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Notas da palavra-chave

Virgindade da Virgem Maria

Tema: Bíblia, tradição e textos sagrados - Antigo e Novo Testamento · Página 2 de 3

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EMF 17.9

O Evangelho como me foi revelado

Citação

De fato, o meu Jesus, e com Ele eu, sua mãe, tivemos de passar pelos langores da morte. Eu passei por ela, como alguém que, cansado, adormece docemente, e Ele, por meio do atroz sofrimento de quem está morrendo, porque foi condenado a isso. Portanto, também para nós houve morte. Mas a maternidade sem pesos e sem violações só aconteceu comigo, a nova Eva, a fim de que ela pudesse dizer ao mundo que doçura teria sido para a mulher chamada a ser mãe, se não sentisse dor em sua carne. Ora, o desejo dessa maternidade pura estava também na virgem toda de Deus, pois a maternidade é a glória da mulher. Se pensardes, então, na honra que era ser mãe para a mulher israelita, ainda mais podereis compreender o meu sacrifício, ao consagrar-me a Deus, com a privação da maternidade.

Mas o Eterno Bem quis dar à Sua serva este dom, sem deixá-la perder o candor que a revestia, tornando-a uma flor no seu trono. Eu me sentia jubilosa com a dupla alegria de poder ser a mãe de um homem e, ao mesmo tempo, ser a mãe de Deus.

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Maria falou com Maria e disse-lhe:

EMF 18.7

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Maria diz:

– Querida filha, quando, depois de cessar o êxtase, que me havia enchido de inexprimível alegria, voltei ao uso dos sentidos nesta ter­ra, o primeiro pensamento que tive foi José, pensamento pungente como um espinho de roseira, me feria o coração, enfaixado , há alguns instantes, pelas rosas do Divino Amor, meu Esposo.

Eu já o amava, este meu santo e previdente guarda. Desde quando a vontade de Deus, por meio da palavra de seu Sacerdote, me tinha­ querido desposada a José, eu já pudera conhecer e apreciar a santidade deste justo. Unida a ele eu tinha sentido que cessava aquela minha desorientação de órfã, e já não tinha mais saudade do meu tempo de asilada no Templo. Para mim ele era tão bom, como meu falecido pai. Junto dele eu me sentia segura, como junto ao Sacerdote. Toda minha titubeação havia cessado, e não só cessado, mas ficado esquecida, de tal modo tranquilizava-me o coração de virgem, ao compreender que já não precisava mais titubear, pois não tinha que temer nada da parte de José. Mais segura do que um menino nos braços da mãe, assim estava a minha virgindade confiada a José.

EMF 23.9

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Maria diz:

– Se a minha presença santificou o Batista, não tirou a Isabel a condenação que deriva de Eva: “Tu darás à luz os filhos com dor”, havia dito o Eterno.

Somente eu, sem mancha, e que não tinha tido união com homem, é que fui isenta de dar à luz com dor. A tristeza e a dor são frutos da culpa. Eu, que era a inculpável, tive que conhecer também a dor e a tristeza, porque eu era a co-redentora. Mas não conheci a dor, ao dar à luz. Eu não senti essa dor.

EMF 25.11

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Fechada em mi­nha casa, só, naquela casa em que tudo me fazia recordar a Anunciação e a Encarnação, e onde tudo me falava de José, desposado por mim em uma virgindade imaculada, eu tive que resistir ao desconforto, às insinuações de satanás, e ficar esperando. Orando, perdoar a suspeita de José, e ao seu gesto de justo desdém para comigo.

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Maria fala do momento em que José se apercebe de que ela é mãe. Nesta passagem, ela recorda a realidade da sua virgindade e da Encarnação.

EMF 29.7

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Negando-me a quaisquer esponsais pelo voto de virgindade, eu tinha rejeitado todo prazer de concupiscência, e merecido a graça de Deus.

EMF 35.10-11

O Evangelho como me foi revelado

Citação

A última visão, pois eu quero falar dela e deixar de falar de outros assuntos que são tão inúteis, e o mundo não quer ouvir a verdade que lhe interessa, é uma visão que ilumina um ponto particular, citado duas vezes no Evangelho de Mateus, numa frase repetida duas vezes: “Levanta, pega o Menino e sua mãe, e foge para o Egito.” “Levanta, pega o Menino e a mãe Dele, e volta para a terra de Israel.” E, como viste, Maria estava sozinha com o Menino no quarto.

