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Notas do tema

Virtudes, qualidades cristãs e qualidades humanas

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EMF 35.7

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Também as visões desta série terminam assim. Em boa paz com os doutores difíceis, viemos te mostrando as cenas que precederam, que acompanharam e que se seguiram à minha Vinda, não pelas cenas em si mesmas, pois são muito conhecidas, por mais que tenham sido alteradas, por elementos sobrepostos através dos séculos, sempre por causa daquele modo de ver humano que, para dar maior louvor a Deus, e por isso é perdoado, torna irreal o que é tão belo, se for deixado como é. Porque a minha Humanidade e a de Maria não ficam por isso diminuídas, assim como não fica ofendida a minha Divindade e a Majestade do Pai e o Amor da Santíssima Trindade, por uma visão das coisas em sua realidade, mas, ao contrário, esplendem os méritos de minha mãe e a minha humildade perfeita. Assim como daí é que fulgura a bondade onipotente do eterno Senhor. Mostramos estas cenas para poder aplicar a ti e aos outros o sentido sobrenatural, que surge daí, dando-vos como norma de vida.

Detalhe

Algumas passagens dos Evangelhos foram distorcidas porque foram acrescentados muitos elementos, longe da simplicidade do Evangelho.

EMF 35.9

O Evangelho como me foi revelado

Citação

No meu Reino, os grandes se tornam assim, fazendo-se “pequenos.” Quem quer ser “grande” aos olhos do mundo, não está preparado para reinar no meu Reino. Esse é palha para a cama dos demônios. Porque a grandeza do mundo está em contraste com a Lei de Deus.

O mundo chama “grandes” os que, com meios quase sempre ilícitos, sabem ocupar as melhores posições e, para conseguirem isso, fazem do próximo um degrau, sobre o qual sobem, pisando nele. Chama “grandes” aqueles que sabem matar para reinar, matar moral ou materialmente e, pela extorsão, conseguem posições e lugares, e enriquecem, sugando o sangue dos outros em suas riquezas particulares ou coletivas. O mundo muitas vezes chama os delinqüentes de “grandes.” Não. A “grandeza” não está na delinquência. Está na bondade, na honestidade, no amor, na justiça. Vede os vossos “grandes”, que frutos envenenados vos oferecem, colhidos no seu malvado e demoníaco pomar interior!

Anotação

Mateus 20, 25-28 : Jesus reuniu-os e disse: "Como sabeis, os chefes das nações dominam-nas e os grandes fazem sentir o seu poder. Mas entre vós não será assim: quem quiser tornar-se grande entre vós, será vosso servo; e quem quiser ser o primeiro entre vós, será vosso escravo. Assim, o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos.

Marcos 10, 41-45: Jesus reuniu-os e disse-lhes: "Como sabeis, os que são considerados governantes dos gentios dominam-nos; os grandes fazem-lhes sentir o seu poder. Mas entre vós não deve ser assim. Quem quiser tornar-se grande entre vós, será vosso servo. Porque o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos".

Lucas 22,25-27: Mas Jesus disse-lhes: "Os reis dos gentios dominam sobre eles, e os que têm autoridade sobre eles são chamados benfeitores. Mas não é assim convosco! Pelo contrário, o maior entre vós seja como o mais novo, e o que tem autoridade como o que serve. Pois quem é maior, o que se senta à mesa ou o que serve? Não é o que está à mesa? Mas eu estou no meio de vós como aquele que serve.

EMF 36.4

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Eis uma observação que pude fazer: em todas as visões referentes à vida humana de Jesus, notei que, tanto Ele, como Maria, como José, como João, estão sempre ordenados e limpos em suas roupas e na cabeça. Roupas modestas e penteados simples, mas de uma limpeza que os faz parecerem pessoas de grande distinção.

Palavras-chave

EMF 36.7-10

O Evangelho como me foi revelado

Citação

36.7 Jesus diz:

– A lição para ti e para os outros é dada pelas coisas que estás vendo. É lição de humildade, de resignação e de boa harmonia. Posta como exemplo a todas as famílias cristãs, e especialmente às famílias cristãs deste especial e doloroso momento.

