fertilidade dos outros.

– Quão pesada é a mão do Deus do Sinai –murmura Simão Zelotes.

Jesus faz um sinal como para dizer: “Oh, se é!” Mas não diz nada. Somente faz esta pergunta:

– Como é que aconteceu isto?

Um dos camponeses responde por entre dentes:

– Toupeiras, gafanhotos, vermes… Mas, vai-te! O vigia é fiel a Doras… Não queiras nos prejudicar…

Jesus dá um suspiro, e vai-se embora.

Detalhe

Jesus fala com Isaías, um camponês de Yokhanan.

Anotação

"O homem corre ao encontro de Pedro e André. Cf. EMV 109.4: Pedro e André, Tiago e João, que tomaram o lugar dos lavradores para poderem ouvir a palavra de Jesus.

Falamos de Ti, com o que aprendemos de Jonas, de Isaac, que vem muitas vezes ter connosco, e do teu discurso em Tisri. Cf. EMV 109.5.

O Deus do Sinai tem uma mão pesada. Referência direta às palavras de Jesus em EMV 109.12.

EMF 191

O Evangelho como me foi revelado

Detalhe

Título do capítulo : O sábado em Esdrelon. O pequeno Yabeç (Jabé) e a parábola do rico Epulon (parábola de Lázaro e do mau rico).

Data da visão: Sábado, 16 de junho de 1945.

Calendário: Sábado 18 de março de 28 (5 Nissan 3788)

Localização (mapa) : Esdrelon

Ciclo: A segunda viagem pascal

Resumo: Jesus envia André e João a dois pontos onde se avistam os caminhos de Jezrael, para vigiarem o regresso do mordomo dedicado ao filho de Doras. Depois envia Pedro e Simão para irem buscar os camponeses do fariseu. Entretanto, os camponeses de Yokhanan falam-lhe de uma contenda entre o seu senhor e o antigo tirano de Jonas, depois o Senhor encontra todos os camponeses e dá-lhes um cordeiro trazido por João de En-Dor. Ele age como um pai, e os pobres servos engolem a refeição. Um deles tem uma criança nos braços e está a chorar. Jesus pergunta-lhe porque é que ele está a fazer aquilo e eles começam a falar do rapaz, um órfão que já não tem irmãos nem pais: morreram numa derrocada. Cristo oferece-se para confiar este menino inocente ao velho e o avô aceita de bom grado. A criança não se opõe e dá o seu nome: Yabeç.

Depois de ouvir isto, o Mestre conta a parábola de Lázaro e do homem rico. Jonas é como Lázaro, tal como Doras é como o mau rico, e Jesus gostaria de ajudar materialmente os seus servos, mas não pode e sofre por isso. Por isso, ensina-os a nunca odiar, mas a amar sempre. Quanto ao castigo dos campos de Doras, Jesus diz que é Amor e que não teria batido, mas como o Amor não podia fazer dobrar o rico cruel, abandonou-o à Justiça. Que isto lhes recorde que a Justiça está sempre alerta, mesmo que pareça ausente. Jesus despediu-se então dos camponeses e os infelizes partiram pesarosos...

Conteúdo do capítulo: 191.1: À espera dos camponeses de Doras. 191.2: Jesus serve-lhes uma refeição. 191.3: Como o seu avô protegeu o seu neto Yabeç (Jabé). 191.4: Pedro gostaria de o adotar. 191.5: A parábola de Lázaro e do homem rico. 191.6: O rico pede a Abraão que o salve. 191.7: Abraão não pode ajudar o rico. 191.8: Jonas foi o novo Lázaro. 191.9: Despedida dos camponeses de Doras.

Edição anterior: Volume 3, capítulo 52.

EMF 191.1 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Os camponeses de Jocanã os acompanham: mulheres, homens e crianças, levando os homens duas pequenas ânforas. Pequenas é um modo de dizer, e devem estar cheias de vinho. Elas são mais do que ânforas, são, antes, grandes jarras, contendo mais ou menos uns dez litros cada uma. (Peço sempre que não tomem as minhas medidas como artigos de fé). Vão até o lugar onde um viçoso vinhedo, que já está coberto de folhas novas, marca o fim das propriedades de Jocanã. Para lá há um largo fosso conservado cheio d’água, sabe Deus com que trabalho.

– Estás vendo? Jocanã entrou em litígio com Doras por causa disto. Jocanã dizia: “A culpa é do teu pai, de estar tudo arruinado. Se não queria adorá-lo, pelo menos o devia temer, e não ficar provocando-o.” E Doras urrava e parecia um demônio, e dizia: “Tu ainda salvaste tuas terras por causa deste fosso. Os bichos não puderam atravessá-lo…” E Jocanã dizia: “E, então, como é que tens agora tantas ruínas, quando antes os teus campos eram os mais belos de Esdrelon? Isso é o castigo de Deus, podes crer. Vós passastes da medida. Esta água? Sempre aí esteve. Mas não foi ela que me salvou.” E Doras urrava: “Isto prova que Jesus é um demônio.” “É um justo”, urrava Jocanã. E foram andando para a frente mais um pouco, enquanto tiveram fôlego, e depois Jocanã fez, com grandes despesas, uma derivação de águas da torrente e uma escavação para procurar outras águas no solo, e fazer toda uma série de fossos no limite entre ele e o parente, e mandou fazê-los mais fundos, e a nós disse o que te dissemos ontem… Afinal, ele está feliz com tudo o que aconteceu. Ele tinha muita inveja de Doras… Agora, ele espera poder comprar tudo, porque Doras acabará vendendo tudo por dois vinténs.

Detalhe

Os camponeses de Yokhanan encontraram Jesus e estão a acompanhá-lo e a alguns dos seus apóstolos.

EMF 192

O Evangelho como me foi revelado

Detalhe

Título do capítulo: Uma predição a Tiago de Alfeu. A chegada a En-Gannim depois de uma pausa em Mageddo.

Data da visão: Sexta-feira 15 de junho de 1945

Calendário: Segunda-feira 20 de março de 28 (7 Nissan 3788)

Localização (mapa): En-Gannim e Mageddo

Ciclo: A segunda viagem pascal

Resumo : Por vir

Índice do capítulo: 192.1: Tiago será como Elias no Carmelo. 192.2: Pedro toma sobre os seus ombros o cansado Yabeç. 192.3: Defende-o de dois rapazes desdenhosos. 192.4: Cuida de Yabeç como um pai. 192.5: Encontro com Publius Quintilianus que acompanha Cláudia a Jerusalém. 192.6: O soldado leva Yabeç na sua sela. João de Endor conhece o romano. 192.7: Pedro compra sandálias a Yabeç.

Edição anterior: Volume 3, capítulo 53