A virgindade de Maria após o parto e a castidade de José são muito combatidas, por aqueles que, por serem lama podre, não admitem que alguém possa ser asa e luz. São infelizes, com coração tão corrompido, com mente que se prostituiu tanto à carne, que se tornaram incapazes de pensar que alguém como eles possa respeitar a mulher, ver nela a alma e não a carne, elevando-se a si mesmos, vivendo em uma atmosfera sobrenatural, apetecendo-se de Deus, e não da carne.

Pois bem. Aos negadores do belo, a estes vermes, incapazes de se tornarem borboletas, a estes répteis cobertos pela baba de sua libidinagem, incapazes de compreender a beleza de um lírio, a estes Eu digo que Maria foi e permaneceu virgem, e que só sua alma foi casada com José, como o seu espírito se uniu unicamente ao Espírito de Deus e, por obra Dele, ela concebeu o seu Único Filho: Eu, Jesus Cristo, Unigênito de Deus e de Maria.

Isto não é uma tradição que floresceu mais tarde, por um amoroso respeito para com a Bem-Aventurada, que foi minha mãe. Mas é uma verdade que, desde os primeiros tempos, foi conhecida.

Mateus não nasceu séculos depois. Ele foi contemporâneo de Maria. Mateus não era um pobre ignorante, que tivesse vivido nas selvas, com facilidade de acreditar em qualquer história. Era um fiscal da receita, como diríeis hoje, ou um cobrador de gabelas, como naquele tempo dizíamos. Ele sabia ver, ouvir, compreender, separar o verdadeiro do falso. Mateus não ouviu as coisas por meio de terceiros. Mas ele as recolheu dos lábios de Maria, à qual o seu amor pelo Mestre e pela verdade o havia levado a fazer perguntas.

Não posso chegar a pensar que esses negadores da inviolabilidade de Maria pensem que ela tenha podido mentir. Os meus próprios parentes a teriam podido desmentir, se ela tivesse tido outros filhos, pois Tiago, Judas, Simão e José eram condiscípulos de Mateus. Por isso seria fácil confrontar as versões, se outras houvessem. Mateus nunca diz: “Levanta e pega tua mulher”; ele diz: “Pega a mãe Dele.” Antes diz: “Virgem desposada a José”, “José, seu esposo”.

35.11

Não me venham dizer que isso era um modo de falar dos hebreus, como se dizer a palavra “mulher” já fosse uma infâmia. Não, negadores da Pureza. Desde as primeiras palavras do Livro[1], se lê: “… e se unirá à sua mulher”. Ela é chamada “companheira”, até o momento da consumação sexual do casamento; mas depois é chamada “mulher”, em diversas passagens e em diversos capítulos. E assim acontece com as esposas dos filhos de Adão. É assim que Sara é chamada “mulher” de Abraão: “Sara, tua mulher”; e: “Toma tua mulher e as tuas duas filhas” foi dito a Ló. E no livro de Rute está escrito: “A moabita, mulher de Maalon.” E no primeiro livro dos Reis está dito: “Elcana teve duas mulheres”; e, ainda mais: “depois, Elcana conheceu sua mulher Ana”; e ainda: “Eli abençoou Elcana e a mulher dele.” E sempre no livro dos Reis foi dito: “Bate-Seba, mulher de Urias, o heteu, tornou-se mulher de Davi, e lhe deu um filho.” O que se lê no livro azul de Tobias, aquilo que a Igreja canta para vós nas vossas núpcias, para aconselhar-vos a serem santos no matrimônio? Lê-se: “Ora, quando Tobias chegou, com a mulher e com o filho…”; e ainda: “Tobias conseguiu fugir com o filho e com a sua mulher.”

Nos Evangelhos, isto é, nos tempos de Cristo, nos quais se escrevia relativamente àqueles tempos antigos em linguagem moderna, não havendo, portanto necessidade de se pensar em erros de transcrições, foi dito pelo próprio Mateus no cap. 22: “… o primeiro, tendo-a tomado por mulher, morreu e deixou a mulher ao irmão.” Marcos, no cap. 10: “Quem repudia a mulher…” Lucas chama Isabel de mulher­ de Zacarias, quatro vezes em seguida, e no oitavo capítulo diz: “Joana, mulher de Cusa.”

