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Notas do tema

Novo Testamento

Página 148 de 189

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EMF 179.4 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– De Cafarnaum até aqui, Eu vim pensando no que vos iria dizer. Encontrei quais eram as palavras adequadas, ao relembrar os fatos desta manhã.

Vós vistes os três homens que vieram a Mim. Um veio espontaneamente, outro, porque foi convidado por Mim, e o terceiro, porque entusiasmou-se de repente. Vistes também que daqueles três Eu fiquei só com dois. Por que será? Teria Eu visto um traidor no terceiro? Em verdade, não. Vi nele alguém ainda despreparado. Pelas aparências, o que parecia mais despreparado era o que agora está aqui ao meu lado, pois tinham a intenção de sepultar o seu pai. Mas o mais despreparado era o terceiro.

Este estava tão preparado que mesmo sem saber, fez um sacrifício bem heróico. O heroísmo em seguir a Deus é sempre uma prova de forte preparação espiritual. Isto é o que explica alguns fatos surpreendentes, que acontecem ao redor de Mim. Os mais preparados para receber Cristo, seja qual for a sua casta ou cultura, costumam vir a Mim com uma prontidão e uma fé absoluta. Os menos preparados ficam observando-me, como se Eu fosse um homem que foge do comum ou então me estudam com desconfiança e curiosidade, ou ainda, me atacam e me denigrem, acusando-me de várias coisas. As diversas atitudes estão na proporção da falta de preparação dos espíritos.

EMF 179.4-6 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Saem todos, e Jesus dirigi-se para o lago, a fim de não ser esmagado pela multidão. Pedro está manobrando com cuidado, para afastar a barca até alguns metros da beira, de modo que a voz de Jesus possa ser ouvida por todos e haver um espaço entre Ele e os ouvintes.

– De Cafarnaum até aqui, Eu vim pensando no que vos iria dizer. Encontrei quais eram as palavras adequadas, ao relembrar os fatos desta manhã.

Vós vistes os três homens que vieram a Mim. Um veio espontaneamente, outro, porque foi convidado por Mim, e o terceiro, porque entusiasmou-se de repente. Vistes também que daqueles três Eu fiquei só com dois. Por que será? Teria Eu visto um traidor no terceiro? Em verdade, não. Vi nele alguém ainda despreparado. Pelas aparências, o que parecia mais despreparado era o que agora está aqui ao meu lado, pois tinham a intenção de sepultar o seu pai. Mas o mais despreparado era o terceiro.

Este estava tão preparado que mesmo sem saber, fez um sacrifício bem heróico. O heroísmo em seguir a Deus é sempre uma prova de forte preparação espiritual. Isto é o que explica alguns fatos surpreendentes, que acontecem ao redor de Mim. Os mais preparados para receber Cristo, seja qual for a sua casta ou cultura, costumam vir a Mim com uma prontidão e uma fé absoluta. Os menos preparados ficam observando-me, como se Eu fosse um homem que foge do comum ou então me estudam com desconfiança e curiosidade, ou ainda, me atacam e me denigrem, acusando-me de várias coisas. As diversas atitudes estão na proporção da falta de preparação dos espíritos.

No povo eleito se deveria encontrar, por toda parte, espíritos prontos para receber o Messias, em cuja espera ansiaram em desejos os Patriarcas e os Profetas, o Messias, que finalmente veio, precedido e acompanhado por todos os sinais profetizados, o Messias, cuja figura espiritual se delineia sempre mais clara, por meio de milagres visíveis nos membros e nos elementos e milagres invisíveis, realizados nas consciências dos que se convertem e nos pagãos que se voltam para o Verdadeiro Deus. Mas não é assim. Pois a prontidão em seguir o Messias é fortemente obstaculada, justamente pelos filhos deste povo, e é doloroso dizer-se, que é tanto mais, assim quanto mais se sobe às classes mais altas deste mesmo povo. Eu não digo isto para vos escandalizar. Mas sim, para induzir-vos a rezar e a refletir. Por que acontece isso? Por que os pagãos e os pecadores procuram mais o meu caminho? Por que eles acolhem mais o que Eu digo, e os outros não? É porque os filhos de Israel ficam ancorados, como ostras que produzem pérolas, no lugar em que nasceram. Porque estão saturados, empanturrados, obesos com af sabedoria deles, e não sabem abrir caminho para a minha, jogando fora o supérfluo, para dar lugar ao necessário. Os outros não têm esta escravidão. São pobres pagãos, ou pobres pecadores, ainda soltos como barcos à deriva, são pobres que não possuem tesouros próprios, mas somente fardos de êrros ou pecados, dos quais se despojam com alegria, logo que conseguem compreender o que é a Boa Nova, e sentem nela um mel fortificante muito diferente da insípida mixórdia dos seus pecados.

