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Notas do tema

Dogmas e elementos do Credo

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EMF 25.11

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Fechada em mi­nha casa, só, naquela casa em que tudo me fazia recordar a Anunciação e a Encarnação, e onde tudo me falava de José, desposado por mim em uma virgindade imaculada, eu tive que resistir ao desconforto, às insinuações de satanás, e ficar esperando. Orando, perdoar a suspeita de José, e ao seu gesto de justo desdém para comigo.

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Maria fala do momento em que José se apercebe de que ela é mãe. Nesta passagem, ela recorda a realidade da sua virgindade e da Encarnação.

EMF 26.7

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Se eu não tivesse sido humilde até o extremo limite, como eu disse a José, não teria merecido trazer em mim Aquele que, para cancelar a soberba da raça, sendo Deus, Se aniquilava até à humilhação de fazer-se homem.

EMF 26.8

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Humildade absoluta como a caridade. Saber reconhecer que se faltou, até mesmo com um simples pensamento, e não se ter o orgu­lho, mais nocivo ainda, de não querer dizer: “Eu errei”, a respeito da culpa precedente. Todos erram, menos Deus. Quem é que pode dizer: “Eu não erro nunca”? E há ainda uma humildade mais difícil: é a que sabe se calar a respeito das maravilhas de Deus em nós, quando não é necessário proclamá-las, para dar-lhe louvores por elas, a fim de não aviltar o nosso próximo, que não recebeu tais dons especiais de Deus. Quando Deus quer, então sim. Então Ele se revela a Si mesmo em seu servo. Isabel me “viu” como eu era e meu esposo me conheceu pelo que eu era, quando chegou a hora de ele conhecer isso por si mesmo.

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Maria apresenta as condições essenciais para agradar a Deus e acolher a sua vinda contínua ao nosso coração.

EMF 27.1

O Evangelho como me foi revelado

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27.1 Vejo ainda a casa de Nazaré e o pequeno quarto onde habitualmente Maria toma as suas refeições. Agora ela está trabalhando em uma tela branca. Pára seu trabalho para acender um candeeiro, porque a tarde vem chegando, e ela não está mais enxergando bem, com essa luz esverdeada que está entrando pela porta semi-aberta, do lado do pomar. Maria também fecha a porta.

Vejo como já está volumosa de corpo. Mas ainda muito bonita. Seu passo é sempre ligeiro, e gentis são todos os seus gestos. Não há nada daquele peso próprio da mulher, que está perto de dar à luz. Só no rosto é que ela está mudada. Agora é “a mulher.” Antes, no tempo da Anunciação, era uma jovenzinha de rosto sereno e inocente: um rosto inocente de criança. Depois, na casa de Isabel, no momento do nascimento do Batista, seu rosto já se apresentava com uma graça mais madura. Agora é um rosto sereno, mas docemente majestoso, da mulher que atingiu sua plena perfeição na maternidade.

Não faz lembrar mais a sua querida “Annunziata” de Florença, pai. Quando eu era pequena, a reconhecia ali.

Agora, o rosto está mais longo e magro, e os olhos mais pensativos e maiores. Em suma, é como Maria hoje no Céu. Porque ela retomou o aspecto e a idade do momento em que nasceu o Salvador.

A sua eterna juventude, a qual não só não conheceu a corrupção mortal, mas nem mesmo murchou com o passar dos anos. O tempo não teve ação sobre ela, a nossa rainha e mãe do Senhor, que criou o tempo. Nos tormentos da Paixão (tormentos que começaram para ela muito antes, pois eu diria que começaram desde o início da evangelização de Jesus) ela apareceu envelhecida, mas esse enve­lhecimento era como um véu colocado pela dor sobre a sua incorruptível pessoa. De fato, desde o momento em que reencontra Jesus ressuscitado, ela se torna novamente a criatura cheia de vida e perfeita, que era antes da Paixão, como se tendo beijado as Santíssimas Chagas, tivesse bebido nelas um elixir de juventude, que anulou a ação do tempo e, mais ainda do que isto, anulou a ação da dor. Também há oito dias que eu vi a descida do Espírito Santo, no dia de Pentecostes, vi Maria “extraordinariamente bela, e de repente rejuvenecida”, como escrevi, e como tinha escrito antes: “Ela parece um anjo azul.” Os anjos não conhecem velhice. São eternamente belos com eterna juventude, do eterno presente que é Deus e que eles refletem em si.

A juventude angélica de Maria, o anjo azul, se completa e atinge a idade perfeita (idade que ela levou consigo para os céus, e que conservará para sempre em seu santo corpo glorificado, quando o Espírito adorna a sua esposa, coroando-a diante dos olhos de todos) Agora ela não está mais no segredo de um quarto desconhecido pelo mundo, sendo testemunhada apenas por um arcanjo.

Quis fazer esta digressão, porque me pareceu necessária. Agora volto à descrição.

Maria, pois, tornou-se verdadeiramente “mulher”, cheia de dignidade e de graça. Até seu sorriso é diferente, por sua doçura e majestade. Como é bela!

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Descrição física de Marie

EMF 27.6

O Evangelho como me foi revelado

Citação

A confiança é (...) obediência. Deus ama o obediente. A obediência é sinal de que nós nos reconhecemos filhos Dele e que O reconhecemos como nosso Pai. Ora, um pai não pode deixar de amar, quando é verdadeiro pai. Deus para nós é Pai verdadeiro e Pai perfeito.

