EMF 139.2
O Evangelho como me foi revelado
Tradução em curso
Notas da palavra-chave
Conforto de leitura
EMF 139.2
Tradução em curso
EMF 191.3-4.9 · Volume 3
Mas um deles, já um tanto idoso, que segura a seu lado um menino de uns dez anos, está comendo e chorando.
– Por que, pai, estás fazendo assim? –pergunta Jesus.
– Porque a tua bondade é demais…
O homem de Endor diz, então, com aquela sua voz gutural:
– É verdade… e faz chorar. Mas é um choro sem amargura…
– É sem amargura. É verdade. E depois… eu quereria uma coisa. Este meu choro é também um desejo.
– Que queres, pai?
– Estás vendo este menino? É meu neto. Veio ficar comigo depois da avalanche deste inverno. Doras nem ficou sabendo que ele veio ficar comigo, porque eu o faço viver como se fosse um animal, no mato, e só aos sábados é que o vejo. Se Doras o descobrir, ou o expulsará, ou o porá a trabalhar… e, então, ele vai ser tratado pior do que um animal de carga, este pobre herdeiro do meu sangue… Pela Páscoa o mandarei com Miqueias a Jerusalém, para se tornar filho da Lei… e depois?… É o filho da minha filha…
– Mas, em vez disso, não o darias a Mim? Não chores. Eu tenho muitos amigos, homens honestos, santos e sem filhos. Eles o educarão santamente, no meu Caminho…
– Oh! Senhor! Desde que ouvi falar de Ti, eu desejei isso. E eu pedia ao santo Jonas, ele que sabe o que quer dizer pertencer a este patrão, que salvasse o meu neto desta morte…
– Menino, tu irias comigo?
– Sim, meu Senhor. E não te darei aborrecimentos.
– Então está bem.
191.4
– Mas… a quem é que o vais dar? –pergunta Pedro, puxando Jesus pela manga–. A Lázaro mais este?
– Não, Simão. Mas, há tantos sem filhos…
– Entre eles, também eu…
O rosto de Pedro parece até ficar mais afilado, pelo desejo.
– Simão, Eu já te disse[1]. Tu deves ser o “pai” de todos os filhos que Eu vou te deixar como herança. Contudo, não deves estar preso a nenhum filho teu próprio. Mas, não fiques contrariado com isso. Tu és muito necessário ao Mestre, para que o Mestre possa afastar-te de Si, por causa de algum afeto. Eu sou exigente, Simão. Sou exigente, mais do que um esposo muito ciumento. Eu te amo com toda a predileção e te quero ter todo para Mim e de Mim.
– Está bem, Senhor… Está bem… Seja feito como Tu queres.
O pobre Pedro é heróico em sua adesão a esta vontade de Jesus.
– Será o filho da minha nascente Igreja. Não está bem? De todos e de ninguém. Será o “nosso” menino. Ele nos acompanhará, quando as distâncias o permitirem, ou virá a nós, e os tutores dele serão os pastores, eles que em todos os meninos amam ao “seu” menino Jesus. Vem cá, menino. Como te chamas?
– Jabé de João, e sou de Judá –diz com segurança o menino.
– Sim, nós somos judeus –confirma o velho–. Eu trabalhava nas terras de Doras, na Judeia, e minha filha se casou com um homem daqueles lados. Ele estava trabalhando nos bosques, perto de Arimateia, e, neste inverno…
– Eu vi o triste acontecimento[2].
– O menino salvou-se, porque naquela noite ele estava na casa de um parente distante… verdadeiramente ele tem esse nome, Senhor. Eu disse isso logo à minha filha: “Por que há de ser este? Não te lembras mais do antigo[3]?” Mas o marido quis chamá-lo assim, e ficou sabendo Jabé.
– “O menino invocará o Senhor, e o Senhor o abençoará, e dilatará os seus confins e a mão do Senhor está sobre a mão dele, e ele não será oprimido pelo mal.” Isto lhe concederá o senhor, para te consolar a ti, pai, aos espíritos dos mortos, e confortar o órfão.
(...) Eu vos abençôo agora. Mas por vós rezarei em cada nova aurora. E tu, pai, não tenhas mais preocupações com o cordeiro que me confias. Eu o trarei a ti, de vez em quando, para que possas alegrar-te em vê-lo crescendo na sabedoria e na bondade pelos caminhos de Deus. Será o teu cordeiro desta tua pobre Páscoa, o mais agradável dos cordeiros apresentados ao altar do Senhor. Jabé, saúda a teu velho pai, depois vem ao teu Salvador, ao teu Bom Pastor, A paz esteja convosco!
– Oh! Mestre! Bom Mestre! Vais deixar-nos!…
– Sim. É doloroso. Mas não fica bem que o guarda vos encontre aqui. Eu vim aqui justamente para evitar punições. Obedecei por amor ao Amor, que vos aconselha.