179.5

Ouvi, e talvez podereis compreender melhor como obter frutos diferentes de uma mesma obra.

Um semeador saiu para semear. Eram muitos campos e de diferentes qualidades. Ele tinha herdado de seu pai alguns onde havia deixado proliferar plantas espinhosas. Outros haviam sido adquiridos por ele, que os comprara do jeito em que estavam, de um dono negligente, deixando tais como eram. Outros ainda, haviam sido entrecortados por estradas, pois o homem era comodista e não queria andar muito para ir de um lugar para outro. Enfim, havia alguns, os mais próximos da casa, dos quais ele tomava cuidado, só para que dessem um aspecto agradável à frente da casa. Estes estavam limpos de pedregulhos, de espinhos, de grama e assim por diante.

O homem, pois, tomou o seu saco de grãos para ir semear grãos da melhor qualidade, e começou a semeadura. A semente caiu no terreno bom, fofo, arado, limpo e adubado, próximo à casa. Caiu também nos campos entrecortados por caminhos e trilhas, além de cortá-los, levava a sujeira da poeira árida na terra fértil. Outras sementes caíram sobre os campos, onde a inépcia do homem tinha deixado que crescessem plantas espinhosas. Agora o arado as havia revirado, e nem parecia que elas estivessem mais ali, mas estavam, porque somente o fogo é que é a radical destruição das ervas más, impedindo-as de nascer. As últimas sementes caíram nos campos comprados recentemente, e que ele tinha deixado como estavam, sem ará-los em profundidade, sem limpá-los de todas as pedras afundadas na terra, fazendo com ela um pavimento duro no qual não conseguiam agarrar-se as tenras raízes.

Depois, tendo semeado todas as sementes, voltou para casa, e disse: “Agora está tudo bem. É só esperar a colheita.”

179.6

E assim se alegrava quando, com o correr dos meses, podia ver, à frente de sua casa, o trigo que ia germinando e crescendo… oh! crescia como um tapete macio e já ia soltando espigas… Parecia um mar, amarelando e batendo espigas contra espigas, cantando hosanas ao sol. O homem dizia: “Como este campo, devem estar todos os outros. Preparemos as foices e os celeiros. Quanto pão! Quanto ouro!”

Estava feliz.

Cortou o trigo dos campos mais próximos, depois passou aos que herdou do pai, mas ele os tinha deixado virar mato. O homem ficou muito aborrecido. todos os grãos haviam nascido, porque os campos eram bons e a terra adubada pelo pai estava gorda e fértil. Mas sua fertilidade tinha sido boa também para as plantas espinhosas, que ficaram cobertas pela terra, reviradas com ela, mas não esterilizadas. Elas tinham renascido e formado um verdadeiro forro de ramagens cheias de espinhos, através das quais o trigo não tinha podido passar para cima, a não ser uma espiga aqui, outra acolá, e morreu quase todo sufocado.

