EMF 211.6 · Volume 3
O Evangelho como me foi revelado
Citação
Cada palavra do livro é um ensinamento que, desde o momento em que o Espírito a faz escrever, por causa de um fato presente, ela se refere a um fato que virá no futuro.
Notas do tema
Conforto de leitura
EMF 211.6 · Volume 3
Cada palavra do livro é um ensinamento que, desde o momento em que o Espírito a faz escrever, por causa de um fato presente, ela se refere a um fato que virá no futuro.
EMF 211.6-8 · Volume 3
Não haverá mais servos de Deus em Israel? Sim, os há. Mas são “ídolos.”
Na carta de Jeremias aos exilados estão ditas, por entre muitas outras coisas, também estas. E sobre estas chamo a vossa atenção, porque cada palavra do livro é um ensinamento que, desde o momento em que o Espírito a faz escrever, por causa de um fato presente, ela se refere a um fato que virá no futuro. Portanto, o que está escrito é isto: “Logo que entrardes em Babilônia, vereis deuses de ouro, de prata, de pedra, de madeira… Tomai cuidado para não imitardes o modo de agir dos estrangeiros, e para não terdes medo, não temê-los… Dizei em vosso coração: ‘É preciso adorar somente a Ti, ó Senhor.’” E a carta enumera as particularidades desses ídolos, que têm uma língua feita por algum artífice, e não se podem servir dela para reprovar os seus falsos sacerdotes, que os despojam, para revestir com o ouro do ídolo as meretrizes, quando não acontece que tirem aquele ouro, que foi profanado pelo suor da prostituição, para revestir o ídolo. Estes ídolos, que a ferrugem ou as traças podem roer e que ficam limpos e bem arrumados, só se o homem lhes lavar a cara e os tornar a vestir, já que eles não podem fazer nada por si mesmos apesar de ter cetro ou machado na mão. E termina o Profeta: “Por isso, não os temais.” E continua: “Inúteis, como vasos quebrados, são estes deuses. Seus olhos estão cheios da poeira levantada pelos pés dos que entram no templo e são conservados bem fechados: como se estivessem num sepulcro, ou como quem ofendeu o rei, porque qualquer um pode despojá-los de suas vestes preciosas. Eles não vêem a luz das lâmpadas e, por isso, estão no templo como vigas, e as candeias não lhes servem senão para enfumaçá-los, enquanto as corujas, as andorinhas e outros passarinhos voam por cima da cabeça deles e a cobrem de vírgulas com os seus excrementos e os gatos nela fazem seus ninhos, com as vestes deles, e as rasgam. Por tudo isso, não devem ser temidos. São coisas mortas. Nem mesmo o ouro lhes serve para nada. É uma amostra, e se não for polido, não brilha, assim como os deuses não sentiram nada, quando alguém os fabricou. Nem o fogo conseguiu despertá-los. Eles foram comprados por preços fabulosos. E são transportados para onde o homem quer, porque são vergonhosamente fracos… Por que, então, são chamados deuses? Por que são adorados com ofertas e com uma pantomima de cerimônias falsas, não sinceras da parte de quem as faz, nem acreditadas por quem as vê. Se um mal ou um bem lhes é feito, eles permanecem inertes, são incapazes de eleger ou destronar um rei, não podem dar riquezas nem fazer o mal, não podem salvar um homem da morte, nem salvar o fraco do prepotente. Eles não têm piedade das viúvas e dos órfãos. São semelhantes às pedras da montanha…”
A carta diz mais ou menos isso.
211.7
Eis. Nós também temos ídolos, e não mais santos, nas fileiras do Senhor. E por isto é que o Mal pode levantar-se contra o Bem. O mal que suja de esterco a inteligência e o coração dos que não são mais santos e se aninha em suas falsas vestes de bondade.
