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Notas do tema

Quem é Jesus?

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EMF 56.2

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Um dos seis me disse enquanto o Mestre se afastava entre as aclamações da multidão, depois do milagre de um aleijado que pedia esmola, que foi curado junto à porta dos Peixes: “Nós agora vamos para fora de Jerusalém. Espera-nos a cinco milhas entre Jericó e Doco, na curva do rio, ao longo da rua arborizada.” É esta. Disse também: “Lá nós estaremos dentro de três dias, ao romper do dia".

Detalhe

Tomé falou com Judas e Simão e disse-lhes

EMF 56.4

O Evangelho como me foi revelado

Tradução em curso

Palavras-chave

EMF 56.6

O Evangelho como me foi revelado

Citação

56.6 Jesus se volta para Tomé:

– Obedeceste fielmente. É a primeira virtude do discípulo.

– Eu vim para ser-te fiel.

– E o serás. Eu te digo.

EMF 57

O Evangelho como me foi revelado

Detalhe

Jesus chega a Nazaré com os seus apóstolos. Convida os seus discípulos a acompanhá-lo a casa para se encontrarem com a sua Mãe. Ao chegar, Cristo é saudado por um bando de crianças. Responde às suas perguntas e chega a sua casa. A sua Mãe fica naturalmente feliz por o ver, mas também angustiada, porque os seus parentes lhe tinham contado o que ele tinha feito no Templo. Depois do reencontro, os discípulos ficam a conhecê-lo (exceto João, que já a tinha conhecido) e sentam-se todos à mesa. Maria de Alfeu está em casa e Judas conta-lhe a sua decisão de seguir Jesus. Ela fica feliz com isso e o grupo partilha anedotas sobre a vida de Jesus. A visão termina aqui.

EMF 58

O Evangelho como me foi revelado

Detalhe

Jesus está em Cafarnaum: vai pescar com Pedro e André. João e Tiago estão no outro barco.

Pedro explica o seu trabalho a Cristo, que faz uma analogia com as almas. Explica que uma falta não é irreparável em si mesma, mas que a acumulação de faltas pode tornar-se um hábito e até um vício capital. É preciso estar sempre vigilante para não cair em pecado.

Simão de Jonas pergunta se o Pai não será demasiado severo com ele, e Jesus assegura-lhe que não será demasiado severo com Pedro, o homem novo. Também assegura a André o seu amor e fala de todos os discípulos que virão depois deles, mencionando o Reino dos Céus e a pesca abundante que o Salvador fará. Encoraja também o seu apóstolo a não ter ciúmes, porque todos têm um lugar no seu coração. Pedro fica comovido com as suas palavras; quanto a André, Jesus fala-lhe da sua morte abençoada.

Entretanto, João chega e revela que um cego veio para ser curado por Cristo. Jesus quer curá-lo imediatamente e, em resposta aos pensamentos de Pedro, que se entristece com a ideia de não ter um bom partido, assegura-lhe a ajuda de Deus sempre que for caridoso.

Por fim, o Senhor cura o cego. E foi uma cura muito bonita.

EMF 58.5

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– Mas, só nós é que seremos teus apóstolos?

– Ciumento, Pedro? Não. Não o sejas. Outros virão, e no meu coração haverá amor para todos. Não sejas avarento, Pedro. Tu ainda não sabes Quem te ama. Já contaste alguma vez as estrelas? E as pedras do fundo deste lago? Não. Não poderias. Mas, menos ainda, irias poder contar as palpitações de amor de que é capaz o meu coração. Pudeste alguma vez contar quantas vezes este mar beija a margem com o seu beijo de ondas no curso de doze luas? Não. Não poderias. Mas, menos ainda poderias contar as ondas de amor que deste coração se derramam para beijar os homens. Esteja certo, Pedro, do meu amor.

EMF 58.6-8

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– Simão! André! Estou chegando…

João chega apressado:

– Oh! Mestre! Eu te fiz esperar?

João olha para Jesus com seu olhar amoroso.

Responde Pedro:

– Verdadeiramente, eu já estava começando a pensar que não viesses mais. Prepara logo o teu barco. E Tiago?…

– Aí está… nós ficamos atrasados por causa de um cego. Ele estava pensando que Jesus estivesse em nossa casa e foi para lá. Então, nós lhe dissemos: “Ele está em algum outro lugar. Talvez amanhã Ele te cure. Espera.” Mas ele não queria esperar. Tiago lhe dizia: “Tens esperado tanto a luz, que te custa esperar mais uma noite?” Mas ele não quer saber de razões…

– João, se tu fosses cego, não terias pressa de rever a tua mãe?

