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Notas do tema

Virtudes, qualidades cristãs e qualidades humanas

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EMF 214.5 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Separar-te do teu filho é uma dor. Nós mães gostaríamos de estar sempre com os filhos. Mas quando nós os damos por alguma razão bem grande, não os perdemos. Nem mesmo a morte nos tira os filhos, se eles estiverem e se nós estivermos, em graça aos olhos de Deus. Mas nós os temos ainda neste terra, mesmo quando a vontade de Deus no-los tira de nossos seios para dá-los ao mundo para o seu bem. Podemos sempre encontrar-nos com eles e até o eco de suas almas nos faz como que uma carícia ao coração, porque as obras deles são perfume de sua alma.

EMF 215.3 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– O Rabi de Israel é um só. Ele vem justamente para trazer a Boa Nova aos pobres e, quanto mais pobres e pecadores forem, tanto mais Ele os procura e se aproxima deles (...).

– Mas então não vai amealhar dinheiro.

– Não vai à procura de riquezas. É pobre e bom. Considera cheio o dia em que consegue salvar uma alma.

EMF 215.5 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Ouvi, todos vós. Não há entre vós alguém que esteja sofrendo e chorando por doenças na família, por problemas, por remorsos, tentações, ignorâncias? Ide a Ele, o Messias da Boa Nova. Ele está aqui hoje. Amanhã estará noutro lugar. Não deixeis passar, sem vos aproveitardes dela, a Graça do Senhor que passa, diz Filipe, que foi ficando cada vez mais convincente.

EMF 216.1 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Uma planície batida pelo sol, que abrasa os grãos maduros e extrai deles um odor que já lembra o do pão. É o odor do sol, das barrelas, das messes. É o odor do verão.

Porque cada estação, eu poderia dizer cada mês, e até cada hora do dia, tem o seu odor, assim como cada localidade tem o seu para alguém que tiver os sentidos muito apurados e o sentido de observação muito agudo. É muito diferente o odor de um dia de inverno, com um vento cortante, do odor pastoso de um dia nublado de inverno, ou do odor que a neve espalha. E, como são diferentes desses o odor da primavera que está para chegar e que se prenuncia assim, com um perfume que não é perfume, mas que é bem diferente do odor do inverno. Levantamo-nos certa manhã, e sentimos que paira no ar um odor que antes não havia: é o primeiro suspiro da primavera. E acima, mais acima, vamos subindo e passando pelo odor das árvores frutíferas, que estão com flores, depois pelos dos jardins, das colheitas, até o odor quente das vindimas e, entre eles, como para um intervalo, o odor da terra depois de um temporal…

E as horas? Seria tolice dizer que o odor da aurora é como o do meio-dia e que este é como o da tarde, ou da noite. O primeiro é fresco e virginal, o outro é risonho e alegre, e o outro, ainda cansado é também saturado de tudo o que, durante o dia, exalou seus odores. O último, o da noite, é pacato, recolhido, como se a terra fosse um enorme berço, recolhendo seus pequeninos para o repouso.

E os lugares? Oh! o odor da beira-mar, tão diferente das manhãs e das tardes, dos meio-dias e das noites, das borrascas e do tempo sereno, das regiões pedregosas e daquelas do litoral plano! E o odor das algas, que ficam descobertas depois das marés, quando fica parecendo que o mar tenha aberto as suas vísceras, para fazer-nos aspirar o odor do seu fundo. Como é diferente este odor daquele das planícies do interior, e este daqueles das colinas, e este daquele dos altos montes.

É tão grande a imensidão do Criador, que só Ele foi capaz de imprimir um sinal ou de luz, ou de cor, ou de perfume, ou de som, ou de forma, ou de altura sobre cada uma das inumeráveis criaturas que criou. Ó Beleza Infinita do Universo, eu não te vejo mais do que assim, através das visões e da lembrança de tudo o que vi , amando a Deus e rezando a Ele, passando pelo meio de suas obras, e pela alegria, que só de vê-las os davam, como és imensa, poderosa, inexaurível e livre de cansaços! Disso não tens, e isso não dás. Pelo contrário, o homem até se renova, ao olhar para ti, ó Universo do meu Senhor, e se torna melhor, mais puro, e se eleva, e se esquece. Oh! Poder ficar sempre olhando para Ti e esquecer-nos dos homens em sua parte inferior e amá-los na e pela sua alma, e para conduzi-los a Deus!