Não sabem mais falar as palavras de Deus. É natural! Eles têm uma língua feita pelo homem, e falam palavras de homem, quando não falam palavras de satanás, e não sabem nada mais do que censurar os inocentes e os pobres, mas calam-se onde vêem corrupção nos poderosos. Porque todos são corruptos, e não podem acusar-se um ao outro das mesmas culpas. Ávidos são, não do Senhor, mas de Mamon, trabalham aceitando o ouro da luxúria e do delito, trocando-o, roubando-o, tomados por um frenesi, que passa por cima de todos os limites e de tudo. Toda a poeira se aninha sobre eles, fermenta sobre eles e, se eles mostram uma cara limpa, os olhos de Deus estão vendo como está sujo o seu coração. A ferrugem do ódio e o verme do pecado os rói, e eles não sabem fazer nada para se salvarem. Desfecham suas maldições, como cetros e machados, mas não sabem que eles é que estão amaldiçoados. Fechados em seus pensamentos e em sua ira, como cadáveres em seus sepulcros, ou prisioneiros em seu cárcere, lá estão, agarrando-se às barras, por medo de que alguma mão os tire de lá, porque lá dentro esses mortos são ainda alguma coisa: são múmias, não mais do que múmias com aparência humana, mas com corpo reduzido a madeira seca, enquanto que lá fora seriam objetos ultrapassados para um mundo que procura a vida, que sente necessidade da vida, como o menino sente da mãe e quer quem lhe dê vida, e não os fedores da morte.
Eles estão no Templo, sim, e a fumaça das lâmpadas, isto é, das honras, os enfumaça, mas a luz não desce até eles. E todas as paixões se aninham neles como passarinhos e gatos, enquanto que o fogo de sua missão não lhes dá o místico tormento de estarem sendo abrasados pelo fogo de Deus. Eles são refratários ao Amor. O fogo da caridade não os incendeia, assim como a caridade não os veste com seus áureos esplendores. A caridade para com o próximo é a forma; e a caridade que vem de Deus e do homem é a fonte. Porque Deus se afasta do homem que não ama e, por isso, essa primeira fonte para de jorrar e ao afastar o homem do homem malvado, para de jorrar também a segunda fonte. Tudo é tirado, pela Caridade, do homem sem amor. Deixam-se comprar por um preço maldito e deixam se levar para onde as vantagens e o poder querem.
Não, Não é permitido! Não existe moeda para comprar a consciência, e especialmente a dos sacerdotes e dos mestres. Não é permitido ter condescendência com as coisas fortes da terra, quando elas querem levar-nos a praticar atos contrários ao que é ordenado por Deus. Isto seria uma impotência espiritual, mas está escrito[4]: “O eunuco não entrará na assembleia do Senhor.” Se, pois, não pode fazer parte do povo de Deus quem é impotente por natureza, poderá ser ministro o que é impotente em seu espírito? Porque, em verdade Eu vos digo que muitos sacerdotes e mestres já estão atormentados por um culpável eunuquismo espiritual, já mutilados em sua virilidade espiritual. São muitos. E são demais!
211.8
Meditai. Observai. Confrontai. Vereis que temos muitos ídolos e poucos ministros do Bem que é Deus. E aí está por que é que pode acontecer que as cidades refúgios já não sejam mais refúgio. Nada mais é respeitado em Israel, e os santos morrem, porque os não santos os consideram odiosos.
Mas Eu vos convido: “Vinde.” (...) Vinde servir a Deus. O tempo está próximo. Não fiqueis despreparados para a Redenção. Fazei que a chuva caia sobre o terreno semeado. Senão, ele terá sido semeado em vão. (...) A Salvação é seguir a Voz do Senhor e crer em sua Palavra. (...) Vinde em massa para o serviço de Deus. Eu estou passando e vos chamando. Não sejais inferiores às meretrizes, às quais basta uma palavra de misericórdia, para deixarem o caminho que percorreram antes, e virem para o Caminho do Bem.
Foi-me perguntado, quando aqui cheguei: “Mas Tu, não conservas rancor de nós?” Rancor? Oh! Não. Eu conservo é amor a vós. E conservo a esperança de ver-vos nas fileiras do meu povo. Do povo que Eu conduzo para Deus, neste novo êxodo para a verdadeira Terra Prometida: para o Reino de Deus, do outro lado do Mar Vermelho das sensualidades e desertos do pecado, livres de toda espécie de escravidão, para a Terra eterna, cheia de delícias, repleta de paz…
Vinde! Este é o Amor que passa. Qualquer um pode acompanhá-lo, porque, para ser acolhidos por Ele, não se precisa mais do que de boa vontade.
