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Elementos do Credo

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EMF 69.3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

(...) Desde quando o Verbo tiver esclarecido toda a verdade e dado força aos espíritos com o seu Espírito, desde então, não haverá mais perdão para quem morre em desespero. Nem no momento do juízo particular, nem depois de muitos séculos na Geena, no dia do Juízo final, nem nunca. Será isso uma dureza de Deus? Não: é justiça. Deus dirá: “Tu julgaste, tu, criatura dotada de razão e de ciência sobrenatural, criada livre­ por Mim, tu julgaste seguir o caminho que escolheste, e disseste: ‘Deus não me perdoa. Estou separado Dele para sempre. Julgo que devo por mim mesmo aplicar-me justiça pelo meu delito. Saio da vida para fugir dos remorsos’, sem pensar que os remorsos não te teriam mais atingido, se tu tivesses vindo ao meu seio paterno. E, como tu mesmo te julgaste, que te advenha; Eu não violento a liberdade que te dei.”

Isto dirá o Eterno ao suicida. Pensa nisso, Judas. A vida é um dom e deve ser amada. Mas que dom é? Um dom santo. E, então, que ela seja amada santamente. A vida dura, enquanto a carne aguenta. Depois começa a grande Vida, a Vida eterna. De bem-aventurança para os justos e de maldição para os não-justos. A vida é uma meta ou um meio? É um meio. Serve para chegar ao fim, que é a eternidade. E, então, damos à vida o tanto que lhe sirva para durar e para servir o espírito em sua conquista. Continência da carne em todos os seus apetites, em todos. Continência da mente em todos os seus desejos, em todos. Continência do coração em todas as paixões do que é humano. Ilimitado, ao invés, há de ser o ímpeto pelas paixões que são do Céu: o amor a Deus e ao próximo, a vontade de servir a Deus e ao próximo, a obediência à Palavra divina, o heroísmo no bem e na virtude.

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O Evangelho como me foi revelado

Citação

A vida é um dom e deve ser amada. Mas que dom é? Um dom santo. E, então, que ela seja amada santamente. A vida dura, enquanto a carne aguenta. Depois começa a grande Vida, a Vida eterna. De bem-aventurança para os justos e de maldição para os não-justos. A vida é uma meta ou um meio? É um meio. Serve para chegar ao fim, que é a eternidade. E, então, damos à vida o tanto que lhe sirva para durar e para servir o espírito em sua conquista. Continência da carne em todos os seus apetites, em todos. Continência da mente em todos os seus desejos, em todos. Continência do coração em todas as paixões do que é humano. Ilimitado, ao invés, há de ser o ímpeto pelas paixões que são do Céu: o amor a Deus e ao próximo, a vontade de servir a Deus e ao próximo, a obediência à Palavra divina, o heroísmo no bem e na virtude.

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O Evangelho como me foi revelado

Citação

– (...) É muito difícil fazer o que compreendi. Tu o podes, porque és santo. Mas eu… Sou um homem, jovem, cheio de vitalidade…

– Eu vim para os homens, Judas. Não para os anjos. Os anjos não precisam de mestre. Eles vêem a Deus. Vivem no seu Paraíso. Não ignoram as paixões dos homens porque a Inteligência, que é a Vida deles, os faz conhecedores de tudo, mesmo aqueles que não são anjos da guarda de um homem. Mas, espirituais como são, não podem ter senão um pecado, como um deles teve, e arrastou consigo os menos fortes na caridade: a soberba, flecha que desfigurou Lúcifer, o mais bonito dos arcanjos, e fez dele o monstro horripilante do Abismo. Eu não vim para os anjos, os quais, depois da queda de Lúcifer, se horrorizam só diante da sombra de um pensamento de orgulho. Mas Eu vim para os homens. Para fazer dos homens, anjos.

O homem era a perfeição de tudo o que foi criado. Ele tinha do anjo o espírito e do animal a completa beleza em todas as suas partes animais e morais. Não havia criatura que o igualasse. Era o rei da ter­ra, como Deus é o Rei do Céu; um dia, aquele dia em que ele teria adormecido pela última vez sobre a terra, ele se tornaria rei com o Pai no Céu. Satanás arrancou as asas do anjo-homem e colocou nele gar­ras de fera e veementes desejos de imundícies; fez dele alguém que mais tem o nome de homem-demônio, do que o de homem somente. Eu quero cancelar a deturpação feita por Satanás, anular a fome cor­rompida da carne infectada, restituir as asas ao homem, levá-lo a tornar a ser rei, co-herdeiro do Pai e do celeste Reino. Eu sei que o homem, se quiser, pode fazer tudo o que digo, para voltar a ser rei e anjo. Eu não vos mandaria fazer coisas que não pudésseis fazer. Eu não sou um desses retóricos que pregam doutrinas impossíveis.

