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Notas da palavra-chave

Jesus Cristo pregando em Hebron

Tema: Vida cristã

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EMF 211.5-8 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Quando cessou a gritaria, Jesus começa a falar.

– O Senhor falou a Josué, dizendo: “Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Separai as cidades para os fugitivos e dos quais Eu vos falei por meio de Moisés, para que nelas possa refugiar-se quem involuntariamente tiver matado alguém, para que ele possa escapar da ira de algum parente próximo, que queira vingar o sangue derramado.” E Hebron é uma daquelas cidades.

Sempre foi dito: “E os mais velhos da cidade não entregarão o inocente a quem o estiver procurando para matá-lo, mas o acolherão e lhe darão morada e aí ficará ele até o julgamento, e enquanto não morrer o Sumo Sacerdote que estiver em função. Depois disso, ele poderá entrar em sua cidade e em sua casa.” Nesta lei já se leva em consideração o amor misericordioso para com o próximo. Esta lei foi imposta por Deus, porque não é lícito condenar o acusado, sem ouvi-lo, nem é lícito matar em momento de ira.

Pode-se também dizer o mesmo a respeito dos delitos e acusações morais. Não é lícito acusar a quem não se conhece, nem julgar, sem ter ouvido o acusado. Mas hoje às acusações e condenações pelas culpas de costume, ou pelas culpas possíveis, acrescenta-se a elas uma nova série: a que se refere e se põe contra os que vêm em nome de Deus. Durante séculos, ela se repetiu contra os Profetas, e agora volta a repetir-se contra o Precursor de Cristo e contra Cristo. Vós o vedes. Atraído com uma cilada para fora do território de Siquém, o Batista está esperando a morte nos cárceres de Herodes, porque ele jamais se dobrará diante da mentira ou do compromisso e poderá ser despedaçada a sua vida e cortada sua cabeça, mas não se poderá despedaçar a sua honestidade, nem separar sua alma da Verdade, à qual ele tem servido fielmente em todas as suas diversas formas, divinas, sobrenaturais ou morais que sejam. Igualmente se persegue Cristo, com dupla e décupla fúria, porque Ele não se limita a dizer: “Não te é permitido” a Herodes, mas lhe troveja o seguinte: “Não te é permitido”, e por toda parte onde, entrando, encontra pecado, ou sabe que existe o pecado, sem excluir nenhuma categoria, em nome de Deus e pela honra de Deus.

211.6

Como jamais pode acontecer isto? Não haverá mais servos de Deus em Israel? Sim, os há. Mas são “ídolos.”

Na carta de Jeremias aos exilados estão ditas, por entre muitas outras coisas, também estas. E sobre estas chamo a vossa atenção, porque cada palavra do livro é um ensinamento que, desde o momento em que o Espírito a faz escrever, por causa de um fato presente, ela se refere a um fato que virá no futuro. Portanto, o que está escrito é isto: “Logo que entrardes em Babilônia, vereis deuses de ouro, de prata, de pedra, de madeira… Tomai cuidado para não imitardes o modo de agir dos estrangeiros, e para não terdes medo, não temê-los… Dizei em vosso coração: ‘É preciso adorar somente a Ti, ó Senhor.’” E a carta enumera as particularidades desses ídolos, que têm uma língua feita por algum artífice, e não se podem servir dela para reprovar os seus falsos sacerdotes, que os despojam, para revestir com o ouro do ídolo as meretrizes, quando não acontece que tirem aquele ouro, que foi profanado pelo suor da prostituição, para revestir o ídolo. Estes ídolos, que a ferrugem ou as traças podem roer e que ficam limpos e bem arrumados, só se o homem lhes lavar a cara e os tornar a vestir, já que eles não podem fazer nada por si mesmos apesar de ter cetro ou machado na mão. E termina o Profeta: “Por isso, não os temais.” E continua: “Inúteis, como vasos quebrados, são estes deuses. Seus olhos estão cheios da poeira levantada pelos pés dos que entram no templo e são conservados bem fechados: como se estivessem num sepulcro, ou como quem ofendeu o rei, porque qualquer um pode despojá-los de suas vestes preciosas. Eles não vêem a luz das lâmpadas e, por isso, estão no templo como vigas, e as candeias não lhes servem senão para enfumaçá-los, enquanto as corujas, as andorinhas e outros passarinhos voam por cima da cabeça deles e a cobrem de vírgulas com os seus excrementos e os gatos nela fazem seus ninhos, com as vestes deles, e as rasgam. Por tudo isso, não devem ser temidos. São coisas mortas. Nem mesmo o ouro lhes serve para nada. É uma amostra, e se não for polido, não brilha, assim como os deuses não sentiram nada, quando alguém os fabricou. Nem o fogo conseguiu despertá-los. Eles foram comprados por preços fabulosos. E são transportados para onde o homem quer, porque são vergonhosamente fracos… Por que, então, são chamados deuses? Por que são adorados com ofertas e com uma pantomima de cerimônias falsas, não sinceras da parte de quem as faz, nem acreditadas por quem as vê. Se um mal ou um bem lhes é feito, eles permanecem inertes, são incapazes de eleger ou destronar um rei, não podem dar riquezas nem fazer o mal, não podem salvar um homem da morte, nem salvar o fraco do prepotente. Eles não têm piedade das viúvas e dos órfãos. São semelhantes às pedras da montanha…”