Na carta de Jeremias aos exilados, diz-se, entre outras coisas, o seguinte. Carta de Jeremias 1,1-72 (por vezes inserida em Baruc 6). O extrato bíblico é dado a seguir.
Diz: "O eunuco não entrará na congregação do Senhor". "EmDeuteronómio 23,2.
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Livro do Deuteronómio 23, 2
Dt 23,2: Aquele cujos testículos tiverem sido esmagados ou cuja uretra tiver sido cortada não entrará na assembleia de Javé.
Livro de Jeremias 1, 1-72 (por vezes transposto para o Livro de Baruc 6, 1-72) - Sobre os ídolos
Jr 1, 1-72 | Ba 6, 1-72 : Cópia da carta que Jeremias enviou aos que iam ser levados cativos para a Babilónia pelo rei dos babilónios, para lhes dizer o que Deus lhe tinha ordenado que lhes dissesse. Por causa dos pecados que cometestes perante Deus, sereis levados cativos para a Babilónia por Nabucodonosor, rei dos babilónios. Quando chegarem a Babilónia, ficarão lá durante muitos anos e por muito tempo, até sete gerações, e depois eu os tirarei de lá em paz. Mas na Babilónia verás deuses de prata, de ouro e de madeira, que se carregam aos ombros e que causam medo entre as nações. Tenham cuidado para não imitarem esses estrangeiros e não se deixarem levar pelo medo desses deuses. Quando virdes multidões de pessoas a juntarem-se diante e atrás deles e a prestar-lhes homenagem, dizei no vosso coração: "És tu, Mestre, que deves ser adorado. Porque o meu anjo está contigo e cuida da tua vida.
Porque a língua destes deuses foi polida por um artesão; está coberta de ouro e prata, mas são mentiras e não podem falar. Quanto a uma rapariga que gosta de enfeites, pegaram em ouro e fizeram coroas para pôr na cabeça desses deuses. Os sacerdotes chegam ao ponto de roubarem o ouro e a prata dos seus deuses e de os usarem para os seus próprios fins; até os dão às prostitutas das suas casas. Adornam esses deuses de prata, de ouro e de madeira com vestes ricas como os homens, mas eles não podem proteger-se da ferrugem nem dos vermes. Quando se vestem de púrpura, ainda têm de limpar o rosto, porque o pó da casa cobre-os densamente. Há um que segura um cetro, como um governador de província: não mata ninguém que o ofenda. Outro traz na mão uma espada ou um machado, mas não pode defender-se do inimigo ou dos ladrões. Isto mostra que eles não são deuses, por isso não os temam.
Tal como o vaso de um homem, quando se parte, torna-se inútil, o mesmo acontece com os seus deuses. Se os colocares numa casa, os seus olhos enchem-se do pó dos pés de quem entra. Tal como se fecham cuidadosamente as portas da prisão a um homem que ofendeu o rei, ou a um homem que vai ser morto, assim também os sacerdotes defendem a morada dos seus deuses com portas fortes, com trancas e ferrolhos, para que não sejam roubados pelos ladrões. Acendem lâmpadas, ainda mais do que para si próprios, e esses deuses não as vêem. São como uma das vigas da casa, e diz-se que os seus corações são comidos pelos vermes que saem do chão e os devoram, a eles e às suas roupas, sem que o sintam. Os seus rostos ficam negros com o fumo que sai da casa. Corujas, andorinhas e outras aves esvoaçam à volta dos seus corpos e cabeças, e os próprios gatos brincam da mesma maneira. Assim saberás que eles não são deuses, por isso não os temas.