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O Evangelho como me foi revelado

Citação

– (...) Eu assumi uma verdadeira carne para poder saber, sentindo-as na carne, quais são as tentações do homem.

– E os pecados?

– Tentados, todos podem ser. Pecadores, só os que o querem ser.

– Nunca pecaste, Jesus?

– Eu nunca quis pecar. E isto, não só porque Eu sou o Filho do Pai. Mas assim Eu quis e vou querer, para mostrar ao homem que o Filho do homem não pecou porque não quis pecar e que o homem, se não quiser, pode não pecar.

– Nunca foste tentado?

– Tenho trinta anos, Judas. E não vivi em um caverna sobre um monte. Mas entre os homens. E, ainda que tivesse estado no lugar mais solitário da terra, pensas que as tentações não teriam vindo? Tudo temos em nós: o bem e o mal. Tudo levamos em nós. Sobre o bem, passa o sopro de Deus, que o acende como um turíbulo que leva agradáveis e sacros incensos. E sobre o mal, Satanás sopra e o acende com uma fogueira de um ardor feroz. Mas a vontade atenta e a oração constante são como a areia úmida sobre o ardor do inferno: ela o sufoca e domina.

– Mas, se nunca pecaste, como podes julgar os pecadores?

– Eu sou homem, e sou o Filho de Deus. Tudo o que Eu poderia ignorar como homem, e julgar mal, Eu o conheço e julgo como Filho de Deus. E afinal!… Judas, responde a esta minha pergunta: alguém que está com fome, sofre mais ao dizer: “Agora vou sentar-me à mesa”, ou quando diz: “Não há comida para mim”?

– Sofre mais no segundo caso, porque só o saber que está privado dela, já o faz sentir o cheiro da comida e suas entranhas se torcem de desejo.

– Aí está. A tentação é mordente como esse desejo, Judas. Satanás o torna ainda mais agudo, perfeito e sedutor, do que qualquer ato já praticado. Além disso, o ato dá satisfação mas, às vezes, também causa náuseas; enquanto que a tentação não cai, mas, como uma árvore podada, lança uma fronde mais robusta.

– E nunca cedeste?

– Nunca cedi.

– Como te foi possível isso?

– Eu disse: “Pai, não me exponhas à tentação.”

– Como? Tu, o Messias, Tu que operas milagres, pediste a ajuda do Pai?

– E não só a ajuda, Eu lhe pedi que não me exponha à tentação. Pensas tu que porque Eu sou Eu, já posso deixar de contar com o Pai? Oh! Não! Em verdade Eu te digo que o Pai concede tudo ao Filho, mas também que o Filho recebe tudo do Pai. E te digo que tudo o que for pedido em meu nome ao Pai, será concedido.

EMF 69.5

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– (...) Judas, responde a esta minha pergunta: alguém que está com fome, sofre mais ao dizer: “Agora vou sentar-me à mesa”, ou quando diz: “Não há comida para mim”?

– Sofre mais no segundo caso, porque só o saber que está privado dela, já o faz sentir o cheiro da comida e suas entranhas se torcem de desejo.

– Aí está. A tentação é mordente como esse desejo, Judas. Satanás o torna ainda mais agudo, perfeito e sedutor, do que qualquer ato já praticado. Além disso, o ato dá satisfação mas, às vezes, também causa náuseas; enquanto que a tentação não cai, mas, como uma árvore podada, lança uma fronde mais robusta.

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O Evangelho como me foi revelado

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O digno e o indigno existem em todas as castas. E, sem faltar com a caridade, mas para não ofender a justiça, Eu digo que o indigno, e maliciosamente indigno, está muitas vezes no meio dos grandes. Não é preciso, nem útil serem poderosos para serem bons, ou para esconder o pecado aos olhos de Deus. Tudo deverá mudar sob o meu sinal. E será grande, não quem é poderoso, mas quem é humilde e santo.

EMF 70.6

O Evangelho como me foi revelado

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– (...) Eu quero que vos ameis sem preferências, ajudando-vos reciprocamente, suportando-vos um ao outro. Ninguém é perfeito, João. Nem os jovens, nem os velhos. Mas, se tiverdes boa vontade, chegareis à perfeição, e o que faltar, Eu colocarei em vós. Vós sois como os filhos de uma santa família. Dentro dela há muitos caráteres diferentes. Um é forte, outro é calmo, outro é corajoso, outro é tímido, um é impulsivo, outro é muito cauteloso. Se todos fossem iguais, seríeis uma força em um caráter e deficiências em todos os outros. Enquanto que, como estais, formais uma união perfeita, porque vos completais mutuamente. O amor vos une, vos deve unir, o amor por causa de Deus.

– E por Ti, Jesus.

– Primeiro por causa de Deus, e depois por amor ao seu Cristo.