O homem disse: “Eu fui negligente com este campo. Mas nos outros não havia espinheiros, e deverão estar melhores.” Passou então aos campos recentemente adquiridos. Lá seu espanto cresceu, até transformar-se em tristeza. Finas e já ressecadas, as folhas do trigo estavam espalhadas por toda parte, como feno seco. Feno seco! “Mas, como? Como foi isso?” Gemia o homem. “No entanto, aqui não há espinhos! Além disso, a semente do trigo era a mesma. Aqui também ela tinha nascido, e o trigal estava tão viçoso, que dava alegria ver! Pode-se ver ainda como suas folhas estavam bem formadas e em grande número. Por que será que aqui o trigo todo morreu sem produzir espigas?” E, com grande tristeza, pôs-se a cavar o solo, para ver se encontrava ninhos de toupeiras, ou outras pragas. Insetos e roedores, não havia nada. Mas, que quantidade de pedras! Um verdadeiro pedregal! Os campos estavam literalmente calcetados com escamas de pedras, e a pouca terra que as cobria era um engano. Oh! Se tivesse afundado mais o arado, enquanto era tempo! Oh! Se ele tivesse feito escavações, antes de aceitar aqueles campos e de comprá-los como se fossem bons! Oh! Pelo menos, depois daquele erro de adquirir o que era oferecido, sem ter-se informado da boa qualidade deles, se ele os tivesse melhorado, à custa do cansaço de seus rins! Mas agora já era tarde quaisquer queixumes eram inúteis.

O homem pôs-se de pé, arrasado, e dali foi para os campos entrecortados por pequenos caminhos, feitos para sua comodidade… E rasgou suas vestes de tristeza. Aqui não havia nada. Absolutamente nada… A terra escura do campo estava coberta por uma ligeira camada de pó branco… O homem se agachou no chão, e gemia dizendo: “Mas, por quê? Aqui não há espinhos, nem pedras, pois estes campos, antes já eram nossos. Meu avô, meu pai, eu, sempre os possuímos e, por anos e anos, os fertilizamos. Neles eu abri estradas, terei tirado alguma terra do campo, mas isso não é o que o terá feito ficar estéril assim…” Ainda estava ele chorando, quando recebeu, para sua tristeza, a resposta, dada por um cerrado bando de passarinhos esfomeados, vindos dos campospara os caminhos a procura de sementes de trigo, e outras… O campo havia-se transformado numa rede de pequenos caminhos, em cujas beiras o trigo semeado tinha caído, atraindo muitos passarinhos, que, primeiro comeram os grãos na estrada e depois os plantados no campo, até o ultimo grão.

Desse modo, a semente, igual para todos os campos, havia produzido cem por um, em outro sessenta, em outro trinta e em outro nada. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

A semente é a Palavra: é igual para todos. O lugar onde cai a semente são os vossos corações. Cada um aplique a si a parábola e compreenda. A paz esteja convosco.

EMF 179.4 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

No povo eleito se deveria encontrar, por toda parte, espíritos prontos para receber o Messias, em cuja espera ansiaram em desejos os Patriarcas e os Profetas, o Messias, que finalmente veio, precedido e acompanhado por todos os sinais profetizados, o Messias, cuja figura espiritual se delineia sempre mais clara, por meio de milagres visíveis nos membros e nos elementos e milagres invisíveis, realizados nas consciências dos que se convertem e nos pagãos que se voltam para o Verdadeiro Deus. Mas não é assim. Pois a prontidão em seguir o Messias é fortemente obstaculada, justamente pelos filhos deste povo, e é doloroso dizer-se, que é tanto mais, assim quanto mais se sobe às classes mais altas deste mesmo povo. Eu não digo isto para vos escandalizar. Mas sim, para induzir-vos a rezar e a refletir.

Por que acontece isso? Por que os pagãos e os pecadores procuram mais o meu caminho? Por que eles acolhem mais o que Eu digo, e os outros não? É porque os filhos de Israel ficam ancorados, como ostras que produzem pérolas, no lugar em que nasceram. Porque estão saturados, empanturrados, obesos com af sabedoria deles, e não sabem abrir caminho para a minha, jogando fora o supérfluo, para dar lugar ao necessário. Os outros não têm esta escravidão. São pobres pagãos, ou pobres pecadores, ainda soltos como barcos à deriva, são pobres que não possuem tesouros próprios, mas somente fardos de êrros ou pecados, dos quais se despojam com alegria, logo que conseguem compreender o que é a Boa Nova, e sentem nela um mel fortificante muito diferente da insípida mixórdia dos seus pecados.

EMF 179.5-6 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Ouvi, e talvez podereis compreender melhor como obter frutos diferentes de uma mesma obra.

