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Notas do tema

Lugares do Evangelho tal como me foi revelado

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EMF 31.5

O Evangelho como me foi revelado

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Eu penso que aquela casa lhe deve ser querida como o Paraíso, pelo prodígio que nela se realizou.

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José falou de Maria e da sua casa em Nazaré:

EMF 32

O Evangelho como me foi revelado

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Título do capítulo : Apresentação de Jesus no Templo. A virtude de Simeão e a profecia de Ana.

Data da visão e do ditado: Terça-feira, 1 de fevereiro de 1944

Calendário: Segunda-feira, 20 de janeiro de 4 d.C.

Local (mapa) : Jerusalém

Ciclo: Nascimento e infância de Jesus

Resumo: Maria e José deixam Belém para ir a Jerusalém. Vão apresentar Jesus no Templo. A cerimónia decorre sem problemas. Quando o rito termina, encontram Simeão, que pede para levar a criança. Os pais aceitam o pedido do velho e ele chora de alegria, dizendo as palavras que conhecemos do Evangelho. Ao ouvir as palavras sobre a sua dor futura, Maria deixa de sorrir e segura o Menino junto ao seu coração, enquanto se aproxima de José. Ana de Fanuel vem consolá-la.

Em seguida, Jesus dá um ditado e dois ensinamentos. O primeiro é que a verdade não é revelada ao sacerdote que celebra o rito, que está espiritualmente ausente. A verdade é revelada a Simeão, que é um simples fiel, mas que se deixou mover pelo Espírito, tendo sempre boa vontade dentro de si. O segundo ensinamento diz respeito a Ana de Fanuel, que conforta Maria. Dirigiu-se aos contemporâneos de Maria e ao nosso tempo, para dizer que o Senhor também pode enviar o seu anjo para consolar o seu povo. Basta ter fé suficiente para o invocar, para receber a sua misericórdia e o seu perdão. O Salvador recorda também que Deus permaneceu fiel à sua promessa de não voltar a enviar o dilúvio, ao passo que o homem não cumpre as suas promessas. No entanto, Deus ajudar-nos-ia mais uma vez se a maioria de nós o invocasse com fé e amor.

Por fim, diz àqueles que tentam contrabalançar a severidade de Deus que não tenham medo, pois o Altíssimo enviar-nos-á o seu anjo para nos consolar. Devemos permanecer unidos à Cruz, pois ela sempre triunfou.

Conteúdo do capítulo: 32.1: Pelo campo. 32.2: E na cidade. 32.3: A purificação da mãe. 32.4: A apresentação do menino. 32.5: As profecias de Simeão. 32.6: A profetisa Ana de Fanuel. 32.7: A boa vontade não se manifesta nas práticas exteriores, mas na oração. 32.8 : Simeão teve essa boa vontade e perseverança. 32.9 : Deposita a tua angústia aos pés de Deus.

EMF 32.2

O Evangelho como me foi revelado

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Depois, eis as casas que vão aparecendo e alguns dos muros que rodeiam as cidades. Os dois esposos entram por uma porta, começando o percurso sobre o calçamento (muito irregular) da cidade. O caminho se torna muito mais difícil, seja porque o trânsito os obriga a parar o burrinho com frequência, seja porque este dá contínuas sacudidelas sobre as pedras e os buracos, perturbando Maria e o Menino.

A estrada não é plana, é uma ladeira ainda que leve. Está apertada entre as casas altas, de portinhas estreitas e baixas, com raras janelas, que dão para a rua. No alto, o céu se mostra, com muitos retalhos do seu azul, entre uma casa e outra, ou melhor, entre um e outro terraço. Em baixo, na rua, há gente e vozerio, transeuntes que se encontram com aqueles que estão nos seus jumentos, ou com os que conduzem jumentos com carga. Outros vão indo atrás de alguma embaraçante caravana de camelos. Aum certo ponto, passa uma patrulha de legionários romanos, com grande barulho de cascos e de armas, desaparecendo atrás de um arco colocado em uma rua muito estreita e pedregosa.

José vira para a esquerda, e entra por uma rua mais larga e mais bonita. No fim desta vejo o muro de uma fortaleza, que eu já conhe­ço.

Maria apeia do burrinho, junto à porta, onde há uma espécie de posto para outros jumentos. Eu digo “posto”, porque é parecido com um barracão, ou melhor, um telheiro, onde há palha pelo chão e umas estacas com argolas onde se amarram os animais.

