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Notas do tema

Família e amigos

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EMF 209.7 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

A dor é cruz, mas também é asa. O luto despoja, mas é para revestir. Levantai-vos, vós que estais chorando! Abri os olhos, saí de vossos pesadelos, saí das trevas, dos egoísmos! Olhai…O mundo é como uma terra árida e inculta, onde se chora e se morre. E ele grita: ‘Acudi-me!’ O mundo grita pela boca dos órfãos, dos doentes, dos que estão sozinhos, dos que não sabem o que fazer, e pelas bocas daqueles que uma traição ou uma crueldade tornaram prisioneiros do rancor. Ide a estes que estão gritando. Esquecei-vos dos esquecidos. Fazei a cura dos doentes! Esperai entre os desesperados. O mundo está aberto às boas vontades de servir a Deus no próximo e de conquistar o Céu: a união com Deus e a reunião com aqueles pelos quais choramos. Aqui é o campo das competições. Lá está o triunfo.

Vinde. Imitai Rute, estando ao lado de todas as dores. Dizei, vós também: “Eu estarei convosco até à morte.” E, se vos respondem essas desventuras que se julgam incuráveis: “Não me chameis Noemi, mas chamai-me Mara, porque Deus me cumulou de amarguras”, persisti. E Eu, em verdade, vos digo que um dia, pela vossa persistência nessas desventuras ainda exclamarão: “Seja bendito o Senhor, que tirou minha amargura, minha desolação, minha solidão, por obra de uma criatura, que soube fazer sua dor produzir frutos bons. Deus a abençoe para sempre, porque ela foi a minha salvadora.”

Anotação

Se estes infelizes, que se julgam incuráveis, te disserem: "Não me chames mais Noemi, mas Mara, porque Deus me encheu de amargura", persiste. Cf. Rute 1, 1-22.

Livro de Rute 1, 1-22

Rute1, 1-22: No tempo em que os juízes governavam, havia fome na terra. Um homem de Belém de Judá foi com a sua mulher e os seus dois filhos viver para os campos de Moab. O nome desse homem era Elimeleque, e o nome de sua mulher era Noemi, e os nomes de seus dois filhos eram Maalon e Quelon; eram efrateus de Belém de Judá. Foram para os campos de Moab e ali se estabeleceram.

Quando Elimeleque, marido de Noemi, morreu, ela ficou sozinha com os seus dois filhos, que tomaram mulheres moabitas, uma das quais se chamava Orfa e a outra Rute, e viveram ali cerca de dez anos. Maalon e Queljon também morreram, e a mulher ficou sem os seus dois filhos e o seu marido. Então, ela e as suas noras levantaram-se e deixaram os campos de Moab, pois tinham ouvido dizer no país de Moab que o Senhor tinha visitado o seu povo e lhe tinha dado pão. Assim, ela e as suas duas noras saíram do lugar onde se tinham instalado e puseram-se a caminho para regressar à terra de Judá. Noemi disse às suas duas noras: "Vão e voltem, cada uma para a casa de sua mãe. Que o Senhor Javé seja bondoso para convosco, como foi para os que morreram e para mim! Que o Senhor faça com que cada uma de vós encontre descanso na casa de um marido! E ela beijou-os. Eles levantaram a voz e choraram, e disseram-lhe: "Não; nós voltaremos contigo para o teu povo". Noemi disse: "Voltai, minhas filhas; por que haveríeis de vir comigo? Ainda tenho filhos no meu ventre que possam vir a ser vossos maridos? Voltem, minhas filhas, vão-se embora. Estou demasiado velha para voltar a casar. E quando eu digo: tenho esperança; quando eu fosse esta mesma noite para um marido e desse à luz filhos, esperaríeis por isso até que eles crescessem? Não, minhas filhas. É muito amargo para mim, por vossa causa, que a mão do Senhor tenha descido sobre mim. E, levantando a voz, voltaram a chorar. Então Orfa beijou a sua sogra, mas Rute agarrou-se a ela.

Noemi disse a Rute: "Eis que a tua cunhada voltou para o seu povo e para o seu deus; volta para a tua cunhada". Rute respondeu: "Não me pressiones a deixar-te, quando eu me afastar de ti. Para onde fores, irei eu; onde habitares, habitarei eu; o teu povo será o meu povo, e o teu Deus será o meu Deus; onde morreres, morrerei e serei sepultada lá. Que o Senhor seja severo comigo se outra coisa que não seja a morte me separar de ti! Vendo que Rute estava decidida a ir com ela, Noemi parou com as suas súplicas.