A carta diz mais ou menos isso.

211.7

Eis. Nós também temos ídolos, e não mais santos, nas fileiras do Senhor. E por isto é que o Mal pode levantar-se contra o Bem. O mal que suja de esterco a inteligência e o coração dos que não são mais santos e se aninha em suas falsas vestes de bondade.

Não sabem mais falar as palavras de Deus. É natural! Eles têm uma língua feita pelo homem, e falam palavras de homem, quando não falam palavras de satanás, e não sabem nada mais do que censurar os inocentes e os pobres, mas calam-se onde vêem corrupção nos poderosos. Porque todos são corruptos, e não podem acusar-se um ao outro das mesmas culpas. Ávidos são, não do Senhor, mas de Mamon, trabalham aceitando o ouro da luxúria e do delito, trocando-o, roubando-o, tomados por um frenesi, que passa por cima de todos os limites e de tudo. Toda a poeira se aninha sobre eles, fermenta sobre eles e, se eles mostram uma cara limpa, os olhos de Deus estão vendo como está sujo o seu coração. A ferrugem do ódio e o verme do pecado os rói, e eles não sabem fazer nada para se salvarem. Desfecham suas maldições, como cetros e machados, mas não sabem que eles é que estão amaldiçoados. Fechados em seus pensamentos e em sua ira, como cadáveres em seus sepulcros, ou prisioneiros em seu cárcere, lá estão, agarrando-se às barras, por medo de que alguma mão os tire de lá, porque lá dentro esses mortos são ainda alguma coisa: são múmias, não mais do que múmias com aparência humana, mas com corpo reduzido a madeira seca, enquanto que lá fora seriam objetos ultrapassados para um mundo que procura a vida, que sente necessidade da vida, como o menino sente da mãe e quer quem lhe dê vida, e não os fedores da morte.

Eles estão no Templo, sim, e a fumaça das lâmpadas, isto é, das honras, os enfumaça, mas a luz não desce até eles. E todas as paixões se aninham neles como passarinhos e gatos, enquanto que o fogo de sua missão não lhes dá o místico tormento de estarem sendo abrasados pelo fogo de Deus. Eles são refratários ao Amor. O fogo da caridade não os incendeia, assim como a caridade não os veste com seus áureos esplendores. A caridade para com o próximo é a forma; e a caridade que vem de Deus e do homem é a fonte. Porque Deus se afasta do homem que não ama e, por isso, essa primeira fonte para de jorrar e ao afastar o homem do homem malvado, para de jorrar também a segunda fonte. Tudo é tirado, pela Caridade, do homem sem amor. Deixam-se comprar por um preço maldito e deixam se levar para onde as vantagens e o poder querem.

Não, Não é permitido! Não existe moeda para comprar a consciência, e especialmente a dos sacerdotes e dos mestres. Não é permitido ter condescendência com as coisas fortes da terra, quando elas querem levar-nos a praticar atos contrários ao que é ordenado por Deus. Isto seria uma impotência espiritual, mas está escrito[4]: “O eunuco não entrará na assembleia do Senhor.” Se, pois, não pode fazer parte do povo de Deus quem é impotente por natureza, poderá ser ministro o que é impotente em seu espírito? Porque, em verdade Eu vos digo que muitos sacerdotes e mestres já estão atormentados por um culpável eunuquismo espiritual, já mutilados em sua virilidade espiritual. São muitos. E são demais!