Os infelizes se levantam com lágrimas nos olhos e vão para a sua cruz. Jesus os abençoa ainda e depois, com a mão do menino na sua e com o homem de Endor do outro lado, volta pelo mesmo caminho por onde veio à casa de Miqueias, acompanhado por André e por João que, tendo feito o seu turno de guarda, vão unir-se aos coirmãos.
Jesus está com os camponeses de Doras e oferece-lhes algo para comerem na Páscoa. Um dos homens apresenta-lhe o seu neto.
"Simão, eu disse-te", em EMV 104,5. A última menção de Lázaro está relacionada com o acontecimento relatado em EMV 172.11.
"Eu vi a catástrofe", em EMV 139.2.
"Porquê este nome? Não te lembras do antigo? "(...) "O menino invocará o Senhor e o Senhor abençoá-lo-á e alargará as suas fronteiras; a mão do Senhor está na sua mão e ele não será mais sobrecarregado pela desgraça. " A citação é retirada de 1 Crónicas 4, 9-10.
Primeiro livro das Crónicas 4, 9-10
1 Cr 4, 9-10: Yabesh foi mais honrado do que os seus irmãos. A sua mãe deu-lhe o nome de Yabesh (ou seja, Na Tristeza), dizendo "Yabesh invocou o Deus de Israel, dizendo: "Se me abençoares, alargarás o meu território, a tua mão estará comigo e afastarás de mim a desgraça, para que a minha angústia termine." E Deus concedeu-lhe o que ele tinha pedido.
EMF 193.1 · Volume 3
Pelos caminhos, cada vez mais cheios de peregrinos, Jesus continua, indo para Jerusalém. Um aguaceiro, que desceu de noite, formou um pouco de lama nas estradas, mas, em compensação, abaixou a poeira e tornou o ar mais claro. As campinas parecem agora jardins bem cuidados pelo jardineiro.
Vão indo todos bem dispostos, porque puderam descansar bastante na parada, e porque o menino, agora com suas sandalinhas novas, não sofre com a viagem, mas, ao contrário, cada vez mais se vai acostumando com os companheiros, fala com um e com outro, conta a João que seu pai se chamava João, e sua mãe Maria e que, por isso, ele gosta muito de João.
– Mas também –termina ele–, quero bem a todos, e, no Templo, vou rezar muito, tanto por vós, como pelo Senhor Jesus.
É comovente ver como este grupo de homens, em sua maior parte sem filhos, tenham ares paternais e cheios de cuidado para com o menor dos discípulos de Jesus. Até o homem de Endor se enternece em seu aspecto, quando obriga o pequeno a beber um ovo, ou quando entra pelos bosques, que tornam verdes as colinas e as montanhas, sempre mais altas, fendidas por grandes vales, em cujo fundo passa a estrada mestra, para ir apanhar raminhos ligeiramente ácidos de sarça, ou talos cheirosos do funcho selvagem, trazendo-os para o pequeno, a fim de matar-lhe a sede, sem enchê-lo de água. Também assim o vemos, quando ele não o deixa ficar pensando na duração da viagem, fazendo-o observar as vistas e panoramas que vão se apresentando.
O antigo pedagogo de Cíntium, arruinado pela maldade humana, revive por este menino, que é uma miséria como ele mesmo também é, e vai desfazendo as rugas de sua desventura e de suas amarguras com este sorriso bom que agora mostra. Se Jabé, agora com suas sandalinhas novas, já se sente menos infeliz e com sua carinha menos triste, na qual não sei se não terá sido alguma mão apostólica que terá tido o cuidado de cancelar todos aqueles sinais da vida selvagem levada por ele durante tantos meses, arrumando-lhe agora os cabelos, até aqui descuidados, mas agora aparados e macios, depois de uma boa lavada, até o homem de Endor que ainda fica um pouco perplexo, quando ouve que o estão chamando pelo nome de João, sacudindo depois a cabeça, com um sorriso de compaixão para com a sua fraca memória, até ele também está bem diferente. A cada dia que passa, seu rosto vai perdendo aquela dureza que tinha antes e vai adquirindo uma seriedade, que não causa mais medo. Naturalmente, estas duas misérias que revivem pela bondade de Jesus, giram agora, pelo seu amor, ao redor de seu Mestre. Os companheiros são queridos para eles, mas Jesus… Quando Ele olha para eles, ou fala com eles, a expressão do rosto deles se torna inteiramente feliz.
A relação entre os Doze e João de Endor e a criança Marziam.
EMF 194.2-5 · Volume 3
Eis uma nova subida muito íngreme, porque a comitiva, deixando a estrada mestra, poeirenta e cheia de gente, preferiu entrar por um atalho, que vai pelo meio do mato. E, tendo chegado ao alto, vêem brilhar, lá ao longe, mas bem visível, um mar que resplende, suspenso sobre um aglomerado branco, que talvez sejam casas alvejadas pela cal.
