Jesus forma um grupo com os pequeninos todos ao seu redor, e depois com os pastores e os discípulos. Fora há um balir de ovelhas que Elias colocou em um cercado. Na casa há um barulho de festa. Levam a Jesus e aos seus, doces e bebidas. Mas Jesus os distribui aos pequeninos.
– Não bebes, Mestre? Não aceitas? É dado de coração.
– Eu sei Joaquim, e de coração o aceito. Mas deixa que primeiro Eu faça contentes os pequeninos. Eles são a minha alegria… (...) João, leva os dois meninos para que vejam as ovelhinhas.
76.11 E tu, Maria, vem mais perto, e diz-me: Quem sou Eu?
– Tu és Jesus, Filho de Maria de Nazaré, nascido em Belém. Isaque te viu e me pôs o nome de tua mamãe, para que eu seja boa.
– Boa como o anjo de Deus, pura mais do que um lírio desabrochado no cume da montanha, piedosa como o levita mais santo deve ser, para imitá-la. Serás assim?
– Sim, Jesus.
– Fala “Mestre” ou “Senhor”, menina.
– Deixa que me chame com o meu Nome, Judas. Só passando por lábios inocentes é que não perde o som que tem sobre os lábios de minha mãe. Todos, nos séculos, dirão esse nome, mas uns por um interesse, outros por outro, e muitos para blasfemá-lo. Só os inocentes, sem malícia e sem ódio, o dirão com um amor igual ao desta menina e ao de minha mãe. Os pecadores também me chamarão, quando pedirem misericórdia. Mas minha mãe e os pequeninos! Por que me chamas Jesus? –pergunta, acariciando a pequenina.
– Porque eu te quero bem… como ao papai, à mamãe e aos meus irmãozinhos –diz ela, abraçando os joelhos de Jesus, e rindo com o rostinho erguido.
Jesus se inclina e a beija… e assim tudo termina.