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Notas do tema

A Igreja Católica

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EMF 34.3

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Emitindo um fluxo de luz mais vivo, a estrela paira sobre a pequena casa, que está do lado mais curto da pracinha. Nem os moradores da casa, nem os habitantes de Belém a vêem, porque estão dormindo, e suas casas estão fechadas; mas a estrela acelera as suas palpitações de luz, faz vibrar sua cauda, e solta ondulações luminosas mais fortes, traçando pequenos semicírculos no céu, que se ilumina todo com esta rede de astros que ela arrasta consigo, numa rede de pedras preciosas, que esplendem, tingindo nas mais indistintas cores as outras estrelas, como para comunicar-lhes uma palavra de alegria.

A casinha está toda iluminada por este fogo líquido de gemas. O teto do pequeno terraço, a escadinha de pedra escura, a pequena porta, tudo virou um bloco de pura prata, polvilhado com pó de diamantes e pérolas. Nenhum palácio real da terra jamais teve, ou terá, uma escada como esta, feita para receber a passagem dos anjos, feita para ser usada pela mãe, que é mãe de Deus. Seus pequenos pés de virgem imaculada podem pousar sobre aquele cândido esplendor, os seus pequenos pés destinados a pousar sobre os degraus do trono de Deus. Mas a virgem ainda não está sabendo de nada. Ela está velando sobre o berço de seu Filho, rezando. Sua alma tem esplendores que superam a estrela que está embelezando as coisas.

Detalhe

A estrela guiou os Magos até à Sagrada Família. Parou em frente à estalagem onde estavam hospedados a Mãe de Deus e o seu Filho. A luz da estrela é muito intensa. Maria escreveu que "o seu globo assemelha-se a uma enorme safira, iluminada por dentro por um sol; dele emerge um rasto luminoso em que predomina um azul celeste, mas em que se misturam os louros dos topázios, os verdes das esmeraldas, o brilho iridescente das opalas, os clarões sanguíneos dos rubis e o brilho suave das ametistas. Todas as pedras preciosas da terra se encontram neste rasto que percorre o céu num movimento rápido e ondulante como se estivesse vivo. Mas a cor predominante que parece chover do globo da estrela é o tom celeste da safira clara que pinta de azul prateado as casas, as ruas e o chão de Belém, berço do Salvador. "

EMF 34.6

O Evangelho como me foi revelado

Citação

34.6 Maria está sentada com o Menino no colo, perto dela, em pé, está José. Mas ela também se levanta e se inclina, quando vê entrar os três Magos. Maria está toda vestida de branco. Tão bonita na sua simples veste cândida, que a cobre da base do pescoço até aos pés, dos ombros aos delicados pulsos, tão bonita em sua cabeça pequena e coroada de tranças loiras, no rosto que a emoção faz ficar vivamente rosado, nos olhos que sorriem com doçura, na boca que se abre para a saudação, dizendo: “Deus esteja convosco”, que, por um instante, os três se detêm, impressionados. Depois, eles dão mais alguns passos para a frente, indo prostrarem-se aos seus pés. Pedem a ela que se assente.

Eles, por sua vez, não se sentam, por mais que ela lhes peça. Ficam de joelhos, apoiados sobre os calcanhares. Atrás deles, também de joelhos, estão os três servos. Estes estão logo atrás da soleira. Eles puseram diante de si os três objetos que levaram, e estão esperando.

Os três sábios contemplam o Menino, que me parece ter de nove meses a um ano, de tão esperto e robusto que está! Ele está sentado no colo da mamãe, sorri e balbucia com uma vozinha de passarinho. Ele também está todo vestido de branco, como a mamãe, com sandalinhas nos pés minúsculos. Sua veste é muito simples: uma pequena túnica, da qual saem os pezinhos irrequietos, as mãozinhas gorduchas que gostariam de apanhar tudo o que os olhos vêem, e, sobretudo seu rostinho muito bonito, no qual brilham os olhos de um azul escuro, enquanto a boca faz umas covinhas aos lados, quando ele ri, descobrindo os primeiros dentinhos pequenos. Os caracoizinhos de seus loiros cabelos parecem ouro puro em pó, de tão leves e brilhantes que são.