José dá algumas moedas a um homenzinho, que apareceu por ali, conseguindo deste modo um pouco de feno e um cântaro de água tirada de um poço velho que fica num canto, para alimentar o burrinho. Em seguida, vai ao encontro de Maria, entrando com ela no recinto do Templo.

Palavras-chave

EMF 32.3-4

O Evangelho como me foi revelado

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Dirigem-se primeiro para os pórticos, onde estão aqueles que Jesus mais tarde fustigaria severamente: os vendedores de pombos e cordeiros e os cambistas. José compra dois pombinhos brancos. Não troca o dinheiro. Compreende-se que ele já tem a quantia certa.

José e Maria se dirigem a uma porta lateral, de oito degraus, como, me parece, tenham todas as portas. É como se o cubo do Templo seja erguido do solo. Esta porta tem um grande átrio, parecido com os portões de nossas casas das cidades, mas seu átrio é mais amplo e adornado. Nele se encontram à direita e à esquerda, duas espécies de altares, ou seja, duas construções retangulares, cuja finalidade, a princípio, não compreendo bem. Parecem baixas bacias, porque a parte interna é mais baixa do que a beirada externa, que fica alguns centímetros mais alta.

Aparece um sacerdote, não sei se chamado por José, ou se tendo vindo por si mesmo. Maria lhe oferece os dois pobres pombos e eu, que já sei qual a sorte que eles vão ter, viro o olhar para o outro lado. Observo os ornatos do pesado portal, do teto e do átrio. Mas parece-me ver, com o rabo do olho, o sacerdote aspergir Maria com água. Deve ser água, porque não vejo ficarem manchas em sua veste. Depois, Maria que, junto com os pombinhos tinha dado uma porção de moedas ao sacerdote (eu me tinha esquecido de dizer isso), entra com José no Templo verdadeiro e propriamente dito, acompanhada pelo sacerdote.

Eu olho para todos os lados. É um lugar cheio de adornos. Esculturas de cabeças de anjos, palmas e outros ornatos estão sobre as colunas, sobre as paredes e o teto. A luz penetra por curiosas janelas longas e estreitas, naturalmente sem vidros, abertas em diagonal sobre a parede. Suponho que seja para impedir a entrada dos aguaceiros.

32.4 Maria segue até um certo ponto, onde pára. A alguns metros há outros degraus, e acima deles há outra espécie de altar, por trás do qual, há ainda uma construção.

Percebo agora que eu achava que estivesse no Templo, mas me encontrava na parte que contorna o Templo verdadeiro e propriamente dito, isto é, o Santo, dentro do qual ninguém, a não ser os sacerdotes, acho que podem entrar. Aquilo que eu pensei que fosse o Templo não é mais do que um vestíbulo fechado, que cerca em três partes o Templo, onde está encerrado o Tabernáculo. Não sei se me expliquei bem. Mas não sou arquiteta, nem engenheira.

Maria oferece ao sacerdote o Menino, que acabou de despertar e está movendo os olhinhos inocentes ao redor de si próprio, com aquele olhar espantado dos bebês de dias. O sacerdote o toma em seus braços, e o ergue, virado para o Templo, junto àquela espécie de altar, que está acima dos degraus. O rito terminou. O Menino é restituído à mamãe, e o sacerdote se retira.

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Maria e José vão apresentar Jesus no Templo.

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O Evangelho como me foi revelado

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Título do capítulo : Canção de embalar da Virgem.

Data da visão: Terça-feira 28 de novembro de 1944

Calendário: julho de 2004

Local (mapa) : Belém

Ciclo: Nascimento e infância de Jesus

Resumo: Em Belém, Maria embala o seu filho.

Conteúdo do capítulo: 33.1: O bebé, com apenas alguns meses de idade, demora a adormecer. 33.2: A canção de embalar de Maria. 33.3: O menino Jesus nos braços da mãe. 33.4: A graça da visão.

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O Evangelho como me foi revelado

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Título do capítulo : A Adoração dos Magos. Este é o "Evangelho da fé".

Data da visão: Segunda-feira, 28 de fevereiro de 1944.

Calendário: outubro do ano 4 a.C.

