EMF 22.11
O Evangelho como me foi revelado
Citação
Quem é santo é sempre indulgente e humilde.
Notas do tema
Conforto de leitura
EMF 22.11
Quem é santo é sempre indulgente e humilde.
EMF 22.11
Isabel, mulher de fé intrépida e confiante abandono à vontade de Deus, merece compreender o mistério escondido em mim. O Espírito Santo lhe fala, através do saltar de seu ventre que ela sente. Assim, o Batista pronunciou o seu primeiro discurso de anunciador do Verbo, através dos véus e das paredes formadas pelas veias e pela carne, que o separa de Isabel e, ao mesmo tempo, o unem à sua santa mãe.
A Isabel eu não nego a minha qualidade de mãe do Senhor, pois ela é digna de sabê-lo. A Luz se revela a ela. Negar-lhe isso teria sido negar a Deus um louvor que era justo Lhe dar, o louvor que eu levava em mim e que, não podendo dizer a ninguém, eu o dizia às ervas, às flores, às estrelas, ao sol, aos pássaros canoros, às pacientes ovelhas, às águas murmurantes e à luz de ouro que me vinha beijar, descendo do céu. Mas, rezarmos juntas, é muito mais doce do que ficarmos dizendo, cada uma sozinha, a sua oração. Eu teria querido que o mundo todo soubesse da minha sorte, não por mim, mas para que o mundo se unisse a mim, em dar louvor ao meu Senhor.
Foi a prudência que me impediu de revelar a Zacarias a verdade. Teria sido isso dar passos além do plano de Deus. Se eu era Sua esposa e mãe, continuava a ser sempre sua serva, e não devia, porque Ele me tinha amado sem medida, permitir-me a ousadia de me substituir a Ele, tomando o seu lugar, por uma decisão minha.
Isabel, em sua santidade, compreende tudo isso, e se cala. Pois quem é santo é sempre indulgente e humilde.
EMF 22.12
O dom de Deus nos torne sempre melhores. Quanto mais recebemos Dele, mais devemos dar. Porque, se recebemos muito, isso é sinal de que Ele está em nós. Quanto mais Ele estiver em nós, mais devemos esforçar-nos, para alcançar a perfeição que recebemos Dele.
EMF 22.12
Não me deixo tomar pelo medo de não ter tempo. Deus é o Senhor do tempo. A divina Providência nada deixa faltar a quem espera Nele, mesmo as coisas mais comuns. O egoísmo não faz nada andar depressa, mas atrasa. A caridade não atrasa, mas faz andar depressa. Tende sempre isso presente.
Durante a sua estadia em Hebron, Maria trabalhou para Isabel antes de trabalhar para si própria. Ela disse a Maria:
EMF 22.12
Deus é o Senhor do tempo. A divina Providência nada deixa faltar a quem espera Nele, mesmo as coisas mais comuns. O egoísmo não faz nada andar depressa, mas atrasa. A caridade não atrasa, mas faz andar depressa. Tende sempre isso presente.
EMF 23.3
Até da morte eu não tenho de que me queixar com o Senhor, porque Ele — seja por isso bendito — me cumulou de graças com a sua benignidade.
EMF 23.3
Não precisa ter medo onde há Jesus.
EMF 23.6
Os tesouros de Deus se abrem para quem crê nele e em sua poderosa bondade.
EMF 23.6
O Senhor te vai dar uma alegria completa. Crê Nele completamente, espera Nele infinitamente, ama-O totalmente. O Altíssimo te ouvirá, por mais que não te atrevas a esperar isso. Ele quer esta tua fé total, como para purificar-te da tua desconfiança passada. Diz comigo em teu coração: “Eu creio.” Diz isto a cada batida do teu coração. Os tesouros de Deus se abrem para quem crê nele e em sua poderosa bondade.
EMF 23.9
Contudo, acredita em mim, minha filha, que nunca houve, nem haverá dor de parto semelhante à minha dor de mártir, de uma maternidade espiritual, que se realizou sobre o mais duro leito: o leito da minha cruz, aos pés do patíbulo de meu Filho, que estava morrendo. Qual a mãe que foi constrangida a dar à luz desse modo? Qual a mãe que teve de misturar o tormento sofrido em suas entranhas dilaceradas pelos estertores de seu Filho moribundo, com o das entranhas que se retorcem, por terem que superar o horror de ter que dizer: “Eu vos amo. Vinde a mim, que sou vossa mãe”? Qual a mãe que teve que dizer isso aos assassinos de seu Filho, o Filho nascido do mais sublime amor que o céu nunca tinha visto antes, do amor de um Deus por uma virgem, do beijo de Fogo e do abraço de Luz, que se fizeram carne, tornando o ventre de uma mulher, o Tabernáculo de Deus?
“Quanta dor para ser mãe!” diz Isabel. Uma grande dor, sem dúvida, mas quase nada, em comparação com a minha dor.