Como estais vendo, não era este nome um vocábulo proscrito para quem estava nos caminhos do Senhor, um vocábulo imundo que não era digno de ser proferido e, muito menos, escrito onde se trata de Deus e das suas admiráveis obras. O anjo, dizendo: “o Menino e a mãe Dele”, vos demonstra que Maria foi mãe verdadeira, mas não foi mulher de José. Ela permaneceu sempre: a virgem desposada a José.

Este é o último ensinamento destas visões. É uma auréola que resplende sobre a cabeça de Maria e de José. A virgem imaculada. O homem justo e casto. Os dois lírios entre os quais eu cresci, ouvindo só fragrâncias de pureza.

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Mateus 2, 13 : Depois de terem partido, o anjo do Senhor apareceu a José em sonho e disse-lhe: "Levanta-te, toma o menino e a sua mãe e foge para o Egito. Fica lá até eu te dizer, porque Herodes vai procurar o menino para o destruir.

Mateus 2, 19-20: Depois da morte de Herodes, o anjo do Senhor apareceu a José em sonho no Egito e disse: "Levanta-te, toma o menino e a sua mãe e parte para a terra de Israel, porque os que procuravam a vida do menino já morreram.

EMF 68.2

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– Qual o teu Nome?

– Jesus de José de Jacó, da estirpe de Davi, e de Maria de Joaquim, da estirpe de Davi, e de Ana de Arão, Maria, a Virgem desposada no Templo, porque era órfã, pelo Sumo Sacerdote, segundo a lei de Israel.

EMF 73.6

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Além disso, não foi dito pela boca do profeta: “Um broto despontará da raiz de Jessé, e uma flor nascerá dessa raiz”? Isai, o pai de Davi nasceu aqui. O broto da estirpe, cortada perto da raiz pela usurpação dos tiranos, não é a “Virgem”, que dará à luz o Filho, não tido de homem, porque então não seria mais virgem, mas da vontade divina, onde Ele será “o Emanuel”, porque, como Filho de Deus, será Deus e levará por isso Deus entre o seu povo, como diz o seu nome?

EMF 73.7

O Evangelho como me foi revelado

Citação

Quando cair o ódio de vossos corações, virá o Messias; o conhecereis, então, porque Ele está vivo, Ele já existia, quando se deu a matança. Eu vo-lo digo. Não por culpa dos pastores e dos magos, mas por culpa de Satanás é que aconteceu a matança. O Messias nasceu aqui e veio trazer a Luz à terra de seus pais. Filho de mãe virgem, da estirpe de Davi, nas ruínas da casa de Davi abriu para o mundo o rio das graças eternas, abriu a Vida ao homem…

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Jesus disse a um homem de Belém:

EMF 73.10

O Evangelho como me foi revelado

Citação

– Contudo… Amigos, aqui, na noite do dia 25, das Encênias, da Virgem nasceu Jesus Cristo, o Emanuel, o Verbo de Deus feito Carne por amor do homem: Eu, que vos falo. Também naquele tempo, como hoje, o mundo se fez surdo às vozes do Céu, que falavam aos corações… e rejeitou a mãe… e aqui… Não, Judas, não desvies com desgosto o teu olhar daquelas corujas esvoaçantes, daquelas lagartixas, daquelas teias de aranha, e não soergas com repugnância a tua bonita veste bordada para que não se arraste no chão, que está coberto de excrementos dos animais. Aquelas corujas são as filhas das filhas daquelas que foram os primeiros brinquedos sacudidos diante dos olhos do Menino, para o qual os anjos cantavam o “Glória” ouvido pelos pastores, não embriagados, senão por uma alegria extática, uma verdadeira alegria. Aquelas lagartixas, com sua cor de esmeralda, foram as primeiras cores que passaram pelas pupilas de meus olhos, as primeiras, depois do candor do rosto e das vestes de minha mãe. Aquelas teias de aranha foram dossel de meu berço real. Este chão… oh! tu o podes pisar sem desprezo… Ele está coberto de excrementos, mas está santificado pelos pés dela, a santa, a grande santa, a pura, a inviolada, a puérpera deípara, aquela que deu à luz porque devia dar à luz, deu à luz, porque Deus, não o homem, lhe mandou, e a fez ficar grávida de si. Ela, a sem mácula, pisou neste chão. Tu o podes pisar. E, pela planta dos teus pés, queira Deus que te suba ao coração a pureza por ela aqui derramada….