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Maria explica o que é a confiança em três pontos: confiança é amor, confiança é humildade, confiança é obediência.

EMF 29.2-3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

29.2 Um pouco de luar está entrando por uma fenda do teto, e parece a lâmina de alguma prata imaterial, que vai-se aproximando de Maria. A lâmina vai-se alongando, à medida que a lua vai ficando mais alta no céu e, finalmente a alcança. Agora, já está sobre a cabeça da orante, ornando-a com uma auréola de luz.

Maria levanta a cabeça, como se tivesse sido chamada por uma voz do céu, e se põe de novo de joelhos. Oh! Como é belo aqui. Maria ergue de novo a cabeça, que parece estar brilhando, à luz branca da lua, e um sorriso não humano a transfigura. Que é que ela estará vendo? Que estará ouvindo? Que estará experimentando? Somente Ela poderia dizer o que está vendo, ouvindo e o que experimentou na hora esplendorosa de sua maternidade. Eu vejo apenas a luz crescendo sempre mais, ao redor dela. Parece descer do Céu, saindo das pobres coisas que estão ao redor, e parece emanar dela mesma, ainda mais.

Sua veste, de um azul escuro, parece agora de um suave celeste de miosótis. Suas mãos e seu rosto parecem ficar de um azul muito delicado, como os de alguém que fosse colocado sob o foco de uma imensa safira clara. Esta cor, ainda mais tênue, me faz lembrar as cores das minhas visões do santo Paraíso, e também a cor da chegada dos Magos, uma cor que vai-se difundindo sobre as coisas e as vestes, purificando tudo, e tornando-as resplandecentes.

A luz, que se desprende sempre mais do corpo de Maria, absorve a luz da lua, e parece que ela atraia a si toda a luz do Céu. Agora ela é a depositária da Luz. É ela que deve dar esta Luz ao mundo. E esta Luz beatífica, incontrolável, imensurável, eterna e divina, está para ser dada, e se anuncia como uma luz de aurora crescendo, um coro de átomos aumentando, a maré subindo, a nuvem do incenso espalhando-se, para descer depois como uma enchente e estender-se como um véu…

O teto, cheio de fendas, teias de aranha, entulhos que em cima se estendem para a frente, estão em equilíbrio por um milagre da estática, esse teto que antes era tão enegrecido, enfumaçado e repelente, está parecendo agora o teto de uma sala real. Cada uma das grandes pedras é um bloco de prata, cada fenda é um lampejar de opalas, cada teia de aranha é um baldaquim precioso, confeccionado com prata e diamantes. Uma lagartixa grande e verde, que está dormindo em letargia entre duas pedras, parece um colar de esmeraldas esquecido por alguma rainha. Um cacho de morcegos, também em letargia, parece um precioso lampadário de ônix. O feno, que está na manjedoura de cima, já não é mais uma erva: são fios e mais fios de prata pura, que tremulam no ar com a graça de uma cabeleira solta.

A manjedoura de baixo está com sua madeira de cor escura transformada em bloco de prata brunida. As paredes estão cobertas de um brocado no qual a alvura da seda desaparece sob o bordado opalino do relevo, e o solo… o que é o solo agora? É um cristal que possui luz branca acesa em si mesmo. As saliências são como rosas de luz projetadas em homenagem ao solo; e os próprios buracos são vasos preciosos, de onde devem emanar aromas e perfumes.

29.3 A luz vai-se tornando cada vez mais forte. Ela fica insuportável para a vista. A virgem desaparece nela, como se estivesse sendo absorvida por um véu incandescente… e dele surge a mãe.

Sim. Quando a luz volta a ser suportável aos meus olhos, vejo Maria com o Filho recém-nascido nos braços. Um pequenino, todo róseo e gorducho, que agita os braços e esperneia. Tem as mãozinhas do tamanho de botões de rosa e seus pezinhos caberiam na corola de uma rosa. Ele solta vagidos com sua vozinha trêmula, como a de um cordeirinho que acaba de nascer, abrindo a boquinha, que mais parece um moranguinho selvagem, e mostrando a linguinha que bate repetidamente contra o véu palatino. Move a cabecinha loira, que me parece quase sem cabelos, essa cabecinha redonda que a mamãe sustenta na palma de sua mão, enquanto olha o Menino e o adora, chorando e rindo ao mesmo tempo, e se inclina para beijá-lo não em sua cabecinha­, mas em seu peito, onde está batendo seu coraçãozinho, batendo por nós… é nesse coração em que um dia haverá uma ferida. E Maria, com antecipação, já medica tal ferida, com seu beijo imaculado de mãe.

O boi, despertado pela claridade, levanta-se, fazendo um grande barulho com seus cascos, e muge, enquanto o burrinho vira a cabeça e urra. É a luz que os desperta, mas eu gosto de pensar que eles quiseram saudar o seu Criador, por si mesmos, mas também por todos os animais.

EMF 29.6

O Evangelho como me foi revelado

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Jesus-Homem revelou-se Jesus-Deus, depois do tremendo sofrimento da Paixão. Revelou-se como a Paz. Paz no Céu, do qual Ele tinha vindo, derramada sobre aqueles que no mundo o amam. Mas, nas horas da paixão, Ele, a Paz do mundo, foi privado dela. Não teria sofrido, se tivesse tido a paz. Mas devia sofrer. Sofrer de modo completo.

EMF 29.7

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Negando-me a quaisquer esponsais pelo voto de virgindade, eu tinha rejeitado todo prazer de concupiscência, e merecido a graça de Deus.