EMF 6.7
O Evangelho como me foi revelado
Citação
O Mal "muitas vezes se serve dos olhos para penetrar no coração".
Notas da palavra-chave
Conforto de leitura
EMF 6.7
O Mal "muitas vezes se serve dos olhos para penetrar no coração".
EMF 35.7-8
(..) Vós estais tão embaraçados com a vossa humanidade, que (na verdade, em vós ela ultrapassa demais ao espírito) que não podeis seguir por estas vias, sem cair; ou então, parar, desencorajados. Dizeis a vós e a quem queria fazer que vos adiantásseis, citando-vos os exemplos do Evangelho: “Jesus, Maria, José (e assim por diante todos os santos) não eram como nós. Eles eram fortes, foram logo consolados em suas dores, até nas pequenas dores que sentiram! Eles não sentiam paixões. Eram já seres fora da terra.”
Ah! Aquelas pequenas dores! Ah! Não sentiam as paixões!
35.8 A dor foi para nós a amiga fiel, e teve todos os mais variados aspectos e nomes.
As paixões… Não useis erradamente um vocábulo, chamando de “paixões” os vícios, que vos desencaminham. Chamai-os sinceramente de “vícios” e, além disso, capitais. Quanto aos vícios, não é que os ignorássemos. Nós tínhamos olhos e ouvidos, para ver e ouvir, e Satanás fazia dançar esses vícios à nossa frente, mostrando-os nas obras, com a sua imundície, ou tentando-nos com as suas insinuações. Mas a nossa vontade, inclinada a tornar-nos agradáveis a Deus, fazia com que aquela imundície e aquelas insinuações, em vez de satisfazerem o objetivo de Satanás, provocasse o contrário. Quanto mais ele trabalhava, mais nós nos refugiávamos na luz de Deus, por repugnância das trevas lamacentas, colocada diante dos nossos olhos carnais ou espirituais.
Nós não ignoramos as paixões, no sentido filosófico. Nós amamos a pátria, com a nossa pequena Nazaré, cidade que amamos mais do que qualquer outra da Palestina. Nós sentimos afeto por nossa casa, pelos parentes e amigos. Por que não haveríamos de sentir? Não nos tornamos escravos deles, porque nada nos deve possuir, a não ser Deus. Mas fizemos deles bons companheiros.
Minha mãe exultou de alegria, quando, quatro anos depois, voltou a Nazaré e pôs o pé em sua casa, podendo beijar aquelas paredes, dentro das quais o seu “sim” lhe abriu o ventre para receber o Embrião de Deus. José saudou com alegria parentes e sobrinhos, crescidos em número e idade, e se alegrou ao ver-se imediatamente lembrado pelos concidadãos, também por sua capacidade profissional. Eu próprio fui sensível às amizades e sofri, como uma crucificação moral, pela traição de Judas. Que dizer de tudo isso? Nem minha mãe, nem José preteriram a casa ou os parentes, à vontade de Deus.
EMF 46.12-15
46.12 Satanás, como viste, se apresenta sempre com uma aparência benévola. Com um aspecto comum. Se as almas estiverem atentas, e sobretudo em contatos espirituais com Deus, perceberão aquele aviso, que as tornará cautelosas e prontas para combater as insídias do diabo. Mas, se as almas estiverem desatentas ao divino, separadas por uma carnalidade que as domina e ensurdece, não ajudadas pela oração que as une a Deus e derrama sua força como por um canal no coração do homem, então dificilmente elas notam a cilada escondida sob uma aparência inócua, caindo nela. Livrar-se, depois, é muito difícil.
46.13 Os dois caminhos mais comuns, tomados por Satanás para chegar às almas, são a sensualidade e a gula. Ele começa sempre pela matéria. Desmantelada e dominada esta, aí ele ataca a parte superior. Primeiro, o moral: o pensamento com suas soberbas e cobiças; depois, o espírito, tirando dele não só o amor — este já nem existe mais, quando o homem substituiu o amor divino por outros amores humanos — mas também o temor de Deus. É então que o homem se abandona de corpo e alma a Satanás, contanto que chegue a gozar do que quer, e a gozar sempre mais.
46.14 Como Eu me comportei, tu o viste. Silêncio e oração. Silêncio.
Porque, se Satanás faz seu trabalho de sedutor e vem ao redor de nós, é preciso suportá-lo sem tolas impaciências e temores inúteis. Mas reagir com altivez à sua presença e com oração à sua sedução.
É inútil discutir com satanás. Ele venceria, porque é forte em sua dialética. Só Deus o vence. Por isso é preciso recorrer a Deus, que fale por nós, através de nós. Mostrar a satanás aquele nome e aquele sinal, não tanto escritos em papel ou gravados em madeira, quanto escritos e gravados no coração. O meu Nome, o meu Sinal. Rebater a satanás, somente quando insinua que ele é como Deus, usando a palavra de Deus. Ele não suporta esta palavra.
46.15 Depois, passada a luta, vem a vitória, e os anjos servem e defendem o vencedor do ódio de satanás. Eles o restauram com o orvalho celeste, com a graça que tornam a derramar às mãos cheias no coração do filho fiel, com a bênção que acaricia o espírito.
É preciso ter a vontade de vencer a satanás e fé em Deus e em sua ajuda. Fé no poder da oração e na bondade do Senhor. Então, satanás não pode fazer nenhum mal.
Vai em paz. Nesta tarde te alegrarei com o que ainda virá.