O ouro com que estão cobertos para os embelezar, se alguém não tirar a ferrugem, não o fará brilhar; pois eles nem sequer sentiram nada quando foram derretidos. Esses ídolos foram comprados pelo preço mais alto, e não há neles nenhum sopro de vida. Não tendo pés, são carregados aos ombros, mostrando assim aos homens a sua vergonhosa impotência. Que aqueles que os servem sejam confundidos com eles! Se caírem no chão, não se levantarão por vontade própria; e se alguém os levantar, não se moverão por vontade própria; e se se inclinarem, não se endireitarão. As oferendas são colocadas diante deles como diante dos mortos. Os sacerdotes vendem as vítimas que lhes são oferecidas e lucram com elas; as suas mulheres salgam-nas e não dão nada aos pobres ou aos doentes. As mulheres que estão a dar à luz ou em estado de impureza tocam nos seus sacrifícios. Sabendo, pois, por estas coisas que eles não são deuses, não os temais.
E porquê chamar-lhes deuses? Porque são as mulheres que vêm trazer as suas oferendas a esses deuses de prata, de ouro e de madeira. E nos seus templos os sacerdotes sentam-se com as túnicas rasgadas, a cabeça e o rosto rapados e a cabeça descoberta. Eles bradam e gritam diante dos seus deuses, como se estivessem numa festa fúnebre. Os seus sacerdotes despojam-se das suas vestes, e eles vestem as suas mulheres e os seus filhos com elas. Quer se lhes faça mal, quer se lhes faça bem, não podem fazer nada; não podem instituir um rei nem derrubá-lo. Não podem dar riquezas, nem mesmo fazer o bem. Também não podem dar riquezas, nem mesmo uma moeda. Se alguém que lhes fez um voto não o cumprir, eles não lhes pedirão nada. Não salvarão um homem da morte; não arrebatarão o fraco da mão dos poderosos. Não darão vista ao cego, nem livrarão o aflito. Não se compadecerão da viúva, nem farão bem ao órfão. Estes ídolos de madeira, cobertos de ouro e prata, são como pedras cortadas numa montanha, e aqueles que os servem serão envergonhados. Como é que podemos acreditar ou dizer que eles são deuses?
Os próprios caldeus os desonram quando, vendo um homem que não pode falar, o apresentam a Bel, pedindo ao mudo que fale, como se o deus pudesse ouvir alguma coisa. E, apesar de se aperceberem disso, não conseguem abandonar esses ídolos, pois eles não têm sentimento. As mulheres, envoltas em cordas, vão sentar-se nos caminhos, queimando farinha grosseira; e quando uma delas, atraída por algum transeunte, dormiu com ele, censura a vizinha por não ter sido julgada digna da mesma honra e por não ter visto a sua trança de junco partida. Tudo o que se diz sobre os ídolos é mentira. Como podemos então acreditar ou dizer que eles são deuses?
Eles foram feitos por artesãos e ourives; não podem ser de outra forma que não seja a vontade dos trabalhadores. E os trabalhadores que os criaram não têm muito tempo de vida: como poderiam então as suas obras ser de longa duração? Eles não deixaram para a posteridade senão mentiras e desgraças. Quando vem a guerra, ou qualquer outra calamidade, os sacerdotes deliberam entre si sobre onde se esconderão com os seus deuses: como é que não se pode entender que estes não são deuses, que não se podem salvar da guerra ou de qualquer outra calamidade?
Esses ídolos de madeira, revestidos de ouro e prata, serão mais tarde reconhecidos como uma mentira; para todas as nações e reis será óbvio que não são deuses, mas obras de homens, e que não há nenhuma obra divina neles. Para quem, então, não seria óbvio que eles não são deuses?
Eles nunca estabelecerão um rei sobre uma terra, nem darão chuva aos homens. Não poderão julgar os seus próprios assuntos, nem proteger contra a injustiça, pois nada podem fazer, como os corvos que se interpõem entre o céu e a vossa terra. E quando o fogo cair sobre a casa desses deuses de madeira, revestidos de ouro e prata, os seus sacerdotes fugirão e salvar-se-ão; mas eles consumir-se-ão como vigas no meio das chamas. Não resistirão a um rei ou a um exército inimigo. Como é que podemos admitir ou pensar que eles são deuses?