Um semeador saiu para semear. Eram muitos campos e de diferentes qualidades. Ele tinha herdado de seu pai alguns onde havia deixado proliferar plantas espinhosas. Outros haviam sido adquiridos por ele, que os comprara do jeito em que estavam, de um dono negligente, deixando tais como eram. Outros ainda, haviam sido entrecortados por estradas, pois o homem era comodista e não queria andar muito para ir de um lugar para outro. Enfim, havia alguns, os mais próximos da casa, dos quais ele tomava cuidado, só para que dessem um aspecto agradável à frente da casa. Estes estavam limpos de pedregulhos, de espinhos, de grama e assim por diante.

O homem, pois, tomou o seu saco de grãos para ir semear grãos da melhor qualidade, e começou a semeadura. A semente caiu no terreno bom, fofo, arado, limpo e adubado, próximo à casa. Caiu também nos campos entrecortados por caminhos e trilhas, além de cortá-los, levava a sujeira da poeira árida na terra fértil. Outras sementes caíram sobre os campos, onde a inépcia do homem tinha deixado que crescessem plantas espinhosas. Agora o arado as havia revirado, e nem parecia que elas estivessem mais ali, mas estavam, porque somente o fogo é que é a radical destruição das ervas más, impedindo-as de nascer. As últimas sementes caíram nos campos comprados recentemente, e que ele tinha deixado como estavam, sem ará-los em profundidade, sem limpá-los de todas as pedras afundadas na terra, fazendo com ela um pavimento duro no qual não conseguiam agarrar-se as tenras raízes.

Depois, tendo semeado todas as sementes, voltou para casa, e disse: “Agora está tudo bem. É só esperar a colheita.”

179.6

E assim se alegrava quando, com o correr dos meses, podia ver, à frente de sua casa, o trigo que ia germinando e crescendo… oh! crescia como um tapete macio e já ia soltando espigas… Parecia um mar, amarelando e batendo espigas contra espigas, cantando hosanas ao sol. O homem dizia: “Como este campo, devem estar todos os outros. Preparemos as foices e os celeiros. Quanto pão! Quanto ouro!”

Estava feliz.

Cortou o trigo dos campos mais próximos, depois passou aos que herdou do pai, mas ele os tinha deixado virar mato. O homem ficou muito aborrecido. todos os grãos haviam nascido, porque os campos eram bons e a terra adubada pelo pai estava gorda e fértil. Mas sua fertilidade tinha sido boa também para as plantas espinhosas, que ficaram cobertas pela terra, reviradas com ela, mas não esterilizadas. Elas tinham renascido e formado um verdadeiro forro de ramagens cheias de espinhos, através das quais o trigo não tinha podido passar para cima, a não ser uma espiga aqui, outra acolá, e morreu quase todo sufocado.

O homem disse: “Eu fui negligente com este campo. Mas nos outros não havia espinheiros, e deverão estar melhores.” Passou então aos campos recentemente adquiridos. Lá seu espanto cresceu, até transformar-se em tristeza. Finas e já ressecadas, as folhas do trigo estavam espalhadas por toda parte, como feno seco. Feno seco! “Mas, como? Como foi isso?” Gemia o homem. “No entanto, aqui não há espinhos! Além disso, a semente do trigo era a mesma. Aqui também ela tinha nascido, e o trigal estava tão viçoso, que dava alegria ver! Pode-se ver ainda como suas folhas estavam bem formadas e em grande número. Por que será que aqui o trigo todo morreu sem produzir espigas?” E, com grande tristeza, pôs-se a cavar o solo, para ver se encontrava ninhos de toupeiras, ou outras pragas. Insetos e roedores, não havia nada. Mas, que quantidade de pedras! Um verdadeiro pedregal! Os campos estavam literalmente calcetados com escamas de pedras, e a pouca terra que as cobria era um engano. Oh! Se tivesse afundado mais o arado, enquanto era tempo! Oh! Se ele tivesse feito escavações, antes de aceitar aqueles campos e de comprá-los como se fossem bons! Oh! Pelo menos, depois daquele erro de adquirir o que era oferecido, sem ter-se informado da boa qualidade deles, se ele os tivesse melhorado, à custa do cansaço de seus rins! Mas agora já era tarde quaisquer queixumes eram inúteis.