– Jabé –chama-o Jesus–, vem cá. Estás vendo aquele ponto de ouro? É a Casa do Senhor. Lá tu vais jurar obediência à Lei. Tu a conheces bem?
– Mamãe me falou dela e meu pai me ensinou os preceitos. Eu sei ler… e acho que sei o que “eles” me ensinaram antes de morrer.
O menino, que correra sorrindo para atender ao chamado de Jesus, agora está chorando, com a cabeça baixa e a mão tremendo na mão de Jesus.
– Não chores. Escuta. Sabes onde estamos? Aqui é Betel. Foi aqui que o santo Jacó teve o seu sonho angélico. Tu o conheces? Lembras-te dele?
– Sim, Senhor. Ele viu uma escada que ia da terra ao Céu e por ela, para baixo e para cima, iam e vinham os anjos. E a mamãe me dizia que, na hora da morte, se tivermos sido sempre bons, veremos a mesma coisa e se poderia ir, por aquele escada, até a Casa de Deus. Muitas coisas dizia-me minha mãe… Mas agora não me dirá mais nada… eu as tenho todas aqui e é tudo o que tenho dela…
As lágrimas descem daquele rostinho triste.
– Não chores assim! Escuta, Jabé. Eu também tenho uma mãe, que se chama Maria, e que é santa e boa e sabe dizer muitas coisas. É mais sábia do que um mestre, melhor e mais bela do que um anjo. Agora nós estamos indo à casa dela. Ela vai gostar muito de ti. Vai dizer-te muitas coisas. E, depois, com ela está a mãe de João, que também é boa e também se chama Maria. E a mãe do meu irmão Judas, também ela doce como um pão de mel e também chamada Maria. Elas gostarão muito de ti. Muito mesmo. Porque tu és um bom menino e por amor de Mim, porque te amo tanto. Depois, tu crescerás com elas e, quando cresceres, serás um santo de Deus, pregarás como um doutor sobre Jesus, que te deu de novo uma mãe aqui e que abrirá as portas do Céu para tua falecida mãe, para o teu pai, e que as abrirá também para ti, quando chegar a tua hora. Tu nem terás necessidade de subir pela comprida escada dos Céus, na hora da tua morte. Já terás subido por ela, durante a tua vida, procurando ser um bom discípulo, e te encontrarás lá, à porta aberta do Paraíso, e Eu também lá estarei, e te direi: “Vem, meu amigo e filho de Maria”, e estaremos juntos.
O sorriso luminoso de Jesus, que vai caminhando um pouco inclinado, para ficar mais perto do rostinho levantado do menino, que caminha ao lado com sua mãozinha na dele, e aquela história maravilhosa enxugam as lágrimas do menino, e fazem despontar um sorriso.
194.3
O menino, que está bem longe de ser um tolo, mas que somente está atordoado pela grande dor e privação que sofreu, interessado por aquela história, pergunta:
– Mas, Tu dizes que abrirás as portas dos Céus. Não estão elas fechadas pelo grande Pecado? A mamãe me dizia que ninguém podia entrar, enquanto não tivesse vindo o perdão, e que os justos o estavam esperando no Limbo.
– É isto mesmo. Mas depois Eu irei para o Pai, depois de ter pregado a palavra de Deus e… ter obtido para vós o perdão, e Eu direi “Pai meu, agora Eu cumpri toda a tua vontade. Agora quero o meu prêmio pelo meu sacrifício. Que venham os justos, que estão esperando o teu Reino.” E o Pai me dirá: “Que seja como Tu queres.” E, então, Eu descerei para chamar todos os justos e o Limbo abrirá as suas portas, ao som da minha voz, e sairão exultantes os santos Patriarcas, luminosos Profetas, as mulheres abençoadas de Israel e depois, sabes quantos meninos? Será como um prado florido de meninos de todas as idades! E, cantando, eles virão atrás de Mim, subindo para o belo Paraíso.
– E lá estará também a minha mamãe?
– Com toda a certeza!
– Tu não me disseste que ela estará lá contigo na porta do Céu, quando eu também tiver morrido…
– Ela, e com ela o teu pai não terão necessidade de estar junto àquela porta. Como anjos fulgentes, eles alçarão sempre seus vôos do Céu para a terra, de Jesus até o pequeno Jabé e, quando tu estiveres para morrer, eles farão como estão fazendo aqueles dois passarinhos ali, naquela sebe. Estás vendo-os?
Jesus toma o menino nos braços, para que ele veja melhor:
– Estás vendo como eles estão sobre os seus pequenos ovos? Estão esperando que os ovos se abram, e depois estenderão as asas sobre sua ninhada para protegê-la de todo mal e, em seguida, quando ela já tiver crescido e estiver pronta para o vôo, eles os sustentarão com suas fortes asas, levando-os para cima, para cima, ainda mais para acima… rumo ao sol. Os teus pais farão assim contigo.