Não escaparão aos ladrões e aos salteadores, esses deuses de madeira, cobertos de prata e de ouro. Homens mais poderosos do que eles roubarão a prata e o ouro e levarão as ricas roupas com que se cobriram, e esses deuses não poderão ajudar-se a si próprios. Assim, é melhor ser um rei que mostra a sua força, ou um vaso útil na casa que o dono usa, do que ser esses falsos deuses; ou uma porta numa casa que guarda o que está dentro, do que ser esses falsos deuses; ou um pilar de madeira na casa de um rei, do que ser esses falsos deuses. O sol, a luz e as estrelas, que são brilhantes e enviadas para o benefício dos homens, obedecem a Deus. Do mesmo modo, o relâmpago, quando aparece, é belo de se ver; o vento também sopra sobre toda a terra; e as nuvens, quando Deus lhes ordena que cubram toda a terra, fazem o que lhes é ordenado. Também o fogo, quando enviado do alto para consumir as montanhas e as florestas, faz o que lhe é ordenado. Mas os ídolos não são comparáveis, nem em beleza nem em poder, a todas estas coisas. Por isso, não devemos pensar nem dizer que são deuses, pois não podem discernir o que é justo nem fazer o bem aos homens. Sabendo, pois, que não são deuses, não os temais.
Eles não podem amaldiçoar nem abençoar os reis. Não mostram às nações sinais no céu; não brilham como o sol nem dão luz como a lua. Os animais são melhores do que eles, porque podem fugir e encontrar abrigo e ser úteis para si próprios. Por isso, não nos parece de modo algum que eles sejam deuses; por isso, não os temais.
Tal como um espantalho num campo de pepinos não te protege de nada, assim é com os seus deuses de madeira, cobertos de ouro e prata. Tal como um espinheiro num jardim, onde pousam todas as aves, ou um morto atirado para um lugar escuro, assim são os seus deuses de madeira, cobertos de ouro e de prata. Até a púrpura e o escarlate que se desvanecem sobre eles mostram que não são deuses. Eles próprios acabarão por ser devorados e tornar-se-ão uma vergonha na terra. Melhor é o homem justo que não tem ídolos, pois não teme a confusão.
EMF 211.7 · Volume 3
Nós também temos ídolos, e não mais santos, nas fileiras do Senhor. E por isto é que o Mal pode levantar-se contra o Bem. O mal que suja de esterco a inteligência e o coração dos que não são mais santos e se aninha em suas falsas vestes de bondade.
Não sabem mais falar as palavras de Deus. É natural! Eles têm uma língua feita pelo homem, e falam palavras de homem, quando não falam palavras de satanás, e não sabem nada mais do que censurar os inocentes e os pobres, mas calam-se onde vêem corrupção nos poderosos. Porque todos são corruptos, e não podem acusar-se um ao outro das mesmas culpas. Ávidos são, não do Senhor, mas de Mamon, trabalham aceitando o ouro da luxúria e do delito, trocando-o, roubando-o, tomados por um frenesi, que passa por cima de todos os limites e de tudo. Toda a poeira se aninha sobre eles, fermenta sobre eles e, se eles mostram uma cara limpa, os olhos de Deus estão vendo como está sujo o seu coração. A ferrugem do ódio e o verme do pecado os rói, e eles não sabem fazer nada para se salvarem. Desfecham suas maldições, como cetros e machados, mas não sabem que eles é que estão amaldiçoados. Fechados em seus pensamentos e em sua ira, como cadáveres em seus sepulcros, ou prisioneiros em seu cárcere, lá estão, agarrando-se às barras, por medo de que alguma mão os tire de lá, porque lá dentro esses mortos são ainda alguma coisa: são múmias, não mais do que múmias com aparência humana, mas com corpo reduzido a madeira seca, enquanto que lá fora seriam objetos ultrapassados para um mundo que procura a vida, que sente necessidade da vida, como o menino sente da mãe e quer quem lhe dê vida, e não os fedores da morte.
