Ir para o conteúdo

Notas do tema

Relação com Deus

Página 14 de 63

Conforto de leitura

Aa

EMF 77.2-3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

[Judas fala dos pastores do Presépio.]

77.2 – A propósito. Há alguns dias que eu estou com uma pergunta me queimando os lábios. Esses são amigos teus e de Deus, não é verdade? Os anjos os abençoaram com a paz do Céu, não foi? Eles permaneceram justos, contra todas as tentações, não é mesmo? Explica-me então, por que é que foram infelizes? E Ana? Foi morta por ter querido bem a Ti….

– Tu deduzes, por isso, que o meu amor e que amar a Mim traz infortúnio.

– Não… mas….

– Mas é assim. (...) Vem cá, Judas. Escuta. Tu partes de um juízo comum a muitos viventes e a muitos que viverão. Eu disse: juízo. Deveria dizer: erro. Mas, posto que o fazes sem malícia, por ignorância do que é a verdade, não é um erro, mas somente um juízo imperfeito, como o pode ser, aquele de um menino. E vós sois meninos, pobres homens! E Eu estou aqui, Mestre, para fazer de vós adultos, capazes de discernir o verdadeiro do falso, o bom do mau, o melhor do que é bom. Portanto, escutai. O que é a vida? É um tempo de espera, Eu diria é o limbo do Limbo, que Deus Pai vos dá para provar se vossa natureza é de filhos bons ou de bastardos, e para destinar-vos, conforme as vossas obras, a um futuro que não terá mais esperas nem provas. Agora, dizei-me, vós: Seria justo que alguém que teve o bem extraordinário de poder servir a Deus de uma maneira especial, possua também por toda esta vida um bem contínuo? Não vos parece que já recebeu muito, e que por isso pode dizer-se feliz, mesmo se nas coisas humanas não é feliz? Não seria injusto que aquele que já tem a luz da divina manifestação no coração e o sor­riso da consciência que o aprova, tenha também honras e bens ter­renos? E não seria até imprudente?

77.3 – Mestre, eu digo que seria até profanador. Por que colocar alegrias humanas onde Tu estás? Quando alguém tem a Ti — e estes te têm tido, eles, os únicos ricos em Israel, por terem tido a Ti há trinta anos — não deve ter nenhuma outra coisa. Não se coloca coisas humanas no Propiciatório… e o vaso consagrado só serve para os usos sagrados. Estes são consagrados, desde o dia em que viram o teu sorriso… e nada, não, nada que não sejas Tu, deve entrar nos corações que têm a Ti. Fosse eu como eles! –diz Simão.

Detalhe

Judas recorda os pastores na Natividade e a morte de Ana de Belém. Por isso, diz que o amor a Jesus traz a desgraça, e Cristo responde-lhe.

EMF 77.3 · Volume 1

O Evangelho como me foi revelado

Citação

« O que é a vida? É um tempo de espera, Eu diria é o limbo do Limbo, que Deus Pai vos dá para provar se vossa natureza é de filhos bons ou de bastardos, e para destinar-vos, conforme as vossas obras, a um futuro que não terá mais esperas nem provas. Agora, dizei-me, vós: Seria justo que alguém que teve o bem extraordinário de poder servir a Deus de uma maneira especial, possua também por toda esta vida um bem contínuo? Não vos parece que já recebeu muito, e que por isso pode dizer-se feliz, mesmo se nas coisas humanas não é feliz? Não seria injusto que aquele que já tem a luz da divina manifestação no coração e o sor­riso da consciência que o aprova, tenha também honras e bens ter­renos? E não seria até imprudente?

77.3

– Mestre, eu digo que seria até profanador. Por que colocar alegrias humanas onde Tu estás? Quando alguém tem a Ti — e estes te têm tido, eles, os únicos ricos em Israel, por terem tido a Ti há trinta anos — não deve ter nenhuma outra coisa. Não se coloca coisas humanas no Propiciatório… e o vaso consagrado só serve para os usos sagrados. Estes são consagrados, desde o dia em que viram o teu sorriso… e nada, não, nada que não sejas Tu, deve entrar nos corações que têm a Ti. »

EMF 77.7

O Evangelho como me foi revelado

Citação

A mulher, costeando uma sebe que a protege dos olhares, alcança Jesus:

– Senhor!

– Mulher!

– Qual o teu nome, Senhor?

– Jesus.

– Nunca ouvi este nome. Eu sou romana, atriz e bailarina. Em nada mais eu sou perita, a não ser em lascívias. Que quer dizer o teu Nome? O meu é Aglae e… e quer dizer: vício.

– O meu quer dizer: Salvador.

– Como é que salvas? E a quem?

– A quem tem vontade de salvação. Eu salvo ensinando os homens a ser puros, a querer a dor, mas com honra, e o bem a todo custo.

Jesus lhe fala sem aspereza, mas tampouco sem virar-se para a mulher.

– Eu estou perdida.

– Eu sou Aquele que procura os perdidos.

– Eu estou morta.

– Eu sou Aquele que dá vida.

– Eu sou sujeira e mentira.

– Eu sou a Pureza e a Verdade.