– Será assim mesmo?
– Assim mesmo.
– Mas, Tu dirás a eles que se lembrem de vir?
– Não haverá necessidade disso, porque eles te amam. Mas Eu lhes direi.
– Oh! Como eu te quero bem!
O menino, ainda nos braços de Jesus, abraça-se ao pescoço dele e o beija com uma expansão de tanta alegria, que causa comoção a quem vê. Jesus retribui o beijo, e o põe no chão.
194.4
– Oh! Está bem. Agora, vamos para a frente. Para a Cidade Santa. Devemos chegar amanhã pela tarde. Por que tanta pressa? Sabes me dizer? Por que não depois de amanhã?
– Não. Não seria a mesma coisa. Porque amanhã é Parasceve e, depois do pôr do sol, não se pode andar mais do que seis estádios. Além disso não se pode, porque já começou o sábado e seu repouso.
– Portanto, no sábado se fica à toa.
– Não. Faz-se a oração ao Senhor Altíssimo.
– Como ele se chama?
– Adonai. Mas os santos podem dizer o seu nome.
– Também os meninos bons. Dize-o, se o sabes.
– Jaave –(O pequeno o pronuncia com um J suave e um A muito longo).
– E por que se faz a oração do Senhor Altíssimo no sábado?
– Porque Ele assim ordenou a Moisés, quando lhe deu as tábuas da Lei.
– Ah! Sim? E que foi que Ele disse?
– Ele ordenou que se santificasse o sábado: “Trabalharás durante seis dias, mas no sétimo dia repousarás, e farás repousar, porque assim fiz Eu também depois da criação.”
– Como? O Senhor descansou? Ter-se-á cansado ao criar? E Ele criou mesmo? Como o sabes? Eu sei que Deus não se cansa nunca.
– Ele não se cansa , porque Deus não caminha, nem move os braços. Mas assim fez para ensinar a Adão, e a nós, e para ter um dia em que pensemos nele. E Ele criou tudo, com toda a certeza, Assim o diz o Livro do Senhor.
– Mas, o Livro foi escrito por Ele?
– Não. Mas é a verdade. É preciso crer nele, para não ir para a companhia de Lúcifer.
– Disseste-me que Deus não caminha, nem move os braços. Como foi, então, que Ele criou? Como é Ele? É uma estátua?
– Não é um ídolo. É Deus. E Deus é… deixa-me pensar e recordar como dizia minha mamãe, e, melhor ainda do que ela, aquele homem que vai em teu nome ao encontro dos pobres em Esdrelon… A mamãe me dizia, para fazer-me compreender a Deus: “Deus é como o meu amor por ti. Não tem corpo, mas existe.” E aquele homenzinho, com um sorriso muito doce, dizia: “Deus é um espírito Eterno, Uno e Trino e a Segunda Pessoa se fez carne por amor de nós pobres e tem o nome de…” Oh! Meu Senhor! Agora é que eu penso nisso… és Tu!
E o menino, assombrado, prostra-se por terra, adorando.
Correm todos para perto dele, pensando que ele tivesse caído, mas Jesus faz um sinal de silêncio, pondo o dedo sobre os lábios, depois diz:
– Levanta-te, Jabé. Os meninos não devem ter medo de Mim!
O menino levanta a cabeça, e fica olhando para Jesus com uma expressão diferente, como de medo Mas Jesus sorri, e lhe estende a mão, dizendo:
– Tu és um sábio, ó pequeno israelita.
194.5
Continuemos o exame entre nós. Agora que Me reconheceste, sabes se no Livro se fala de Mim?
– Oh! Senhor! Do princípio até aqui. Ele todo fala de Ti. Tu és o Salvador prometido. Agora compreendo porque é que abrirás as portas do Limbo. Ah! Senhor! Senhor! E me quererás bem mesmo?
– Sim, Jabé.
– Não. Não mais Jabé, Dá-me um nome que queira dizer que Tu me amaste, que Tu me salvaste…
– Eu vou escolher o nome junto com minha mãe. Está bem?
– Mas que queira dizer justamente isso. E o tomarei, a partir do dia em que me tornar filho da Lei.
– Tomá-lo-às, a partir daquele dia.
Betel foi superada e, em um pequeno vale fresco e de água boa, fazem uma parada para tomarem a refeição.
Jabé ficou meio aturdido pela revelação, e está comendo em silêncio, aceitando com veneração, todos os bocados que Jesus lhe vai oferecendo. Mas, pouco a pouco, ele se reanima e, especialmente depois de ter jogado uma bela partida com João, enquanto os outros estão descansando sobre a erva verde, volta a Jesus, junto com o sorridente João e os três fazem um pequeno e lindo grupo.
– Não me disseste quem fala de Mim no Livro.