As duas seguiram o seu caminho até chegarem a Belém. Quando entraram em Belém, toda a cidade se comoveu com elas, e as mulheres diziam: "É esta Noemi? "20Ela respondeu-lhes: "Não me chameis Noemi, chamai-me Mara, porque o Todo-Poderoso me amargurou. Parti com as mãos cheias, e o Senhor traz-me de volta de mãos vazias. Por que me chamarias Noemi, depois de o Senhor ter testemunhado contra mim e de o Todo-Poderoso me ter afligido?"

Noemi regressou, e com ela a sua nora, Rute, a moabita, que tinha vindo dos campos de Moab. Chegaram a Belém no início da colheita da cevada.

EMF 212.2 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Mas Cristo se refugia nos corações fiéis e de lá olha, de lá fala, de lá abençoa a Humanidade, e depois… e depois se dá a esses corações e eles atingem o Céu com sua bem-aventurança, ainda que permaneçam aqui, mas incendiando-se, até terem com isto um delicioso tormento em todo o seu ser: nos sentidos e nos órgãos, nos sentimentos e no pensamento e, finalmente, no espírito… Lágrimas e sorrisos, gemidos e canto, o desfalecimento e até uma pressa de viver são os nossos companheiros, mais do que companheiros, são o nosso próprio ser, porque, como os ossos estão na carne, e as veias e os nervos por baixo da epiderme, e tudo faz um só homem, assim, igualmente, todas essas coisas incendiadas, nascidas por ter-se dado Jesus a nós, estão em nós, na nossa pobre humanidade. E, que somos nós, naqueles momentos que não poderiam durar para sempre, porque, se durassem mais do que aquele tanto, morreríamos queimados e despedaçados? Nós não somos mais homens. Não somos mais os animais dotados de razão, que vivem sobre a terra.. Somos, somos, ó Senhor! Deixa que eu o diga uma vez, não por soberba, mas para cantar as tuas glórias, porque o teu olhar me queima, e me faz delirar…E, então, nos tornamos serafins. E por que de mim não saem chamas e ardores sensíveis para as pessoas e a matéria, assim como é nas aparições dos condenados? Por que, se é verdade que o fogo do inferno é tão forte, que, só um reflexo, saído de um condenado, pode queimar a madeira e derreter os metais, que não será o teu fogo, ó Deus, que tens tudo o que há de infinito e perfeito?

Não morremos de febre, não nos queimamos com ela, não nos consumimos de febre pelos males da carne. Tu é que és nossa febre, ó Amor. E com este nos queimamos, com este morremos, com este nos consumimos, com este e por este se dilaceram as fibras do coração, que não pode resistir a tudo isso. Mas, eu disse mal, porque o amor é um delírio, o amor é uma cascata que arrebenta os diques, e desce derrubando tudo o que não é ele, o amor é um apinhar-se de sensações, todas elas verdadeiras, na mente, todas presentes, mas nossa mão não pode transcrevê-las, de tão rápida que é a mente em traduzir o pensamento e os sentimentos que o coração experimenta. Não é verdade que morremos. Nós vivemos. E de uma vida decuplicada. De uma vida dupla, vivendo como homens e como bem-aventurados: a vida da terra e a vida do Céu. Alcança-se e se supera, Oh! disso estou certa, uma vida sem defeitos, sem diminuições nem limitações que Tu, Pai, Filho e Espírito Santo, Tu, Deus Criador, Uno e Trino, tinhas dado a Adão, como um prelúdio da vida depois da assunção a Ti, para gozar no Céu, depois de uma tranquila passagem do Paraíso Terrestre para o Celeste, e uma passagem feita nos amorosos braços dos anjos, assim como foi o doce sono e o doce surgir de Maria ao Céu, para ir a Ti, a Ti, a Ti! Vivemos a verdadeira vida.

E depois nos encontramos aqui e nos envergonhamos de ter andado por tantos outros lugares, e dizemos: “Senhor, eu não sou digno de tudo isso. Perdoa, Senhor”, e batemos no peito, porque aterrorizados pelo temor de termos tido soberba, e descemos um véu mais espesso sobre o esplendor que, se não continua a chamejar de novo, com um ardor poderoso, por ter dó do nosso ser limitado, recolhe-se, porém, ao centro do nosso coração, pronto a reinflamar-se poderoso para um novo momento de bem-aventurança querida por Deus. Desce-se o véu sobre o Sacrário, onde está Deus ardente em seus fogos, em suas luzes, em seus amores… e extenuados e também regenerados, recomeçamos a andar como…embriagados por um vinho forte e suave, que não torna obtusa a nossa razão, mas nos preserva de ter olhos e pensamentos para o que não seja o Senhor, Tu, meu Jesus, anel de união entre a nossa miséria e a Divindade, meio de redenção para a nossa culpa, Criador de felicidade para a nossa alma, Tu, Filho que, com tuas mãos feridas, colocas as nossas mãos entre as mãos espirituais do Pai e do Espírito, para que estejamos em Vós, agora e sempre. Amém.