211.8

Meditai. Observai. Confrontai. Vereis que temos muitos ídolos e poucos ministros do Bem que é Deus. E aí está por que é que pode acontecer que as cidades refúgios já não sejam mais refúgio. Nada mais é respeitado em Israel, e os santos morrem, porque os não santos os consideram odiosos.

Mas Eu vos convido: “Vinde.” Eu vos chamo em nome do vosso João, que está sofrendo, porque foi santo; que recebeu o golpe, porque vai à minha frente e porque procurou limpar as sujeiras dos caminhos por onde passa o Cordeiro. Vinde servir a Deus. O tempo está próximo. Não fiqueis despreparados para a Redenção. Fazei que a chuva caia sobre o terreno semeado. Senão, ele terá sido semeado em vão. Vós, vós de Hebron, deveis ir à frente! Aqui vós convivestes com Zacarias e Isabel: os santos que mereceram do Céu, João. Aqui João espalhou o perfume da graça com sua verdadeira inocência de pequenino e, do seu deserto, vos enviou os incensos anticorruptores de sua graça, que se tornou um prodígio de penitência. Não decepcioneis o vosso João. Ele elevou o amor ao próximo a um nível quase divino, em que ele ama o último habitante do deserto, como ama a vós, seus conterrâneos. Mas é certo que para vós ele suplica a Salvação. E a Salvação é seguir a Voz do Senhor e crer em sua Palavra. Desta cidade sacerdotal, vinde em massa para o serviço de Deus. Eu estou passando e vos chamando. Não sejais inferiores às meretrizes, às quais basta uma palavra de misericórdia, para deixarem o caminho que percorreram antes, e virem para o Caminho do Bem.

Foi-me perguntado, quando aqui cheguei: “Mas Tu, não conservas rancor de nós?” Rancor? Oh! Não. Eu conservo é amor a vós. E conservo a esperança de ver-vos nas fileiras do meu povo. Do povo que Eu conduzo para Deus, neste novo êxodo para a verdadeira Terra Prometida: para o Reino de Deus, do outro lado do Mar Vermelho das sensualidades e desertos do pecado, livres de toda espécie de escravidão, para a Terra eterna, cheia de delícias, repleta de paz…

Vinde! Este é o Amor que passa. Qualquer um pode acompanhá-lo, porque, para ser acolhidos por Ele, não se precisa mais do que de boa vontade.

Anotação

O Senhor dirigiu-se a Josué com estas palavras: "Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: 'Estabelecei as cidades de refúgio de que vos falei por intermédio de Moisés, para que aquele que matou involuntariamente possa aí encontrar refúgio e escapar assim à ira do parente mais próximo, o vingador do sangue. "Cf. Josué 20, 1-9 e Êxodo 21, 12-13. Ver os extractos abaixo.

E continua: "E os anciãos da cidade não entregarão o inocente nas mãos daquele que procura matá-lo, mas recebê-lo-ão e permitirão que ele habite ali, e ele permanecerá ali até o julgamento e até a morte do sumo sacerdote então em exercício; depois disso, ele poderá retornar à sua cidade e à sua casa. "Cf. Josué 20,1-9 e Nm 35,25-28. Ver abaixo.

Nesta lei, o amor misericordioso para com o próximo é observado e organizado. É a lei das cidades de refúgio e a lei das cidades levíticas.

Cidades de refúgio: Esta lei, a que se refere a citação anterior (Josué 20,1-6), diz respeito às cidades de refúgio, que serviam de asilo para os homicidas involuntários. Desta forma, ficavam isentas da lei da vingança (que Judas menciona nas últimas linhas da EMV 566.8, talvez referindo-se a Génesis 9,6 e a certas passagens que recordamos a seguir). Havia seis destas cidades de refúgio, incluindo Hebron (como aqui) e Kedesh (como em EMV 342.1.2.7.9).