Localização (mapa) : Belém

Ciclo: Nascimento e infância de Jesus

Resumo: Maria vê Belém a meio da noite. A cidade está a dormir. Depois vê a estrela que guiava os Magos, brilhando de forma sobrenatural. A estrela parou em frente da estalagem onde estava alojada a Sagrada Família. Os Reis Magos pararam com os seus servos e adoraram pela primeira vez o Salvador, curvando-se até ao chão. Depois retiraram-se até à manhã seguinte. Para Maria, a visão pára e recomeça três horas mais tarde.

Os Magos tinham-se preparado e estavam vestidos com roupas majestosas. Vêm saudar respeitosamente o Menino. Aproveitam a ocasião para contar à Mãe a sua viagem e oferecem-lhe três presentes: ouro, como convém a um Rei, incenso, na sua qualidade de Deus, e mirra, porque o seu Filho, Redentor do mundo, teria de morrer. Maria empalidece perante esta menção, mas contém o seu sofrimento por detrás de um sorriso. Os três Reis Magos querem saudar o Menino uma última vez e vão-se embora. José acompanha-os até aos seus cavalos.

Em seguida, Jesus faz um ditado para o nosso tempo. Sublinha a fé dos três homens, o seu abandono em Deus, porque não têm dúvidas e confiam-lhe a sua viagem, sem se preocuparem com nada. O seu coração só tremeu quando chegaram a Jerusalém e a estrela se escondeu, mas a sua consciência tranquilizou-os. Cristo declara assim que aqueles que estão habituados a meditar e que têm uma consciência reta aprenderam a examinar-se a si próprios, para se rectificarem ao mais pequeno lapso de conduta.

Os Magos são também muito ricos, mas são humildes e, por isso, verdadeiramente grandes pela sua humildade. Vêem-se como pó perante o Altíssimo e, quando chegam a uma casa pobre, não dizem a si próprios: "É impossível! Adoram-na e depois partem, preparando-se para ir ver o seu Rei com dignidade. Por isso, vestem a sua melhor roupa, ao contrário dos homens que vão à Eucaristia com mil preocupações materiais.

Por fim, Jesus faz duas considerações. A primeira diz respeito a José, que se alegra com os presentes, mas mantém a humildade. Não se ofende com o facto de Maria estar na ribalta. Também ele é humilde, porque é verdadeiramente grande. A segunda centra-se em Maria, que incita Jesus a abençoar, mesmo quando ele se sente desencorajado pelas nossas más acções. Beija-lhe a mão trespassada e declara: "Tu és o Salvador. Salva! Jesus não pode recusar a sua Mãe, mas nós devemos esforçar-nos por ir ter com ela.

Conteúdo do capítulo: 34.1: Os Evangelhos da fé. 34.2: A planta da cidade de Belém. 34.3: Uma estrela cria ali um encanto. 34.4: Os Magos param ali de noite. 34.5: Em plena luz do dia, trazem os seus presentes. 34.6: Ajoelham-se diante da criança. 34.7: O mais velho conta a história da sua viagem. 34.8: O significado do ouro, do incenso e da mirra. 34.9: Saem de casa com pesar. 34.10: Os Magos tinham fé em tudo. 34.11: Não procuravam nenhum interesse pessoal. 34.12: A retidão da sua consciência. 34.13 : A sua humildade perante Deus. 34.14 : A sua piedade. 34.15 : São humildes, generosos, obedientes e respeitosos uns com os outros. 34.16 : José guardião e protetor da pureza e da santidade, sem usurpar direitos. 34.17 : Maria é nossa advogada. 34.18 : Meditar e imitar.

EMF 34.2-3

O Evangelho como me foi revelado

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Vejo Belém pequena e branca, toda recolhida como uma ninhada, sob a luz das estrelas. Duas ruas principais a cortam em cruz, uma que vem de fora da cidade, e é a rua mestra que depois prossegue além da cidade, e a outra, que vai de uma à outra extremidade da cidade, mas sem ultrapassá-la. Outras vielas repartem esta pequena cidade, sem a menor norma de um plano de ruas como nós o concebemos, pelo contrário, adaptam-se a um solo cheio de desníveis e às casas que surgem aqui e ali, segundo os caprichos do solo e de seus construtores. De tal modo que possam servir de esquinas para a rua que passa ao lado, obrigando esta a ficar como uma fita que vai-se desenrolando sinuosamente, em vez de seguir uma linha reta, que vai daqui até lá, sem desvios. De vez em quando, aparece uma pracinha: ou é a pracinha de uma feira, ou por ali há alguma fonte, ou, então, por causa do costume de construir aqui e ali sem nenhuma regra, sobrou um resto enviesado de terreno, sobre o qual já não é possível construir mais nada.