– Os Profetas, Senhor. E, antes ainda, fala disso o Livro, desde quando Adão foi expulso do Paraíso, e depois a Jacó, e a Abraão e a Moisés… Oh! Meu pai me dizia que tinha ido a João — não a este, mas ao outro João, o do Jordão — e que ele, o grande profeta, te chamava de cordeiro… agora, sim, eu compreendo que o cordeiro de Moisés… que a Páscoa és Tu!
João o estimula:
– Mas qual Profeta que profetizou melhor do que ele?
– Isaías e Daniel. Mas… eu gosto mais de Daniel, agora que eu Te amo como a meu pai. Posso dizer uma coisa? Dizer que Te amo como a meu pai? Sim? Pois bem; agora eu prefiro Daniel.
– Por quê? Quem fala muito de Cristo é Isaías.
– Sim. Mas ele fala das dores de Cristo. Daniel, ao contrário, fala do belo anjo e da tua vinda. É verdade… ele também diz que o Cordeiro será imolado. Mas eu penso que o Cordeiro era imolado com um golpe só. Não como dizem Isaías e Davi. Eu chorava sempre quando os ouvia ler e mamãe não me falou mais neles.
O menino está quase chorando, ainda agora, enquanto acaricia a mão de Jesus.
– Não penses por hora. Escuta. Sabes os preceitos?
– Sim, Senhor. Acho que os sei. No bosque eu os ficava repetindo, para não me esquecer deles e para ouvir as palavras de mamãe e de papai. Mas agora não choro mais (na verdade, sua pupilas já estão brilhando muito), porque agora eu tenho a Ti.
João sorri e se abraça a Jesus, dizendo:
– São as minhas próprias palavras! Todos os pequenos de coração falam a mesma coisa.
– Sim. Porque as palavras deles vêm de uma única Sabedoria.
EMF 197.5 · Volume 3
– (...) Vem, Jabé. Esta é a hora mais solene do dia. Há outra análoga de manhã. Mas esta é ainda mais solene. A manhã inicia o dia. E é bom que o homem bendiga ao Senhor, para ser abençoado durante o dia, em todos os seus trabalhos. Mas a tarde é ainda mais solene. A luz diminui, cessa o trabalho, a noite vem chegando. A luz que diminui faz lembrar a queda no mal e de fato as ações pecaminosas realizam-se quase sempre de noite. E porque? Porque o homem, não estando mais ocupado com o trabalho, mais facilmente se deixa rodear pelo Maligno com seus chamarizes e pesadelos. Por isso, é bom, depois de termos dado graças a Deus, por ter-nos protegido durante o dia, que lhe supliquemos para que se afastem de nós os fantasmas da noite e as tentações. A noite, o sono… símbolo da morte. Mas, felizes daqueles que, tendo vivido com a bênção do Senhor, adormecem, não nas trevas, mas em uma luminosa aurora. O sacerdote, que oferece o incenso, assim o faz por todos nós. Ele reza por todo o povo, em comunhão com Deus, e Deus lhe confia a sua bênção para o povo de seus filhos. Estás vendo como é grande o ministério do sacerdote?
– Eu gostaria… Parecer-me-ia estar mais perto da mamãe…
– Se fores sempre um bom discípulo e um bom filho de Pedro, tu o serás. Agora, vem. As trompas estão anunciando que a hora chegou. Vamos com veneração louvar a Javé. (Jesus diz assim, com o “J” longo: um Jieovee muito cantado, com os últimos “e” muito abertos, como se fossem quase um a, mas o que vem depois do “J” é muito fechado).
No Templo, é a hora do incenso, e Jesus dá uma lição especial a Yabeç.
Jesus está a falar da queima de incenso no Templo, de manhã e à noite, como prescreve Ex 30,7-8 . O próprio Marziam se referirá a esta lição em EMV 291.
Livro do Êxodo 30, 7-8
Êxodo 30, 7-8: Todas as manhãs, quando Aarão for cuidar das lâmpadas, queimará incenso sobre elas. E quando for acender as lâmpadas ao pôr do sol, voltará a queimar incenso nelas. De geração em geração, o incenso subirá perpetuamente perante o Senhor.
EMF 198.5 · Volume 3
– Eu vi José de Arimateia, Lázaro. Segunda-feira ele vai vir aqui com uns amigos.
– Oh! Então, naquele dia serás meu!
– Sim. Ele vem para estarmos juntos, mas também para combinarmos uma cerimônia, que diz respeito a Jabé. João: leva o menino para o terraço. Ele vai se divertir.
João de Zebedeu, sempre obediente, levanta-se logo do seu lugar e, pouco depois, já se ouve a voz do menino e o barulho de seus pezinhos, no terraço que está ao redor da casa.