Cidades levíticas: Estas eram das 48 cidades levíticas, onde viviam os levitas. Ver o extrato bíblico abaixo, no Livro de Josué, capítulo 21.

As prescrições relativas a ambas encontram-se em Êxodo 21:12-13 | Números 35 | Deuteronómio 4:41-43 | Deuteronómio 19:1-13 | Josué 20-21. Ver os extractos abaixo.

A carta de Jeremias aos exilados inclui o seguinte. Carta de Jeremias 1,1-72 (por vezes inserida em Baruc 6). O extrato bíblico é fornecido abaixo.

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Livro de Josué 20, 1-9 (cidades de refúgio)

Josué 20, 1-9: Javé falou a Josué, dizendo: "Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: 'Como vos ordenei por intermédio de Moisés, designai para vós cidades de refúgio, para onde possa fugir o homicida que matou alguém por engano, sem o saber, e elas serão o vosso refúgio contra o vingador do sangue. O homicida fugirá para uma dessas cidades; parará à entrada da porta da cidade e explicará o seu caso aos anciãos dessa cidade; eles acolhê-lo-ão na cidade e dar-lhe-ão um lugar para viver com eles. Se o vingador do sangue o perseguir, não entregarão o homicida nas suas mãos, pois ele matou sem saber o seu próximo, que antes não odiava. O homicida permanecerá na cidade até que compareça perante a congregação para ser julgado, até à morte do sumo sacerdote que estará em funções naqueles dias. Então o assassino voltará para trás e regressará à sua cidade e à sua casa, à cidade de onde fugiu".

Consagraram Cedes em Gallilee, na região montanhosa de Naftali; Siquém, na região montanhosa de Efraim; e Cariath-arbe, que é Hebron, na região montanhosa de Judá. Do outro lado do Jordão, em frente a Jericó, a leste, escolheram Bosor, no deserto, na planície, cidade da tribo de Rúben; Ramote, em Gileade, da tribo de Gade, e Gaulom, em Basã, da tribo de Manassés. Estas foram as cidades designadas para todos os filhos de Israel e para os estrangeiros que peregrinavam entre eles, a fim de que quem tivesse matado alguém por engano pudesse refugiar-se ali e não morresse às mãos do vingador do sangue antes de comparecer perante a assembleia.

Livro dos Números 35, 25-28

Números35:25-28 : A congregação livrará o homicida do vingador do sangue e fá-lo-á voltar para a cidade de refúgio, para onde fugiu, e ali ficará até à morte do sumo sacerdote que foi ungido com o óleo sagrado. Se, antes disso, o homicida sair do território da cidade de refúgio para onde fugiu, e se o vingador do sangue o encontrar fora do território da sua cidade de refúgio, e se o vingador do sangue matar o homicida, este não será culpado de homicídio, porque o homicida deve permanecer na sua cidade de refúgio até à morte do sumo sacerdote; e, depois da morte do sumo sacerdote, o homicida poderá regressar à terra onde se encontra a sua possessão.

Livro do Êxodo 21, 12-13

Ex 21, 12-13: Quem ferir um homem de morte deve ser morto. Mas se não lhe tiver armado um laço e se Deus o tiver entregado à sua mão, eu indicar-lhe-ei um lugar onde se refugiar.

Livro do Deuteronómio 4, 41-43

Dt 4, 41-43: Moisés separou três cidades do outro lado do Jordão, a leste, para que, se um homicida matasse inadvertidamente o seu próximo e não fosse seu inimigo, pudesse refugiar-se numa dessas cidades e salvar a sua vida. Estas eram : Bosor, no deserto, na planície, para os rubenitas; Ramote, em Gileade, para os gaditas, e Golã, em Basã, para os manassitas.