Detalhe

Os Reis Magos encontram-se com Maria, José e Jesus.

EMF 34.7-8

O Evangelho como me foi revelado

Citação

34.7 O mais velho dos sábios fala por todos. Explica a Maria que eles viram, numa noite no mês de dezembro passado, acender-se uma nova estrela no céu com esplendor fora do comum. Nunca os mapas do céu tinham­ trazido aquele astro, nem falado nele. O seu nome não era conhecido, porque não tinha nome. Tendo, então, nascido do seio de Deus, aquela estrela teria aparecido para vir dizer aos homens alguma verdade bendita, algum segredo de Deus. Mas os homens não lhe haviam dado importância, estando eles com a alma presa na lama. Não eram capazes de levantar o olhar para Deus, não sabendo ler as palavras escritas por Ele, eterno bendito, com seus astros de fogo na abóbada dos céus.

Eles a tinham visto, e se esforçaram para escutar sua voz. Deixando, pois, de lado, mas com alegria, o pouco descanso do sono que concediam aos seus membros, esquecendo-se até de comer, eles se haviam aprofundado no estudo do zodíaco. As conjugações dos astros, o tempo, a estação, o cálculo das horas passadas e das combinações astronômicas lhes haviam dito o nome e o segredo da estrela. O seu nome: “Messias.” E o seu segredo: “O Messias veio ao mundo.” Então, partiram para adorá-lo. Cada um deles, sem os outros dois saberem. Por montes e desertos, vales e rios, viajando de noite, foram tomando o rumo da Palestina, porque este era o rumo da estrela. Para cada um deles, vindo de três pontos diferentes da terra, ela ia naquele rumo. Eles se tinham encontrado depois, além do Mar Morto. A vontade de Deus os tinha reunido lá, e continuaram a viagem, juntos, se entendiam, ainda que cada um falasse a sua própria língua, entendendo e podendo falar a língua de cada região em que se achassem, por um milagre do Eterno.

Juntos tinham ido a Jerusalém, porque o Messias devia ser o Rei de Jerusalém. O Rei dos judeus. Mas lá a estrela se tinha escondido, sob o céu daquela cidade, e eles sentiram seus corações partirem-se de dor, começando então a examinar suas consciências, para descobrirem se não teriam deixado de merecer a proteção de Deus. Mas, tranqüilizadas suas consciências, haviam se dirigido ao rei Herodes – perguntando-lhe em que palácio havia nascido o Rei dos judeus, pois eles o tinham vindo adorar. O rei, tendo reunido os príncipes dos sacerdotes e os escribas, lhes perguntou onde se esperava que nascesse o Messias. Eles lhe responderam: “Em Belém de Judá.”

Tomaram, pois, os Magos o rumo de Belém, e a estrela tornou a aparecer aos seus olhos. Quando deixaram a Cidade Santa, na tarde anterior, a estrela tinha aumentado seus esplendores, e o céu parecia um incêndio. Depois, a estrela parou, reunindo toda a luz das outras estrelas com a sua luz, sobre esta casa. Então, eles compreenderam que ali estava o Filho de Deus. E agora o estavam adorando, oferecendo-lhe os seus pobres presentes e, mais do que tudo, oferecendo-lhe os seus corações, que nunca mais cessariam de bendizer a Deus pela graça concedida, nem de amar o seu Filho, cuja Humanidade eles estavam vendo. Depois, iriam, na volta, informar ao rei Herodes, porque ele também queria adorar o Menino.

34.8 – Aqui tens o ouro, como convém a um rei; aqui tens o incenso, como convém a Deus; e aqui tens, ó mãe, a mirra, pois o teu Filho é Homem, além de Deus e da carne e da vida humana conhecerá a amargura e a lei inevitável da morte. Nosso amor não queria dizer-lhe estas palavras, mas ficar sempre pensando que Ele é eterno, até em sua carne, como eterno é o seu Espírito. Mas, ó mulher, se os nossos mapas, e também as nossas almas, não erram, Ele é o teu Filho, é o Salvador, o Cristo de Deus, e por isso deverá, para salvar a terra, tomar para Si o seu mal, um dos quais é o castigo da morte. Esta resina é para aquela hora. Para que os corpos que são santos não conheçam a putrefação da corrupção, e conservem sua integridade até o dia da ressurreição. Que por estes nossos presentes Ele se lembre de nós e salve a estes seus servos, dando-lhes o seu Reino. Por enquanto, para que sejamos santificados, que a mãe, conceda o seu Pequenino ao nosso amor, para que, beijando os seus pés, desça sobre nós a bênção celestial.

