EMF 203.5-13
O Evangelho como me foi revelado
Tradução em curso
Notas do tema
Conforto de leitura
EMF 203.5-13
Tradução em curso
EMF 203.5 · Volume 3
É uma oração tão perfeita, que os vagalhões das heresias e o curso dos séculos não conseguirão embotá-la. O cristianismo será esmigalhado pela mordedura de satanás, e muitas partes da minha carne mística serão arrancadas, separadas, formando células por si mesmas, no vão desejo de criar para si um corpo perfeito como será o Corpo místico de Cristo, ou seja, o que é formado por todos os fiéis unidos na Igreja apostólica, que será, enquanto existir a terra, a única verdadeira Igreja. Mas estas pequenas partes separadas, privadas por isso dos dons que eu deixarei à Igreja mãe para nutrir os meus filhos, continuarão a se chamar sempre de cristãos, prestando culto ao Cristo, e sempre se recordarão, mesmo em seu erro, de que vieram do Cristo. Pois bem. Elas também rezarão com esta oração universal. Lembrai-vos bem dela. Meditai nela continuamente. Aplicai-a às vossas ações. Não há necessidade de mais nada para que vos santifiqueis. Se alguém estivesse sozinho, num lugar de pagãos, sem igrejas, sem livros, teria tudo que se pode saber para meditar, nesta oração, e uma igreja aberta em seu coração por esta oração. Teria uma regra e uma santificação segura.
Jesus está a falar da oração do Pai Nosso.
EMF 203.6 · Volume 3
“Pai nosso.”
Eu o chamo “Pai.” Pai, Ele é do Verbo, Pai é do Encarnado. Assim quero que o chameis, porque vós sois Um comigo, se permanecerdes em Mim. Houve um tempo em que o homem devia jogar-se de rosto no chão, para suspirar, por entre temores de espanto: “Deus!” Quem não crê em Mim e em minha palavra, ainda está neste temor paralisante… Observai no Templo. Não Deus, mas até a lembrança de Deus está escondida aos olhos dos fiéis, atrás de um tríplice véu. Separações por distância, separações por véus, tudo foi usado e aplicado para dizer a quem reza: “Tu és barro. Ele é Luz. Tu és abjecto. Ele é Santo. Tu és escravo. Ele é Rei.”
Mas agora!… Levantai-vos! Aproximai-vos! Eu sou o Sacerdote Eterno. Eu posso tomar-vos pela mão e dizer: “Vinde.” Eu posso agarrar os véus da tenda e abri-las, escancarando as portas do lugar inacessível, e até agora fechado. Fechado? Por quê? Fechado pela culpa, sim. Mas, mais fechado ainda pelo pensamento aviltado dos homens. Por que fechado, se Deus é Amor, se Deus é Pai? Eu posso, Eu devo, Eu quero levar-vos não para o pó, mas para o azul; não para longe, mas para perto; não em vestes de escravos, mas de filhos, sobre o coração de Deus. “Pai! Pai”, vós dizeis. E não vos canseis de dizer esta palavra. Não sabeis que, cada vez que a dizeis, o Céu cintila pela alegria de Deus? Não diríeis que nesta oração, feita com verdadeiro amor, já teríeis feito a oração agradável ao Senhor? “Pai! Meu Pai! dizem os pequenos a seu pai. É a palavra que aprendem a dizer primeiro: “Mãe, pai.” Vós sois os pequeninos de Deus. Eu vos gerei do velho homem que éreis e que Eu destruí com meu amor, para fazer nascer o homem novo, o cristão. Chamai, pois, com a primeira palavra que os pequeninos conhecem e falam, ao Pai Altíssimo, que está nos Céus.
EMF 203.6 · Volume 3
“Pai nosso.”
Eu o chamo “Pai.” Pai, Ele é do Verbo, Pai é do Encarnado. Assim quero que o chameis, porque vós sois Um comigo, se permanecerdes em Mim.
EMF 203.6 · Volume 3
“Pai! Meu Pai! dizem os pequenos a seu pai. É a palavra que aprendem a dizer primeiro: “Mãe, pai.” Vós sois os pequeninos de Deus. Eu vos gerei do velho homem que éreis e que Eu destruí com meu amor, para fazer nascer o homem novo, o cristão. Chamai, pois, com a primeira palavra que os pequeninos conhecem e falam, ao Pai Altíssimo, que está nos Céus.