– O menino –explica Jesus à mãe, aos amigos, às mulheres, entre as quais está Marta, que andou voando para não perder nem um minuto da alegria de estar perto do Mestre–, é neto de um dos camponeses de Doras. Eu passei por Esdrelon…
– É verdade que os campos estão uma desolação, e que ele os quer vender?
– Que estão uma desolação, estão. Quanto à venda, não estou sabendo. Um dos camponeses de Jocanã me falou do assunto. Mas não sei se é coisa certa.
– Se ele os vendesse… eu os compraria de boa vontade, para ter neles um abrigo para Ti, também dentro daquele ninho de serpentes.
– Não sei se conseguirás. Jocanã está disposto a ficar com eles.
– Isso veremos… Mas, continua o que ias dizendo. De que camponeses se trata? Os que tinha antes, ele os esparramou todos.
– É verdade. Os de agora estão vindo de suas terras na Judeia, pelo menos o velho, que é parente do menino. O menino era mantido no bosque, como um animal selvagem, a fim de que Doras não o visse… e esteve lá desde o inverno…
– Oh! pobre menino! Mas por quê?
As mulheres estão todas comovidas.
– Porque o pai e a mãe dele ficaram sepultados pela avalancha nas vizinhanças de Emaús. Todos: o pai, a mãe e os irmãozinhos. Ele ficou vivo, porque não estava em casa. Levaram-no para a casa do avô. Mas, que podia fazer um camponês de Doras? Tu, Isaac, falaste de Mim, como de um salvador, também para este caso.
– Eu fiz mal, Senhor? –pergunta humildemente Isaac.
– Fizeste bem. Deus assim queria. O velho me deu o menino, que está até para tornar-se maior de idade por estes dias.
– Oh! pobrezinho! Tão pequeno, com doze anos?! O meu Judas tinha quase o dobro de altura, quando estava nesta idade… E Jesus? Que flor! –diz Maria de Alfeu.
E Salomé:
– Meus filhos também eram bem mais fortes!
Marta murmura:
– De fato, é bem pequenino! Eu pensava que nem tivesse ainda dez anos.
– É isso. A fome é bruta. E ele deve ter passado fome desde que nasceu. Agora, então… Que é que o velho lhe iria dar, se lá todos estão morrendo de fome? –diz Pedro.
– Sim, ele sofreu muito. Mas ele é muito bom e inteligente. Eu o tomei para consolar o velho e o menino.
EMF 206.14 · Volume 3
– (...) Levantai-vos, e vamos descansar. Eu vos abençôo, ó cidadãos de Betânia, a todos vós. Eu vos abençôo e vos dou a minha paz. Eu abençôo em particular a ti, ó Lázaro, meu amigo, e a ti, Marta. Abençôo aos meus discípulos antigos e novos, que Eu mando pelo mundo para chamar, para convidar para as núpcias do Rei. Ajoelhai-vos, para que Eu vos abençoe a todos. Pedro, dize a oração que Eu vos ensinei e vem dizê-la aqui ao meu lado, de pé, porque assim há de ser feita por quem para isso foi destinado por Deus.
A assembleia toda se ajoelha sobre o feno, ficando em pé somente Jesus em sua veste de linho, com toda a sua altura e beleza, e Pedro, em sua veste marrom escura, inflamado pela emoção, um pouco trêmulo e que reza, com uma voz não bonita, mas viril, recitando devagar, por medo de errar: “Pai nosso…”
Ouvem-se alguns soluços… de homem, de mulher…
Margziam está ajoelhado justamente ao lado de Maria, que está segurando suas mãozinhas juntas. Olha com um sorriso angelical para Jesus, e diz baixinho:
– Olha mãe é belo! E como é belo também o pai. Parece estarmos no Céu. Será que minha mãe está aqui vendo?
E Maria, em um sussurro, que termina com um beijo, responde:
– Sim, querido. Ela está aqui. E está aprendendo a oração.
– E eu? Também eu a aprenderei?
– Ela a sussurrará à tua alma, enquanto estiveres dormindo, e eu a repetirei durante o dia.
O menino deixa cair para trás a cabecinha morena sobre o peito de Maria e fica assim, enquanto Jesus abençoa com a solene bênção mosaica de sempre.
Jesus acaba de contar uma parábola. Perante uma pequena congregação, é Pedro que tem de recitar o Pai-Nosso. É isto que Jesus quer.
EMF 208.1-4 · Volume 3
– Quase com certeza os encontraremos, se nos conservarmos andando por algum tempo na estrada que vai para Hebron. Eu vos peço isto: Andai dois a dois, à procura deles, pelos caminhos das montanhas. Daqui até às piscinas de Salomão, depois de lá até Betsur. Nós vos acompanharemos. Esta é a zona de pastagem deles –diz o Senhor aos doze, e eu compreendo que Ele está falando dos pastores.
