Passa Simão, o Zelotes, com seu aspecto severo; passa Pedro, muito atarefado e vai conversando com uns dez moleques, aos quais promete dar azeitonas, se eles se comportarem bem até o fim, ou então uma surra se ficarem fazendo barulho enquanto o Mestre estiver falando; passa Bartolomeu, já ancião e muito sério; passa Mateus e Filipe, que levam nos braços um aleijado que teria tido muito trabalho para atravessar a multidão compacta; passam os primos do Senhor amparando um mendigo quase cego e uma velha pobrezinha, que chora enquanto conta a Tiago os seus males; passa Tiago de Zebedeu com uma pobre menina nos braços, certamente doente que ele tomou da mãe, que o segue aflita, para impedir que a multidão faça algum mal a ela. Os últimos a passar são os que eu poderia chamar de “indivisíveis”, André e João, porque se João, em sua serena natureza de menino santo, estaria junto com os companheiros, André, pelo seu grande acanhamento, prefere estarr com seu antigo companheiro de pesca e de fé em João Batista. Estes dois ficam perto do começo das duas filas principais, para encaminharem a multidão a os seus lugares. Mas agora, no monte, não se veem mais peregrinos pelos caminhos cheios de pedras, e os dois se reúnem junto ao Mestre com as últimas ofertas recebidas.