Eles estão no Templo, sim, e a fumaça das lâmpadas, isto é, das honras, os enfumaça, mas a luz não desce até eles. E todas as paixões se aninham neles como passarinhos e gatos, enquanto que o fogo de sua missão não lhes dá o místico tormento de estarem sendo abrasados pelo fogo de Deus. Eles são refratários ao Amor. O fogo da caridade não os incendeia, assim como a caridade não os veste com seus áureos esplendores. A caridade para com o próximo é a forma; e a caridade que vem de Deus e do homem é a fonte. Porque Deus se afasta do homem que não ama e, por isso, essa primeira fonte para de jorrar e ao afastar o homem do homem malvado, para de jorrar também a segunda fonte. Tudo é tirado, pela Caridade, do homem sem amor. Deixam-se comprar por um preço maldito e deixam se levar para onde as vantagens e o poder querem.
Não, Não é permitido! Não existe moeda para comprar a consciência, e especialmente a dos sacerdotes e dos mestres. Não é permitido ter condescendência com as coisas fortes da terra, quando elas querem levar-nos a praticar atos contrários ao que é ordenado por Deus. Isto seria uma impotência espiritual, mas está escrito[4]: “O eunuco não entrará na assembleia do Senhor.” Se, pois, não pode fazer parte do povo de Deus quem é impotente por natureza, poderá ser ministro o que é impotente em seu espírito? Porque, em verdade Eu vos digo que muitos sacerdotes e mestres já estão atormentados por um culpável eunuquismo espiritual, já mutilados em sua virilidade espiritual. São muitos. E são demais!
Sobre os padres que perdem de vista a sua missão, esquecem a caridade e se tornam corruptos.
Diz-se: "O eunuco não entrará na congregação do Senhor. "Em Deuteronómio 23,2.
Livro do Deuteronómio 23, 2
Dt 23,2: Aquele cujos testículos foram esmagados ou cuja uretra foi cortada não entrará na assembleia de Javé.
EMF 211.7 · Volume 3
Não existe moeda para comprar a consciência, e especialmente a dos sacerdotes e dos mestres. Não é permitido ter condescendência com as coisas fortes da terra, quando elas querem levar-nos a praticar atos contrários ao que é ordenado por Deus.
EMF 211.7 · Volume 3
Em verdade Eu vos digo que muitos sacerdotes e mestres já estão atormentados por um culpável eunuquismo espiritual, já mutilados em sua virilidade espiritual. São muitos. E são demais!
EMF 211.8 · Volume 3
Eu vos convido: “Vinde.” (...) Vinde servir a Deus. O tempo está próximo. Não fiqueis despreparados para a Redenção. Fazei que a chuva caia sobre o terreno semeado. Senão, ele terá sido semeado em vão. (...) A Salvação é seguir a Voz do Senhor e crer em sua Palavra. (...) Vinde em massa para o serviço de Deus. Eu estou passando e vos chamando. Não sejais inferiores às meretrizes, às quais basta uma palavra de misericórdia, para deixarem o caminho que percorreram antes, e virem para o Caminho do Bem.
Foi-me perguntado, quando aqui cheguei: “Mas Tu, não conservas rancor de nós?” Rancor? Oh! Não. Eu conservo é amor a vós. E conservo a esperança de ver-vos nas fileiras do meu povo. Do povo que Eu conduzo para Deus, neste novo êxodo para a verdadeira Terra Prometida: para o Reino de Deus, do outro lado do Mar Vermelho das sensualidades e desertos do pecado, livres de toda espécie de escravidão, para a Terra eterna, cheia de delícias, repleta de paz…
Vinde! Este é o Amor que passa. Qualquer um pode acompanhá-lo, porque, para ser acolhidos por Ele, não se precisa mais do que de boa vontade.
EMF 211.8 · Volume 3
A Salvação é seguir a Voz do Senhor e crer em sua Palavra.
EMF 212.1-2 · Volume 3
Juta inteira acorreu ao encontro de Jesus, com flores selvagens de suas encostas e com as primícias de suas culturas, além dos sorrisos de suas crianças e as bênçãos de seus cidadãos. E, antes mesmo que Jesus chegasse a pôr o pé no povoado, viu-se rodeado por aquelas boas pessoas que, avisadas por Judas de Keriot e por João, que haviam sido mandados à frente, acorreram com tudo o que tinham encontrado de melhor, para prestar honras ao Salvador e sobretudo com seu amor.