Os apóstolos se apressam em andar, cada um com o companheiro de sua preferência e só a dupla quase inseparável de João e André é que não se une, porque os dois vão a Iscariotes e lhe dizem:
– Eu vou contigo.
E Judas responde:
– Sim, vem André. É melhor assim, João. Eu e tu seremos dois que já conhecemos os pastores. É melhor, então que vás com qualquer outro.
– Que venha comigo o rapaz –diz Pedro, deixando Tiago de Zebedeu que, sem protestar, vai com Tomé, enquanto Zelotes vai com Judas Tadeu, Tiago de Alfeu com Mateus e os inseparáveis Filipe e Bartolomeu, vão por conta deles. O menino fica com Jesus e com as Marias.
A estrada é fresca e bela entre os montes todos verdes, por causa das diferentes culturas, dos bosques e dos prados. Encontram-se os rebanhos que, à luz dourada da aurora, vão às pastagens.
A cada batida do cincerro, Jesus para de falar e olha. Depois, pergunta aos pastores se Elias, o pastor belemita, está por aqueles lugares. Compreendo que Elias já está sendo chamado “o belemita.” Ainda que outros pastores também o sejam, ele é, por direito, ou por caçoada, “o belemita.” Mas ninguém sabe. Eles respondem, parando o rebanho, e cessando de tocar suas rústicas flautas.
Os jovens, quase todos, tem estas flautas toscas feitas de caniço, e isso faz que Margziam fique extasiado, até que um pastor velho e bom resolve dar-lhe a de seu neto, dizendo:
– Ele fará outra para si.
E Margziam sai dali feliz com o seu instrumento a tiracolo, ainda que, por enquanto não saiba tocar.
208.2
– Eu gostaria muito de encontrá-los! –exclama Maria.
– Nós os encontraremos com certeza. Nesta estação, estão sempre perto de Hebron.
O menino se interessa por estes pastores, que viram Jesus Menino e faz mil perguntas a Maria, que lhe explica tudo, com muita paciência e bondade.
– Mas, por que foi que os castigaram? Eles só tinham feito o bem
–pergunta o menino, depois que lhe foram contadas as desventuras por que eles passaram.
– Porque muitas vezes o homem comete erros, acusando os inocentes de um mal que na realidade foi feito por outro. Mas, visto que eles eram bons, e souberam perdoar, Jesus os ama muito. É preciso saber perdoar sempre.
– Mas, todos aqueles meninos que foram mortos, como fizeram para perdoar a Herodes?
– Eles são pequenos mártires, Margziam, e os mártires são santos. Eles não somente perdoam ao seu carrasco, mas o amam, porque ele abre para eles o Céu.
– Então, eles estão no Céu?
– Não, por enquanto não. Mas estão no Limbo, para serem a alegria dos Patriarcas e dos Justos.
– Por quê?
– Porque disseram, quando chegaram com suas almas tingidas de sangue: “Eis-nos aqui, nós somos os arautos do Cristo Salvador. Alegrai-vos, vós que estais esperando, porque Ele já está na terra.” E todos os amam porque eles são os portadores dessa boa nova.
– Meu pai me disse que a boa nova é também a palavra de Jesus. Então, quando meu pai for para o Limbo, depois de a ter dito sobre a terra, e eu também irei para lá, seremos nós também amados?
– Tu não irás para o Limbo, pequenino.
– Por quê?
– Porque Jesus já terá voltado para os Céus, e os terá aberto, e todos os bons, na hora de sua morte, irão logo para o Céu.
– Eu vou ser bom, assim prometo. E Simão de Jonas? Ele também, não é? Porque eu não quero ficar órfão pela segunda vez.
– Ele também, com certeza. Mas no Céu ninguém é órfão. Lá temos Deus. Deus é tudo. Nem aqui nós somos órfãos. Porque o Pai está sempre conosco.
– Mas, Jesus, naquela bela oração que Tu me ensinaste de dia e minha mãe de noite, diz: “Pai nosso que estais nos Céus.” Nós ainda não estamos no Céu. Como, então podemos estar com Ele?
– Porque Deus está em toda parte, meu filho. Ele vela sobre o menino que nasce e sobre o velho que morre. O menino que está nascendo neste momento, no ponto mais remoto da terra, tem consigo os olhares e o amor de Deus, e os terá até à morte.
– Ainda que ele seja mau, como Doras?
– Sim. Ainda que o seja.
– Mas Deus, que é bom, como pode amá-lo, se Doras é tão mau e faz chorar ao meu velho pai?
– Deus olha para ele com desgosto e com dor. Mas, se ele se arrependesse. Ele lhe diria o que o pai da parábola disse ao filho arrependido.
208.3
Tu deverias rezar para que ele se arrependa e…
– Oh! Não, mãe! Eu rezarei para que ele morra! –diz impetuosamente o menino.
Por mais que esta saída seja pouco… angélica, o ímpeto do menino é tão veemente e tão sincero, que os outros têm que fazer esforço para não rir.