E eis que, acompanhando Jesus, que vai com os apóstolos por esta planície cheia de messes, eu fico divagando de novo, deixando-me levar pela alegria de falar do meu Deus em suas esplêndidas obras. É amor também isto, porque a criatura louva nas criaturas o que nelas ama, ou louva, simplesmente à criatura que ela ama. E assim é também entre a criatura e o Criador. Quem o ama, o louva, e quanto mais o ama, tanto mais o louva em Si mesmo e por suas obras. Mas agora imponho silêncio ao meu coração, e vou atrás de Jesus, não como adoradora, mas como cronista fiel.

Detalhe

Maria Valtorta louva o Criador na Criação.

EMF 216.3 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Estás vendo aqueles que estão dormindo? Sabes quantos pensamentos eles estão esgaravatando, até durante o sono? E também todos aqueles que estão entre os discípulos? Crês tu que eles são fiéis, até tudo se consumar?

Olha: vamos jogar aquela velha brincadeira, que certamente já brincaste, tu também, quando eras menino (e Jesus apanha uma flor seca de dente-de-leão, bem redonda, de um pé que se ergue por entre as pedras, e que já ficou completamente maduro. Leva-a delicadamente até perto da boca, sopra-a, e a flor se desmancha em minúsculos para-quedas, que ficam voando pelo ar, vagueando, cada um com o seu guarda-sol para cima, e a prumo, preso por um pequenino cabo.) Estás vendo? Olha… Quantos são os que tornaram a cair em meus braços, como se estivessem enamorados de Mim? Podes contá-los… São vinte e três. Eles eram pelo menos três vezes mais. E os outros? Olha. Uns ainda estão vagueando, outros já caíram por serem mais pesados, outros sobem, porque são orgulhosos com seus penachos de prata, outros caem na lama, que nós fizemos com os nossos odres, Somente… Olha, olha… Até dos vinte e três, que estavam sobre os meus joelhos, sete lá se foram. Bastou aquele zangão chegar até aqui com o seu vôo, para fazê-los sair voando também!… O que eles temiam? Ou por quem é que foram seduzidos? Talvez pelo ferrão, ou pelas belas cores pretas e amarelas, ou pela garbosa aparência, pelas asas iridescentes… Eles lá se foram… Lá se foram, atrás de alguma beleza mentirosa… Simão, assim vai acontecer com os meus discípulos. Uns, por serem irrequietos, outros, por inconstância, outros por pesadume, outros por orgulho, outros por leviandade, outros porque gostam da lama, outros por medo ou por ingenuidade ir-se-ão embora. Crês tu que todos aqueles que agora me dizem “Eu vou contigo”, que Eu os encontrarei a meu lado, na hora decisiva da minha missão? Eram certamente mais de setenta os penachinhos da flor seca de dente-de-leão, que o Pai criou para Mim… e agora em meus braços há só sete, porque os outros lá se foram, levados por esta onda de vento, que fez dizer sim aos pedúnculos mais leves. Assim vai ser. E fico pensando nas lutas que há em vós para que me sejais fiéis.

Detalhe

Simão, o Zelote, afirma que todos os apóstolos estão contentes por seguirem Jesus, mesmo que passem fome, tenham sede e sejam rejeitados. Mas Jesus afirma que não é assim.

EMF 217.2 · Volume 3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Eu não peço nada. Eu cumpro a minha missão, ensino a amar a Deus, e torno sempre a repetir o Decálogo, porque ele está por demais esquecido e, pior ainda, está sendo mal aplicado. Eu quero dar a Vida. A Vida Eterna. Eu não desejo para ninguém a morte corporal nem muito menos, a morte espiritual. A Vida que Eu te perguntava se não te importavas em perder, era a da tua alma, porque Eu amo a tua alma, mesmo quando ela não me ama. E fico angustiado, ao ver que tu a matas, quando ofendes o Senhor, desprezando o seu Messias.

Detalhe

Jesus fala com um fariseu que lhe é hostil.