Jesus não para de abençoar, com gesto e com palavra, as pessoas adultas ou jovens, que o apertam de todos os lados e querem beijar-lhe as vestes ou as mãos e lhe põem nos braços as crianças de peito para que Ele as abençoe com um beijo. A primeira a fazê-lo é Sara, que lhe põe sobre o coração o seu pimpolho, que é Jesaí.
De tão impetuoso que é, o amor lhe estorva o andar e, no entanto, ele é como uma onda, que o vai levando. Eu creio que Jesus vai indo para a frente, mais levado por esta onda, do que por seus próprios pés e, certamente, também seu coração vai sendo levado bem alto, no céu azul, pela alegria que lhe dá este amor. Ele está com o rosto refulgente como nos momentos da mais viva alegria do Homem-Deus. Não é aquele rosto cheio de poder com aquele olhar magnetizador das horas dos milagres, nem o rosto majestoso, de quando manifesta a sua união continua com o Pai e nem mesmo aquele rosto severo, de quando repreende uma culpa. Todas essas vezes seu rosto refulgia com diferentes luzes, mas esta de agora é a luz das horas de distensão de todo o seu eu, que é atacado por todos os lados, obrigado a tomar cuidado sempre e com todos os gestos ou palavras suas ou dos outros, envolvido em todas as ciladas do mundo que, como uma maléfica teia de aranha, lançam os seus fios satânicos ao redor da Divina Borboleta, que é o Homem-Deus, esperando refrear-lhe o vôo e aprisionar-lhe o espírito, a fim de que não salve o mundo; amordaçar-lhe a palavra, para que não ensine às bem grandes e culpáveis ignorâncias da terra; amarrar suas mãos, para que essas mãos de Sacerdote Eterno não santifiquem os homens, que o demônio e a carne tornaram depravados; vendar-lhe os olhos, para que, com a perfeição do seu olhar, que é como um imã, que é perdão, que é amor, que é um fascínio que vence todas as resistências, que não sejam a resistência de um perfeito satanás, não atraiam para Ele os corações.
212.2
Oh! Não estão também agora e sempre assim contra Cristo, por obra dos inimigos de Cristo? Assim não estão a Ciência e a Heresia, o Ódio e a Inveja, os inimigos da Humanidade, como ramos intoxicados de uma planta boa, não fazem tudo isso para que a Humanidade morra, esses que a odeiam mais ainda do que com todo o ódio que eles têm de Cristo, porque a odeiam ativamente, privando-a de sua alegria, procurando descristianizá-la, enquanto que a Jesus nada podem tirar, sendo Ele Deus, e eles pó?
Sim. Eles o fazem. Mas Cristo se refugia nos corações fiéis e de lá olha, de lá fala, de lá abençoa a Humanidade, e depois… e depois se dá a esses corações e eles atingem o Céu com sua bem-aventurança, ainda que permaneçam aqui, mas incendiando-se, até terem com isto um delicioso tormento em todo o seu ser
Maria começa por descrever a sua visão, depois descreve Jesus em mais pormenor e continua com uma reflexão pessoal.
EMF 212.7 · Volume 3
Não tenhais medo de que, por estardes sozinhos, isso vos possa fazer cair em erros. Não. Se não quiserdes, não sereis infiéis ao Senhor e ao seu Cristo. Afinal, quem de verdade não pode ficar longe do Messias, fique sabendo que o Messias lhe abre o coração e os braços, e lhe diz: “Vem.” Vinde, vós, que quereis vir. Permanecei, vós, que quereis ficar. Mas, pregai o Cristo, tanto uns como os outros, com uma vida honesta. Pregai contra a desonestidade, que se aninha em muitos corações. Pregai isto contra a leviandade dos muitíssimos que não sabem permanecer fiéis e que se esquecem dos seus ornamentos e cintos das almas chamadas para as núpcias com Cristo.
EMF 214.3 · Volume 3
Tem sempre presente que mais consegue a doçura do que a intransigência, e que tu também és homem. Por isso, examina-te, e reflete como é fácil que tu também caias e como te irritas, ao fazeres censuras muito severas.