36.8 Tu viste uma casa pobre. O que é mais doloroso, uma casa pobre em país estrangeiro.

Muitos, só porque são dos fiéis “passáveis”, que rezam e Me recebem na Eucaristia, rezam e comungam pelas “suas” necessidades, não pelas necessidades das almas e pela glória de Deus, porque é raro alguém rezar sem ser egoísta, muitos pretenderiam ter uma vida material fácil, bem protegida de qualquer menor sofrimento, próspera e feliz.

José e Maria tinham a Mim, Deus verdadeiro, como seu Filho e, no entanto, não tiveram nem o pobre bem de serem pobres na própria pátria, no lugar onde eram conhecidos, onde ao menos tinham a “própria” casinha, e um alojamento não era uma preocupação constante entre tantas outras, naquele lugar onde, por serem conhecidos, era mais fácil encontrar trabalho e prover-se do necessário para a vida. Eles são dois fugitivos, e justamente porque Me têm consigo. O clima é diferente, o lugar é diferente, tão triste em comparação com os doces campos da Galiléia, língua e costumes diferentes, em meio a uma população que não os conhece, e que tem a habitual desconfiança para com desconhecidos.

Privados daqueles móveis cômodos e estimados da “sua” casinha, de tantas coisas humildes mas necessárias que lá havia, e que não pareciam tão necessárias, enquanto que aqui, neste nada que os rodeia, parecem tão belas, como aquelas coisas supérfluas, que tornam as casas dos ricos deliciosas. Com saudade da cidade e da casa, com o pensamento naquelas pobres coisas lá deixadas, do pomar, do qual talvez ninguém esteja cuidando, da videira e da figueira e de outras muitas árvores úteis. Com a necessidade de prover ao alimento de cada dia, às roupas, ao fogo, dia após dia, às Minhas necessidades de criança, à qual não se pode dar o alimento dos grandes. Com tanto desgosto no coração. Pelas saudades, pelo amanhã, que ainda é desconhecido, pela desconfiança de um povo que se esquiva, principalmente nos primeiros tempos, a aceitar as ofertas de trabalho de dois desconhecidos.

Contudo, tu viste a casa. Naquela morada paira a serenidade, o sorriso, a concórdia, e se procura torná-la mais bela de comum acordo; também a pobre hortinha, para que fique parecida com a que foi deixada, e mais confortável. Nesta casa só há um pensamento: que esta terra se torne menos hostil, menos miserável para Mim, Santo, que venho de Deus. O amor destas pessoas de fé, que são os meus pais, amor que se manifesta em mil cuidados, desde a cabrita que compraram a preço de muitas horas extras de trabalho, até aos brinquedos entalhados em sobras de madeira, às frutas apanhadas só para Mim, sem que delas eles nem provassem.

Meu querido pai da terra, como foste amado por Deus, por Deus Pai no alto dos Céus, por Deus Filho, que se fez Salvador sobre a terra­!

Naquela casa não houve nervosismos, mau humor, caras fechadas, nem reprovações recíprocas, nem, muito menos, se falou contra Deus, que não os cumulou com o bem-estar material. José não censura Maria por ser causa de suas dificuldades, nem Maria censura José por ele não saber-lhe dar um maior bem-estar. Eles se amam santamente, eis a explicação. Portanto, a preocupação não é com o próprio bem-estar, mas cada um se preocupa com o outro. O verdadeiro amor não conhece egoísmo. O verdadeiro amor é sempre casto, mesmo sem castidade perfeita dos dois esposos virgens. A castidade unida à caridade leva consigo todo um acompanhamento de outras virtudes, fazendo de dois que se amam castamente, duas perfeições de cônjuges.

O amor de minha mãe e de José era perfeito. Por isso ele era um incentivo para todas as outras virtudes e especialmente para a da caridade para com Deus, bendito em todo tempo, não obstante sua santa vontade fosse penosa para a carne e o coração, bendito porque, acima da carne e do coração, o espírito estava mais vivo e senhor nos dois santos. Este espírito, com reconhecimento, exaltava o Senhor, por tê-los escolhido para serem guardas do seu eterno Filho.

36.9 Naquela casa se rezava. Agora reza-se pouco nas casas. Nasce o dia e chega a noite, começam-se os trabalhos, e sentai-vos à mesa sem um pensamento dirigido ao Senhor, que vos permitiu ver um novo dia, podendo chegar a uma nova noite, que abençoou as vossas fadigas, concedendo que essa fadigas se tornassem o meio de conquistar aquele alimento que o fogo cozinhou, as vestes que vestis, aquele teto, todo o necessário à vossa natureza humana. Sempre é “bom” o que vem do bom Deus. Ainda quando pobre e escasso, o amor lhes dá sabor e substância, esse amor que vos faz ver o Pai que vos ama no eterno Criador.