Mas depois Maria assume de novo a sua doce seriedade de Mestra:
– Não, meu querido. Isto não deves fazer a um pecador. Deus não te ouviria e até olharia para ti com severidade. Nós devemos desejar para o próximo, ainda que ele seja muito mau, o maior bem. A vida é um bem porque dá ao homem o modo de adquirir méritos aos olhos de Deus.
– Mas, se alguém é mau, o que adquire são pecados.
– Reza-se para que ele se torne bom.
O menino fica pensando… mas não entende muito esta lição sublime e conclui:
– Doras não se tornará bom, mesmo se eu rezar. Ele é mau demais. Ainda que comigo rezassem todos os meninos mártires de Belém, ele não se tornaria bom. Não sabes que… não sabes que… que um dia ele bateu com uma barra de ferro em meu velho pai, porque o encontrou sentado na hora do trabalho? Meu pai não podia levantar-se, porque se sentia mal, e ele… bateu nele até deixá-lo quase morto e depois lhe deu ainda um pontapé no rosto… Eu vi tudo, porque estava escondido atrás de uma sebe… Eu tinha ido até lá porque ninguém me tinha levado pão já havia dois dias, e eu estava com fome…E u tive que fugir de lá, para não me perceberem, pois eu estava chorando, ao ver meu pai sendo tratado daquele modo, com a barba cheia de sangue, e como se estivesse morto… Eu sai de lá chorando e pedindo pão… mas aquele pão, eu o encontrei sempre foi aqui… aquele tinha sabor do sangue e das lágrimas de meu pai e também das minhas, e de todos os que são torturados, e não podem amar a quem os tortura. Eu, gostaria de bater em Doras, para que ele sentisse o que são as batidas, eu gostaria de deixá-lo sem pão, para que ele ficasse sabendo o que é a fome, e quereria fazê-lo trabalhar, ao ardor do sol, ou na lama, sob as ameaças dos vigilantes e sem comer, para que ele ficasse sabendo o que está dando aos pobres… Eu não lhe posso querer bem, porque… ele está matando a meu santo pai, e eu, se não vos encontrasse, de quem haveria de ser depois?
O menino, tomado por uma dor convulsiva, grita e chora, tremendo, agitado, com seus pequenos punhos fechados, dando socos no ar, já que não pode dá-los no carrasco.
As mulheres estão assombradas e comovidas, e procuram acalmá-lo. Mas ele está, de fato, numa crise de dor, e não ouve o que lhe falam. Ele grita:
– Eu não posso, não posso amá-lo e perdoá-lo. Eu o odeio, eu o odeio por todos, o odeio!…
Causa dó e medo.
208.4
É a reação da criatura que sofreu demais.
E Jesus diz:
– Este é o maior dos delitos de Doras: levar um inocente a odiar…
Mas depois Ele toma nos braços o menino, e lhe diz:
– Escuta, Margziam. Queres tu um dia ficar com a mamãe, o pai, os irmãozinhos e o velho pai?
– Siiim…
– Nesse caso não podes odiar ninguém. No Céu não entra quem odeia. Não podes rezar, por enquanto, por Doras? Está bem: não rezes, mas também não odeies. Sabes o que tens que fazer? Não deves nunca virar-te para trás, para ficar pensando no passado…
– Mas meu pai, que está sofrendo, não está no passado…
– É verdade. Mas olha, Margziam experimenta rezar assim: “Pai nosso, que estais nos Céus, pensa Tu naquilo que é desejo meu…” Verás que o Pai te escuta do melhor dos modos. E, mesmo que matasses Doras, que farias? Perderias o amor de Deus, o Céu, a união com teu pai e tua mãe, e não livrarias das penas o velho que amas. Dize-lhe: “Tu sabes como eu amo ao velho pai e como amo a todos aqueles que são infelizes. Pensa nisso, Tu que tudo podes.” Como? Então não queres pregar a Boa Nova? Mas ela fala de amor e de perdão! Como podes tu dizer a um outro: “Não odeies. Perdoa”, se tu não sabes amar e perdoar? Deixa, deixa que o bom Deus aja, e verás como tudo Ele predispõe bem. Tu farias isso?
– Sim, porque te quero bem.
Jesus beija o menino e o põe no chão. O episódio fica superado e a estrada também.
É melhor assim, Jean. Tu e eu seríamos duas pessoas que já conhecem os pastores. Cf. EMV 75.2 e EMV 75.6.
Quando o clarim é tocado, Jesus pára de falar. Clarim: Sino colocado ao pescoço do gado.
Nesta bela oração que tu e minha mãe me ensinaram, ela de noite e tu de dia: cf. EMV 206,14.
Se ele se arrependesse, dir-lhe-ia o que o pai da parábola disse ao filho arrependido. Na parábola do filho pródigo(EMV 205.5).