Livro do Deuteronómio 19, 1-13

Dt 19,1-13: Quando o Senhor teu Deus tiver exterminado as nações cuja terra te está a dar, e as tiveres expulsado e estiveres a viver nas suas cidades e nas suas casas, separarás três cidades no meio da terra que o Senhor teu Deus te está a dar para possuíres. Repararás os caminhos que conduzem a elas e dividirás em três partes a terra que o Senhor teu Deus te dá em herança, para que todo o homicida fuja para essas cidades. É neste caso que o homicida que se refugiar ali terá a sua vida salva: se tiver morto o seu próximo sem querer, sem ter sido seu inimigo. Por exemplo, um homem vai cortar lenha na floresta com outro homem; a sua mão levanta o machado para cortar uma árvore; o ferro escapa-se do cabo, atinge o seu companheiro e mata-o: este homem fugirá para uma destas cidades e a sua vida será salva. Caso contrário, o vingador do sangue, perseguindo o assassino no calor da sua cólera, alcançá-lo-ia, se o caminho fosse demasiado longo, e dar-lhe-ia um golpe mortal; e, no entanto, este homem não teria merecido a morte, uma vez que não tinha qualquer ódio anterior pela vítima. É por isso que vos dou esta ordem: "Separai três cidades. E se Javé, teu Deus, alargar as tuas fronteiras, como jurou aos teus pais, e te der toda a terra que prometeu aos teus pais que te daria, desde que guardes e cumpras todos estes mandamentos que hoje te dou, amarás o Senhor teu Deus e andarás sempre nos seus caminhos, e a estas três cidades acrescentarás mais três, para que não se derrame sangue inocente no meio da terra que o Senhor teu Deus te dá em herança, e para que não haja sangue sobre ti. Mas se um homem odiar o seu próximo e o emboscar e o ferir de morte, e depois fugir para uma destas cidades, os anciãos da sua cidade mandarão prendê-lo e entregá-lo-ão nas mãos do vingador do sangue, para que morra. O teu olho não terá piedade dele, e tirarás o sangue inocente de Israel, e prosperarás.

Livro de Josué 21, 1-43 (cidades levíticas)

Josué 21,1-43: Então os chefes das famílias dos levitas foram ter com Eleazar, o sacerdote, com Josué, filho de Num, e com os chefes das famílias das tribos dos filhos de Israel, e falaram-lhes em Siló, na terra de Canaã, dizendo: "O Senhor ordenou por Moisés que nos fossem dadas cidades para as nossas habitações, e os seus arrabaldes para o nosso gado". Assim, os filhos de Israel deram aos levitas, da sua herança, segundo a ordem do Senhor, as seguintes cidades e os seus arrabaldes.

Os filhos de Aarão, o sacerdote, dentre os levitas, obtiveram por sorteio treze cidades da tribo de Judá, da tribo de Simeão e da tribo de Benjamim; os outros filhos de Caate obtiveram por sorteio dez cidades das famílias da tribo de Efraim, da tribo de Dã e da meia tribo de Manassés. Os filhos de Gerson tomaram por sorteio treze cidades das famílias da tribo de Issacar, da tribo de Aser, da tribo de Naftali e da meia tribo de Manassés, em Basã. Os filhos de Merari, segundo as suas famílias, receberam doze cidades da tribo de Rúben, da tribo de Gade e da tribo de Zebulom. Os filhos de Israel deram essas cidades e os seus arrabaldes aos levitas, por sorteio, como o Senhor tinha ordenado por intermédio de Moisés.

Da tribo dos filhos de Judá e da tribo dos filhos de Simeão, deram as seguintes cidades, por nome, aos filhos de Aarão, das famílias dos caatitas, dos filhos de Levi, pois foram os primeiros a serem sorteados. Deram-lhes, na região montanhosa de Judá, a cidade de Arbe, pai de Enaque, que é Hebrom, e os seus arrabaldes em redor. Mas deram a Calebe, filho de Jefoná, os campos em redor desta cidade e as suas aldeias, para que os possuísse. Deram também aos filhos de Arão, o sacerdote, a cidade de refúgio do homicida: Hebrom e seus arrabaldes, Lebna e seus arrabaldes, Jeter e seus arrabaldes, Estemo e seus arrabaldes, Holom e seus arrabaldes, Dabir e seus arrabaldes, Aim e seus arrabaldes, Jeta e seus arrabaldes, Betsames e seus arrabaldes; nove cidades destas duas tribos. Da tribo de Benjamim: Gibeão e seus arrabaldes, Gibeá e seus arrabaldes, Anatote e seus arrabaldes, Almom e seus arrabaldes: quatro cidades. Todas as cidades dos sacerdotes, filhos de Arão: treze cidades e seus arrabaldes.