Maria, passada a angústia em que as palavras do sábio a haviam mergulhado, esconde, com um sorriso, a tristeza daquelas fúnebres evocações, e lhes apresenta o Menino. Coloca-o nos braços do mais velho, que o beija e é por ele acariciado, e depois o passa para os outros dois.

Jesus sorri, e brinca com as correntinhas e as franjas dos três e olha­ com curiosidade o cofre aberto, cheio de uma coisa amarela que brilha, e ri, ao ver que o sol faz uma espécie de arco-íris, ao bater sobre a brilhante tampa da mirra.

Detalhe

Resumo: Os Magos contam a sua viagem.

Mateus 2:1-12:
Jesus nasceu em Belém da Judeia, no tempo do rei Herodes, o Grande. Os magos do Oriente vieram a Jerusalém e perguntaram: "Onde está o recém-nascido Rei dos Judeus? Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo.

Quando o rei Herodes ouviu isto, ficou muito perturbado, e toda a Jerusalém com ele. Convocou todos os chefes dos sacerdotes e os escribas do povo e perguntou-lhes onde é que o Cristo ia nascer. Eles responderam-lhe: "Em Belém da Judeia, porque assim escreveu o profeta: "E tu, Belém, terra de Judá, não és certamente a última das principais cidades de Judá, porque de ti virá um chefe que será o pastor do meu povo Israel. Então Herodes convocou os sábios em segredo para lhes dizer quando a estrela tinha aparecido e enviou-os a Belém, dizendo-lhes: "Vão e descubram tudo o que puderem sobre o menino. E quando o encontrardes, vinde dizer-me, para que também eu vá adorá-lo. Quando ouviram o que o rei tinha dito, puseram-se a caminho.

E eis que a estrela que tinham visto no Oriente ia à frente deles, até que parou sobre o lugar onde estava o menino. Quando viram a estrela, exultaram de alegria. Entraram em casa e viram o menino com Maria, sua mãe; e, prostrando-se a seus pés, adoraram-no. Abriram as arcas e ofereceram-lhe presentes de ouro, incenso e mirra. Mas, avisados em sonho para não voltarem para junto de Herodes, regressaram ao seu país por outro caminho.

EMF 34.8

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Ele é o teu Filho, é o Salvador, o Cristo de Deus, e por isso deverá, para salvar a terra, tomar para Si o seu mal, um dos quais é o castigo da morte.

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Maria acaba de descrever a adoração dos Reis Magos.

Palavras-chave

EMF 34.8

O Evangelho como me foi revelado

Citação

34.8 – Aqui tens o ouro, como convém a um rei; aqui tens o incenso, como convém a Deus; e aqui tens, ó mãe, a mirra, pois o teu Filho é Homem, além de Deus e da carne e da vida humana conhecerá a amargura e a lei inevitável da morte. Nosso amor não queria dizer-lhe estas palavras, mas ficar sempre pensando que Ele é eterno, até em sua carne, como eterno é o seu Espírito. Mas, ó mulher, se os nossos mapas, e também as nossas almas, não erram, Ele é o teu Filho, é o Salvador, o Cristo de Deus, e por isso deverá, para salvar a terra, tomar para Si o seu mal, um dos quais é o castigo da morte. Esta resina é para aquela hora. Para que os corpos que são santos não conheçam a putrefação da corrupção, e conservem sua integridade até o dia da ressurreição. Que por estes nossos presentes Ele se lembre de nós e salve a estes seus servos, dando-lhes o seu Reino. Por enquanto, para que sejamos santificados, que a mãe, conceda o seu Pequenino ao nosso amor, para que, beijando os seus pés, desça sobre nós a bênção celestial.