Naquela casa há frugalidade. Haveria, mesmo que o dinheiro não faltasse. Eles se nutrem para viver, e não para agradar à gula, com a voracidade dos insaciáveis, com os caprichos dos gulosos, que se vão enchendo até não poderem mais, e esbanjam seus haveres em alimentos caros, sem um pensamento aquem tem pouco ou é privado de alimento, sem refletirem que, se tivessem moderação, muitos poderiam ser aliviados do tormento da fome.

Naquela casa se ama o trabalho. Ele seria amado, mesmo se o dinheiro fosse abundante, porque no trabalho o homem obedece ao mandamento de Deus e se livra do vício que, como hera firme, aperta e sufoca os ociosos, como blocos imóveis de pedra. Bom é o alimento, sereno é o repouso, contente está o coração, quando se traba­lhou bem e se goza o tempo de pausa entre um trabalho e outro. Aquele vício que tem múltiplas faces, não se arraiga na casa e na mente de quem ama o trabalho. Não se arraigando, então aí prospera o afeto, a estima, o respeito recíproco, e os pequenos pimpolhos crescem numa atmosfera pura, e dão origem a futuras famílias santas.

Naquela casa reina a humildade. Esta é uma lição de humildade para vós, soberbos! Maria teria tido, humanamente, mil e uma razões para se ensoberbecer fazendo-se adorar por seu cônjuge. Tantas mulheres assim fazem, somente por serem um pouco mais cultas, ou de nascimento mais nobre, ou mais ricas que o marido. Maria é Esposa e mãe de Deus, e, no entanto, serve o seu cônjuge, não se fazendo servir por ele, é toda amor para com ele. José é o chefe de casa, julgado por Deus tão digno de ser um chefe de família, a ponto de receber de Deus a guarda do Verbo feito carne e da Esposa do eterno Espírito. Contudo, é sempre solícito em poupar Maria de fadigas e trabalhos, fazendo até os mais humildes trabalhos de casa, para que Maria não se canse. Mas não só, pois procura proporcionar a Ela alguma recreação o quanto pode, esforçando-se para tornar-lhe a casa cômoda, e a pequena horta com flores viçosas.

Naquela casa a ordem é respeitada. Sobrenatural, moral e material. Deus é o Chefe supremo e a Ele é prestado culto e amor: ordem sobrenatural. José é o chefe da família e a ele é dado afeto, respeito e obediência: ordem moral. A casa é um dom de Deus, como as vestes e os móveis. Em todas as coisas é a Providência de Deus que se mostra, daquele Deus que provê a lã às ovelhas, as penas aos pássaros, as ervas aos prados, o feno aos animais, as sementes e as árvores frondosas às aves, tecendo a veste para o lírio do vale. A casa, as vestes, os móveis são recebidos com gratidão, bendizendo a mão divina, tratando-os com respeito como dons do Senhor, sem olhar com descontentamento porque são pobres, sem estragar os dons, abusando da Providência: ordem material.

36.10 Não entendeste as palavras trocadas no dialeto de Nazaré, nem as palavras de oração. Mas as coisas vistas deram uma grande lição. Meditai-as, ó vós todos, que agora tanto estais sofrendo por terdes falhado para com Deus, também aquelas coisas em que não falharam nunca os santos Esposos, que foram mãe e pai para Mim.

E tu, deleita-te com a recordação do pequeno Jesus, sorri, pensando em seus passinhos de criança. Dentro em pouco, o verás, cami­nhan­do debaixo de uma cruz. E será uma visão de pranto.

Detalhe

Maria acaba de ter uma visão da Sagrada Família no Egito.

EMF 36.7-8

O Evangelho como me foi revelado

Citação

36.7 Jesus diz:

– A lição para ti e para os outros é dada pelas coisas que estás vendo. É lição de humildade, de resignação e de boa harmonia. Posta como exemplo a todas as famílias cristãs, e especialmente às famílias cristãs deste especial e doloroso momento.

