EMF 186.4 · Volume 3
O Evangelho como me foi revelado
Citação
A alimentação exagerada e refinada fomenta vícios e tendências que aviltam o homem.
Notas do tema
Conforto de leitura
EMF 186.4 · Volume 3
A alimentação exagerada e refinada fomenta vícios e tendências que aviltam o homem.
EMF 187.4 · Volume 3
– Eu quero andar por aquele mar infinito… ir a outras terras que estão para lá dele… Eu quero ir para falar de Ti… Estou sonhando… sonhando em ir até Roma, até a Grécia, até os lugares escuros, para levar-lhes a luz… de modo que os que vivem nas trevas, venham a ter contato contigo e vivam em comunhão contigo, ó Luz do mundo… Sonho um mundo melhor… para fazê-lo melhor por meio do conhecimento de Ti, isto é, por meio do conhecimento do Amor, que torne bons, puros, que torne heróico um mundo que se possa amar em teu Nome e — acima do pecado, da carne, do vício da mente, acima do ouro, acima de todas as coisas, — exalte o teu Nome, a tua Fé, a tua Doutrina… sonho de estar eu com estes meus irmãos, indo pelo mar de Deus, Te levando por estradas de luz… como, há tempo, Tua mãe te trouxe dos Céus para nós… Sonho… sonho que sou um menino que, não conhecendo nada mais que o amor, permanece sereno, até quando vai de encontro aos tormentos… e canta para dar coragem aos adultos, que ficam pensando demais, e vai adiante… ao encontro da morte, com um sorriso… ao encontro da glória, com a humildade de quem não sabe bem o que está fazendo e que só sabe ir até Ti, Amor.
João de Zebedeu fala.
EMF 188.4 · Volume 3
– (...) Sem o amor o mundo é um inferno, e Tu, o Messias, queres fazer dele um paraíso.
– Um paraíso em todos os corações.
EMF 188.4 · Volume 3
Dá-me a lembrança e o ódio, que te tornam doente, e deixa que Eu ponha em teu coração o amor.
EMF 188.6 · Volume 3
Meu filho, não estendas a mão para o fruto proibido. Pois somente aproximar-se dele já é uma imprudência. Não tenhas a curiosidade de conhecer as coisas ultra-terrenas, por temor de que não se apegue a ti o satânico veneno. Foge das coisas ocultas e das coisas que não se explicam. Só uma coisa há de ser acolhida com santa fé: Deus.
EMF 188.6 · Volume 3
Não desejes o pecado, mas sim a santidade, filho.
EMF 188.7 · Volume 3
Saem das ruínas e começam a descer pelo caminho por onde vieram. O homem caolho ainda está ali.
– Ainda estás aqui? –pergunta Jesus, como se não estivesse vendo o rosto vermelho pelas muitas lágrimas derramadas.
– Eu estou aqui. Se me permites, eu Te acompanho. Preciso dizer-te uma coisa…
– Vem, então, comigo. Que queres dizer-me?
– Jesus… Eu acho que para ter força de falar e de fazer a magia santa de mudar a mim mesmo, de chamar à vida a minha alma morta, como a pitonisa evocou Samuel para Saul, eu devo dizer o teu Nome, tão doce como o teu olhar, santo como a tua voz. Tu me deste uma vida nova, e ela está ainda informe, ainda incapaz de nada, como a de um recém-nascido, que acaba de ser gerado. Agita-se ainda entre os apertos duma casca malvada. Ajuda-me a sair da minha morte.
– Sim, amigo.
– Eu… eu reconheci que tenho ainda um pouco de humanidade em meu coração. Não sou totalmente uma fera, e ainda posso amar e ser amado, perdoar e ser perdoado. O teu amor, o teu amor que é perdão, me ensina isso. Não é verdade que é assim?
– Sim, amigo.
– Então… leva-me contigo. Eu era Félix! Que ironia! Mas Tu me darás um novo nome. Para que o passado fique realmente morto. Eu Te acompanharei como um cão vagabundo, que finalmente achou um dono. Serei o teu escravo, se quiseres. Mas, não me deixes sozinho…
– Sim, amigo.
– Que nome pões em mim?
– Um nome de que Eu gosto muito: João. Porque tu és a graça que o Senhor faz.
– Me tomas contigo?
– Por enquanto, sim. Depois me acompanharás com os discípulos. Mas, e a tua casa?
– Eu não tenho mais casa. Deixarei para os pobres tudo o que tenho. Dá-me somente amor e pão.
– Vem.
Exemplo de um homem que vem ter com Jesus depois de ter falado com ele.
Invoca a minha alma morta como a feiticeira invocou Samuel para Saul: no Primeiro Livro de Samuel, capítulo 28. Para mais pormenores, remetemos para esta nota.
O meu nome era Félix: Félix é a palavra latina para "feliz".
EMF 191.8 · Volume 3
Não odieis nunca, por nenhuma razão. O ódio é forte no mundo. Mas o ódio tem sempre um limite. Já o amor não tem limite, nem de poder, nem de tempo. Amai, pois, a fim de que possais possuí-lo para a vossa defesa e conforto nesta terra, e como um prêmio no Céu.
EMF 194.3 · Volume 3
– (...) Tu dizes que abrirás as portas dos Céus. Não estão elas fechadas pelo grande Pecado? A mamãe me dizia que ninguém podia entrar, enquanto não tivesse vindo o perdão, e que os justos o estavam esperando no Limbo.
– É isto mesmo. Mas depois Eu irei para o Pai, depois de ter pregado a palavra de Deus e… ter obtido para vós o perdão, e Eu direi “Pai meu, agora Eu cumpri toda a tua vontade. Agora quero o meu prêmio pelo meu sacrifício. Que venham os justos, que estão esperando o teu Reino.” E o Pai me dirá: “Que seja como Tu queres.” E, então, Eu descerei para chamar todos os justos e o Limbo abrirá as suas portas, ao som da minha voz, e sairão exultantes os santos Patriarcas, luminosos Profetas, as mulheres abençoadas de Israel e depois, sabes quantos meninos? Será como um prado florido de meninos de todas as idades! E, cantando, eles virão atrás de Mim, subindo para o belo Paraíso.
EMF 196.5 · Volume 3
Na criação, antes da culpa, tudo era regulado e baseado no amor, essa multiplicação dos filhos teria sido amor, um amor santo, puro, poderoso e perfeito. E Deus o deu como primeira ordem, ao homem: “Crescei e multiplicai-vos.” Amai, pois, depois de Mim, aos vossos filhos. O amor, como agora existe, esse amor atual gerador de filhos, antes não existia. A malícia não existia e não existia a execrável fome da sensualidade. O homem amava a mulher, e a mulher ao homem, de um modo natural, não natural segundo a natureza como nós a entendemos, ou melhor, como vós homens a entendeis, mas segundo a natureza de filhos de Deus: sobrenaturalmente.
"Sobrenaturalmente": Maria Valtorta anota numa cópia dactilografada: sem que a desordem da malícia se una ou mesmo "se substitua" às leis ordenadas de Deus, inerentes à multiplicação e ao povoamento da terra. Acrescenta à margem: Enquanto o homem permaneceu nesta ordem, não nasceu nele o veneno da tríplice concupiscência que o tornou delirante, depois rebelde, finalmente caído.