– Ah! Sem dúvida!

– E então? Onde está o cego?

– Ele vem vindo com o Tiago. Está agarrado ao manto de Tiago e não o solta. Mas vem vindo devagar, porque a margem é pedregosa, ele tropeça… Mestre, me perdoas, por ter sido duro?

– Sim. Mas para compensar, vai ajudar o cego e o traz a Mim.

João vai correndo.

Pedro sacode um pouco a cabeça, mas se cala. Olha para o céu que começa a ficar azul depois de ter estado tanto tempo cor de cobre; olha para o lago, olha para os outros barcos que já saíram para a pesca e suspira.

– Simão?

– Mestre?

– Não tenhas medo. Terás uma pesca abundante, ainda que saias por último.

– Desta vez também?

– Todas as vezes que tiveres caridade Deus usará para contigo da graça de abundância.

58.7 – Eis o cego.

O pobre homem avança entre Tiago e João. Ele tem nas mãos um bastão, mas não está servindo-se dele agora, pois acha mais seguro confiar nos dois.

– Pronto, homem! O Mestre está na tua frente.

O cego se ajoelha:

– Meu Senhor, piedade!

– Queres ver? Levanta-te. Desde quando és cego?

Os quatro apóstolos se agrupam ao redor dos dois.

– Faz sete anos, Senhor. Antes, eu via bem e trabalhava. Eu era fer­reiro em Cesaréia Marítima e ganhava bem. O porto, os muitos negócios, sempre precisavam de mim para trabalhos. Mas, ao bater um ferro de âncora, e podes fazer idéia de como devia estar vermelho para se tornar macio ao golpe, soltou-se um estilhaço incandescente e me queimou um olho. Eu já estava com os dois doentes por causa do calor da forja. Perdi o olho que foi atingido e o outro também se foi, três meses depois. Acabei com minhas economias e agora vivo de caridade…

– És sozinho?

– Tenho esposa e três filhos pequenos… de um deles eu nem sei como é o rosto… e tenho minha mãe, já idosa. Contudo, agora é ela e minha mulher que ganham para um pouco de pão; com isto e com a esmola que eu ajunto, não se morre de fome. Se me curasses!… Eu voltaria ao trabalho. Não desejo senão trabalhar, como um bom israelita e dar um pão àqueles que eu amo.

– E vieste a Mim? Quem foi que te contou?

– Um leproso que Tu curaste aos pés do monte Tabor, quando ias de volta para o lago, depois daquele tão belo discurso.

– Que foi que ele te disse?

– Que Tu podes tudo. Que és a saúde dos corpos e das almas. Que és luz para as almas e para os corpos porque és a Luz de Deus. Ele, o leproso, havia ousado misturar-se com a multidão, correndo o risco de ser apedrejado, todo envolvido num manto, porque ele te havia visto passar dirigindo-se para o monte; o teu rosto tinha colocado em seu coração uma esperança. Ele me disse: “Eu vi naquele rosto qualquer coisa que me disse: ‘Ali está a saúde. Vai!’ E eu fui.” E assim me repetiu o teu discurso, dizendo-me que Tu o curaste, tocando-o com a tua mão sem repugnância. Ele estava voltando dos sacerdotes depois da purificação. Eu o conhecia, porque eu já tinha trabalhado para ele, quando ele tinha uma loja em Cesaréia. Eu vim perguntando por Ti pelas cidades e povoados. Agora Te achei… Tem piedade de mim!

58.8 – Vem. É bem viva ainda a luz para alguém que vem da escuridão.

– Vais curar-me, então?

Jesus o guia em direção à casa da sogra de Pedro, à pouca luz que ainda há no pequeno pomar e o põe à sua frente, mas de tal modo que os olhos, ao ficarem curados, não fossem ter como primeira visão, o lago, ainda todo cheio de reflexos de luz. O homem parece um menino muito dócil, deixa Jesus fazer como quer, sem lhe perguntar o porquê.

– Pai! A tua luz a este filho!

Jesus estendeu as mãos sobre a cabeça do homem que está de joelhos. Ele fica assim por um instante. Depois Jesus molha as pontas dos dedos na saliva e, com a direita, toca-as de leve sobre os olhos abertos, mas sem vida.

Um instante. Em seguida, o homem move as pálpebras e as esfrega como quem sai do sono, mas está ainda com uma névoa nos olhos.

– Que estás vendo?