O homem pôs-se de pé, arrasado, e dali foi para os campos entrecortados por pequenos caminhos, feitos para sua comodidade… E rasgou suas vestes de tristeza. Aqui não havia nada. Absolutamente nada… A terra escura do campo estava coberta por uma ligeira camada de pó branco… O homem se agachou no chão, e gemia dizendo: “Mas, por quê? Aqui não há espinhos, nem pedras, pois estes campos, antes já eram nossos. Meu avô, meu pai, eu, sempre os possuímos e, por anos e anos, os fertilizamos. Neles eu abri estradas, terei tirado alguma terra do campo, mas isso não é o que o terá feito ficar estéril assim…” Ainda estava ele chorando, quando recebeu, para sua tristeza, a resposta, dada por um cerrado bando de passarinhos esfomeados, vindos dos campospara os caminhos a procura de sementes de trigo, e outras… O campo havia-se transformado numa rede de pequenos caminhos, em cujas beiras o trigo semeado tinha caído, atraindo muitos passarinhos, que, primeiro comeram os grãos na estrada e depois os plantados no campo, até o ultimo grão.

Desse modo, a semente, igual para todos os campos, havia produzido cem por um, em outro sessenta, em outro trinta e em outro nada. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

A semente é a Palavra: é igual para todos. O lugar onde cai a semente são os vossos corações. Cada um aplique a si a parábola e compreenda. A paz esteja convosco.

EMF 179.7 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Depois que as duas barcas navegam por um pequeno trecho do rio, param junto à margem. Jesus se senta, perguntando ao novo discípulo:

– Quem ainda ficou em tua casa?

– Minha mãe com meu irmão mais velho, que se casou há cinco anos. Minhas irmãs estão espalhadas pela região. Meu pai era muito bom. Minha mãe lamenta desoladamente.

O jovem para bruscamente, porque sente que um soluço lhe está vindo do coração.

Jesus o segura pela mão e lhe diz:

– Eu sei o que é esta dor, eu vi também minha mãe chorar. Por isso, Eu te compreendo…

Anotação

Eu própria passei por essa dor e vi a minha mãe chorar. Por isso, compreendo-vos bem... Coerente com a descrição da morte de José e a evocação da dor de Maria(EMV 42.7 e EMV 42.8).

EMF 179.7-8 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Depois, virando-se para Pedro, diz:

– Vamos subir o rio até onde puderes, e depois atraca do outro lado. (...)

O arrastar-se da barca sobre a areia faz que aquele discurso seja interrompido, possibilitando a descida a terra. Aqui não se vêem mais as colinas baixas de Betsaida, que quase mergulham o focinho no lago, mas vê-se uma planície cheia de messes que se estende desta margem oposta à Betsaida, para a direção norte.

– Estamos indo a Meron? –pergunta Pedro.

– Não. Vamos tomar o caminho dos campos.

Os campos, muito bonitos e bem conservados, mostram espigas ainda verdes, mas já bem formadas. Todas estão à mesma altura e com o leve ondular que lhes imprime o vento fresco, que vem do norte, parecem formar um outro pequeno lago, ao qual servem de velas as árvores, que se erguem aqui e ali, cheias de passarinhos que chilreiam.

– Estes campos não são como os da parábola –observa o primo Tiago.

– É verdade. Não são. Os passarinhos não os devastaram, neles não há espinheiros nem pedras. Que belo trigal! Dentro de um mês estará maduro… e dentro de dois, estará pronto para a foice e o celeiro –diz Judas Iscariotes.

– Mestre, eu quero que Te lembres do que disseste em minha casa. Tu falaste tão bem! Mas eu estou começando a ter em minha cabeça umas nuvens confusas como as lá de cima… –diz Pedro.

– Esta tarde te explicarei.

179.8 Agora, já estamos vendo Corozaim.

Detalhe

Jesus acaba de pregar em Betsaida. Está no lago, com o jovem discípulo que não foi ao funeral do pai, e fala a Simão de Jonas.