No ponto em que tive a idéia de parar um pouco, há um exemplo dessas pracinhas irregulares. Ela deveria ser quadrada ou, pelo menos, retangular. Mas, ao contrário, saiu um trapézio tão estranho, que ficou parecendo um triângulo agudo, cortado perto do vértice. No lado mais longo, o da base do triângulo, há uma construção ampla e baixa. É a maior construção da cidade. Por fora passa um paredão liso e nu, no qual se abrem apenas dois portões que estão bem fechados. Por dentro, ao invés, no seu largo quadrado, abrem-se muitas janelas no primeiro plano, enquanto embaixo ficam os pórticos, que cercam os pátios cheios de palha e de detritos espalhados pelo chão, com tanques, onde os cavalos e outros animais são levados para beber. Nas rústicas colunas dos pórticos existem argolas às quais ficam amarrados os animais, e há também um grande telheiro para abrigar os rebanhos e cavalgaduras. Compreendo que aqui é o albergue de Belém.

Sobre os dois lados iguais há casas e casinhas, tendo algumas hortas à frente, porque entre elas há uma que está com a fachada para a praça, e outra com os fundos da casa para a mesma praça. Do lado mais curto, defronte ao caravançará, há uma casinha isolada com uma pequena escada externa que, ao meio da fachada, dá entrada para os quartos dos moradores. Os quartos estão todos fechados, porque agora é noite. E a esta hora, não há ninguém pelas ruas.

34.3 Vejo que a noite vai-se tornando mais clara pela luz das estrelas que descem do céu; são tão belas no céu do Oriente, tão vivas e grandes, que até parecem estar perto de nós, e que nos será fácil alcançá-las e tocar com a mão essas flores que brilham no veludo do firmamento. Elevando o olhar, tento compreender qual será a fonte deste aumento de luz. É uma estrela, de grandeza extraordinária, que a faz parecer uma pequena lua, que vem avançando pelo céu de Belém. As outras estrelas parecem eclipsar-se, abrindo caminho para ela, como servas diante de sua rainha que vai passando, pois a tal ponto ela as supera em brilho, que as faz desaparecer! Do corpo da estrela, que parece uma grande safira clara e acesa por um sol que está no seu interior, sai uma esteira de luz, na qual fundem-se o loiro dos topázios, o verde das esmeraldas, o leitoso das opalas, o sanguíneo fulgor dos rubis e o suave cintilar das ametistas, com a cor predominante da safira. Todas as pedras preciosas da terra estão naquela esteira de luz, que vem varrendo o céu, num movimento veloz e ondulante, como se fosse viva. Mas a cor que predomina é a que desce do corpo da estrela: uma cor celeste de safira clara, que tinge de prata azulada as casas, as ruas e o chão de Belém, berço do Salvador. Já não é mais a pobre cidade, que para nós era menos importante do que um povoado rural. Agora, é uma fantástica cidade dos contos de fada, na qual tudo é de prata. Até a água das fontes e dos tanques parece de diamante líquido.

Emitindo um fluxo de luz mais vivo, a estrela paira sobre a pequena casa, que está do lado mais curto da pracinha. Nem os moradores da casa, nem os habitantes de Belém a vêem, porque estão dormindo, e suas casas estão fechadas; mas a estrela acelera as suas palpitações de luz, faz vibrar sua cauda, e solta ondulações luminosas mais fortes, traçando pequenos semicírculos no céu, que se ilumina todo com esta rede de astros que ela arrasta consigo, numa rede de pedras preciosas, que esplendem, tingindo nas mais indistintas cores as outras estrelas, como para comunicar-lhes uma palavra de alegria.

A casinha está toda iluminada por este fogo líquido de gemas. O teto do pequeno terraço, a escadinha de pedra escura, a pequena porta, tudo virou um bloco de pura prata, polvilhado com pó de diamantes e pérolas. Nenhum palácio real da terra jamais teve, ou terá, uma escada como esta, feita para receber a passagem dos anjos, feita para ser usada pela mãe, que é mãe de Deus. Seus pequenos pés de virgem imaculada podem pousar sobre aquele cândido esplendor, os seus pequenos pés destinados a pousar sobre os degraus do trono de Deus. Mas a virgem ainda não está sabendo de nada. Ela está velando sobre o berço de seu Filho, rezando. Sua alma tem esplendores que superam a estrela que está embelezando as coisas.