EMF 49.6
Eis aqui a Palavra do Pai, que se faz alimento em vós. Vinde, provai, mudai o sangue do espírito com este alimento. Que todo veneno caia. Que toda concupiscência morra. Uma glória nova vos é oferecida, aquela eterna, e a ela virão os que fizerem da Lei de Deus assunto de um verdadeiro estudo para os seus corações. Começai pelo amor. Não existe coisa maior. Mas, quando souberdes amar, já sabereis tudo, e Deus vos amará, e o amor de Deus significa ajuda contra toda tentação.
EMF 65.1
– Quando chega a primavera e tudo floresce, o homem do campo diz, contente: “Terei muito fruto.” E jubila em seu coração por esta esperança. Mas, da primavera até o outono, do mês das flores ao das frutas, quantos dias, quantos ventos e chuvas, sol e borrascas haverão de passar e, às vezes, guerra ou crueldade da parte dos poderosos, as doenças das plantas e doenças do homem do campo, pelo que as plantas — não mais cavadas e reforçadas, regadas, podadas, sustentadas, limpas — que prometiam muito fruto, entristecem e morrem ou totalmente ou na sua colheita!
Vós me estais seguindo. Vós me amais. Vós, como as plantas na primavera, vos ornais com bons propósitos e com amor. Na verdade, Israel, esta aurora do meu apostolado está como os nossos doces campos no luminoso mês de Nisam. Mas, ouvi. Como um ardor de estiagem, virá Satanás a queimar-vos com o seu hálito, pois tem inveja de Mim. Virá o mundo com o seu vento gelado para gelar o vosso florescer. Virão as paixões, como tempestades. Virá o tédio, como uma chuva obstinada. Todos os inimigos meus e vossos virão para esterilizar tudo o que deveria vir desta vossa santa inclinação de florescer em Deus. Eu vos aviso porque sei.
Mas, será que tudo, então, estará perdido quando Eu, como agricultor doente — mais do que doente, morto — não mais poderei dar a vós palavras e milagres? Não. Eu semeio e cultivo, enquanto for o meu tempo. Depois, sobre vós crescerá e amadurecerá, se tomardes os necessários cuidados.
Olhai para aquela figueira da casa de Simão, filho de Jonas. Quem a plantou, não encontrou o ponto certo e propício. Plantada junto ao úmido muro do norte, já teria morrido se não tivesse, por si mesma, tratado de se defender para viver. E procurou sol e luz. Lá está ela, toda dobrada, mas forte e orgulhosa, que bebe desde a aurora o sol, e dele extrai suco para as suas centenas e centenas de doces frutos. Defendeu-se sozinha. Disse: “O Criador me quis para dar alegria e alimento ao homem. Eu quero que a sua vontade tenha a minha por companheira!” Uma figueira! Uma planta que não fala! Uma planta sem alma! E vós, filhos de Deus, filhos do homem, seríeis menos do que uma planta?
Tomai bom cuidado para dar frutos de vida eterna. Eu vos cultivo e por fim vos darei um suco, o mais poderoso que existe. Não deixeis, não deixeis que Satanás ria sobre as ruínas do meu trabalho, do meu sacrifício e da vossa alma. Procurai a luz. Procurai o sol. Procurai a força. Procurai a vida. Eu sou a Vida, Força, Sol, Luz de quem me ama. Aqui estou para levar-vos para o lugar de onde vim. Aqui falo para chamar-vos todos e mostrar-vos a Lei dos dez mandamentos que dão a vida eterna. Com conselho de amor, Eu vos digo: “Amai a Deus e ao próximo.” É a primeira condição para se realizar todos os outros bens. O mais santo dos dez mandamentos: Amai. Aqueles que amarem em Deus, a Deus e o próximo, pelo Senhor Deus terão na terra e no Céu a paz como sua morada e sua coroa.
O povo com custo afasta-se, depois da bênção de Jesus. Não há doentes nem pobres.
No início da sua vida pública, em Cafarnaum, Jesus fala das plantas e das colheitas, comparando-se com os homens, e depois fala da figueira de Pedro, que tenta sobreviver. Depois, aplica-o às almas.
Ficamos a saber que as plantas são "sem alma".
EMF 69.5
Tentados, todos podem ser. Pecadores, só os que o querem ser.
EMF 69.5
O homem, se não quiser, pode não pecar.
EMF 69.5
Tudo temos em nós: o bem e o mal. Tudo levamos em nós. Sobre o bem, passa o sopro de Deus, que o acende como um turíbulo que leva agradáveis e sacros incensos. E sobre o mal, Satanás sopra e o acende com uma fogueira de um ardor feroz. Mas a vontade atenta e a oração constante são como a areia úmida sobre o ardor do inferno: ela o sufoca e domina.
Temos tudo dentro de nós: o bem e o mal. Numa nota à segunda edição, o editor escreve: "Estas afirmações são corretas quando aplicadas à condição humana em geral. No entanto, Maria Valtorta corrigiu-as numa cópia dactilografada, de uma forma que parece mais adequada à dupla natureza humana e divina do orador: À nossa volta temos tudo: o bem e o mal. Podemos levar tudo para dentro de nós. Podemos levar tudo para dentro de nós.
EMF 69.5
– (...) Judas, responde a esta minha pergunta: alguém que está com fome, sofre mais ao dizer: “Agora vou sentar-me à mesa”, ou quando diz: “Não há comida para mim”?
– Sofre mais no segundo caso, porque só o saber que está privado dela, já o faz sentir o cheiro da comida e suas entranhas se torcem de desejo.
– Aí está. A tentação é mordente como esse desejo, Judas. Satanás o torna ainda mais agudo, perfeito e sedutor, do que qualquer ato já praticado. Além disso, o ato dá satisfação mas, às vezes, também causa náuseas; enquanto que a tentação não cai, mas, como uma árvore podada, lança uma fronde mais robusta.
EMF 94.8
Tradução em curso