– Tu és também a Bondade, Tu, que não me olhas, não me tocas e não me pisas. Tens piedade de mim…

– Tem, tu, primeiro, piedade de ti. Da tua alma.

– O que é a alma?

– É o que do homem o faz um deus e não um animal. O vício, o pecado a mata e, com a alma morta, o homem vira um animal repelente.

– Poderei ver-te ainda?

– Quem me procura, me encontra.

– Onde moras?

– Onde os corações precisam de médico e de remédio para se tornarem honestos.

– Então… eu não te verei mais… Eu vivo num meio onde não se quer saber de médico, nem de remédio, nem de honestidade.

– Nada impede que vás ao lugar em que Eu estiver. O meu Nome será gritado pelas ruas, e chegará a ti. Adeus.

– Adeus, Senhor. Deixa que eu te chame “Jesus”. Oh! Não por familiaridade!… Mas para que entre em mim um pouco de salvação. Eu sou Aglae, lembra-te de mim.

– Sim. Adeus.

Detalhe

Diálogo entre Aglaia, uma prostituta, e Jesus.

EMF 78.5

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Obrigado a estes cidadãos que ao Verbo do Pai, ao Pai do qual Eu sou o Verbo, abriram os seus corações. Para que saibais que não é ao Filho do homem, que vos fala, mas ao Senhor Altíssimo é que vão rendidas graças e honra por este tempo de paz com que Ele reata sua quebrantada paternidade com os filhos do homem. Louvemos o Senhor verdadeiro, o Deus de Abraão, que teve piedade e amor para com o seu povo, e lhe concede o Redentor prometido. Não a Jesus, servo da eterna Vontade, mas glória e louvor a esta Vontade de amor.

Detalhe

Jesus dirigiu-se ao chefe da sinagoga de Queriote e disse-lhe

EMF 78.6

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Sendo todos peregrinos e estrangeiros nesta terra, sabei reunir-vos e ir rumo ao Reino prometido. O caminho são os mandamentos, cumpridos não por temor do castigo, mas por amor a Ti, ó Pai Santo. Arca, um coração perfeito, no qual há o nutritivo maná da sabedoria e onde floresce a vara da vontade pura. E, para que a casa seja luminosa, vinde à Luz do mundo. Eu vo-la trago. Trago-vos a Luz. Nada mais do que isto. Não possuo riquezas e não prometo honras que são da terra. Mas possuo todas as riquezas sobrenaturais do meu Pai, e aos que seguiram a Deus em amor e caridade, Eu prometo a honra eterna do Céu.

EMF 78.6

O Evangelho como me foi revelado

Citação

O Mestre, o Messias, o Rei do eterno Israel, do eterno povo de Deus, vos chama. Mas quer que estejais limpos para a obra. Abaixo as soberbas: a Deus o louvor. Abaixo os pensamentos humanos: de Deus é o Reino. Humildes, dizei Comigo: “Todas as coisas são tuas, ó Pai. Teu é tudo o que é bom. Ensina-nos a conhecer-Te e a servir-Te em verdade.” Dizei: “Quem sou eu?” E reconhecei que sereis alguma coisa, somente quando fordes moradas purificadas, às quais Deus pode descer e nelas descansar.

EMF 79.6

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– Mas talvez aquela mulher queira redimir-se, e tenha necessidade de ser instruída… –objeta ainda Judas.

– Nela já existem faíscas suficientes, aptas a levantar um incêndio que pode queimar este vício, tornando-se uma alma novamente virgem, pelo arrependimento. Há pouco, Eu vos falei do fermento, que se espalha pela farinha, e a transforma em um santo pão. Ouvi uma breve parábola: Aquela mulher é a farinha. Uma farinha na qual o maligno misturou os seus pós infernais. Eu sou o fermento, ou seja, a minha Palavra é o fermento. Mas, se houver folhelho demais na farinha, ou se houver pedras e areia, ou até cinza na farinha, pode-se fazer o pão, mesmo com o fermento bom? Não se pode. É preciso que, pacientemente, se tire da farinha o folhelho, as cinzas, as pedras e a areia. A Misericórdia passa e oferece o crivo… O primeiro: aquele feito de breves verdades fundamentais, necessárias para alguém que está na rede da completa ignorância, do vício, do paganismo. Se a alma o acolhe, começa a primeira purificação. A segunda acontece com o crivo da própria alma, que compara o seu ser com o Ser que se lhe revelou. Fica horrorizada. E inicia a sua obra. Por uma operação cada vez mais minuciosa, depois das pedras, depois da areia, depois da cinza, chega a tirar até aquilo que já é farinha, mas com grãozinhos ainda pesados demais, para darem um ótimo pão. Agora ei-la toda pronta. Volta, então a Misericórdia, e se introduz naquela farinha preparada — esta também é preparação, Judas — transformando-a em pão. Mas é uma operação longa e de “vontade” da alma. Aquela mulher… aquela mulher já tem em si o mínimo que era justo dar-lhe e que lhe pode servir para terminar o seu trabalho. Deixemos que o termine, se o quiser fazer, sem perturbá-la. Tudo serve para perturbar uma alma que se trabalha: a curiosidade, os zelos imprudentes, as intransigências como a excessiva piedade.

Detalhe

Jesus conta uma parábola sobre Aglaia.