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Descrição de Belém durante a Epifania e a chegada dos Reis Magos.

EMF 34.5

O Evangelho como me foi revelado

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Os três sobem a escada e entram. Entram em um quarto, que se estende da rua até os fundos da casa. Vê-se a pequena horta na parte posterior da casa, por uma pequena janela aberta ao sol. Outras portas se abrem nas duas outras paredes, e olhando de soslaio, lá estão os proprietários: um homem e uma mulher, três ou quatro adolescentes e crianças.

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O Evangelho como me foi revelado

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Título do capítulo : A fuga para o Egito. Ensinamentos sobre a última visão ligada à vinda de Jesus.

Data da visão e do ditado: Sexta-feira, 9 de junho de 1944

Calendário: Fim de novembro de 4 a.C.. Período da Festa das Luzes, fim do Kisleu

Localização (mapa) :Belém

Ciclo: Nascimento e infância de Jesus

Resumo: José dorme na casa de Belém. Parece estar a ter um sonho doce, depois parece estar perturbado antes de acordar. Depois de se vestir, vai ter com a Virgem, que está a rezar ao lado do Menino. Diz-lhe que têm de partir imediatamente, pois um anjo avisou-o para fugir para o Egito. Maria obedece imediatamente e prepara os seus pertences de forma rápida mas ordenada. José volta para levar uma parte dos seus pertences e, com tristeza, diz-lhe que têm de levar o máximo que puderem, pois terão de ficar longe durante muito tempo. Maria continua a juntar as poucas coisas que restam e prepara Jesus. Quando ele adormece, depois de ter tomado o leite, José regressa e diz-lhe que Herodes quer matar o menino. Este facto toca o coração de Maria. Ela chora e declara que está a custar muito a José, mas ele responde-lhe que ela o consolará sempre e que a riqueza dos Magos os ajudará nos primeiros tempos. Ambos estavam tristes por terem de partir, por terem de abandonar tudo e não voltarem a Nazaré, mas enquanto tivessem Jesus, tinham tudo.

Os pais do Salvador deixam a casa e, depois de cumprimentarem o dono da casa, partem para o Egito.

Em seguida, Jesus faz um ditado e sublinha a simplicidade desta visão, que em nada diminui a humanidade de Maria e de Jesus, nem a divindade de Cristo. Demasiadas vezes", diz ele, "desencorajamo-nos pensando que Maria, Jesus e José eram fortes e que "eram eles". Mas o sofrimento foi sempre o seu fiel companheiro. Não experimentaram as paixões que são semelhantes aos vícios, porque fecharam o coração a Satanás. Por outro lado, tiveram muitas paixões, como o amor à pátria, os santos afectos à família, etc. Mas não se deixaram dominar pelas paixões. Mas não se deixavam dominar por essas paixões quando se tratava de seguir a vontade de Deus.

Também Jesus seguiu sempre a vontade de Deus, mesmo que isso lhe tenha valido o ódio dos judeus e a animosidade de Judas. Depois, critica os grandes homens deste mundo e, em seguida, detém-se sobre a castidade de José e a virgindade de Maria, afirmando-as preto no branco e retomando as palavras de Mateus. O evangelista, de facto, foi buscar as suas fontes diretamente a Maria, e a sua virgindade perpétua era uma verdade conhecida desde os tempos mais remotos.

O Cristo insiste longamente sobre a palavra "mulher" na Bíblia, para mostrar que este termo não é uma linguagem proscrita, infame, impura. Depois, retoma as palavras de Mateus para dizer que Maria é "a verdadeira Mãe de Jesus sem ser mulher de José. Ela permanecerá sempre: a Virgem, esposa de José".

Conteúdo do capítulo: 35.1: Um sonho faz com que José se levante a meio da noite. 35.2: Ao amanhecer, fugimos. 35.3: Maria apressa-se a recolher as suas coisas. 35.4: Desperta o menino e dá-lhe o peito. 35.5: Temos a riqueza dos Magos e Deus connosco. 35.6: Partida com três cavalos. 35.7: Os homens, acreditando que estavam a fazer a coisa certa, tornaram irreal o que teria sido tão bonito deixar real. 35.8: As nossas honrosas paixões humanas. 35.9: Eu não procurei a grandeza do mundo. 35.10: A virgindade de Maria e a castidade de José. 35.11: A dor de Maria ao ser arrancada de sua casa.