EMF 212.7 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Não tenhais medo de que, por estardes sozinhos, isso vos possa fazer cair em erros. Não. Se não quiserdes, não sereis infiéis ao Senhor e ao seu Cristo. Afinal, quem de verdade não pode ficar longe do Messias, fique sabendo que o Messias lhe abre o coração e os braços, e lhe diz: “Vem.” Vinde, vós, que quereis vir. Permanecei, vós, que quereis ficar. Mas, pregai o Cristo, tanto uns como os outros, com uma vida honesta. Pregai contra a desonestidade, que se aninha em muitos corações. Pregai isto contra a leviandade dos muitíssimos que não sabem permanecer fiéis e que se esquecem dos seus ornamentos e cintos das almas chamadas para as núpcias com Cristo.

EMF 214.5 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Separar-te do teu filho é uma dor. Nós mães gostaríamos de estar sempre com os filhos. Mas quando nós os damos por alguma razão bem grande, não os perdemos. Nem mesmo a morte nos tira os filhos, se eles estiverem e se nós estivermos, em graça aos olhos de Deus. Mas nós os temos ainda neste terra, mesmo quando a vontade de Deus no-los tira de nossos seios para dá-los ao mundo para o seu bem. Podemos sempre encontrar-nos com eles e até o eco de suas almas nos faz como que uma carícia ao coração, porque as obras deles são perfume de sua alma.

EMF 216.3 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Estás vendo aqueles que estão dormindo? Sabes quantos pensamentos eles estão esgaravatando, até durante o sono? E também todos aqueles que estão entre os discípulos? Crês tu que eles são fiéis, até tudo se consumar?

Olha: vamos jogar aquela velha brincadeira, que certamente já brincaste, tu também, quando eras menino (e Jesus apanha uma flor seca de dente-de-leão, bem redonda, de um pé que se ergue por entre as pedras, e que já ficou completamente maduro. Leva-a delicadamente até perto da boca, sopra-a, e a flor se desmancha em minúsculos para-quedas, que ficam voando pelo ar, vagueando, cada um com o seu guarda-sol para cima, e a prumo, preso por um pequenino cabo.) Estás vendo? Olha… Quantos são os que tornaram a cair em meus braços, como se estivessem enamorados de Mim? Podes contá-los… São vinte e três. Eles eram pelo menos três vezes mais. E os outros? Olha. Uns ainda estão vagueando, outros já caíram por serem mais pesados, outros sobem, porque são orgulhosos com seus penachos de prata, outros caem na lama, que nós fizemos com os nossos odres, Somente… Olha, olha… Até dos vinte e três, que estavam sobre os meus joelhos, sete lá se foram. Bastou aquele zangão chegar até aqui com o seu vôo, para fazê-los sair voando também!… O que eles temiam? Ou por quem é que foram seduzidos? Talvez pelo ferrão, ou pelas belas cores pretas e amarelas, ou pela garbosa aparência, pelas asas iridescentes… Eles lá se foram… Lá se foram, atrás de alguma beleza mentirosa… Simão, assim vai acontecer com os meus discípulos. Uns, por serem irrequietos, outros, por inconstância, outros por pesadume, outros por orgulho, outros por leviandade, outros porque gostam da lama, outros por medo ou por ingenuidade ir-se-ão embora. Crês tu que todos aqueles que agora me dizem “Eu vou contigo”, que Eu os encontrarei a meu lado, na hora decisiva da minha missão? Eram certamente mais de setenta os penachinhos da flor seca de dente-de-leão, que o Pai criou para Mim… e agora em meus braços há só sete, porque os outros lá se foram, levados por esta onda de vento, que fez dizer sim aos pedúnculos mais leves. Assim vai ser. E fico pensando nas lutas que há em vós para que me sejais fiéis.

Detalhe

Simão, o Zelote, afirma que todos os apóstolos estão contentes por seguirem Jesus, mesmo que passem fome, tenham sede e sejam rejeitados. Mas Jesus afirma que não é assim.

EMF 472.4

O Evangelho como me foi revelado

Tradução em curso

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