Quanto às famílias dos filhos de Caate, os levitas e os outros filhos de Caate, as cidades que lhes couberam por sorteio eram da tribo de Efraim. Os filhos de Israel deram-lhes a cidade de refúgio do homicida, Siquém e seus arrabaldes, na região montanhosa de Efraim, bem como Gazer e seus arrabaldes, Cibsaim e seus arrabaldes, Bete-Horom e seus arrabaldes: quatro cidades. Da tribo de Dã: Elteco e seus arrabaldes, Gibatã e seus arrabaldes, Aijalom e seus arrabaldes, Gete-Regmon e seus arrabaldes: quatro cidades. Da meia tribo de Manassés: Taná e seus campos, e Gete-Regmon e seus campos: duas cidades. Ao todo, dez cidades e seus subúrbios, para as famílias dos outros filhos de Caate.

Aos filhos de Gérson, das famílias dos levitas, deram, da meia tribo de Manassés, a cidade de refúgio do homicida: Gaulom, em Basã, e seus arrabaldes, e Bosra e seus arrabaldes; duas cidades. Da tribo de Issacar: Ceresion e seus arrabaldes, Daberete e seus arrabaldes, Jaramote e seus arrabaldes, En-Ganim e seus arrabaldes; quatro cidades. Da tribo de Aser: Masal e seus campos, Abdon e seus campos, Helcate e seus campos, Rohob e seus campos: quatro cidades. Da tribo de Naftali: a cidade de refúgio do homicida, Cedes, na Galiléia, e seus arrabaldes, Hamote-Dor e seus arrabaldes, Cartã e seus arrabaldes; três cidades. Todas as cidades dos gersonitas, segundo as suas famílias: treze cidades e seus arrabaldes. Às famílias dos filhos de Merári, ao resto dos levitas, deram, da tribo de Zebulom, Jecnão e seus campos, Cartá e seus campos, Damna e seus campos, Naalol e seus campos: quatro cidades. E da tribo de Rúben, Bosor e seus campos, Jassa e seus campos, Cedemote e seus campos, Mefaate e seus campos: quatro cidades. E da tribo de Gade: a cidade de refúgio do homicida, Ramote-Gileade e seus arrabaldes, Manaim e seus arrabaldes, Hesbom e seus arrabaldes, Jaser e seus arrabaldes; ao todo, quatro cidades. Todas as cidades que foram designadas por sorteio aos filhos de Merari, segundo as suas famílias, e que constituíram o resto das famílias dos levitas: doze cidades.

Todas as cidades dos levitas no meio das possessões dos filhos de Israel: quarenta e oito cidades e os seus arrabaldes. Cada uma destas cidades tinha os seus arrabaldes à volta; assim foi com todas estas cidades. Assim, Javé deu a Israel toda a terra que tinha jurado dar aos seus pais; eles tomaram posse dela e estabeleceram-se nela. Javé deu-lhes descanso à sua volta, como tinha jurado a seus pais; nenhum dos seus inimigos lhes pôde resistir, e Javé entregou-os todos nas suas mãos. E de todas as coisas boas que o Senhor tinha dito à casa de Israel, nenhuma ficou por cumprir: todas se cumpriram.

Livro de Jeremias 1, 1-72 (por vezes transposto para o Livro de Baruc 6, 1-72) - Sobre os ídolos

Jer 1, 1-72 | Ba 6, 1-72 : Cópia da carta que Jeremias enviou aos que iam ser levados cativos para a Babilónia pelo rei dos babilónios, para lhes dizer o que Deus lhe tinha ordenado que lhes dissesse. Por causa dos pecados que cometestes perante Deus, sereis levados cativos para a Babilónia por Nabucodonosor, rei dos babilónios. Quando chegarem a Babilónia, ficarão lá durante muitos anos e por muito tempo, até sete gerações, e depois eu os tirarei de lá em paz. Mas na Babilónia verás deuses de prata, de ouro e de madeira, que se carregam aos ombros e que causam medo entre as nações. Tenham cuidado para que também vocês não imitem esses estrangeiros e não se deixem dominar pelo medo desses deuses. Quando virdes multidões de pessoas a juntarem-se diante e atrás deles e a prestar-lhes homenagem, dizei no vosso coração: "És tu, Mestre, que deves ser adorado. Porque o meu anjo está contigo e cuida da tua vida.

Porque a língua destes deuses foi polida por um artesão; está coberta de ouro e prata, mas são mentiras e não podem falar. Quanto a uma rapariga que gosta de enfeites, pegaram em ouro e fizeram coroas para pôr na cabeça desses deuses. Os sacerdotes chegam ao ponto de roubarem o ouro e a prata dos seus deuses e de os usarem para os seus próprios fins; até os dão às prostitutas das suas casas. Adornam esses deuses de prata, de ouro e de madeira com vestes ricas como os homens, mas eles não podem proteger-se da ferrugem nem dos vermes. Depois de se vestirem de púrpura, ainda têm de limpar o rosto, porque o pó da casa cobre-os densamente. Há um que segura um cetro, como um governador de província: não mata ninguém que o ofenda. Outro traz na mão uma espada ou um machado, mas não pode defender-se do inimigo ou dos ladrões. Isto mostra que eles não são deuses, por isso não os temam.

Tal como o vaso de um homem, quando se parte, torna-se inútil, o mesmo acontece com os seus deuses. Se os colocares numa casa, os seus olhos enchem-se do pó dos pés de quem entra. Tal como se fecham cuidadosamente as portas da prisão a um homem que ofendeu o rei, ou a um homem que vai ser morto, assim também os sacerdotes defendem a morada dos seus deuses com portas fortes, com trancas e ferrolhos, para que não sejam roubados pelos ladrões. Acendem lâmpadas, ainda mais do que para si próprios, e esses deuses não as vêem. São como uma das vigas da casa, e diz-se que os seus corações são devorados pelos vermes que saem do chão e os devoram, a eles e às suas roupas, sem que o sintam. Os seus rostos ficam negros com o fumo que sai da casa. Corujas, andorinhas e outras aves esvoaçam à volta dos seus corpos e das suas cabeças, e os próprios gatos divertem-se da mesma maneira. Assim saberás que eles não são deuses, por isso não os temas.

O ouro com que estão cobertos para os embelezar, se alguém não tirar a ferrugem, não o fará brilhar; pois eles nem sequer sentiram nada quando foram derretidos. Esses ídolos foram comprados pelo preço mais alto, e não há neles nenhum sopro de vida. Não tendo pés, são carregados aos ombros, mostrando assim aos homens a sua vergonhosa impotência. Que aqueles que os servem sejam confundidos com eles! Se caírem no chão, não se levantarão por vontade própria; e se alguém os levantar, não se moverão por vontade própria; e se se inclinarem, não se endireitarão. As oferendas são colocadas diante deles como diante dos mortos. Os sacerdotes vendem as vítimas que lhes são oferecidas e lucram com elas; as suas mulheres salgam-nas e não dão nada aos pobres ou aos doentes. As mulheres que estão a dar à luz ou em estado de impureza tocam nos seus sacrifícios. Sabendo, pois, por estas coisas que eles não são deuses, não os temais.

E porquê chamar-lhes deuses? Porque são as mulheres que vêm trazer as suas oferendas a esses deuses de prata, de ouro e de madeira. E nos seus templos os sacerdotes sentam-se com as túnicas rasgadas, a cabeça e o rosto rapados e a cabeça descoberta. Eles bradam e gritam diante dos seus deuses, como se estivessem numa festa fúnebre. Os seus sacerdotes despojam-se das suas vestes, e eles vestem as suas mulheres e os seus filhos com elas. Quer se lhes faça mal, quer se lhes faça bem, não podem fazer nada; não podem instituir um rei nem derrubá-lo. Não podem dar riquezas, nem mesmo fazer o bem. Também não podem dar riquezas, nem mesmo uma moeda. Se alguém que lhes fez um voto não o cumprir, eles não lhes pedirão nada. Não salvarão um homem da morte; não arrebatarão o fraco da mão dos poderosos. Não darão vista ao cego, nem livrarão o aflito. Não se compadecerão da viúva, nem farão bem ao órfão. Estes ídolos de madeira, cobertos de ouro e prata, são como pedras cortadas numa montanha, e aqueles que os servem serão envergonhados. Como é que podemos acreditar ou dizer que eles são deuses?

Os próprios caldeus desonram-nos quando, vendo um homem que não pode falar, o apresentam a Bel, pedindo-lhe que fale, como se o deus pudesse ouvir alguma coisa. E, apesar de se aperceberem disso, não conseguem abandonar esses ídolos, pois eles não têm sentimento. As mulheres, envoltas em cordas, vão sentar-se nos caminhos, queimando farinha grosseira; e quando uma delas, atraída por algum transeunte, dormiu com ele, censura a vizinha por não ter sido julgada digna da mesma honra e por não ter visto a sua trança de junco partida. Tudo o que se diz sobre os ídolos é mentira. Como podemos então acreditar ou dizer que eles são deuses?

Eles foram feitos por artesãos e ourives; não podem ser de outra forma que não seja a vontade dos trabalhadores. E os trabalhadores que os criaram não têm muito tempo de vida: como poderiam então as suas obras ser de longa duração? Eles não deixaram para a posteridade senão mentiras e desgraças. Quando vem a guerra, ou qualquer outra calamidade, os sacerdotes deliberam entre si sobre onde se esconderão com os seus deuses: como é que não se pode entender que estes não são deuses, que não se podem salvar da guerra ou de qualquer outra calamidade?

Estes ídolos de madeira, cobertos de ouro e prata, serão mais tarde reconhecidos como uma mentira; para todas as nações e reis será óbvio que não são deuses, mas obras de homens, e que não há nenhuma obra divina neles. Para quem, então, não seria óbvio que eles não são deuses?

Eles nunca estabelecerão um rei sobre uma terra, nem darão chuva aos homens. Não poderão julgar os seus próprios assuntos, nem protegerão contra a injustiça, pois nada podem fazer, como os corvos que se interpõem entre o céu e a vossa terra. E quando o fogo cair sobre a casa desses deuses de madeira, revestidos de ouro e prata, os seus sacerdotes fugirão e salvar-se-ão; mas eles consumir-se-ão como vigas no meio das chamas. Não resistirão a um rei ou a um exército inimigo. Como é que podemos admitir ou pensar que eles são deuses?

Não escaparão aos ladrões e aos salteadores, esses deuses de madeira, cobertos de prata e de ouro. Homens mais poderosos do que eles roubarão a prata e o ouro e levarão as ricas roupas com que se cobriram, e esses deuses não poderão ajudar-se a si próprios. Assim, é melhor ser um rei que mostra a sua força, ou um vaso útil na casa que o dono usa, do que ser esses falsos deuses; ou uma porta numa casa que guarda o que está dentro, do que ser esses falsos deuses; ou um pilar de madeira na casa de um rei, do que ser esses falsos deuses. O sol, a luz e as estrelas, que são brilhantes e enviadas para o benefício dos homens, obedecem a Deus. Do mesmo modo, o relâmpago, quando aparece, é belo de se ver; o vento também sopra sobre toda a terra; e as nuvens, quando Deus lhes ordena que cubram toda a terra, fazem o que lhes é ordenado. Também o fogo, quando enviado do alto para consumir as montanhas e as florestas, faz o que lhe é ordenado. Mas os ídolos não são comparáveis, nem em beleza nem em poder, a todas estas coisas. Por isso, não devemos pensar nem dizer que são deuses, pois não podem discernir o que é justo nem fazer o bem aos homens. Sabendo, pois, que não são deuses, não os temais.

Eles não podem amaldiçoar nem abençoar os reis. Não mostram às nações sinais no céu; não brilham como o sol nem dão luz como a lua. Os animais são melhores do que eles, porque podem fugir e encontrar abrigo e ser úteis para si próprios. Por isso, não nos parece de modo algum que eles sejam deuses; por isso, não os temais.

Tal como um espantalho num campo de pepinos não te protege de nada, assim é com os seus deuses de madeira, cobertos de ouro e prata. Tal como um espinheiro num jardim, onde pousam todas as aves, ou um morto atirado para um lugar escuro, assim são os seus deuses de madeira, cobertos de ouro e de prata. Até a púrpura e o escarlate que se desvanecem sobre eles mostram que não são deuses. Eles próprios acabarão por ser devorados e tornar-se-ão uma vergonha na terra. Melhor é o homem justo que não tem ídolos, pois não teme a confusão.