Maria, passada a angústia em que as palavras do sábio a haviam mergulhado, esconde, com um sorriso, a tristeza daquelas fúnebres evocações, e lhes apresenta o Menino. Coloca-o nos braços do mais velho, que o beija e é por ele acariciado, e depois o passa para os outros dois.

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É um dos três Reis Magos que falam e oferecem os seus presentes à Sagrada Família.

EMF 34.9

O Evangelho como me foi revelado

Citação

34.9 Depois, os três entregam a Maria o Menino, e se levantam. Maria também se levanta. Inclinam-se reciprocamente, depois que o mais novo da ordens ao seu servo, que sai. Os três falam ainda um pouco. Não conseguem decidir-se a se afastarem daquela casa. Em seus olhos há lágrimas de emoção. Por fim, eles se dirigem à saída, acompanhados por Maria e José.

O Menino quis descer e dar a mãozinha ao mais velho dos três, e caminha assim, ajudado pela mão de Maria e do sábio, que se inclinaram para pegá-lo pela mão. Jesus dá um passinho ainda incerto como fazem os pequeninos e ri, batendo os pezinhos sobre os riscos que a luz do sol faz sobre o pavimento.

Chegando à soleira (não se deve esquecer que o salão tinha o mesmo comprimento da casa) os três se despedem, ajoelhando-se mais uma vez e beijando os pezinhos de Jesus. Maria, inclinada sobre o Pequenino, toma-lhe a mãozinha, e a vai guiando, fazendo-o traçar um gesto de bênção sobre a cabeça de cada um dos Magos. É já um sinal da cruz, traçado pelos dedinhos de Jesus, guiados por Maria.

Depois, os três descem a escada. A caravana já pronta os está esperando. Os cavalos já estão arreados e seus arreios ornados brilham aos últimos raios do sol, que está para se pôr. O povo se aglomerou na pracinha para presenciar aquele espetáculo único.

Jesus ri e bate as mãozinhas. A mamãe o ergueu e colocou sobre o parapeito, que limita o patamar, segurando-o com um dos braços para que não caia. José desceu com os três e segura para cada um deles o estribo, enquanto eles sobem em seus cavalos e no camelo.

Agora os servos e os patrões estão montados. É dada a ordem de partir. Os três se inclinam até o pescoço da cavalgadura, em uma última saudação. José também se inclina. Maria também o faz, e torna a guiar a mãozinha de Jesus, em um gesto de adeus e de bênção.

Detalhe

Os Reis Magos contaram a sua viagem, ofereceram os seus presentes e adoraram Cristo. Agora estão a partir.

EMF 34.13

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Os olhos da alma "sabem ler a palavra não escrita por mão humana nas coisas, onde esta palavra foi gravada pelo pensamento de Deus".

EMF 34.14

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Por toda a noite, e na manhã seguinte preparam com a mais viva oração, o seu espírito, para entrarem em comunhão com o Deus-Menino.

Eles não vão a este altar, que é um seio virginal, que traz em si a Hóstia Divina, como vós ides a eles com a alma cheia de solicitudes humanas. Eles se esquecem do sono e do alimento e se usam suas mais belas vestes, não é para ostentação humana, mas para prestar honra ao Rei dos reis. Nos palácios dos soberanos, os dignitários se apresentam com suas mais belas vestes. Então, não deveriam eles ir apresentar-se a este Rei com suas vestes de gala? Que festa maior podia haver para eles do que esta?

Oh! Lá em suas terras longínquas, muitas e muitas vezes precisaram se adornar para prestar honras e oferecer seus préstimos a homens como eles. Era, pois, justo que se humilhassem aos pés do Rei supremo e lá depositassem as suas púrpuras e jóias, sedas e plumas preciosas. Pôr-lhe aos pés, diante daqueles benditos pezinhos, as fibras da terra, as gemas da terra, as plumas da terra, os metais da ter­ra — que são ainda obras dele — para que também elas, essas coisas da terra, adorem o seu Criador. Seriam felizes se a Criancinha lhes ordenasse que se estendessem no chão, como se fossem um tapete vivo, aos seus passinhos de Menino, e os pisasse, Ele que deixou as estrelas por amor deles, que nada mais são do que pó.

Detalhe

Jesus fala dos Magos que chegaram a Belém de noite.