36.8 Tu viste uma casa pobre. O que é mais doloroso, uma casa pobre em país estrangeiro.

Muitos, só porque são dos fiéis “passáveis”, que rezam e Me recebem na Eucaristia, rezam e comungam pelas “suas” necessidades, não pelas necessidades das almas e pela glória de Deus, porque é raro alguém rezar sem ser egoísta, muitos pretenderiam ter uma vida material fácil, bem protegida de qualquer menor sofrimento, próspera e feliz.

José e Maria tinham a Mim, Deus verdadeiro, como seu Filho e, no entanto, não tiveram nem o pobre bem de serem pobres na própria pátria, no lugar onde eram conhecidos, onde ao menos tinham a “própria” casinha, e um alojamento não era uma preocupação constante entre tantas outras, naquele lugar onde, por serem conhecidos, era mais fácil encontrar trabalho e prover-se do necessário para a vida. Eles são dois fugitivos, e justamente porque Me têm consigo. O clima é diferente, o lugar é diferente, tão triste em comparação com os doces campos da Galiléia, língua e costumes diferentes, em meio a uma população que não os conhece, e que tem a habitual desconfiança para com desconhecidos.

Privados daqueles móveis cômodos e estimados da “sua” casinha, de tantas coisas humildes mas necessárias que lá havia, e que não pareciam tão necessárias, enquanto que aqui, neste nada que os rodeia, parecem tão belas, como aquelas coisas supérfluas, que tornam as casas dos ricos deliciosas. Com saudade da cidade e da casa, com o pensamento naquelas pobres coisas lá deixadas, do pomar, do qual talvez ninguém esteja cuidando, da videira e da figueira e de outras muitas árvores úteis. Com a necessidade de prover ao alimento de cada dia, às roupas, ao fogo, dia após dia, às Minhas necessidades de criança, à qual não se pode dar o alimento dos grandes. Com tanto desgosto no coração. Pelas saudades, pelo amanhã, que ainda é desconhecido, pela desconfiança de um povo que se esquiva, principalmente nos primeiros tempos, a aceitar as ofertas de trabalho de dois desconhecidos.

Contudo, tu viste a casa. Naquela morada paira a serenidade, o sorriso, a concórdia, e se procura torná-la mais bela de comum acordo; também a pobre hortinha, para que fique parecida com a que foi deixada, e mais confortável. Nesta casa só há um pensamento: que esta terra se torne menos hostil, menos miserável para Mim, Santo, que venho de Deus. O amor destas pessoas de fé, que são os meus pais, amor que se manifesta em mil cuidados, desde a cabrita que compraram a preço de muitas horas extras de trabalho, até aos brinquedos entalhados em sobras de madeira, às frutas apanhadas só para Mim, sem que delas eles nem provassem.

Meu querido pai da terra, como foste amado por Deus, por Deus Pai no alto dos Céus, por Deus Filho, que se fez Salvador sobre a terra­!

Naquela casa não houve nervosismos, mau humor, caras fechadas, nem reprovações recíprocas, nem, muito menos, se falou contra Deus, que não os cumulou com o bem-estar material. José não censura Maria por ser causa de suas dificuldades, nem Maria censura José por ele não saber-lhe dar um maior bem-estar. Eles se amam santamente, eis a explicação. Portanto, a preocupação não é com o próprio bem-estar, mas cada um se preocupa com o outro. O verdadeiro amor não conhece egoísmo. O verdadeiro amor é sempre casto, mesmo sem castidade perfeita dos dois esposos virgens. A castidade unida à caridade leva consigo todo um acompanhamento de outras virtudes, fazendo de dois que se amam castamente, duas perfeições de cônjuges.

O amor de minha mãe e de José era perfeito. Por isso ele era um incentivo para todas as outras virtudes e especialmente para a da caridade para com Deus, bendito em todo tempo, não obstante sua santa vontade fosse penosa para a carne e o coração, bendito porque, acima da carne e do coração, o espírito estava mais vivo e senhor nos dois santos. Este espírito, com reconhecimento, exaltava o Senhor, por tê-los escolhido para serem guardas do seu eterno Filho.

Detalhe

Maria acaba de ter uma visão da Sagrada Família no Egito.

EMF 36.8

O Evangelho como me foi revelado

Citação

O verdadeiro amor é sempre casto, mesmo sem castidade perfeita dos dois esposos virgens. A castidade unida à caridade leva consigo todo um acompanhamento de outras virtudes, fazendo de dois que se amam castamente, duas perfeições de cônjuges.