EMF 23.2
O Evangelho como me foi revelado
Citação
23.2 Continuo vendo sempre a casa de Isabel. Estamos em uma bela tarde de verão, ainda com a claridade do sol e, no entanto já adornada também com o arco da lua, semelhante a uma foice no céu, parecendo também com uma vírgula de prata colocada sobre um grande pano de cor azul intensa.
As roseiras estão exalando uma agradável fragrância e as abelhas dando os seus últimos vôos do dia, como gotas de ouro, que zumbem, através do ar quente e parado da tarde. Dos prados vem um forte cheiro do feno que está secando ao sol, é um cheiro de pão, do pão quente que foi tirado agora do forno. Talvez esse cheiro venha também dos muitos tecidos que estão estendidos para secarem, por toda parte, e que Sara está dobrando.
Maria está passeando, de braços dados com a prima. Devagar, devagarinho, caminham para cima e para baixo, por debaixo de uma parreira meio escura.
Maria está atenta a tudo e, mesmo quando se ocupa com Isabel, vê que Sara está muito ocupada em dobrar de novo um longo tecido que ela tirou de cima de uma sebe.
– Espera-me sentada aqui –diz ela à sua parenta.
E vai ajudar a velha criada, puxando o tecido para esticá-lo, e dobrando-o depois com cuidado.
– Ainda estão com cheiro de sol, estão quentes –diz com um sorriso.
E, para fazer feliz a mulher, acrescenta:
– Este tecido, depois do branqueamento que fizeste, ficou tão bonito como nunca. Ninguém como tu pode fazer isso tão bem.
E lá se vai Sara muito alegre com a sua carga dos tecidos fragrantes.