Jesus ensinou-nos a chamar a Deus "Pai".
EMF 203.8 · Volume 3
“Venha o teu Reino assim na terra como no Céu.”
Desejai com todas as vossas forças este advento. Seria a alegria sobre toda a terra, se ele viesse. O Reino de Deus nos corações, nas famílias, entre os cidadãos, entre as nações. Sofrei, fatigai-vos, sacrificai-vos por este Reino. Seja a terra um espelho que reflita em cada um a vida dos Céus. Ele virá. Um dia tudo isso virá. Séculos e séculos de lágrimas e sangue, de erros, de perseguições, de escuridão rompida por raios de luz, que irradiam do Farol místico da minha Igreja — que, se é uma barca, que não será submersa, é também uma rocha irremovível, frente a todos os vagalhões, e alta vai conservar a Luz, a minha Luz, a Luz de Deus — aqueles séculos precederão o momento no qual a terra possuirá o Reino de Deus. E será então como o flamejar intenso de um astro que, tendo chegado ao ponto mais perfeito de sua existência, se desagrega, como uma flor descomunal dos jardins etéreos, para exalar, em palpitações rutilantes, a sua existência e o seu amor aos pés do seu Criador. Mas, que virá, virá. Depois disso, será o Reino Perfeito, feliz e eterno no Céu.
EMF 203.9 · Volume 3
“E na terra como no Céu seja feita a tua Vontade.”
A anulação da própria vontade pela de outra pessoa só se pode fazer, quando se alcançou o perfeito amor para com aquela criatura. O anulamento da própria vontade pela de Deus somente se pode fazer quando se alcançou a posse das virtudes teologais, em grau heróico. No Céu, onde tudo é sem defeitos, faz-se a vontade de Deus. Sabei, pois, vós filhos do Céu, fazer o que se faz no Céu.
EMF 203.10 · Volume 3
Quando estiverdes no céu, vós vos nutrireis somente de Deus. A felicidade será o vosso alimento.
EMF 203.11 · Volume 3
O egoísta quer ter e não dar. Mas o egoísta está entre os antípodas do céu.
EMF 203.12 · Volume 3
“Não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do Maligno.”
O homem, que não sentiu necessidade de participar conosco da Ceia da Páscoa, me perguntou, há menos de um ano; “Como? Tu pedistes para não seres tentado, e para seres ajudado na tentação, contra ela mesma?” Nós dois estávamos sozinhos… e Eu respondi. Depois, éramos quatro em um lugar solitário, e Eu ainda respondi. Mas ainda não adiantou, porque em um espírito muito resistente é preciso insinuar-se, demolindo a má fortaleza de sua obstinação. E, por isso, o direi ainda uma, dez, cem vezes, até que tudo chegue ao fim.
Mas vós, não encouraçados em infelizes doutrinas e em paixões ainda mais infelizes, rezai com humildade para que Deus impeça as tentações. Oh! A humildade! Conhecer-se pelo que se é. Sem aviltar-se, mas procurando conhecer-se. Dizer: “Eu poderia ceder, mesmo que não me pareça poder fazê-lo, porque eu sou um juiz imperfeito de mim mesmo. Portanto, Pai meu, se for possível, liberta-me das tentações conservando-me perto de Ti, para não permitir ao Maligno fazer-me mal.” Porque, recordai-vos disso, não é Deus que tenta para o Mal, mas é o Mal que tenta. Rezai ao Pai para que Ele ajude a vossa fraqueza, a tal ponto, que ela não possa ser induzida em tentação pelo Maligno.
O homem (...) perguntou-me há menos de um ano: "Como? Pediste para não seres tentado e para seres ajudado na tentação contra ti mesmo? "Maria Valtorta anotou: "Nota: este argumento suscitou espanto e um... digamos estranho para não dizer calculado escândalo para com o autor desta obra, como se ao dizer isto tivesse blasfemado contra Cristo... Remetemo-los para a página 229 de "Così sìa (Assim seja)" do Rev.do P. (Luigi) Pazzaglia O.S.M., livro aprovado..." (1946, L.I.C.E. Berruti Torino).
Éramos só nós os dois... e eu respondi. Em EMV 69.5 a Judas.
Noutra ocasião, éramos quatro num lugar solitário, e eu respondi novamente. Em EMV 80.8/10 a Simão e João.