– Oh! Oh!… oh, Deus eterno! Parece-me… parece-me… oh! que eu estou vendo… estou vendo a tua veste… é vermelha, não é? E uma mão branca… e uma cinta de lã… oh! bom Jesus… estou vendo cada vez melhor, vou-me acostumando a ver… Ali está a erva do chão… aquilo certamente é um poço, e ali está uma videira…

– Levanta-te, amigo.

O homem, que chora e ri ao mesmo tempo, se levanta e, depois de um instante de luta entre o respeito e o desejo, ergue o rosto e encontra o olhar de Jesus. Um Jesus sorridente, cheio de piedade e de amor. Deve ser muito belo recuperar a vista e ver, como primeiro sol, aquele rosto! O homem dá um grito e estende os braços. É um ato instintivo. Mas ele se refreia.

Mas é Jesus quem lhe abre os braços e atrai para Si o homem, que é muito mais baixo do que Ele.

– Vai agora para tua casa, sê feliz e justo. Vai com a minha paz.

– Mestre, Mestre! Senhor! Jesus! Santo! Bendito! A luz… Eu vejo… vejo tudo… Ali está o lago azul e o céu sereno, e os últimos raios de sol, e lá a primeira sombra da lua… Mas o azul mais belo e sereno eu o vejo nos teus olhos e em Ti vejo a beleza do sol mais verdadeiro, e resplandecer a pureza da mais santa lua. Astro dos doentes, Luz dos cegos, Piedade viva e operante!

– Luz dos espíritos, Eu sou. Sê tu um filho da Luz.

– Sempre, Jesus. A cada batida da minha pálpebra sobre a pupila renascida, eu renovarei este juramento. Sê bendito Tu e o Altíssimo!

– Bendito seja o Altíssimo Pai! Vai!

E o homem vai feliz, andando com passos firmes, enquanto Jesus e os pasmados apóstolos, descem em dois barcos e começam a manobra da navegação.

E a visão termina.

Detalhe

Cura de um cego. Em 58.7, descreve-se outro milagre: um leproso foi curado por Jesus e foi este aleijado que encorajou o cego a ir ter com Jesus. De acordo com maria-valtorta.org, este é o primeiro milagre anónimo de Cristo, mas, como Jesus assinala em EMV 54.7, o milagre de Caná foi o seu primeiro prodígio.

EMF 59.2.8

O Evangelho como me foi revelado

Citação

59.2 – Eu estou doente, cura-me! –geme um jovem, que pelo aspecto, me parece estar tuberculoso e que segura Jesus pela veste.

Jesus lhe põe a mão sobre a cabeça e diz:

– Confia. Deus te ouvirá. Deixa agora que Eu fale ao povo, depois virei a ti.

O jovem o deixa ir e fica quieto.

– Que foi que Ele te disse? –pergunta-lhe uma mulher que está com um menino nos braços.

– Disse-me que depois de ter falado ao povo virá a mim.

– Então, vai te curar?

– Não sei. Ele me disse: “Confia.” Eu espero.

– Que foi que Ele disse? Que foi que Ele disse?

A multidão quer saber. E a resposta de Jesus vai sendo comentada entre o povo.

– Então, eu vou buscar o meu menino.

– E eu vou trazer aqui o meu velho pai.

– Oh! Se o Ageu quisesse vir! Eu vou tentar… mas ele não virá.

(...) [Jesus pregou na sinagoga e curou um endemoninhado. E disse então:]

59.8 – (...) Venha a Mim o jovem a quem prometi a ajuda de Deus.

Aproxima-se o doente. Jesus o acaricia:

– Tiveste fé! Sê curado. Vai em paz e sê justo.

O jovem dá um grito. Quem sabe o que estará sentindo? Ele se prostra aos pés de Jesus e os beija, agradecendo:

– Obrigado por mim e por minha mãe!

Vêm outros doentes: um menino com as perninhas paralisadas. Jesus o toma nos braços, o acaricia e o põe no chão… e o solta. E o menino não cai, mas sai correndo ao encontro da mãe que, chorando, o recebe sobre o seu coração e o bendiz com grande voz “o Santo de Israel.” Vem depois um velhinho cego guiado pela filha. Também ele é curado com uma carícia feita sobre as órbitas doentes.

A multidão se transforma num tumulto de bênçãos.

Jesus se afasta sorrindo e ainda que Ele seja alto, não conseguiria abrir caminho entre a multidão se Pedro, Tiago, André e João não trabalhassem generosamente com os seus cotovelos abrindo uma passagem do canto onde estão até Jesus e depois o protegessem até à saída para a praça onde já não há mais sol.

Assim termina a visão.

Detalhe

Um homem doente pergunta a Jesus: