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Notas do tema

Elementos da vida cristã

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EMF 182.4 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

O mesmo faz satanás. Ele vos vigia, para ficar sabendo quais são os vossos pontos fracos; depois, anda ao redor de vós, fica parecendo inofensivo e até como se não estivesse por ali, olhando para outras coisas, enquanto, na verdade, está de olhos sobre vós e, de repente, salta para arrastar-vos ao pecado e, algumas vezes, consegue. Mas junto a vós está um médico e um piedoso: Deus e o vosso anjo. Se vos feristes, se caístes doentes, não vos afasteis deles, como faz o cão que ficou doente de raiva. Mas, ao contrário, chorando, gritai-lhes: “Ajudai-me.” Deus perdoa a quem se arrepende, e vosso anjo está pronto a suplicar a Deus por vós, e convosco.

EMF 182.5 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Amai-vos uns aos outros, e amai este menino. Cada um de vós deve sentir-se um pouco como pai deste órfão. A presença de um menino entre vós sirva para moderar todos os vossos atos com o freio santo do respeito para com a criança. E a vossa presença junto a ele sirva para substituir o pai que a morte lhe tirou. É preciso amar ao próximo. Este pequeno é para vós o próximo que Deus vos confia de um modo especial. Educai-o para que seja bom e cheio de fé, para que seja honesto e sem vícios. Ele é muito mais do que uma destas ovelhas. Pois bem. Se vós tomais cuidado delas, porque são do patrão, que vos castigaria se deixásseis que elas se perdessem, quanto mais deveis tomar cuidado desta alma que Deus vos confia, em nome dele e do pai morto. A condição de órfão em que ele está é bem triste. Não a torneis ainda mais pesada, querendo aproveitar-vos de sua condição de pequenino só para fazê-lo trabalhar. Pensai que Deus está vendo os atos e as lágrimas de cada homem, e toma nota de tudo para premiar e para punir.

E tu, menino, lembra-te de que não estás nunca sozinho. Deus te vê e a alma do teu pai também. Quando alguma coisa te perturbar, ou te aconselhar a fazer o mal, dize assim: “Não. Não quero ser órfão para sempre.” E tu o serias, se condenasses o teu coração, pecando.

Detalhe

Jesus fala a uns pastores que estão a cuidar de um jovem órfão.

EMF 182.5 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Menino, lembra-te de que não estás nunca sozinho. Deus te vê e a alma do teu pai também. Quando alguma coisa te perturbar, ou te aconselhar a fazer o mal, dize assim: “Não. Não quero ser órfão para sempre.” E tu o serias, se condenasses o teu coração, pecando.

EMF 184.2 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

« Vem cá. Tu querias me ouvir falar. Por quê?

– Porque és o Messias. Não podes ser senão o Messias, com o milagre que fizeste… E eu tinha um grande desejo de ouvir-te. Eu nunca posso ir para fora de Magdala, porque eu… tenho um marido difícil, e cinco crianças. O mais novo está com quatro meses… e Tu nunca vens aqui.

– Eu vim, e justamente à tua casa. Como estás vendo.

– Por isso é que eu queria ouvir-te. »

Palavras-chave

EMF 184.2 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– Tem paciência, mulher. Todos têm a sua cruz.

– Ah! Não! As que são sem vergonha só têm o prazer. Já viste o que fazem as sem-vergonhas? Elas gozam, e fazem sofrer. Elas não despedaçam os seus rins com o trabalho e gerar filhos, não criam bolhas manuseando a enxada, nem esfolam suas mãos com a potassa da lixívia. Elas são bonitas, viçosas. E não são atingidas pela condenação que Eva recebeu. Antes, são a nossa condenação, porque os homens… Tu compreendes…

– Sim, Eu te compreendo. Mas, fica sabendo que elas também têm uma cruz pesada. E é a mais pesada. Pois é uma cruz que não se vê. É a cruz da consciência que as reprova, do mundo, que escarnece delas, dos que são do seu sangue, pois eles as repudiam, e de Deus que as amaldiçoa. Elas não são felizes, podes crer. Não despedaçam seus rins na procriação, nem no trabalho, nem ficam com feridas nas mãos por trabalhar. Mas sentem-se despedaçadas da mesma forma, e com vergonha. O coração delas é uma chaga viva. Não tenhas inveja da aparência delas, do seu frescor, da sua aparente serenidade. Tudo isso é um véu cobrindo uma ruína, que remorde e não dá paz. Não tenhas inveja do sono delas, tu, ó mãe honesta, que sonhas com os teus inocentes… Elas têm o pesadelo em seus travesseiros. E amanhã, quando estiverem na agonia ou na velhice, terão o remorso e o terror.

– É verdade. Perdoa-me…

EMF 184.3-5 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– (...) Deixas-me ficar aqui?

– Fica. Vamos contar uma bela parábola ao Benjamim, e aqueles que já não são crianças a aplicarão a si mesmos e à Maria de Magdala. Escutai.

Em vós há uma dúvida sobre a conversão de Maria para o Bem. Nenhum sinal nela dá a entender que ela queira dar passos nesse sentido. Descarada e desavergonhada, ela, consciente de sua posição e de seu poder, já ousou até desafiar as pessoas, como quando foi até à soleira de uma porta, onde se estava chorando por causa dela. A uma censura de Pedro, ela respondeu ainda com uma risada. Ao meu olhar, que a convida, respondeu com uma atitude de soberba. Vós talvez teríeis querido, uns por amor para com Lázaro, outros por amor para comigo, que Eu falasse a ela diretamente, numa conversa demorada com ela, para dominá-la com o meu poder e mostrando assim a minha força de Messias Salvador. Não. Não é preciso tudo isso. Eu o disse[1] a uma pecadora, há muitos meses. As almas devem agir por si mesmas. Eu passo, jogando a semente. Em segredo, a semente trabalha. E a alma fica respeitada nesse trabalho. Se a primeira semente não vingar, semeia-se uma segunda, depois outra… e só nos retiramos dali, quando tivermos provas suficientes de que o semear ali é inútil. E se reza. A oração é como um orvalho sobre as glebas: ela as conserva fofas e nutridas, a fim de que a semente possa germinar. Não fazes assim, mulher, com as tuas verduras?

184.4 Agora escutai a parábola do trabalho de Deus nos corações, para fundar neles o seu Reino. Porque cada coração é um pequeno Reino de Deus na terra. Mais tarde, depois da morte, todos esses pequenos reinos se aglutinarão em um só, no incomensurável, santo e eterno Reino dos Céus.

O Reino de Deus nos corações é criado pelo Divino Semeador. Ele vai aos seus terrenos, — pois o homem é de Deus e, por isso, cada homem inicialmente, é dele — e ali espalha a sua semente. Depois vai para outros terrenos, para outros corações. Os dias vêm depois das noites, e as noites depois dos dias. Os dias trazem sol ou chuvas e, neste caso, raios do amor divino e a efusão da Divina Sabedoria, que fala ao espírito. As noites trazem estrelas e silêncio repousantes: em nosso caso são os chamados luminosos de Deus e o silêncio para o nosso espírito, a fim de que a alma possa entrar em recolhimento e medite.

A semente, nessa sucessão de atos providenciais, imperceptíveis e poderosos, se incha, se fende, lança raízes, firma-se no terreno, solta as primeiras folhinhas, e cresce. Tudo isso ela faz sem ajuda do homem. A terra, espontaneamente, faz nascer da semente a erva, depois a erva se torna forte e capaz de sustentar a espiga que já vem saindo; depois essa espiga se ergue, se entumece, endurece, torna-se loira, perfeita e bem granada. Quando fica de todo madura, o semeador volta para passar-lhe a foice, porque para aquela semente chegou o tempo da perfeição. Não poderia ela evoluir mais, e por isso é colhida.

Nos corações minha palavra faz esse mesmo trabalho. Eu falo dos corações que dão acolhida à semente. Mas o trabalho neles é lento. É preciso não estragar tudo pelo atabalhoamento. Que esforço faz a pequena semente para fender-se e para fincar suas raízes na terra! Até para um coração duro e selvagem, é penoso um trabalho destes. Ela precisa abrir-se, deixa-se revirar, acolher coisas novas, cansar-se em alimentá-las, ter aparências diferentes, porque está coberta só com coisas humildes, mas úteis, e não com as mais atraentes, pomposas e exuberantes, que a cobriam antes. Deve contentar-se em trabalhar com humildade, sem atrair a admiração, mas sim para o que for útil dentro do Plano divino. Deve fazer uso de todas as suas capacidades, para crescer e formar a espiga. Deve abrasar-se de amor, para tornar-se grão. E quando, depois de ter superado os respeitos humanos, que são tão molestos, depois de ter-se cansado e sofrido, depois de ter-se acostumado à sua nova veste, ei-la precisando despojar-se dela, por meio de um corte sem piedade. É dar tudo para ter tudo. Ficar despojada para ser revestida no Céu com a estola dos Santos. A vida do pecador, que se torna santo, é o mais longo, o mais heróico e glorioso dos combates. Eu vo-lo digo.

184.5 Por tudo o que Eu vos disse, compreendei que Eu tinha que agir para com Maria, como faço. Por ventura, foi de modo diferente que Eu agi contigo, Mateus?

– Não, meu Senhor.

– E, dize-me a verdade: o que te persuadiu foi a minha paciência, ou os ralhos severos dos fariseus?

– Foi a tua paciência, tanto que eu aqui estou. Os fariseus, com seus desprezos e seus anátemas, me tornavam desdenhoso e, por desdém, eu fazia ainda mais mal, do que tudo o que eu havia feito até então. Isto é o que acontece. Ficamos mais enrijecidos quando, estando em pecado, ouvimos que nos chamam de pecadores. Mas quando, em vez de um insulto, recebemos uma carícia, ficamos atordoados e depois choramos… e, quando se chora, a couraça do pecado cede e se desfaz. Ficamos, então, nus diante da Bondade, e suplicamos, com todo o coração, que nos cubra com Sua veste.

– Disseste bem.

Detalhe

Maria Madalena não parecia estar convertida, e Jesus contou uma parábola neste contexto.

Anotação

Há alguns meses, disse isto a respeito de outra pecadora. Para Aglaé, a mulher velada de Belle-Eau. Ver EMV 79.6.

Evangelho de Marcos 4, 26-32

Mc 4, 26-32: Ele disse: "O reino de Deus é semelhante a um homem que semeia: de noite e de dia, quer durma quer se levante, a semente brota e cresce, não sabe ele como. A terra produz, por si mesma, primeiro a erva, depois uma espiga de milho e, por fim, uma espiga de trigo cheia. E logo que o trigo está maduro, ele mete-lhe a foice, porque chegou o tempo da ceifa". E prosseguiu: "A que havemos de comparar o reino de Deus? Que parábola podemos usar para o representar? É como um grão de mostarda: quando o semeais, é a mais pequena de todas as sementes. Mas quando o semeais, cresce e ultrapassa todas as hortaliças; e estende longos ramos, de modo que as aves do céu podem fazer os seus ninhos à sua sombra".

EMF 184.3 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Escutai.

Em vós há uma dúvida sobre a conversão de Maria para o Bem. Nenhum sinal nela dá a entender que ela queira dar passos nesse sentido. Descarada e desavergonhada, ela, consciente de sua posição e de seu poder, já ousou até desafiar as pessoas, como quando foi até à soleira de uma porta, onde se estava chorando por causa dela. A uma censura de Pedro, ela respondeu ainda com uma risada. Ao meu olhar, que a convida, respondeu com uma atitude de soberba. Vós talvez teríeis querido, uns por amor para com Lázaro, outros por amor para comigo, que Eu falasse a ela diretamente, numa conversa demorada com ela, para dominá-la com o meu poder e mostrando assim a minha força de Messias Salvador. Não. Não é preciso tudo isso. Eu o disse[1] a uma pecadora, há muitos meses. As almas devem agir por si mesmas. Eu passo, jogando a semente. Em segredo, a semente trabalha. E a alma fica respeitada nesse trabalho. Se a primeira semente não vingar, semeia-se uma segunda, depois outra… e só nos retiramos dali, quando tivermos provas suficientes de que o semear ali é inútil. E se reza. A oração é como um orvalho sobre as glebas: ela as conserva fofas e nutridas, a fim de que a semente possa germinar.

Detalhe

Jesus fala de Maria Madalena, que não parece estar convertida. Fala de Lázaro e de Aglaia e do seu poder de Messias, e depois do trabalho das almas sobre si próprias.

Anotação

Há alguns meses, disse isto a respeito de outra pecadora. Para Aglaé, a mulher velada de Belle-Eau. Ver EMV 79.6.