EMF 196.7 · Volume 3
O Evangelho como me foi revelado
Citação
[Maria] é a Flor do Céu e da Criação, é a Pérola do Paraíso, e a Paz de Deus… Sim, a Paz. Eu sou o Pacífico, porque sou Filho do Pai e filho de Maria: A Paz Infinita e a Paz Suave.
Notas do tema
Conforto de leitura
EMF 196.7 · Volume 3
[Maria] é a Flor do Céu e da Criação, é a Pérola do Paraíso, e a Paz de Deus… Sim, a Paz. Eu sou o Pacífico, porque sou Filho do Pai e filho de Maria: A Paz Infinita e a Paz Suave.
EMF 203.5 · Volume 3
Não é preciso nada mais, meus amigos. Nestas palavras está contido como num anel de ouro tudo quanto é necessário ao homem para o espírito, a carne e o sangue. Com isto pedis o que é útil para aquele e para estes. E, se fizerdes o que pedis, conseguireis a vida eterna.
Sobre a oração do Pai Nosso.
EMF 203.6 · Volume 3
“Pai nosso.”
Eu o chamo “Pai.” Pai, Ele é do Verbo, Pai é do Encarnado. Assim quero que o chameis, porque vós sois Um comigo, se permanecerdes em Mim. Houve um tempo em que o homem devia jogar-se de rosto no chão, para suspirar, por entre temores de espanto: “Deus!” Quem não crê em Mim e em minha palavra, ainda está neste temor paralisante… Observai no Templo. Não Deus, mas até a lembrança de Deus está escondida aos olhos dos fiéis, atrás de um tríplice véu. Separações por distância, separações por véus, tudo foi usado e aplicado para dizer a quem reza: “Tu és barro. Ele é Luz. Tu és abjecto. Ele é Santo. Tu és escravo. Ele é Rei.”
Mas agora!… Levantai-vos! Aproximai-vos! Eu sou o Sacerdote Eterno. Eu posso tomar-vos pela mão e dizer: “Vinde.” Eu posso agarrar os véus da tenda e abri-las, escancarando as portas do lugar inacessível, e até agora fechado. Fechado? Por quê? Fechado pela culpa, sim. Mas, mais fechado ainda pelo pensamento aviltado dos homens. Por que fechado, se Deus é Amor, se Deus é Pai? Eu posso, Eu devo, Eu quero levar-vos não para o pó, mas para o azul; não para longe, mas para perto; não em vestes de escravos, mas de filhos, sobre o coração de Deus. “Pai! Pai”, vós dizeis. E não vos canseis de dizer esta palavra. Não sabeis que, cada vez que a dizeis, o Céu cintila pela alegria de Deus? Não diríeis que nesta oração, feita com verdadeiro amor, já teríeis feito a oração agradável ao Senhor? “Pai! Meu Pai! dizem os pequenos a seu pai. É a palavra que aprendem a dizer primeiro: “Mãe, pai.” Vós sois os pequeninos de Deus. Eu vos gerei do velho homem que éreis e que Eu destruí com meu amor, para fazer nascer o homem novo, o cristão. Chamai, pois, com a primeira palavra que os pequeninos conhecem e falam, ao Pai Altíssimo, que está nos Céus.
EMF 203.9 · Volume 3
“E na terra como no Céu seja feita a tua Vontade.”
A anulação da própria vontade pela de outra pessoa só se pode fazer, quando se alcançou o perfeito amor para com aquela criatura. O anulamento da própria vontade pela de Deus somente se pode fazer quando se alcançou a posse das virtudes teologais, em grau heróico. No Céu, onde tudo é sem defeitos, faz-se a vontade de Deus. Sabei, pois, vós filhos do Céu, fazer o que se faz no Céu.
EMF 203.10 · Volume 3
Quando estiverdes no céu, vós vos nutrireis somente de Deus. A felicidade será o vosso alimento.
EMF 203.11 · Volume 3
O egoísta quer ter e não dar. Mas o egoísta está entre os antípodas do céu.
EMF 204.5 · Volume 3
O aborrecimento é o fruto do ócio e do vício. No Céu do verdadeiro Deus não há ócio, nem vício.
EMF 204.8 · Volume 3
– Então, nós temos uma alma, como a têm aqueles que vós chamais os “justos” do vosso povo? E é igual mesmo à deles?
– Não, Plautina. Conforme o sentido que estás querendo dizer, ela muda. Se queres falar quanto à origem e natureza de nossas almas, elas são em tudo iguais às de nossos santos. Mas, se queres referir-te à formação, então Eu te digo que aí elas são diferentes. Se queres referir-te à perfeição alcançada antes da morte, então a diferença pode ser absoluta. Mas isso não acontece só convosco, que sois pagãos. Também um filho do nosso povo pode ser absolutamente diferente de um santo, na vida futura. A alma passa por três fases. A primeira é a de sua criação. A segunda é a da recriação. A terceira, da perfeição. A primeira é comum a todos os homens. A segunda é própria dos justos que, com sua vontade, levam a alma a um renascimento ainda mais completo, unindo suas boas ações à bondade da obra de Deus, e tornam por isso a alma já espiritualmente mais perfeita do que a primeira, formando, entre a primeira e a terceira um elo de conjunção. A terceira é própria dos bem-aventurados, ou santos, se assim vos agrada dizer, os quais passaram milhares e milhares de graus acima da alma inicial deles, adaptada ao homem, e dela fizeram um ser capaz de repousar em Deus.
EMF 206.5 · Volume 3
A justiça firmemente praticada, produz uma veste cândida e bem depressa chegará o dia em quê será candidíssima, sem nenhuma lembrança, nem de longe, de mancha, com um candor sobrenatural, um candor angélico.
Jesus conta a parábola das dez virgens e salienta que elas usam vestes brancas, que representam a justiça.
EMF 206.5 · Volume 3
Oh! O frescor do coração! As crianças o possuem por um dom de Deus. Os justos o têm por dom de Deus e por sua própria vontade. E os santos o têm por dom de Deus e por sua vontade elevada até o grau de heroísmo. Mas os pecadores, com uma alma dilacerada, queimada, envenenada, emporcalhada, será que não poderão nunca mais ter uma veste nova? Oh! Sim, que podem ter. Começam a tê-la desde o momento em que olham para si mesmos com aversão, depois a aumentam, quando se decidem a mudar de vida e a aperfeiçoam quando se lavam com a penitencia, e se desintoxicam, e se medicam, e recompõem a sua pobre alma e, com a ajuda de Deus, que não nega socorro a quem lhe pede uma santa ajuda, e com a própria vontade, elevada ao super-heroismo, — porque neles o necessário não é ficar tomando conta do que eles têm, mas de reconstruir o que eles demoliram e para isso há uma dupla, tripla e sétupla fadiga — e, finalmente, com uma penitência incansável e implacável para com o eu que foi pecador, fazem voltar sua alma a um novo frescor como na infância, frescor precioso pela experiência que os faz mestres de outros, que são agora como eram eles há tempo, ou seja, pecadores.