Palavras-chave

EMF 179.9 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– Que vossos corações sejam justos, um para com o outro, como justo é aquele pelo qual chorais. Não ponhais uma marca humana no que é sobre-humano: a morte e a escolha para uma missão. A alma do justo não se agitou, ao ver que o filho não estava presente à sepultura do seu cadáver. Mas ela até ficou tranquila por causa da segurança do futuro de seu Elias. O pensamento do mundo não venha perturbar a graça da escolha. Se o mundo pôde ficar admirado, por não vê-lo junto ao funeral do pai, os anjos exultaram por vê-lo ao lado do Messias. Sede justos. E tu, mãe, que sejas consolada com isso. Educaste com sabedoria, e teu filho foi chamado pela Sabedoria. Eu vos abençôo a todos. A paz esteja convosco agora e sempre.

Detalhe

Mensagem de Jesus aos irmãos que estão zangados com o filho mais novo por este ter seguido Jesus em vez de ir com eles enterrar o pai.

EMF 180

O Evangelho como me foi revelado

Detalhe

Bartolomeu e Tiago de Zebedeu não aparecem neste capítulo, mas é muito pouco provável que estejam ausentes. No dia seguinte, quando saíram de Betsaida, Natanael estava presente e um dos Tiago estava ao leme, o que sugere que já estavam com o resto do grupo na AMV 180.

EMF 180.1-2 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Não sei qual foi a observação que foi feita por um companheiro que deu origem àquela resposta escultural de Pedro, quando disse:

– Acontecerá com eles como com os construtores da torre de Babel[1]. A soberba deles provocará o desabamento de suas teorias, e ficarão esmagados.

André objeta ao irmão:

– Mas Deus é misericórdia. Impedirá o desabamento para dar tempo ao arrependimento.

– Nem penses nisso. Como coroamento da soberba deles, porão em prática calúnia e perseguição. Oh! Eu já estou vendo perseguição sobre nós para dispersar-nos como testemunhas detestáveis. E, visto que estarão atacando, com insídias, a Verdade, Deus tomará a Si fazer a vingança e eles perecerão.

– E nós teremos forças para resistir? –pergunta Tomé.

– Aí está… por mim mesmo, eu não teria. Mas confio nele –e mostra Jesus, que está escutando calado, com a cabeça um pouco inclinada, como para conservar escondidas as expressões do seu rosto.

– Eu penso que Deus não nos dará provas superiores às nossas forças –diz Mateus.

– Ou, pelo menos, aumentará as nossas forças, em proporção às provas –termina Tiago de Alfeu.

– Ele já está fazendo isso.

Anotação

O que aconteceu aos construtores da Torre de Babel acontecer-lhes-á a eles. Alusão a Génesis 11,1-9.

Ele já o fez: é Simão, o Zelota, que está a falar. A conversa prossegue. Ver a nota seguinte.

Livro do Génesis 11, 1-9

Gn 11, 1-9 : Toda a terra tinha uma só língua e as mesmas palavras. Quando os homens partiram do Oriente, encontraram uma planície na terra de Sennaar e aí se estabeleceram. Disseram uns aos outros: "Vamos, vamos fazer tijolos e cozê-los ao lume". "E usaram tijolos em vez de pedras e betume em vez de cimento. Depois disseram: "Vamos, construamos uma cidade e uma torre com o topo no céu, e façamos para nós um monumento, para que não sejamos espalhados pela face de toda a terra. "Mas o Senhor Javé desceu para ver a cidade e a torre que os filhos dos homens estavam a construir. E Javé disse: "Eis que eles são um só povo, e todos têm uma só língua; e esta obra é o início dos seus empreendimentos; agora nada os impedirá de realizarem os seus projectos. Vamos descer e confundir a sua língua, para que deixem de ouvir a língua uns dos outros. "Então Javé dispersou-os dali pela face de toda a terra e eles deixaram de construir a cidade. É por isso que se chama Babel, porque foi aí que Javé confundiu a língua de toda a terra e foi aí que Javé os dispersou por toda a face da terra.